Pokémon Pyro Max
385 PPMAX-357: Inscrição para os jogos... oceânicos
Victoria e Luiza, que olhavam uma loja de roupas, viu uma movimentação estranha das pessoas. Elas corriam para o segundo andar. Subiram pela escada rolante e foram verificar no Aqua Trainer.
— O que essas pessoas fazem aqui? — indagou Luiza ao ver a multidão.
Aqua Trainer era a famosa loja para treinadores e pokémons. Possuía um parque aquático numa área exclusiva externa do shopping.
Charizard soltou uma bola de fogo, mas Greninja conseguiu desviar a tempo.
Uma batalha entre Jason e Bernardo iniciou. Jason nunca esquecera das desgraças que ocorreram em Woodland, inclusive o sequestro do seu pai. Tudo culpa de Bernardo Greco. Nunca imaginara que um dia veria o vilão em sua jornada.
— Tá muito assanhado, pequeno Jason. Com certeza tá achando que eu queria uma revanche. Mas não. Tenho outros planos.
— Juro que ainda não te bati suficiente. Você ajudou a sequestrar o meu pai.
— Hahaha! E eu com isso? Era apenas trabalho. Mas eu já fui demitido da Equipe Black.
Victoria e Luiza chegaram.
Uma policial com um Growlithe apareceu.
— Acho que está na hora de cairmos fora daqui, Greninja. Talvez a gente volte a se enfrentar, pequenino.
— Vagabundo! Por que não fica pra lutar?!!
Greco correu com o seu Greninja para a mureta de vidro no limite do parque. Montou nas costas do seu Greninja. O pokémon pulou dois andares abaixo com o seu treinador.
Luiza explicou a Victoria que Bernardo fazia parte da Equipe Black e a mente por trás do sequestro de Robert.
— Vamos para a delegacia! — ordenou a policial para Jason.
— Senhora policial, posso falar um pouco com a senhora? — Luiza pediu com a voz mansa.
Pouco tempo depois, Jason foi liberado depois que a policial reconheceu a campeã de Hokkaishin (ela ainda pediu uma selfie).
Victoria reservou três suítes no hotel Clamp. O prédio com 10 andares tinha o formato de concha de Clampearl. Os quartos eram grandes e confortáveis.
— Pyro, o que Bernardo faz na cidade?
Charmander deu de ombros.
As pokébolas dos seus outros pokémons se mexeram. Todos saíram. Hora da comida.
...
Maytsa fazia as unhas na cabine de comando do seu submarino quando recebeu a informação de que o avião cargueiro chegara com sucesso. Todos os objetos seriam vendidos no leilão do mercado.
Um Aqua Blacker surgiu na frente da sua chefe com o rosto pálido.
— Que foi?
— Alguém acaba de entrar no submarino, senhora.
Maytsa abriu a escotilha e foi até o salão do periscópio. Viu alguém debruçado no mapa digital no centro.
— Barron Harris. O que faz aqui?
— Acompanho o presidente.
— Mentiroso. Conheço você perfeitamente.
O executivo riu da mulher.
— Realmente você é melhor do que aquela mulher aranha. A bruxa do oceano. Okay. Eu estou aqui por razões pessoais. Mas logo me juntarei ao presidente. Provavelmente o rumor que me ausentei da empresa já chegou nele.
Maytsa não quis saber de rodeios.
— De todo mundo que trabalha para o presidente Yamashida, você é o pior. Nem Dark Ling chegava a seus pés. Qualquer passo que dá tem um propósito. Agora desembucha.
Barron ajeitou o óculos de grau e se aproximou por trás da comandante.
— Jason já chegou na cidade. Ele até enfrentou seus subordinados numa cidade do interior.
— Quê?
— Ele vai participar dos Jogos Olímpicos Oceânicos. Eu o forcei a isso. Não terá outra escolha a não ser participar.
— Barron, por que me conta isso?
— Por que sei que tem um problema pessoal com o moleque. No entanto, o atual trabalho não tá te dando espaço. Saiba que ele estará nos jogos sob minha ameaça.
A mulher sabia que Barron era astuto, mas nunca imaginou que ele havia persuadido Jason.
...
Dia seguinte. Faltavam apenas dois dias para a inscrição nos jogos. Por isso, Jason saiu de manhã bem cedo com Pyro para o local se inscrever o mais rápido possível.
Um prédio de dois andares que mais parecia um aquário gigante (as paredes eram de vidro com água dentro) era o local para os futuros desafiantes. A fila era enorme. Cerca de 40 pessoas estava na frente do garoto.
— Vai demorar bastante — olhou para o relógio da pokédex.
Charmander pulou de seus braços e se encontrou com o Poliwag. Não era um Poliwag qualquer.

Nome: Poliwag
Designação: Pokémon girino
Número: 060
Tipo: Água
Sexo: Macho
Grupo de ovos: Água 1
Peso: 12 kg
Altura: 0,60 metro
Razão de gênero: 50% masculino e feminino
Estado: Velocidade
Era o Poliwag shiny de Luiza.
— O que tá fazendo aqui?
— Eu que te pergunto, Jason. O que faz aqui? A gente combinou que iria para o seu pai ainda de manhã, mas você resolveu participar dos jogos.
— Cadê a Victoria?
— Dormindo. Ainda são 8 da manhã. Ela pode ser a pessoa mais legal do mundo, mas seu hábito aristocrático de acordar tarde ainda existe.
Jason não falou sobre a ameaça que recebera de Barron. A desculpa era que apenas tinha vontade de saber como eram os jogos.
— Não esqueceu do Robert, não é?
— Claro que não! Ele está sob proteção e isso me deixa satisfeito. É que... ele... ele pode não me reconhecer. Envelheci 2 anos desde a última vez que nos vimos.
— Ah Jason. Até parece que envelheceu décadas. Você só creceu um pouquinho. Ainda é o guri que conheci.
A fila começou a andar.
A inscrição ocorreu dentro do local e com várias pessoas trabalhando em mesas com máquinas para aceitar cartão ou o pagamento digital via pokédex. Jason pôs a sua pokédex acoplada na máquina. Pagou uma quantia de 2000 pokedólares para participar, ganhando um cartão de participante.
— Eu também vou participar — falou Luiza ao mostrar o seu cartão.
Ambos andavam pela rua de volta ao hotel.
— Sabe que só pode usar um parceiro pokémon especificamente aquático, né? Tá confiante que Seismitoad vai te obedecer?
— Eu quero só ver a reação dele...
Uma limusine preta passou pela mesma rua em sentido oposto, cruzando o caminho de Jason. O veículo era de Anthony Yamashida. Jason e Yamashida nunca estiveram tão perto.
— Que comece uma nova era — disse Yamashida ao ver no jornal a notícia do impeachment do governador.
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