Pokémon Pyro Max
384 PPMAX-356: Aqualaguna - A joia de Hokkaishin
O suor percorria o rosto de Simon minutos após o resultado daquele leilão. Seu coração disparou e a ansiedade tomou conta do seu corpo. Não estava crendo que uma única pessoa havia levado todos os itens do mercado negro de leilões, ou seja, mais de 80 objetos diversos e com valores variando entre médio e muito alto.
— Senhor Kumamoto, sua limusine o espera — falou um segurança careca e com óculos.
O ricaço caminhou pela rua de trás do leilão, um ambiente menos movimentado e que tinha um jardim repleto de arbustos.
Simon, que já estava pronto para tudo, seguiu o homem sem nenhum temor. No entanto, perdera o Kumamoto. De repente, um saco preto foi colocado em sua cabeça e uma arma nas suas costas.
— Andando — falou um dos seguranças. — Uma gracinha e eu atiro aqui mesmo.
Simon caminhou até o carro. Os seguranças amarraram e jogaram o ruivo para dentro do veículo. Minutos depois, levaram o jovem até um recinto vazio, mas que era perceptível ser um galpão. Desamarraram e tiraram o saco da sua cabeça. Ele viu o senhor Kumamoto sentado numa cadeira metálica.
— Senta aí, menino — falou Kumamoto num tom dominante. O homem acendeu um cachimbo dourado e passou a fumar.
Simon sentou na outra cadeira.
— Posso saber o porquê está me seguindo? Já sei. Deve estar trabalhando para a polícia. Nunca pensei que o governo recrutaria adolescentes para o cargo.
— Não é isso. Não sou policial.
— Melhor assim — fumou o cachimbo e fez aneis de fumaça no ar. — Mas aí vai depender do que você disser a mim. Normalmente já estaria morto, mas hoje estou de bom humor.
Simon viu que o recinto estava com cinco seguranças armados com pistolas. E nem pokémons poderia salvá-lo, pois decidiu ir sozinho ao leilão.
— A mega-pedra. Quero ela.
— Paguei 50 milhões nela. Quero 100.
— Não tenho esse dinheiro.
— Gastei 400 milhões só nesse leilão. No mercado oficial poderia sair até por 1 bilhão. Lucrei bastante. Mas pretendo enriquecer ainda mais. Você é treinador de pokémons?
— Sou sim.
— E por que quer a mega-pedra?
— Quero evoluir o meu pokémon e me vingar de uma pessoa que me humilhou no passado. Aquela pedra é o único meio de eu conseguir isso.
— Vingança... Eu respeito isso. Qual é o seu nome?
— Simon.
— Simon, vou te dar uma chance — levantou e foi para bem perto do garoto. — Quero lucrar ainda mais. Tem algo que estou interessado e que pode valer uns 5 bilhões.
— O que é?
Kumamoto retirou um cartão do bolso do terno e deu ao rapaz.
— Venha até mim no último dia de inscrição para os Jogos Olímpicos Oceânicos. Você pode ser útil para mim, e eu te recompensarei com a mega-pedra que tanto deseja. Não fuja ou eu dou a sua cabeça a prêmio. Podem soltar ele.
Kumamoto foi embora, deixando Simon ileso. Mas um segurança tirou uma foto dele para assegurar que seria alvo se fugisse.
Trabalhar para um magnata corrupto seria novidade, mas estava disposto a aceitar se tivesse a mega-pedra. A vingança contra El Charco, seu pai, era maior do que qualquer impasse sobre moral e ética.
...
Victoria mexeu em Jason e pediu para ele acordar. O menino foi informado de que já estavam na cidade de Aqualaguna.
— Essa é Aqualaguna? Incrível.
— Acho que já visitei essa cidade quando era bebê. Não me lembro, mas meus pais sempre diziam que era a joia do país. Realmente não mentiram.
— Luiza, você era uma princesa. Seu pai era um governante que viajava muito. Deu até uma inveja.
Aqualaguna era uma cidade inigualável. Possuía prédios modernos, coloridos e espelhados. Arco-íris constantes surgiam em cada canto da cidade. As nuvens eram feitas de bolhas de sabão. Vários jatos e chafarizes d'água enfeitavam a capital aquática do país. Na parte mais periférica, casas coloridas mesclavam a paisagem com canais com gôndolas. Não havia ruas ou carros. Na parte central, edifícios com mais de 50 andares. Parques, luzes de leds, placas de anúncios, etc. Toda a temática de Aqualaguna era sobre a água. Havia até meios de transportes exclusivos, como passeio com Lapras, dirigíveis em forma de Jellicent, metrô no formato de Gyarados, passeio no lago para crianças nas costas de um Swanna e outros.
— O que foi, Kayden? — perguntou Victoria.
— O combustível está acabando.
— Isso quer dizer que não vai dar pra pousar perto da plataforma de petróleo?
O homem achou um dos muitos rios da cidade. A sorte era que poucas pessoas nadavam ou usavam um barco no momento. Ele pediu para que se segurassem. O avião pousou.
— Eu tinha que ter imaginado que ficaríamos sem combustível. Desculpa, pessoal.
O avião foi rebocado até um píer no rio.
— É aqui que vamos nos separar, por enquanto. Qualquer coisa, qualquer pedido de ajuda, só me chamar.
Os três se despediram do piloto e caminharam pela cidade.
Jason e Victoria ficaram encantados. Viram pokémons aquáticos dentro de bolhas e se moverem em solo seco. Era o caso de um Goldeen que passeava ao lado da sua dona. O peixe estava dentro do que parecia ser uma bolha de sabão.
Jason viu a entrada do shopping da cidade. O local era colorido e luminoso. Painéis ultrarrealistas mostravam imagens de pokémons.
— O que pretende? — questionou Luiza.
— Comprar pokébolas — Jason respondeu.
— Mas a empresa do teu pai não parou de fabricar, Vicky? Era a maior fabricante, né?
As perguntas de Luiza eram pertinentes. Nem mesmo Vicky sabia responder.
Jason e Charmander correram para dentro do shopping.
O interior do local era magnífico. Tecnologia abundante. Havia até uma cascata artificial no grandioso hall de entrada. As pessoas passeavam com familiares e pokémons.
A loja principal para pokémons ficava no andar superior. Um pátio externo continha um modesto parque aquático com tobogãs e piscinas. A loja para treinadores era a maior que o menino havia visitado.
— Vai pagar em dinheiro ou digital?
—Digital.
Após o pagamento, Jason olhou para o lado e viu Bernardo. Bernardo também viu Jason. Os dois a pouco mais de 1 metro de distância.
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