Pokémon: Johto Trails
4 4 - Batalha de Amigos! Larvitar x Teddiursa!
Notas iniciais
Espero que gostem.
Boa leitura.
Capítulo 4 – Batalha de Amigos! Larvitar x Teddiursa!
O dia já estava em sua metade quando Luke acordou. Estava ainda na clareira, deitado sobre o saco de dormir que Kimberly o emprestara. Ao seu lado estava Larvitar, que cochilava tranquilamente. O garoto checou o Pokégear e constatou que era por volta das 13h00min. Havia dormido demais.
Ele sentou-se e checou os arredores. No momento em que fora dormir estava tão cansado que sequer parou para olhar o acampamento de sua amiga. Era bem arrumado, por sinal. Os dois sacos de dormir ficavam bem atrás de uma árvore grande, fazendo com que estivessem quase invisíveis para qualquer um que fosse os fazer mal. As mochilas dos dois estavam encostadas na árvore, protegidas e camufladas por alguns galhos e folhas. Um pequeno grill portátil estava ao lado delas, enquanto uma toalha de piquenique estava cuidadosamente estendida no chão. Em cima dela não estava ninguém menos que Kimberly, devorando um saboroso pão com manteiga na chapa.
— Bom dia, Luke! – cumprimentou ela, sorrindo para o garoto.
— Bom dia... – ele respondeu, espreguiçando-se.
— Acordou tarde.
— Eu sei... Ontem não tive uma noite de sono das boas. Comecei o dia sendo atacado e o terminei sendo atacado também.
Kim riu. Ela apontou para um prato embrulhado em papel alumínio na outra ponta da toalha.
— É o seu lanche. Coma antes que esfrie e então, vamos por o pé na estrada. Logo entraremos na Rota 36 e aí faltará pouco para chegarmos em Violet.
Luke assentiu e se arrastou até o seu lanche. Abriu o papel alumínio e se deparou com um pão na chapa com uma ótima aparência. O cheiro também estava bom. E assim que deu a primeira mordida, percebeu que o gosto estava perfeito.
— Humm... – disse ele, entre as grandes mordidas que dava – Isso está muito bom! Onde aprendeu a fazer isso?
— Bem, eu aprendi a cozinhar lá em casa. Mas não faço muita coisa... Sei um pouco de arroz, algumas carnes, peixes e coisas de café da manhã. – ela respondeu, sorrindo.
— Meus parabéns a quem te ensinou a fazer esse pão!
— É... Mamãe ia adorar ouvir isso! – ela sorriu, mas não parecia um sorriso sincero. Era meio forçado. Mas Luke sequer notou, apenas terminando de devorar o seu café da manhã.
-X-
— Pronto para partir? – Kimberly perguntou, levantando a mochila nas costas.
Luke assentiu e pegando a sua própria mochila, respondeu:
— Deixe só o Larvitar terminar o café da manhã dele... Aí poderemos ir.
— Credo... Ele tem mesmo que comer isso?
Larvitar estava devorando terra. Sentado no chão, pegava pedaços de solo com suas patas e jogava fundo em sua garganta. Quando percebia um tipo de terra “diferente” e “mais gostoso”, se jogava de cara lá, comendo tudo diretamente com a boca.
— Bem... É uma das três coisas que ele come. Ele adora terra, sanduíche de queijo e macarrão. Sem ser isso, não gosta de mais nada. – explicou Luke.
— É preferível que ele coma sanduíche de queijo então... Porque vê-lo comer terra tá me dando nojo.
— Tudo bem, tudo bem... – Luke suspirou – Larvitar, vamos lá! Já foi comida suficiente por hoje, não é?
— Larvii! – grunhiu o Pokémon, mostrando os dentes sujos de terra. Com certeza não queria parar de comer e só o faria quando estivesse satisfeito.
— Eu tentei... – o garoto ergueu as mãos em sinal de rendição.
Mas Kimberly não parecia gostar disso. O nojo agora não era a única coisa que a preocupava. Larvitar já havia criado um enorme buraco no solo e continuava comendo. Ela então sacou um aparelho eletrônico da bolsa. Era um objeto composto de duas peças retangulares cor de rosa que podiam ser abertas ou fechadas, como um celular. Ambas as peças possuíam uma tela sendo que a de baixo parecia Touch Screen. Kim apontou o objeto para Larvitar e uma voz feminina eletrônica soou, liberando algumas informações:
— Larvitar, o Pokémon Pele de Pedra. Ele se alimenta de solo. Uma vez que ele tenha comido uma montanha inteira, irá dormir para poder crescer. –disse a Pokédex, revelando algumas informações que preocuparam os dois treinadores. Se Larvitar podia comer uma montanha inteira, o que não poderia fazer com aquela pequena clareira? Criaria uma imensa cratera.
Luke não podia deixar isso acontecer. No mesmo momento correu até o seu Pokémon e começou a puxá-lo para longe da terra. Larvitar relutou e continuava fazendo força, em direção ao seu precioso alimento. Uma das coisas que ele menos gostava era quando não o deixavam comer.
— Larvitar! Você não pode continuar comendo assim! – Luke gritou, quando deu um forte puxão. Os dois escorregaram e caíram no chão. O Pokémon estava furioso.
O treinador se levantou, batendo a terra de sua roupa. Mas, quando ele se virou para Larvitar, o mesmo avançou para cima, desferindo violentos Bites, tentando atingir as pernas de seu mestre.
Luke mal teve tempo para se esquivar quando aqueles afiados dentes quase arrancaram seu calcanhar fora. E teve que continuar saltando e desviando, pois o furioso Larvitar continuava atacando.
— Ah... Retorne! – ele gritou, sacando sua Pokéball e liberando o raio vermelho da mesma, apenas para ser esquivado pelo Pokémon terrestre e ele continuar atacando. – Ferrou! Alguém me ajude!
— Drifloon, eu escolho você! – Kimberly gritou, lançando a sua Pokéball. O Pokémon balão rapidamente tomou forma a partir do objeto esférico, flutuando a alguns centímetros do solo. Estava calmo e concentrado, como sempre.
– Use o Shadow Ball! –a coordenadora ordenou.
Drifloon rapidamente concentrou uma grande carga de sombras entre os dois fiozinhos presos na sua base e liberou em forma de uma poderosa esfera negra, que atingiu certeiramente a cabeça de Larvitar. Embora não causando grandes danos, foi o suficiente para distraí-lo e fazê-lo olhar para o balão, enquanto Luke sacava novamente a Pokéball e recolhia o seu Pokémon.
— Ufa! – suspirou ele – Essa foi por pouco... Não sei o porquê do Larvitar ficar desse jeito...
— Parece que ele não gosta que alguém o obrigue a parar de comer. – sugeriu Kimberly, retornando Drifloon após alguns agradecimentos.
— Pode ser... – Luke observou pensativo, para o grande buraco que seu Pokémon havia feito – Mas se eu o deixasse continuar, ele iria abrir uma cratera digna de um meteoro aqui.
-X-
Após esse incidente, os dois continuaram suas jornadas, em direção a Violet. Teriam muito que viajar ainda, mas se sentiam felizes, pois não estavam mais sozinhos. Agora tinham com quem conversar para passar o tempo. E era isso o que faziam no momento.
— Cara, aquele Drifloon é muito legal! – dizia Luke – Tipo, eu nunca vi um deles e ele parece ser bem poderoso. Além de bonito e elegante. Com certeza você vai vencer dezenas de Contests com ele!
— É ela. – corrigiu Kimberly, com pouco interesse — A Drifloon é fêmea.
— Ah, desculpe. É que não dá para saber, entende? Não tem o... O negocinho em baixo... – ele disse meio envergonhado.
Kim riu. Ela sacou uma Pokéball do bolso e a observou durante um tempo. Depois, guardou-a novamente.
— Ela é realmente poderosa. Antes de meu irmão dá-la para mim, ele ensinou algumas Tecnical Machines, tipo o Shadow Ball.
— Interessante... Meu Larvitar não tem nenhuma Tecnical Machine. Na verdade, os únicos movimentos que ele conhece você viu. Foram os que ele usou na luta contra o Haunter.
— Mas ele tem um grande potencial. E você também é inteligente. Vocês dois formam um ótimo time. Chegam até perto de mim e dos meus Pokémons. – comentou Kim, com um ar de superioridade.
— Chegamos perto? – Luke se sentia ofendido – Está dizendo que eu e Larvitar não temos capacidade para derrotar você e seus Pokémons?
— Eu não disse isso! – ela respondeu – Eu pensei, mas não disse.
— Ah, então aceita uma batalha, Kim? Ou tem medo de provarmos que você está errada?
— Adoraria! – a coordenadora sorriu maliciosamente.
-X-
O campo de batalha era a própria rota. De um lado se posicionou o garoto e do outro, a garota. Aos lados havia apenas árvores e mato.
Luke foi o que lançou primeiro:
— Larvitar, vai! – ele abriu sua Pokéball e esta expeliu seu pequeno Larvitar, a pele rochosa dura e resistente preparada para segurar o impacto de qualquer movimento. Sua face mostrava a expressão de sempre: determinação e alegria. Parecia mais calmo do que estava um pouco mais cedo.
- Bem, Teddiursa, eu escolho você! – Kimberly piscou e liberou o seu Pokémon. O ursinho parecia assustado. Não era de batalhar muito e por ter uma natureza tímida, imediatamente se escondeu atrás das pernas de sua mestra.
— Vamos lá, Teddiursa, não precisa ter medo... – encorajou a garota. – Você é forte e tenho certeza que consegue batalhar lá!
— Teddi? – choramingou o pequeno, ainda receoso, mas caminhando lentamente em direção ao campo de batalha – Teddiiursa!
— Teddiursa? – estranhou Luke – Você não ia usar o Drifloon?
— Não! – Kim respondeu, sorrindo – Eu tenho o direito de escolher quem eu quiser e eu escolhi o Teddiursa. Ele bom também e vai vencer essa luta!
— Então tá... – o garoto concordou, coçando a cabeça em sinal de confusão – Uma batalha um contra um então? Sem limite de tempo?
— Fechado! – disse a menina – E nós começamos! Teddiursa use o Scratch!
— Apenas aguente e espere o meu sinal...
Kimberly estranhou a ordem de Luke, mas observou enquanto seu ursinho corria e desferia um simples arranhão na pele do oponente. No entanto, não parecia ter causado muito dano e apenas tinha servido para abrir a guarda do Teddiursa, fazendo-o ficar bem próximo do Pokémon de Luke e vulnerável a qualquer golpe físico que fosse ordenado.
— Larvitar, use o Bite!
A larva, em uma incrível velocidade, abocanhou o braço esquerdo do ursinho, em seguida começando a girá-lo usando a força de sua boca e depois, saltando e arremessando-o em direção ao chão. Teddiursa caiu com um forte baque e ficou meio zonzo por alguns segundos. Luke aproveitou esse tempo e ordenou um Sandstorm, movimento que foi executado com precisão pelo seu Pokémon, girando seu corpo e liberando uma furiosa tempestade de areia em campo, na qual os pequenos grãos arranhavam a pele do ursinho, machucando-o severamente.
— Teddiursa, não! – Kimberly gritou – Hora de um pouco de estratégia! Use o Fake Tears!
O urso, entendendo o comando, sentou-se no chão e no mesmo momento, seus olhos encheram-se de lágrimas. Ele começou a berrar e a chorar, fazendo uma cara de dar pena. Larvitar recuou.
— Não acredite neles, Larvitar! – alertou Luke – É um choro falso. É um truque!
Mas não adiantou. A larva era bondosa demais. Não aguentava ver amigos sofrendo e aquelas lágrimas demonstravam aquela situação. Ele foi se aproximando, tentando entender o que havia feito de errado. Teria machucado o adversário demais? Será que passara dos limites?
— Larvii... – Larvitar tentou se desculpar em sua linguagem Pokémon, mas acabou caindo no truque de Kimberly. A garota no mesmo momento ordenou:
— Use o Lick!
Repentinamente, a cara triste de Teddiursa foi trocada por uma expressão de confiança e ele abriu sua boca, dando uma forte lambida na face da larva. Larvitar ficou um pouco atordoado, mas não parecia apresentar maiores danos, ao contrário do urso, que tinha a pele cada vez mais arranhada pela tempestade de areia.
— Muito bem, use o Bite novamente! – disse Luke, mas ele então percebeu o que de fato acontecera com o golpe anterior. Quando Larvitar tentou correr até o oponente para ataca-lo, não conseguia se mexer. Alguma coisa parecia segurar os seus músculos.
— Paralisia... – o garoto percebeu – O Lick acabou paralisando o Larvitar.
— Muito bem! – Kim comemorou, saltitando — Teddiursa, agora que ele tem dificuldades na velocidade, vamos com tudo! Use agora um monte de Scratch!
O ursinho, sorrindo agora porque a batalha parecia vencida, atacou com uma longa sequência de arranhões no corpo da larva. Mesmo que individualmente não fizesse muitos danos, quando usado mais de uma vez aquele golpe se tornava bem perigoso, chegando a fazer algumas marcas na pele rochosa de Larvitar. Mas era essa aproximação que Luke estava esperando. No mesmo momento, ordenou outro Bite, que foi executado com sucesso.
Por não precisar se mexer muito graças à proximidade do oponente, o Pokémon de pedra apenas se esforçou para movimentar-se um pouco para frente e abocanhar o braço do ursinho. Aquele movimento parecia ter surtido bem mais efeito e quando Larvitar arremessou Teddiursa em direção a uma árvore, aquilo havia sido bem mais forte do que antes. Bastou apenas esse movimento para que o ursinho estivesse nocauteado e uma atônita Kimberly o retornasse para a Pokéball.
— Não entendi... – disse ela, confusa – Porque o Larvitar ficou tão forte de repente?
— Acho que é a habilidade dele fazendo efeito – Luke respondeu, agachando-se na altura de seu Pokémon e dando-lhe um Full Heal para curar a paralisia – Ela se chama Guts e aumenta o ataque de um Pokémon quando ele tem uma queimadura, um envenenamento ou uma paralisia, que era o caso.
— Ah... – Kim suspirou, chateada – Parece que perdi. Você batalhou muito bem.
— Você também. E você tem estratégia. O único problema foi que não contava com esse aumento no ataque do meu Pokémon. E, por enquanto, seu Teddiursa não tem muitos bons movimentos contra Pokémons do tipo Pedra. Com o tempo, ele adquirirá alguns mais fortes e faremos uma nova batalha. Assim, veremos de verdade quem chega perto de quem!
— Promete? – a garota perguntou, sorrindo.
Luke piscou.
— Eu prometo!
Notas finais
Ah, e avisando, novidades no blog. Os títulos dos capítulos 5 até o 10 estão revelados por lá, como se fosse um preview. Caso queira dar uma conferida: http://pokemonjohtotrailsmais.blogspot.com/.
Não deixem de comentar ;)
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