Pokémon Pyro Max
388 PPMAX-360: Anthony x Miranda x Robert
— Eu trabalhava para a empresa Yamashida em White City quando conheci Miranda. Ela vinha de uma família de classe média e supervisionava a fábrica de pokébolas. Eu era um trabalhador chão de fábrica. Viramos amigos e confidentes. Nessa época, ela era amiga da senhora Aline Woodrow. Aline era a prometida do senhor Tony por ser de origem rica, de uma família adinheirada. Aparentemente, sua mãe, Aline e Tony eram ex-colegas de faculdade; sua mãe fora bolsista na prestigiada Universidade de Hokkaishin. Bom... dado esse contexto, posso começar a verdadeira história. Há 20 anos, Tony mudou completamente de personalidade. Ele se tornou mais cafajeste e tinha muitas amantes. Infelizmente, Miranda caiu na dele e tiveram um caso.
— Foi então que nasceu Victoria?
— Sim. Dezoito anos atrás ela teve uma filha. Mas Yamashida a obrigou a entregar a criança para ele e Aline cuidarem. Miranda estava devastada depois disso. Foi quando nos relacionamos mais intimamente. Bom, eu já gostava dela antes de Tony resolver ficar com Aline. Então foi só um empurrão no nosso relacionamento.
Jason acariciava Pyro, que dormia sobre o sofá em forma de Shellder. O guri ficou com uma expressãp de tristeza nos olhos.
— Miranda e eu começamos a namorar uns 15 anos atrás. Foi nesse período que Aline e Anthony se casaram e tiveram a filha legítima deles.
— Britney.
— Então Miranda resolveu fugir comigo para a minha terra natal, ou seja , Celestial. Eu nasci em Celestial Town, mas resolvi morar na casa de uma avó minha lá em Cocconut.
A história sobre o passado da sua mãe era mais densa do que imaginava. Ela era o centro de tudo.
MIRANDA CINNAMON — ALINE WOODROW
MIRANDA CINNAMON — ANTHONY YAMASHIDA
MIRANDA CINNAMON — ROBERT KRUEGER
— O senhor disse que Yamashida era o culpado pela morte dela?
— Ele se tornou cada vez mais um homem possessivo. Ele roubou Victoria dos braços de Miranda e não aceitou o meu casamento com ela. Ele queria que Miranda fosse uma amante oficial.
Atrás da porta, uma pessoa escutava a história de Robert. A tal pessoa era Victoria.
— Sabe qual foi a sua última recordação da sua mãe?
— Quando eu tinha seis anos. Há quatro anos neste mundo. Eu lembro que uma semana após ela trazer Mickye, saiu para trabalhar em Celestial. Então ela pegou um barco que ia de Cocconut para Celestial.
— Filho, sei que não recorda totalmente, mas naquele dia chovia muito. Ela finalmente achou um emprego num hospital na cidade Celestial e estava orgulhosa de trabalhar na profissão que se formou. Mas ela não chegou ao destino.
— Morreu num naufrágio...
— A polícia apurou o naufrágio e percebeu que não foi por causa natural. A explosão ocorreu por interferência de humanos.
— Pai... tem como provar?
— Um dia antes, prenderam um capanga e havia um emblema da Equipe Black em sua roupa.
A informação foi o suficiente para Victoria arrombar a porta do quarto e pegar os dois de surpresa. Jason chorava, mas estava relativamente calmo em comparação com Vicky. Ela estava extremamente nervosa.
— Meu pai matou a minha mãe...! Por que não contou isso antes?
— Jason era criança e não entenderia. Eu contaria pra quem? Eu, um trabalhador, acusando o empresario mais poderoso do país, de homicídio. Hoje ainda é difícil provar o conluio de Anthony com a Black, imagine anos atrás.
Jason tentou se aproximar de Vicky, mas esta saiu correndo.
Luiza e Rihanna tentaram seguir a moça, mas Vicky olhava com puro ódio e tristeza. A campeã subiu à plataforma e usou Dragonite para voar.
— Aonde ela vai? — indagou Rihanna ao marinheiro que verificava numa sala cheia de câmeras.
— Vai direto à cidade.
A líder de ginásio falou que Yamashida participaria como presidente dos Jogos Olímpicos Oceânicos.
...
O restaurante 6 estrelas era totalmente feito de vidro. Paredes, teto e chão mostravam os pokémons peixes nadando. As mesas e cadeiras eram feitas de pérolas de Shellder. Era como se fosse um grande aquário.
— Kyro, não seja prepotente. Conheço seu modus operandi. Veio para Aqualaguna a fim de obter vantagem do mercado negro de leilões — falou Yamashida ao beber uma taça de vinho.
Yamashida e Kumamoto estavam à mesa de ouro branco com mais dois empresários.
— Você tem razão, colega. Não vou esconder as minhas pretenções. O que quero vai além dos objetos valiosos do leilão.
Uma rodada de caviar e outros alimentos chiques iniciou. Os garçons atenderam os quatro.
— Você já ouviu falar do Escudo de Palas?
— Uma peça de ouro muito bonita. Será o prêmio principal dos jogos. Por quê? Vai roubar?
— Hehehehe... bom, não exatamente. Mas eu quero aquilo de qualquer jeito. É por isso que estou contratando candidatos para trabalharem para mim durante os jogos.
— Boa sorte. Você pode esbarrar com talentos que vão além do seu controle. Bom, estou voltando ao hotel. Faltam 4 dias para os jogos. Talvez veja vocês até lá.
Yamashida se levantou.
— Posso dar boa sorte para a tua candidatura? — indagou Kumamoto.
Mas Yamashida não quis escutar a provocação. Saiu com os seguranças.
Na calçada do restaurante, Yamashida viu Dragonite sobre o teto da limusine, que já estava esmagada pelo pouso do dragão. Victoria surgiu diante do pai e chamou a atenção de transeuntes.
— Victoria, o que faz aqui? Pensei que estivesse na capital ou naquele lugar cheio de dragões inúteis.
— O senhor matou a minha mãe.
O segurança ao lado do magnata sinalizou para que outro segurança usasse uma pokébola.
— Quer discutir problemas familiares na frente de todas essas pessoas? Como posso ter matado a sua mãe, se ela morrera de doença?
Kumamoto saiu a fim de testemunhar a briga. Outros clientes do restaurante saíram.
— Nem posso olhar pra cara do senhor sem que me revire o estômago. Quando eu disse "mãe" não me referia a Aline Yamashida. Conhecia muito bem Miranda, não é? O senhor a matou por puro ciúme de ter sido trocado. Trocado pelo homem que o senhor sequestrou.
— Victoria, silêncio. Vamos discutir isso em outro lugar.
— O senhor é o cabeça da Equipe Black!! Fala, meu pai. Revele ao mundo.
YAMASHIDA INCÓLUME!!!
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