Pokémon Pyro Max
452 PPMAX-424: Batalha do Vale Tudo
O quarto jogo dos Jogos Olímpicos Oceânicos estava para começar. O público na arquibancada lotou todos os lugares disponíveis, a audiência batia recordes, os camarotes com espectadores com grana também lotou.
Kyro Kumamoto era a figura mais importante daqueles no camarote. Acenando para as câmeras, o empresário foi presença garantida entre as principais figuras políticas e empresariais. Ele sentou numa poltrona em frente ao vidro e teve uma visão privilegiada da praia e do telão (esse que teria as cenas dos participantes).
— Sua bebida, senhor — disse uma garçonete.
— Obrigado, meu bem.
Apesar de aparentar calma, era um turbilhão emocional por dentro. Sua facção estava pronta para invadir e roubar o escudo.
— Por onde anda Yamashida? — indagou um político local.
— Ele logo virá — respondeu um garçom.
Baron avisou a Chucky e Gamb que roubariam o escudo. A dupla não entendeu, mas não podiam ir contra o executivo.
— Melhor nos apressarmos.
Os três entraram num carro.
Klauss parou a transmissão do jogo por um momento para falar sobre uma perseguição na cidade. Era o almirante indo pessoalmente no encalço do assassino misterioso.
O drone com a câmera capturava o momento em que os dois estavam no alto de um prédio.
— Por fim te achei — Titanic era acompanhado por Lugia.
— Você é muito persistente, almirante.
— Preparado para a cadeia?
O reverendo Zeitgeist mandou Alakazam usar um poderoso golpe psíquico para atingir o seu perseguidor. Lugia soltou uma rajada. Uma explosão no terraço.
— Almirante! — gritou Falkland.
— Ele é mais escorregadio do que imaginei — Titanic já estava sozinho.
Zeitgeist conseguiu fugir da perseguição com a ajuda de Naganadel. Mas ainda tinha o trabalho de chamar a atenção da marinha.
— Falkland.
— Almirante?
— Avise os outros de Posídon. Esse homem não vai mais escapar de nós.
— Claro.
Mas nem o Almirante Titanic sabia do verdadeiro plano da Black: fazer os mais fortes marinheiros irem atrás do Zeitgeist e deixar o parque olímpico desprotegido. Tudo ia conforme o plano do vilão principal.
...
Proton chamou o 4° jogo de Batalha do Vale Tudo. Não havia restrições nem mesmo para usar pokémons de outras tipagens. E isso deixou os demais guias indignados. No entanto, nem mesmo a anfitriã dos jogos podia impedir. O regulamento dizia que as regras de cada jogo era responsabilidade de cada guia.
— Todos aos botes. Começa agora o jogo Batalha do Vale Tudo — disse Proton ao subir no barco reservado à equipe moderadora.
Jason respirou fundo e ficou na fila para subir nos botes. Foram três embarcações com capacidades para 10 pessoas.
Enquanto isso, Yamashida assistia pela TV, acompanhando um Robert amarrado na cadeira. O vilão sorriu ao ver a imagem de Jason surgir na transmissão.
— Olha lá, senhor Robert. Seu filho. Ele seria um grande treinador. Talvez até virasse campeão pela Liga Hokkaishin. Mas resolveu se meter no meu caminho. A realidade tende ser bastante cruel, não acha?
— Ele jamais vai obedecê-lo. Mesmo com a minha vida em risco.
— Será mesmo? Olha que ele lutou bastante desde que se separaram. Todo o esforço que teve. Ele conseguiu derrubar um governo em Sahaarian. Tudo para um dia reencontrar o pai.
Robert não tinha dúvida alguma de que Anthony era um ser cruel e abjeto.
Um segurança entrou na sala e afirmou que os corredores estavam vazios e as câmeras de vigilância removidas. Assim, Yamashida poderia sair sem ser visto.
— Fiquem com ele até a segunda ordem.
— Sim, chefe.
...
O Parque Olímpico era só festa e alegria. O povo fazia barulho e mais fogos de artifício explodiam no céu. Todos aguardavam o começo definitivo do quarto jogo.
— Que foi, senhorita Jasmine? — Yuri, preocupado com o semblante da moça, perguntou.
— Não estou com uma boa sensação.
Lokar também ficou com uma sensação ruim, porém preferia não demonstrar.
Peter narrou a ida dos participantes. O apresentador e o seu cinegrafista acompanharam no barco da equipe técnica.
— Já estamos bem ao lado do navio. Dá para ver que ele é enorme! E os participantes já chegam.
Do lado do navio saiu uma passarela metálica retrátil que se conectou com o primeiro bote. Os primeiros participantes subiram na prancha e caminharam pela extensão até a entrada. Quem havia vencido primeiro o jogo anterior podia entrar no navio primeiro.
Simon e Benardo foram um dos primeiros a entrar, pois estavam no primeiro bote.
— Isso é mau. Aquele Bernardo vai ter todo o tempo do mundo para se esconder — falou Luiza enquanto assistia pelo telão.
Jason não se deixou abalar pela vantagem de Bernardo. Confiava nos seus pokémons e na sua força.
— Vamos vencer, né, Pyro?
Charmander assentiu.
Era a vez do segundo bote.
...
Bernardo colocou Greninja para fora e buscou um lugar melhor na parte superior do navio. Era a cabine do capitão.
— Quem está aí?
Os gêmeos Richie e Dalesandra Mangold surgiram. Os irmãos mais bem-sucedidos dos jogos.
— Não sabem o perigo que correm?
— Minha irmã e eu percebemos que você não parava de olhar para aquele tal de Jason. Viemos aqui com a intenção de nos unirmos para derrotá-lo.
— Caiam fora. Não preciso de vocês — Bernardo deu as costas.
Dalesandra abriu uma pequena caixa com moedas de ouro e ofereceu a Bernardo. A garota havia dito que poderia dar mais se o Greco se unisse a eles.
— Não entendo vocês. Por que pessoas ricas querem vencer o torneio? E por que derrotar Jason? O que vocês têm contra ele?
Richie e Dalesandra se olharam.
— Nosso pai foi preso quando descobriram o leilão de pokémons em Rock'atown — revelou Richie.
— E soubemos que o mentor foi aquele tal de Jason. Desde então, Richie e eu resolvemos nos vingar.
Bernardo bateu palmas para a dupla.
— E querem me usar como capanga? — O rapaz colocou os braços ao redor das nucas dos dois. — Mas isso não vai acontecer. Quem dará as cartas aqui serei eu.
Richie tirou o braço de Bernardo e perguntou quanto o rapaz queria.
— Por enquanto nada. Quero apenas que os meus mais novos amigos me ajudem a vencer essa competição para eu ganhar aquele escudo.
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