Pokémon Pyro Max

387 PPMAX-359: Reencontro: Jason e Robert


A líder de ginásio de Aqualaguna e capitã-chefe da marinha de Atlantique era a garota prodígio chamada Rihanna Titanic, neta do lendário almirante Titanic, que desaparecera 20 anos atrás e dado como morto. Rihanna nunca conhecera o avô, pois nascera 2 anos após a morte do almirante. Com 18 anos já tinha cargo de chefia nas forças armadas do estado.

— Também sou líder de ginásio. Sei que alguém chamado Jason me busca para um combate.

— Esse sou eu.

— Jason, acha melhor um duelo primeiro ou se reencontrar com o seu pai?

— Meu pai em primeiro lugar.

Victoria abraçou Titanic. Ambas estudaram na mesma escola e eram muito amigas.

— Sua irmã está bem?

— Sim. Ela está a salvo, apesar do erro de logística que foi trazê-la pra cá.

Rihanna acompanhou sozinha o grupo até um outro local mais adentro da plataforma. Havia um segundo elevador que dava para as profundezas. O elevador era em forma de cilindro e de vidro. O transporte desceu rapidamente.

— Olha que lindo — disse Luiza ao ver o fundo do oceano.

Dava para ver as algas, os pokémons nadando e rochas no fundo.

O ginásio de Aqualaguna ficava dentro de uma cúpula de vidro abaixo da plataforma. Havia cinco prédios brancos em forma de concha. O ginásio principal e onde havia as batalhas ficava no meio.

— Essa é a Atlanta. Uma micro-cidade construída para abrigar o ginásio e um laboratório. Aqui temos o ginásio no meio, dois hotéis com cinco andares, um laboratório de pesquisas marítimas e a sede do ProKeAn, Serviço de Proteção de Pokémon Aquático e Nativo. É um braço exclusivo de segurança pública e militar que lida com pokémons.

— É como um serviço de proteção — comentou Victoria.

— Exato. ProKeAn existe apenas em Atlantique, mas queremos que seja implementado em todo o território nacional.

— Acho que isso deveria ser bom para o sul de Kabuto. Lembra que rola até pirataria por lá? — Jason falou para Victoria.

A porta do elevador abriu e puderam caminhar ao ar livre. Dentro da cúpula, um lugar com muita vegetação e flores. Nem parecia que aquilo era no fundo do oceano.

— Seu pai está hospedado no quinto andar. No último desse hotel. Prefere ir sozinho?

Jason assentiu. Tinha que ver Robert cara a cara. O garoto caminhou pelo hall e falou com a recepcionista, que já sabia de todo o assunto. A mulher deixou o guri subir.

— E nós? — indagou Luiza.

— Podemos pedir um chá. Esse hotel possui um restaurante. Vamos — Rihanna foi na frente, acompanhada por Vicky e Luiza.


Jason caminhou pelo corredor e chegou em frente à porta do quarto. Tocando a capainha, recebeu, em seguida, a notícia para entrar, pois a porta já estava aberta. O menino escutou a voz do pai e olhou para Charmander.

— Pai?

Robert, que via o lado de fora na varanda, se virou e olhou Jason de cima para baixo. Foram tantos dias longe do seu garoto, mas estranhou o fato dele estar grande.

— Jason...? O que houve?

— Eu passei por um treinamento rigoroso. Sou eu e... Pyro!

Charmander pulou sobre os braços do homem. O pokémon jamais esqueceu do pai do seu treinador.

— Vem cá, filho. Me dá um abraço.

Jason correu e abraçou o pai. Algumas lágrimas escorriam dos olhos de ambos. Um momento que o garoto quis tanto. Dois anos longe de Robert foi um teste de fogo.

Um tempo depois, pai e filho conversavam sobre o período que Jason treinava no mundo espiritual. A aventura no mundo do Grande Bruce, a evolução de Pyro para Charizard e as aventuras em Sahaarian, Zona do Safári, Permafrost e Mantisk.

— É difícil crer que existam outros mundos além do nosso. Mas não duvido, pois você é a prova de que mudou fisicamente.

— Ah... papai. Tive outros pokémons capturados nessa aventura, mas deixei alguns deles na fazenda em Pallet. Depois quero que os conheça. Mas tem outros aqui comigo.

Jason mostrou Dratini, Sylveon (Robert não conhecia a evolução do Eevee do seu filho), Seismitoad e Pancham. Todos, exceto Seismitoad mostraram respeito ao pai do treinador.

— Tem outro que veio comigo. Mickye!

O Raticate pulou no colo de Robert.

— Que grata surpresa. Foi o professor que evoluiu?

— Papai... por que não pensou que poderia ter sido eu a evoluir Mickye?

— Você nunca demonstrou interesse em treiná-lo. Nem mesmo antes da chegada de Pyro.

O garoto inflou as buchechas.


Luiza explicou a Rihanna que a relação entre Robert e Jason era muito forte. O pouco que conviveu com o pai do amigo deu uma forte impressão de que era um pai presente e superprotetor. Era até mesmo uma relação de proteção exagerada.

— Mesmo assim não consigo imaginar uma proteção exagerada. Mesmo que haja perigo iminente. O garoto tem os pokémons — comentou a capitã.

— Engano seu, amiga. Robert tem um motivo para isso. A vida dele cruzou o caminho do meu pai. E te digo que isso é bem perigoso. Não subestime Anthony Yamashida — revelou Victoria.


O momento de alegria pelo reencontro deu lugar a um tenso início de conversa acerca do segredo que Robert tanto escondia do filho.

— Mamãe teve caso com o senhor Yamashida, por isso que Vicky é a minha meio-irmã. É isso?

— Não contei para te proteger dos perigos que aquele homem poderia proporcionar a ti. Eu sei que agora é um menino forte, mas...

— Papai, não se preocupe. Eu sou forte o suficiente para me proteger. Eu derrotei vários capangas poderosos do Yamashida e da Equipe Black. Confia em mim.

Robert sorriu e descobriu ali mesmo que Jason havia mudado. 2 anos foram suficientes para amadurecer. No entanto, a história era mais profunda.

— Você não sabe que foi Yamashida quem mandou matar a sua mãe?

O corpo de Jason ficou petrificado.

— Pa... papai... É mentira, né?

— Anthony Yamashida foi o responsável pela morte da sua mãe. Ele se vingou dela por ter se casado comigo. Filho, aguente. Agora que comecei, contarei a verdade por completo. Não me deterei. Conhecerá o quão baixo é aquele homem.

Notas finais
Jason finalmente conhece o Anthony Yamashida.