Pokémon Mystery Dungeon: Liberators of Fate

8 Dungeon 8 - As investigações da raposa


Brian estava sentado em uma cadeira no hospital da cidade, pensando. Ele havia recebido a notícia de que seu irmão estava estável, mas que ia precisar ficar um tempo em repouso.

Pelo visto vou ter que cuidar disso até ele acordar... mas por onde? Talvez na guilda... – refletindo, o garoto se levantou, saindo do hospital.

Seguindo pelas ruas em silêncio, ele planejou o que ia fazer. Primeiro, interrogar o Swalot que cuidava da guilda para obter informações. Segundo, ir até a polícia local, eles deveriam ter informações. Concordando com seus pensamentos, ele parava na frente do prédio que queria chegar, entrando e indo direto na sala do chefe, batendo na porta.

— Pode entrar! – a voz de Robert dizia.

Abrindo a porta, Brian afrontava seu alvo, se aproximando. Seus lábios estavam fechados e seus olhos estavam levemente apertados. Mesmo assim, ele tentou permanecer calmo.

— A que devo o prazer de sua visita? – o Swalot questionou, o olhando diretamente.

— Meu irmão e eu aceitamos uma missão de um Tyrunt que está com o pai desaparecido... – ele dizia enquanto andava em círculos. – Falamos com o prefeito e pouco tempo depois, um Empoleon nos atacou. Aí eu pensei... você está aqui a mais tempo que nós, conhece esse Pokémon?

— Ah... – Robert arregalou os olhos. – Garoto, eu sugiro para você que ignore isso e procure outra missão para focar o seu tempo... não vale a pena.

— Eu decido se vale a pena ou não! Lance está no hospital por que o idiota do prefeito mandou esse cara atrás da gente! – irritado, ele rosnou para o Pokémon roxo.

— Bem, entendo que esteja zangado com isso, mas não há nada que eu possa fazer...

Respirando fundo, Brian saiu correndo de lá, seus pensamentos acelerados. O próximo passo seria ir até a polícia, mas antes disso, ele queria fazer um teste. Usando sua habilidade de ilusão, ele se tornou invisível, se concentrando para que a cauda também sumisse e voltando para a sala do Swalot, aguardando em silêncio. Demorou um pouco, mas Robert iniciou uma ligação. Embora ele não conseguisse ouvir o outro lado da linha, dava para ter uma noção da conversa.

— Um dos garotos veio pedir respostas para mim! – ele dizia com a voz rígida – Mas é claro que eu enrolei! Não podemos deixar nosso acordo acabar!

Ele tá trabalhando com alguém, seja com aquele mercenário ou seja com o prefeito... essa história fica mais complicada a cada segundo...

— Vou dar uma chance para eles quando o Riolu sair do hospital... – falando isso, o Swalot desligava.

Era tudo o que Brian precisava saber, ele saiu do lugar novamente, e, ao se distanciar o suficiente, desfez a ilusão, ofegando.

— Usei energia demais... – ignorando seu cansaço, ele continuou andando, procurando a delegacia de polícia para fazer algumas perguntas.

Enquanto andava, sua mente criou algumas teorias. A guilda Black Skull, ou ao menos seu líder, além do prefeito, pareciam estar conectados ao assassinato. Isso fazia o garoto se perguntar qual autoridade ele poderia confiar. Então ele viu a delegacia. Respirando fundo, Brian foi para dentro do prédio.

Logo um Pokémon se aproximava do Zorua. Ele tinha aparência reptiliana, com escamas verdes e um estômago em formato de diamante, de coloração azul.

— Em que posso te ajudar? – o Tyranitar questionava Brian.

— Bem, com quem eu posso falar sobre um caso? É sobre um Druddigon desaparecido.

— Basicamente a polícia inteira, mas tem um investigador aqui que está trancado em seu escritório o dia inteiro procurando pistas desse Pokémon desaparecido. – ele se virava, indicando para Brian o seguir.

Entrando na sala, os dois viam um canídeo de pelos laranjas remexendo em alguns papéis, um copo grande contendo o que parecia ser café. O Tyranitar suspirou, pigarreando para chamar a atenção do Arcanine.

— Apollo, você tem visitas...

— Hm? – mexendo suas orelhas, ele olhava o garoto que havia chegado. – O que você quer? Eu tô meio ocupado no momento.

— Ele veio falar do caso do Druddigon...

— Ah! Nesse caso pode vir! Alguém veio me ajudar, finalmente! – ele dizia, vendo o Tyranitar sair.

— Bom... senhor Apollo, me chamo Brian e sou membro do time de exploração Liberators... vim fazer algumas perguntas. – o Zorua se aproximou, um olhar sério em seu rosto.

— Pode explicar a situação, garoto. – ele se sentava nas quatro patas. – Sou todo ouvidos...

— Nós, eu e meu irmão, ficamos sabendo que o Druddigon era político e resolvemos investigar o prefeito, que negou envolvimento. Horas depois, um Empoleon apareceu na porta da nossa casa...

— E os atacou. – Apollo terminava a frase. – Entendo... escute, você foi para a guilda?

— Estava lá antes de vir aqui, mas foi basicamente a mesma coisa que aconteceu com o prefeito. Disse para eu ignorar. – ele batia as patas no chão, parecendo irritado.

— Sim, eu fiz a minha própria investigação sobre eles. Estão envolvidos em alguns casos diversos. Roubo, assassinato, extorsão, já vi eles ignorarem tudo...

— E quanto ao Empoleon? Ele é um mercenário – o Zorua respirava fundo, tentando se acalmar enquanto esperava uma resposta.

— Ah, eu também vi sobre ele... tenho alguns informantes infiltrados, e graças a eles, consegui algumas informações importantes dos mercenários. – após falar isso, o Arcanine pegou alguns papeis, os colocando na mesa.

— Espera aí, no plural? – saltando na cadeira, ele via os papeis.

Haviam fotos de alguns Pokémons: um Aggron, um Bisharp e um Empoleon. Brian então percebeu que eles estavam lidando com mais de um criminoso. Pensando, ele concluiu que o que atacou o Druddigon foi outro.

— Certo, então são três...

— Sim. Pelo que me disseram, o Aggron se chama Atlas e ele é basicamente o líder da equipe. O Bisharp se chama Flint e o Empoleon, Napoleon. O grupo se autodenomina Companhia Coração de Aço. – ele falou, explicando para o garoto.

— Ok! Então tenho uma ideia de quem estou enfrentando, mas você pode dizer o motivo de não ter prendido o prefeito com todas essas informações?

— Moleque, as coisas não são tão simples... prender alguém tão influente nessa cidade é algo que precisa do máximo de provas possíveis. Coisas como uma confissão, entende?

— Se é disso que você precisa, então é isso que eu vou entregar... – descendo da cadeira, ele tinha um olhar determinado em seu rosto.

— Ei, espera! Você não tá pensando em invadir o escritório dele para perguntar?!

— Claro que sim! – se virando, ele rosnava, irritado com aquela situação, sua cauda balançando rapidamente. – Tentei do jeito do meu irmão e ele tá todo machucado agora! Se eu fizer do meu jeito, talvez dê certo!

O Arcanine então suspirou, olhando o Zorua diretamente, analisando o garoto. Ele então, deu uma leve risada, fechando seus olhos. Brian, sem entender o que estava acontecendo, se afastava devagar.

— Escuta, Zorua, suas intenções são boas, mas se for avançando contra qualquer situação sem plano nenhum, você não vai sobreviver... é uma dica minha.

O garoto começou a pensar. Desde que saíram de casa, ele tentou tomar as rédeas nas dungeons que foram. Primeiro, com o Zebstrika, mesmo os dois tendo controlado a situação, ainda se feriram. Depois com o bando do Luxray, onde Lance quase morreu. Internamente, ele odiava ter que admitir que o detetive estava certo.

— Como enfrentar um inimigo protegido por todos que são autoridade aqui então?! Eu tenho que proteger o Lance!

— Você entende como a mente deles funciona... – abrindo uma gaveta, ele pegava um envelope.

— Os três... tem a tipagem de aço... então por acaso vieram do mesmo lugar? – teorizando, ele colocava a mão no queixo. – Eles tem que se conhecer bem, já que conseguiram manter a organização por tanto tempo assim...

— Bingo... eu sei de onde eles vieram e de algumas coisas do passado deles... meu caro amigo, você vai me ajudar com isso?

— Eu sei como é a sensação de ter um parente desaparecido... sem saber se está vivo ou morto... – abaixando as orelhas, ele falava com um tom de tristeza em sua voz. – Aquele Tyrunt não merece isso, e nem todos os Pokémons que eles feriram. Claro que eu vou ajudar!

Apollo via aquela cena, pensando no que o Zorua havia passado para estar daquele jeito. Não seria uma boa ideia perguntar, se ele não queria falar, tinha que ter seus motivos. Ele então abriu o envelope com uma de suas patas.

— Você já ouviu falar da cidade de Oreshard?

— Eu... não... – Brian pensou por alguns instantes.

— Então deixe eu explicar para você...

Diário da aventura

Itens:

5x Oran Berry

1x Sun Ribbon

1x Escape Orb

2x Apple

Lance

Espécie: Riolu

Idade: 16 anos

Level: 21

Moves conhecidos:

Force Palm

Cross Chop

Brian

Espécie: Zorua

Idade: 16 anos

Level: 21

Moves conhecidos:

Pursuit

Copycat

Shadow Ball

Fury Swipes