Era uma manhã quente de primavera naquela pequena cidade no continente de Sinnoh. O céu estava completamente azul, não havia uma nuvem sequer. A temperatura chegava aos trinta graus. Joshua estava no intervalo de sua aula, esperando o sinal soar para voltar para sua sala.

Ele encontrava‐se agachado, encostado numa parede que recebia uma grande sombra graças à árvore imensa que tinha cerca a fora da escola. De longe ele avistou um burburinho. Muitos garotos e garotas começaram a aglomerar o local. Joshua manteve‐se aonde estava, apenas observando à distância a situação que se formava. Quando teve uma brecha pôde ver o que havia reunido tanta gente: dois rapazes trocando socos.

Naquele momento em que Joshua os via, eles foram ao chão e continuaram trocando golpes, até que alguém no meio da multidão gritou: ‐ Por que vocês não resolvem isso numa batalha?!?!

Os rapazes cessaram os socos e tomaram uma distância um do outro. Pareciam estar avaliando a ideia. Toda a multidão clamava ensandecida por aquela batalha. Quando Joshua conseguiu ver com clareza os dois rapazes pôde identificá‐los. Era Irwing, o estrangeiro que cabelos curtos e brancos como a neve, alto e com sardas no rosto, e Jin, um rapaz de cabelos castanhos e arrepiados, não era alto como Irwing mas era forte, apesar dos 14 anos, era possível ver seus músculos se definindo.

Os dois se encaravam e trocavam adjetivos inapropriados. Depois de muita troca de xingamentos, ambos puxaram suas pokéballs dos bolsos e lançaram‐nas ao alto. Dois feixes de luz saíram das esferas materializando dois pokémons. Irwing tinha em campo seu Bulbasaur e Jin um Tyrogue.

Os dois começaram a batalhar. A multidão estava alvoroçada, cada movimento era um grito entusiasmado. Joshua manteve‐se em seu lugar, sem esboçar reação alguma. A batalha ia alcançado um clímax. Os dois pequenos seres já estavam cansados, mas seus treinadores, com um ódio recíproco, continuavam dando comandos. Depois de alguns longos minutos, Tyrogue estava caído fora de combate.

Joshua observou a frustração de Jin pela derrota. A plateia fez pouco caso da batalha. Assim que terminou e os rapazes retornaram seus pokémons, as pessoas foram saindo em grupo.

Batalhas Pokémon eram proibidas na escola. Mas sempre ocorriam batalhas, porém escondidas, para que os inspetores e coordenadores não percebessem nada de errado. Por isso, os alunos tinham um código que era funcional em todas as salas, todas as turmas, de todas as séries: batalhas eram proibidas, mas batalhas de pokémons de grande porte eram estritamente ilegais pois eles faziam um estrago muito grande e eram bastante barulhentos.

Era até particularmente estranho o fato de não ter aparecido ninguém para interromper a batalha, visto que uma grande multidão se juntou. Jin encarou Irwing, virou‐se e saiu andando sem falar nada. Irwing olhou para o lado e viu Joshua sentado no chão, encostado na parede apreciando a sombra. O rapaz foi até o calouro Joshua e sentou‐se ao seu lado na sombra.

‐ Você deve saber da regra das turmas, certo? ‐ Questionou Irwing. Joshua confirmou com a cabeça. ‐ Posso contar com seu sigilo?

Claro. ‐ Confirmou Joshua.

Joshua tinha 12 anos e acabara de se mudar pra cidade, e consequentemente acabara de entrar na escola. Sempre foi muito tímido e de poucos amigos. Ter um veterano conversando naturalmente era estranho. Joshua sempre foi do tipo de passar despercebido. Após o pedido, Irwing continuou conversando com o rapaz.

‐ Então, qual o seu pokémon?

‐ Não tenho um pokémon...

Irwing pareceu surpreso.

‐ É difícil ver alguém que não tenha um pokémon.

‐ Não gosto de pokémons.

‐ Por que não?

‐ É uma longa história. ‐ Rebateu Joshua tentando encerrar o assunto.

Irwing era um jovem inteligente, percebeu que Joshua não estava confortável e não insistiu.

‐ Você vai fazer algo depois da escola? — Perguntou Irwing.

‐ Não.

‐ Se importa de dar uma volta comigo? É uma boa chance de te apresentar a cidade também.

‐ Hmm, preciso falar com meus pais.

‐ Tudo bem, anote meu número.

Os rapazes trocaram seus números e Joshua ficou de confirmar se iria ou não. Terminado o dia de aula, Joshua saiu e foi seguindo seu caminho pra casa. Joshua era um jovem baixo, pra sua idade, tinha um cabelo preto picotado que ia até um pouco abaixo de seus ombros. A puberdade lhe atingia cada vez mais com o passar dos dias. Suas bochechas rosadas pouco a pouco iam perdendo essa característica e ele já podia ver outros traços que lhe avisavam que a fase de criança estava sendo deixada pra lá.

Ele costumava viver com sua família em Johto, onde ficaram todos os amigos que tinha. A mudança foi necessária devido ao emprego de seu pai.

Ao chegar em casa, Joshua sentou em uma das cadeiras que ficavam na bancada da cozinha. Sua mãe estava fazendo o almoço.

‐ Como foi a aula, querido?

‐ Hm, nada demais. Mãe, fiz amizade com um menino que me chamou pra sair hoje, posso?

‐ Preciso saber quem é ele e falar com os pais.

‐ Mãe, não precisa disso.

‐ Claro que precisa! Preciso saber quem são as pessoas que você está escolhendo como amigos.

E assim, Joshua passou o número de Irwing pra sua mãe e ela falou com os pais dele e se sentiu mais segura para deixá‐lo ir.

Às cinco e trinta da tarde, os garotos se encontraram na praça da cidade. Sentaram em um dos bancos que tinha por lá e ficaram conversando. Irwing explicou sobre o ocorrido com Jin. Segundo ele, o garoto estava maltratando seu próprio Pokémon. Irwing é um jovem muito justo e não gosta desse tipo de covardia, e também detesta violência, mas em vista a situação, não teve outra escolha. Jin é um jovem muito explosivo e gosta de se exibir. Apesar de ser uma atitude extremamente irracional machucar o próprio pokémon em troco de popularidade.

Irwing e Joshua ficaram por mais um tempo conversando e Irwing sentiu que devia perguntar qual a longa história para Joshua não ter um pokémon. Joshua se sentiu mais à vontade e pôs‐se a explicar para o rapaz sobre a história.

Quando Joshua estava completando 6 anos, seu pai resolveu lhe dar um pokémon e deu‐lhe um Shinx. Joshua ficou muito feliz e ficava praticamente o dia todo brincando com o pequenino. Até que um dia, Joshua estava brincando com seu Shinx no quintal, como era comum, mas foi surpreendido por um homem encapuzado montado em um Arcanine que pulou a cerca da casa e roubou o pokémon de Joshua. O pequeno garoto, na época, ficou muito triste e passou muitas noites chorando. Foram dias difíceis.

Um dia, ele estava voltando da escola junto de sua mãe e viu seu pequeno Shinx muito machucado, o pequeno tinha pouco tempo. A mãe de Joshua tentou levar o pokemon ao Pokémon Center mas foi tarde demais. Aquele Shinx havia perdido sua vida. Foi uma cena um pouco pesada para um garoto de seis anos.

Irwing ficou bastante chocado. Eram raras as histórias de pokémons que realmente morrem. Mas aconteciam. E acontecera com Joshua. Irwing fez os cumprimentos tradicionais de quando alguém perde um ente querido.

‐ Vem, vamos em um lugar. ‐ Disse Irwing, puxando Joshua

‐ Aonde vamos? ‐ Questionou Joshua.

‐ Em um lugar especial. ‐ Concluiu Irwing.

Os garotos saíram andando. A noite estava caindo. Passaram por uma ponte pequena, atravessando‐a. Foram conversando sobre aleatoriedades. Coisas da escola, notas e etc.

Ao andarem um pouco mais, era possível ver uma casa bem grande e iluminada. Irwing foi se aproximando na frente e olhou pelas janelas e então tocou a campainha. Chamou Joshua para se aproximar. Poucos segundos depois, um homem de meia idade, com um corte de cabelo exótico e grisalho veio atendê‐los.

‐ Oh, Irwing‐kun! ‐ Exclamou o homem.

‐ Olá, Doutor Esmos. Como está? Este é meu amigo Joshua.

‐ Olá, senhor. ‐ Cumprimentou Joshua, timidamente.

‐ Olá, meu rapaz. O que faz aqui Irwing? Veio ver o Suho? Quer que eu chame?

‐ Também, Doutor, mas antes vim ver o senhor mesmo. Tem um minuto?

‐ Hm, claro, entrem. ‐ Convidou o Doutor em um ar mais sério.

Irwing sussurrou algo no ouvido do Doutor que assentiu e chamou o rapaz de quem falara antes, Suho.

Suho era um jovem que aparentava ter a idade de Irwing, talvez um pouco mais novo. Tinha um cabelo muito liso e acinzentado, os olhos eram castanho‐escuros e brilhavam na luz. Não era muito alto e era relativamente magro. Estava vestindo uma blusa branca com um símbolo preto e uma calça preta com alguns rasgos no joelho, além de um tênis de cano médio branco.

Suho foi na direção de Irwing e o cumprimentou com um abraço. Irwing fez uma apresentação entre Suho e Joshua e deixou os jovens conversando enquanto falava com o Doutor. Joshua estava muito tímido mas Suho era extremamente extrovertido e falava bastante, o que acabou criando um clima menos tenso para Joshua. Os dois garotos ficaram conversando por um tempo. Um ponto que chamara bastante atenção de Joshua era o carinho com que Suho falava dos pokémons. Fez Joshua sentir-se comovido. Sua vontade de ter uma aventura com um pokémon passava a ser mais forte que seu medo de ver mais uma morte. Mas era um trauma perceptível.

Do outro lado da sala, Irwing e o Doutor Esmos conversavam.

‐ Você fez bem de deixá‐lo com o Suho. Não conheço ninguém mais eloquente que ele. ‐ Proferiu Esmos.

‐ Eu sei. Joshua tem um grande potencial como treinador. Ele tem uma mente brilhante, taticamente falando, e também demostra muito amor e companheirismo aos pokémons, assim como o Suho.

‐ Exatamente. Suho conseguirá convencê‐lo. ‐ Concluiu o Doutor.

Os dois ficaram olhando os dois jovens falando com entusiasmo sobre pokémons e e as descobertas recentes sobre as espécies e os tipos.

Após um período, Irwing se aproximou de ambos e se misturou ao assunto. Os três ficaram conversando.

‐ Ah, Shua, o Irwing é muito ruim em questões táticas. Reprovou no teste do Doutor mais de três vezes, hahaha. ‐ Zombava Suho.

‐ Cale‐se! Eu já melhorei muito minha habilidade individual, hmpf. ‐ Retrucou Irwing. ‐ Aliás, “Shua”? Vocês já estão próximos assim pra se apelidarem? Hmmm, que inveja. ‐ Brincou Irwing.

‐ Shua é muito tímido, só estou criando um clima melhor. ‐ Disse Suho.

Suho e Irwing trocaram olhares e ambos sabiam do que se tratava.

‐ Então, Shua, você acha que conseguiria partir numa jornada? ‐ Questionou Suho.

‐ Eu... Não sei...

‐ Bom... ‐ Disse Irwing puxando uma cadeira e sentando. ‐ Você é gentil e esperto, você seria um bom treinador... ‐ Disse Irwing e nesse momento o Doutor Esmos saiu de sua sala e foi até os meninos.

‐ Joshua‐kun, eu vou ser direto com você. Cada continente tem pelo menos seis doutores especializados em Pokémons. Uma vez a cada três meses existe uma reunião em que todos os seis doutores se reúnem em uma cidade aleatória pra discutir sobre alguns assuntos. Mas semana passada houve uma reunião do conselho geral, em que todos os doutores e professores de todos os continentes se reuniram. Esse tipo de reunião acontece uma vez no ano, sem data certa. Neste ano, tratamos de um assunto muito sério. Tenho uma pergunta pra você, Joshua‐kun. Se você tivesse a oportunidade de encontrar com o homem que matou seu Shinx, o que você iria querer fazer?

Joshua ficou atordoado. Não sabia muito o que fazer, mas sentiu raiva e angústia.

— Sei o que você está sentindo, Joshua‐kun. ‐ Proferiu Esmos. ‐ Você sente raiva. E isso é normal. Ele tirou uma vida, e de um pokémon indefeso que nunca fez mal algum. ‐ O Doutor levou a mão a testa, coçando‐a ‐ Joshua‐kun, como você se sentiria se eu dissesse que esse homem não está sozinho? E que existem vários deles? E que Suho e Irwing passaram por situações semelhantes? ‐ Os garotos desviaram o olhar, pareciam incomodados com o assunto. ‐ As pessoas encaram as adversidades de diferentes formas. Você preferiu se fechar, eles quiseram buscar.

‐ Por que está falando isso pra mim? ‐ Questionou Joshua.

‐ Essa é a parte problemática. A ameaça desses homens vêm se tornando constante. Outros Pokémons vêm sendo assassinados brutalmente por esses homens. E as outras crianças e adolescentes não têm tido vontade de sair em jornadas. Estão com medo. A grande maioria deles não teve um pokémon morto, como vocês, por isso eles só sentem medo de algo que possa acontecer. Eles não têm a raiva, que pode se tornar determinação, de já ter perdido um amigo. Por isso eu estou te pedindo, encarecidamente, para que você aceite sair em uma jornada. Treine, fique forte, amadureça, quando a hora chegar e você estiver pronto, outros estarão como você, e enfim poderemos atacar esses homens. ‐ Explicou o Doutor.

O silêncio pairou na sala por alguns instantes. Joshua estava com um olhar perdido pensando sobre aquilo. Suho e Irwing sabiam que era melhor ficarem em silêncio e deixar o garoto refletir e engolir aquilo tudo.

O Doutor foi até uma extremidade da sala, pôs algo no bolso e voltou.

‐ Você deve estar se perguntando porque estamos procurando crianças para fazer o trabalho que adultos deveriam fazer. ‐ Disse o Doutor quebrando o silêncio. ‐ Bem, adultos são limitados. E não existem muitos adultos habilidosos em batalhas. Talvez os líderes de ginásios e os campeões das ligas. A grande maioria das forças tarefas não são grandes treinadores. São treinados para usar um pokémon ou outro para tarefas específicas. E se você for pensar de uma maneira ampla, uma criança evolui muito mais e muito rápido do que um adulto. Vocês terão todo suporte que precisam. ‐ Explicou Esmos.

‐ E... Como seria essa jornada? ‐ Perguntou Joshua.

‐ Seria da maneira tradicional. É o melhor modo de evoluir e treinar. Oito insignias, a Elite dos Quatro e a batalha contra o campeão. Mesmo que a ameaça desses homens existe, o mundo ainda é mundo. Só estamos em alerta. Como eu disse, você terá o suporte que necessitar. Caso ocorra alguma eventualidade e algum desses homens aparecer. — Concluiu o Doutor.

Joshua parecia estar avaliando a situação melhor, pensando nas chances.

‐ Eu posso... pensar um pouco?

‐ Claro, só que o tempo é curto, preciso de sua resposta em breve.

‐ Ok, então... eu vou pra casa.

‐ Não quer que a gente te leve? ‐ Ofereceu Suho.

‐ Não, tudo bem, eu vou sozinho, obrigado. ‐ Joshua virou‐se e pegou seu casaco para ir em bora.

‐ Te vejo amanhã? ‐ Perguntara Irwing.

‐ Claro. ‐ Concluiu Joshua batendo a porta.

Após alguns segundos da saída dele os três ficaram conversando.

‐ Vocês acham que ele fugirá? ‐ Perguntou o Doutor.

‐ Ele não vai fugir. ‐ Suho e Irwing disseram em uníssono. ‐ A chama está acessa. ‐ Completou Suho.

× × ×

Joshua estava voltando para casa fazendo o caminho que fez com Irwing antes. Ao chegar na ponte ele parou e ficou olhando para o rio. A luz da lua abraçava o rio naquela noite. O céu estava limpo e era possível ver as estrelas com clareza. Fazia um pouco de frio mas Joshua estava com seu casaco.

O garoto ficou olhando o rio por um tempo até que se assustou com um barulho de chicote. Correu até o outro lado da ponte e viu um Ursaring bem grande. O Pokémon estava recebendo chicotadas de um homem encapuzado.

Naquele momento todas as memórias daquele fatídico dia voltaram a mente de Joshua como um turbilhão. O garoto desceu a ponte correndo e foi até o homem e o Pokémon. Chegou lá escorregando num pequeno morro de grama, chegando na superfície rochosa que seria a margem do rio.

‐ Pare!!! ‐ Berrou para o homem.

O homem misterioso parou e olhou para Joshua que deu um passo pra trás e engoliu seco. O homem deu uma risada, pegou uma arma e deu um tiro no Ursaring. O Pokémon gritava de dor e se jogara no chão levando a mão ao coração e gritando. Aos poucos sua voz foi sumindo e Joshua via a vida de mais um pokémon se esvaindo.

O homem foi até ele andando devagar. Quando chegou perto dele ameaçou dar um soco e Joshua tentou se defender, então o homem deu‐lhe um chute bem forte na barriga. Joshua sentiu o chute e lhe faltou ar para respirar. Foi jogado perto do rio, sua mão já tocava a água. O homem andou novamente até ele, caído, se abaixou e tirou o capuz.

Era um homem jovem, com um cabelo azul grande e simetricamente repartido. Tinha olhos de gato e uma tatuagem no pescoço que era uma espada encravada na pedra.

‐ Ouça bem, garotinho. Não fique no caminho. Da próxima vez eu não vou pegar leve. ‐ Disse o homem num tom ameaçador.

Após dizer isso, ele pegou uma pokéball e dela saiu um Aerodactyl. Ele era maior que os normais. O homem montou no Pokémon, olhou para Joshua e deu um sorriso. Disse algumas palavras e alçou vôo com o Pokémon.

Joshua ficou um tempo caído no chão, sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos. Lágrimas de dor, de angústia. Olhou para o lado e viu o Ursaring caído.

Quando realmente focou no grande urso caído, sentiu uma raiva subir por suas veias que não conseguia controlar. Levantou no impulso. Sentia seu estômago doer mas não importava. Caminhou até o Pokémon e certificou de que ele estava morto. Pegou o telefone e ligou para Irwing. Disse para ele ir com o Doutor e dar um enterro digno ao pokémon. E foi para casa.

× × ×

Na manhã seguinte, Irwing foi procurar Joshua na escola. Olhou em todas as salas e esperou o recreio e não o achou.

Na mesma hora, Joshua estava indo até o laboratório do Doutor Esmos. Tocou a campainha e aguardou.

Esmos abriu a porta e se espantou com Joshua. O garoto estava claramente determinado. Esmos podia ver a chama em seus olhos. Era um misto de raiva e determinação, tudo que ele queria que Joshua senti-se.

Joshua havia saído de sua hibernação psicológica. Sabia que conseguiria poder para derrotar a misteriosa organização que mata pokémons a sangue frio. Joshua olhou fixamente nos olhos do Doutor e disse:

‐ Onde eu pego meu pokémon?