Poisoned
7 Cheese Mutant
Notas iniciais
Larissa diz: Yeah! Bao?
Sweet Rage diz: Bao, mto bao...Cara eu to feliz hoje...
Larissa diz: Pelo o que?
Sweet Rage diz: Hoje é sexta! o/ TODOSCOMEMORA!!
Larissa diz: Yeah!... Bom por onde a gente começa??
Sweet Rage diz: Bem vamos lembrar as queridas dos nossos apelidos... Pra quem nao lembra, eu, Sweet Rage, sou a Fernanda...
Larissa diz: E tem a Janis que virou Holy Vain
Sweet Rage diz: Yeah pos é... bem...agradecendo e é claro todas as que comentaram o cap
Larissa dia: Isso porque a gente teve uma queda muito grande de reviews nao é mesmo???
Sweet Rage diz: Queda?? tivemos um TOMBO, uma CATARATA!! Na boa onde estavam voces?!
Larrisa diz: Porra eu ate dei uma desanimada
Sweet Rage diz: Nao é?! Ow! Olha boca Lare...
Larissa diz? Malz ae me empolguei...
Sweet Rage diz: Aaí...na cidade de vcs tem restaurante mexicano? Já comeram tacos? Veelho mto boom! *-* Me lembra sempre o Mattconda!
Larissa diz: Bom se nao conhecem... Vamos dar uma passadinha lá
Sweet Rage diz: Yeah! Vão conhecer um pouquinho hoje... ^^
Larissa diz: Entao é isso... se divirtam
Sweet Rage diz: Yeah! boa leitura girls!
Larissa Pov’s on — Zapata
Sabe uma coisa que deixa a nossa casa totalmente virada? Nós cinco tendo que se arrumar para sair ao mesmo tempo. Eu não sei nem explicar como é que a casa estava.
Já era quase oito horas da noite e o Damon passaria daqui a pouco para comemorarmos o nosso contrato com o produtor no Zapata (escolha do Damon).
Mas isso não é o pior, a situação está bem assim: Sweet batia desesperada na porta do banheiro pedindo para Holy abrir enquanto ela gritava “só falta o rimel!”, a Carol e a Jéssica ainda estavam de calcinha e sutiã, com todas as portas do guarda roupa abertas olhando para ele com as mãos nas cinturas, como se a roupa certa milagrosamente aparecesse na frente delas.
Eu era a mais “adiantada”, porque comigo é assim: não perco tempo escolhendo roupas, eu simplesmente joguei todas as roupas no chão até encontrar a que eu queria e depois joguei tudo no guarda roupa de novo, vou ter um trabalho enorme depois... Mas foda-se!
O único problema, é que eu não estava achando os meus coturnos e quando achei eles estavam hiper, mega sujos. Você não sabe a preguiça que bateu só de pensar em limpar. Eu já estava eu já estava criando coragem quando vi os da Jéssica do lado do guarda roupa. Eu acho que ela não vai se importar se a melhor amiga dela o usar neh?!
Peguei os coturnos sorrateiramente e terminei de me arrumar na sala. A situação tinha invertido. Agora quem batia na porta do banheiro era a Caroline.
– Larissa! – Jéssica gritou.
“Merda!” Cruzei as pernas no sofá e coloquei a almofada na frente.
– Pode tirando! – disse fazendo gestos impacientes com as mãos.
– Jeh! – fiz a minha cara mais pedoncha – os meus estão sujos!
– E eu com isso?! Vai limpar!
– Não vai dar tempo! – argumentei.
– Problema seu! – rebateu.
– Você tem que parar de ser tão “Ciumenta” com as suas coisas sabia? – perguntei. Às vezes ela consegue ser pior que a Janis com as maquiagens dela.
– Larissa! – ela fechou os olhos.
– Jéssica eu faço o que eu você quiser! – apelei e ela abriu um sorriso enorme. É eu acho que falei merda e me fodi!
– Fecho! – bateu palminhas – a cozinha é sua a partir de hoje!
– Eu não sei cozinhar! – reclamei.
– Quem falou em cozinhar?! – disse com um sorrisinho sacana.
– Tá bom! – concordei. Eu sabia que ela tinha dito aquilo só para não dar o braço a torcer, no final era ela que ia acabar limpando, ou era só eu guardar as coisas fora do lugar que ela mudava de ideia rapidinho.
Damon chegou e as quatro ainda não estavam prontas. Então sobrou para eu abrir a porta.
– Hey chefinho! — o recebi.
– Hey Larissinha! – sorriu revirando os olhos.
– Entra aí que o negócio vai demorar! – o puxei para dentro.
– Como assim?! Ainda não estão prontas?! – perguntou.
– Janis cadê a minha blusa que você pegou emprestada?! – Caroline gritou.
– Cadê o meu cinto?! – Fernanda perguntou.
– Janis me empresta a sua maquiagem?! – Jeh pediu.
– Janis, Janis, Janis, deixem eu me arrumar porra! – gritou.
– Isso responde a sua pergunta?! – perguntei ao Damon.
– Quem tá com pressa?! – deu de ombro se sentando no sofá.
Ficamos conversando sobre o nosso novo produtor. Ele era o mesmo produtor do Matanza, Rafael Ramos. Ele dissera ao Damon que tinha adorado nosso cover de Clube dos Canalhas. Esse foi o assunto até as meninas terminarem de se arrumar.
Ele abriu aquele sorriso idiota que ele tem quando viu a Fernanda. É claro que ela corou, ultimamente é só isso que ela sabe fazer.
– Vamos porra! Eu to com fome! – apressei atrapalhando o momento cinema deles.
Eu e as outras três se esprememos no banco de trás, quer dizer, o carro do Damon era grande não ficamos totalmente apertadas, na verdade entramos de qualquer jeito para obrigar a Fer ir na frente com o Damon. Ela nos lançou um olhar fulminante, mas você acha que alguém ligou?
– Hey Damon ajuda a Sweet aí! Porque eu acho que é muita tecnologia para ela! – eu disse tentando me manter seria, enquanto a garota tinha dificuldade para puxar o cinto
– Ahahah! – ela me deu um sorriso amarelo.
– Aqui Sweet, deixa que eu ajudo você! – Damon se inclinou por cima dela alcançando o cinto. Ela chegou até a prender a respiração.
Jéssica escondeu o sorriso, Caroline olhou para fora e Janis mordeu o dorso da mão para não rir e eu pigarreei alto, é claro!
– Eu já disse que to com fome?! – perguntei como quem não quer nada.
– Já Larissinha! Eu só estava ajudando a Fer! – ele sorriu ligando o carro.
– Claro! – cofirmamos juntas.
Fomos tagarelando até o Zapata. Para quem não sabe, é um restaurante de comida Mexicana que tem no centro de Curitiba. Rafael já estava lá e tinha reservado uma mesa.
– Hey pessoal! – ele nos recebeu sorridente.
– Como vai Rafa?! – Damon foi o primeiro a cumprimentar ele seguido de nós.
– Eu tomei a liberdade de pedir algumas porções – Rafa disse – espero que gostem de tacos.
– Humm tacos! – Janis sorriu.
– Matt! – Fernanda e Caroline falaram juntas e depois se fuzilaram.
Elas sempre diziam que não tinha como comer tacos sem lembrar do Matt e isso sempre foi motivo de muita risada, mas depois dos últimos acontecimentos eu acho que nem os tacos do Matt iam fazer elas rirem.
– É mesmo! Como foi o seu beijo com o M. Shadows? – Damon perguntou com uma cara maliciosamente divertida.
– Chefinho não é hora! – falei com a voz desafinada e agitando as mãos com Jack Sparrow.
– Por que não? – perguntou erguendo a sobrancelha.
– Quem quer bebida? – Holy mudou de assunto.
– Eu quero uma cerveja! – Jéssica se pronunciou.
– Adoro comemorações! — falei ainda imitando o Jack – bebidas a vontade e de graça ainda! – sorri para Rafa que retribuiu com um meneio de cabeça.
– Por que mudaram de assunto? – eu não acredito que o Damon ainda ia insistir nisso.
– Cadê os tacos? – Jéssica mudou de assunto de novo.
– Tudo bem! Não me contem então! – Damon se rendeu.
Sweet que estava quieta até agora, permaneceu em silêncio, mas olhou pra o Damon com um sorriso forçado sem mostrar os dentes e virou para frente novamente cruzando os braços, enquanto Caroline arrumava freneticamente a sua franja, que devia estar oleosa de tanto passar a mão.
Quando finalmente as bebidas chegaram Sweet quebrou o silêncio que tinha se instalado na mesa.
– Sabe? Eu acho isso completamente falta de marketing! – disse pensativa olhando para a sua garrafa de Heineken. Todos olharam para ela, algo me dizia que ela ia filosofar. – servir bebidas antes da comida, faz você satisfazer mais rapidamente, assim, você não repete o prato, que é o mais caro – disse colocando a mão no queixo igual o Gabriel Pensador.
– Nossa tocante! – Jéssica colocou a mão no peito mordendo as bochechas para não rir. Novamente o silêncio imperou pela a mesa.
– Hein? Não entendi! – Caroline perguntou confusa depois de um tempo.
Foi à gota d’ água para a mesa explodir em risadas contidas até agora.
– Porra Carol! Mas lerda que você, só o Mister Ben! Falei entre as risadas. — Ela me lançou uma cara de “Valeu”.
– Cada qual pior! – Damon balançou a cabeça negativamente com um sorrisinho debochado.
– Ah para, que você também não entendeu! – Sweet olhou para ele com a sobrancelha erguida.
– É... Não! Mas se você quiser me explicar... – ele baixou a voz num tom sedutor.
– Ah com essa voz de galã de novela até eu explico! – Jéssica retribuiu o seu tom sedutor com uma sobrancelha levantada e um sorrisinho maroto.
– Opa! – bati as duas mãos na mesa – pede mais bebidas que o negócio ‘tá esquentando.
As porções chegaram e nós logo atacamos. Também, nós estávamos sem comer desde... Desde... Eeeeê o álcool já ta fazendo efeito. Eba!
De repente me dei conta que o Rafa estava em silêncio até agora. Empurrei o ombro da Jéssica para ter uma melhor visão dele.
– Ei! – ela reclamou.
– Então Rafa! Muita diferença entre a gente e o Matanza? – perguntei ignorando a Jéssica.
– Bom... É a primeira vez que eu lido com mulheres... Ainda mais sendo selvagens.
– Selvagens?! – Caroline ergueu uma sobrancelha com uma expressão indagadora, mas aquilo definitivamente não foi uma pergunta. Eeeeê ele mexeu em terreno perigoso.
Começamos a conversar sobre as diferenças entre a Lethal e o Matanza, quando fomos interrompidos pelo um grunhido vindo da Holy.
Ela esticou o seu lanche com um queijo que relutava em arrebentar.
– Pera aí Holy! Deixa que eu te ajudo! – Jéssica tomou o lanche das mãos dela e puxou para si, mas a porra do queijo ainda não arrebentou.
– Caraaalho! Queijo mutante! – Caroline exclamou puxando a tira fazendo arrebentar enquanto a parte que a Jéssica segurava caiu no copo de cerveja – Ops! – Carol colocou a mão na boca com um sorrisinho.
– Sempre foi o meu sonho tomar cerveja com queijo! – Jéssica levantou o seu copo como se fosse um brinde.
– Porra isso foi nojento! – falei com a cara franzida.
– Ah vá?! – Fernanda disse irônica enquanto Janis ainda sugava o queijo como se fosse macarrão.
– Selvagens! – Rafa confirmou rindo.
– Eu não conhecia esse lado de você meninas! – Damon disse entre os risos.
– Graaoourr! – imitei uma tigresa – mas tome cuidado porque a Fer é a mais selva...
– Caham! – Fernanda pigarreou me interrompendo cruzando os braços.
– Verdade Fer?! – Damon perguntou com a sobrancelha levantada e a garota se engasgou — calma, ‘to brincando! – deu tapinhas nas costas dela – bebe alguma coisa! – serviu um pouco de cerveja no copo dela.
– Cheve um pfouco pfa mim tambffém... – Holy disse com a boca cheia de queijo.
– Porra ainda não engoliu isso? – Caroline perguntou cutucando as suas costelas.
– Pelo amor de Deus! Não cutuca, porque se ela rir vai vir tudo em mim! – Jéssica exclamou alarmada.
– Aqui Holy! – Damon estendeu o copo para ela.
– E ai Rafa! Quando é que você vai ver o nosso estúdio? – Caroline deixou a Holy se afogando sozinha.
– Quando vocês podem? – perguntou.
– Ah é só o tempo de a gente terminar de revirar a casa e você pode ir! – falei.
– E quando seria isso? – perguntou com um sorriso torto.
– Ah depois de amanhã! Até porque, para desarrumar todo o santo a ajuda – Caroline disse.
– Segunda então, eu tento dar uma passada lá, eu tenho uns assuntos para resolver, mas eu acho que sobra um tempo. – disse.
– Vai ficar corrido para você agora néh? Duas bandas – Jessica perguntou.
– Mas ou menos, eu vou precisar me organizar melhor agora – ele deu de ombro – mas vai valer a pena.
– Olha eu também acho! – Caroline disse com um sorrisinho convencido.
– Convencida ela nem é! – Jéssica disse.
– Não, ‘tava falando de vocês! – Caroline riu.
– Aham! – Rafa concordou enquanto bebia um gole de cerveja.
– Ah, mas é verdade, olha as composições da Fer! — Janis disse.
- É mesmo Sweet, eu quero ver as suas composições! – Rafa olhou na direção dela e franziu o cenho – Sweet?
Todas olharam para ela que agora tinha o rosto nas mãos de Damon que a beijava ferozmente.
Novamente, pela a terceira vez, o silêncio imperou pela a mesa. Incrível que a Sweet estava com dom de deixar todo mundo em silêncio hoje.
Esperei uns cinco segundos para os presentes se acostumarem com a situação.
– Uhuu chefinho! Desencalhou depois de um ano e meio! – gritei levantando os braços.
– Uhuu Fernanda desencalhou depois de... Ah esquece – Jéssica perdeu a animação.
Com isso eles se separam rindo, com a Fer mais vermelha que balde de Ketchup.
– E aí Damon, ‘tava com gosto de M. Shadows? – Rafa não perdeu a oportunidade de fazer uma brincadeira.
– Porra Rafa! – eu, Jessica e Holy explodimos. Ele deu um pulo e fez uma cara como se pergunta “o que eu fiz?”.
Tá dá um desconto ele não sabia da porra do rolo, ninguém sabia da porra do rolo!
Ficamos zuando o mais novo casal até uns e outros começarem a bocejar.
– Então meninas, eu acho que vou levar vocês quatro para casa – Rafa disse.
– Quatro?! Mas nós somos... – pare quando levei um chute na canela vindo da Holy – Ah aii! Ah nós quatro!
– E eu que sou mais lerda que o Mister Ben! — Carol revirou os olhos.
Janis e Jéssica levantaram da mesa discutindo quem seria primeira no banho.
– Mas porra, você não tomaram banho antes de vir para cá? Precisam de outra? – Caroline indagou e as duas a encararam com as sobrancelhas levantadas – Okay... Não está mais aqui que falou – levantou as mãos.
– Vocês vão ficar mais um tempo aí néh? – Rafa perguntou para o Damon que olhou indagador para a Sweet que confirmou com a cabeça – então vou deixar o dinheiro para vocês pagarem – e jogou umas notas em cima da mesa junto com uma camisinha.
Não achei que a Sweet conseguiria ficar mais vermelha.
– Hãã Rafa?! Você jogou um negócio a mais! – Damon disse sem jeito.
– Não, não joguei, é pra você também! – Rafa explicou.
– Eeeeê Rafa! Você é uns dos nossos! – Jéssica se apoiou em seu ombro.
– Pessoal vamos dar uma trégua néh?! – Holy entreviu.
Deixamos eles na mesa e fomos para fora do restaurante. Eu ia ter todas as noites para zoar o Damon e o resto da vida para zoar a Sweet.
Pov’s Janis – Casa Lethal Poison
– Aaaaah! Cadê as minhas maquiagens?! – gritei pela a centésima vez. Eu já tinha revirado a casa inteira. Correção, a casa já estava toda bagunçada antes mesmo de eu começar a mexer.
Tinha roupa jogada pela a casa toda, sapatos fora do lugar e os quadros das paredes estavam tortos. Na boa! Eu gosto de tudo organizado e aquela zona estava me deixando estressada.
– Não sei Holy. Procura! – Lare disse da sala.
As vadias estavam todas assistindo na sala, que estava mais virada que a casa inteira. Para melhorar o meu humor, a Carol estava fazendo aquele barulho irritante com a guitarra.
– Para Caroline! – gritei ao mesmo tempo em que a Jéssica ‘tacava uma almofada nela.
– Quê?! – perguntou na inocência fazendo eu me irritar ainda mais.
– Você ainda pergunta?! – eu odiava me alterar, mas eu não estava encontrando as minhas maquiagens e aquilo realmente me irritava. Ainda mais a casa estando daquele estado.
– Calma Holy! – Fernanda pediu rindo.
– Eu ‘to calma! É que isso aqui ta uma bagunça e o produtor vai vir aqui hoje! E EU NÃO ESTOU ENCONTRANDO AS MINHAS MAQUIAGENS! – me alterei de novo.
– Holy você deve ter escondido! Se lembra que você não queria que a Lare pegasse? – Caroline perguntou.
Respirei fundo.
– Lare a onde você colocou? – perguntei de olhos fechados.
– Eeeh! Eu não peguei não! – se defendeu.
– Pegou sim! – acusei.
– Não peguei!
– Pegou!
– Chega! – Sweet gritou.
– Eu dou dez minutos para ela aparecer! — Ameacei indo para a cozinha beber um pouco de água.
– Cadê Lare? – ouvir a Jéssica perguntando.
– Eu não pegue! – disse.
– O que a Janis tá viajando então?
Respirei fundo e entrei na cozinha e quase cai para trás. A pía estava até a boca de louça, no fogão tinha quinhentas panelas empilhadas e a mesa estava que era só restos de comidas.
Soltei um gemido baixo. Sério! Deu vontade de chorar. Tudo bem que a cozinha era da Jéssica, tipo, sem ela a gente morreria de fome. Mentira minha! A gente só não morria de fome se tivesse miojo em casa. Mas mesmo assim, precisava deixar a cozinha daquele jeito? Não dava para cozinhar e já lavar?
Respirei fundo tentando me acalmar de novo. O nosso produtor ficou de passar aqui em casa mais tarde para ver o nosso estúdio e a casa não podia ficar daquele jeito.
– Meninas é o seguinte! – voltei para a sala – o Rafael ta chegando daqui a pouco e a casa não pode ficar desse jeito. Vamos limpar ela agora! – é isso foi uma ordem.
– Hmmm! Eu acho que preciso trocar as cordas da minha guitarra! – Caroline olhou para a guitarra em suas mãos.
– Eu preciso fumar! — Lare levantou.
– Eu preciso ir ao mercado! – Jéssica levantou também.
– Hmmm! Me deu uma dor de barriga agora! – Sweet correu para o banheiro e se trancou.
– SE VOCÊS NÃO VOLTAREM AQUI AGORA! EU VOU ARREBENTAR AS CORTAS DAS GUITARRAS, CORTAR O FIO DO MICROFONE E DESTRUIR AQUELA BATERIA!! – gritei. Bom... Pelo menos sutil efeito, porque elas ficaram paralisadas nos seus lugares.
A porta do banheiro abriu e a Sweet saiu.
– Passou! – disse com a cara de pau.
– Ah Holy! Isso é golpe baixo! – Caroline reclamou.
– Golpe baixo?! Olha o estado que está essa casa?! – gesticulei.
– Ah Holy! – Lare reclamou.
– Ah Holy nada! Seguinte, Lare e Carol limpam os quartos, Fernanda aproveita que já tá aí e limpa o banheiro e Jéssica pra cozinha – mandei.
– E você?! – Larissa perguntou com uma cara de como eu não fosse fazer nada.
– Eu vou limpar a sala! Agora se mexa que isso aqui tem que tá tudo limpo quando o Rafael chegar! – bati palmas pra elas andarem mais rápido.
– Que droga! – Jéssica reclamou chutando uma almofada, mas tinha alguma coisa embaixo da almofada que esse espatifou na parede – Ai porra! – xingou.
Eu até ia rir, mas quando olhei o que tinha se espatifado na parede meu sangue subiu para a cabeça.
– Iiii! Olha as suas maquiagens Holy!– Larissa apontou.
– Janis desculpa! – Jéssica disse com uma voz apavorada.
A minha vontade foi de matar ela e foi isso que eu tentei fazer, mas ela saiu correndo – Socorro! – gritou.
– EU VOU MATAR VOCÊ JÉSSICA! – fui atrás dela.
– Holy eu não tive culpa! – pulou o sofá.
– Claro que teve! Por que tem que chutar tudo o que vê pela a frente?! -Gritei pegando a vassoura e tentando alcançar ela.
– Ooh Mãe! – Jessica gritou enquanto desviava da vassoura.
– Nem a sua mãe te salva agora! – berrei.
– Mas Holy! O que a sua maquiagem ‘tava fazendo em baixo da almofada? – Fernanda perguntou.
– Não fui eu que deixei ela lá! – eu disse.
– Quem foi então? – Lare perguntou.
Aproveitei que a Jéssica prestava atenção na Lare e tentei acertar o seu ombro, mas eu calculei mal e acabei acertando a sua cabeça. Ela caiu no chão com um gemido.
– Jéssica desculpa! Eu não tive intenção! – larguei a vassoura e corri até ela.
Jéssica levantou a mão erguendo um dedo de cada vez. Entendi muito bem que ela contava até três.
Gritei quando ela veio furiosa atrás de mim – Desculpa Jéssica eu não tive culpa!
– Teve sim! – gritou pulando o sofá.
– Não tive! – contornei me livrando dela.
– Desde quando o viadinho começou a caçar o leão?! – Caroline perguntou rindo.
– Desde que o viadinho ganhou garra! – Jessica pulou o sofá de novo jogando o seu peso sobre mim, me fazendo cair no chão.
Eu não sei se ela ia me bater, mas se essa era a intenção dela, foi totalmente anulada pela a Lare.
– Bolinho! – gritou.
E depois disse eu me vi sufocada por mais três pessoas em cima de mim.
– Vocês vão me matar! – gritei sem ar.
Elas saíram de cima de mim e deitaram no chão do meu lado rindo.
– Gente na boa... Nós temos que limpar isso aqui antes que... – mas a campainha me interrompeu.
– Tarde de mais! – Caroline riu.
– Deixa que eu abro! – Fernanda se levantou e nós se ajeitamos como podíamos – Oi Rafa entre! – ela o recebeu dando espaço para ele passar.
– Oi Sweet, oi meninas! – ele entrou e seu olhar caiu pela a sala mal arrumada- Caramba! – exclamou – quando vocês falaram em bagunçar a casa eu achei que era brincadeira, tem certeza que são cinco meninas que moram aqui?
– Aham! Agora se você perguntasse se essa cinco meninas são organizadas são outros quinhentos! – Lare disse rindo.
Ele sentou no sofá rindo.
– Jeh faz um café? – pedi.
– Aham! – concordou e foi para a cozinha, mas parou na porta e coçou a cabeça – não pode ser um copo de água?
Eu a fuzilei enquanto o Rafa ria junto com as meninas.
– É que eu não sei a onde tá o bule e até eu procurar vai demorar e depois eu vou ter que tirar tudo da pia para poder lavar e tirar tudo do fogão para esquentar a água! – explicou.
– Tudo bem eu aceito um copo de água! – ele sorriu.
– Pode ser uma cerveja? – sugeriu de novo.
– Jéssica! – ralhei.
– É que também não tem copos limpos! – disse rindo.
– Melhor ainda uma cerveja! – Rafael concordou.
Ela sorriu e voltou com seis garrafas.
– Bom meninas! Desculpe a pressa, mas eu estou cheio de compromisso hoje, então vou ter que ver o estúdio de vocês praticamente de relance – Rafa disse.
– Eita! É melhor ver rápido então! – Lare levantou o guiando até o estúdio.
Assim que ele entrou abriu um sorriso.
– É a única parte da casa que é limpa e organizada? – perguntou divertido.
– Aham! –concordamos.
– Mas nossa! Vocês estão de parabéns, esse estúdio é de mais... Perfeito!
Aquilo fez um sorriso enorme aparecer nos nossos rostos.
– Bom, nós praticamente investimos todo o nosso dinheiro aqui! – Sweet deu de ombro.
– ‘Tá valendo a pena então?! – perguntou.
– Muito! – concordamos.
– Bom eu tenho uma noticia pra vocês! – disse esfregando as mãos – logo vamos começar a gravar o primeiro álbum de vocês.
Sabe que eu até esqueci que as minhas maquiagens estavam quebradas depois dessa noticia?!
– Valeu Rafa! A gente nem sabe como agradecer você! — Caroline disse.
– Agradeçam o Damon! Já que foi ele que me falou de vocês! – ele riu.
– Ah quanto a isso pode ficar tranqüilo, porque a Sweet já está fazendo! – Lare disse segurando o riso.
– Como é que é?! – Sweet perguntou a fitando seria.
– Você entendeu! – Lare piscou.
– Não, não entendi! – falou.
– Meninas que tal deixarem isso pra depois?! – intervi enquanto Rafa ria da briga das duas.
– Bom eu acho que é isso meninas! – Rafa disse – eu gostaria muito de ficar e ver vocês tocarem, mas eu realmente estou sem tempo, mas oportunidade não vai faltar!
– Com certeza! Sem problemas Rafa! – Jéssica disse.
– Eu vejo as suas composições depois então Sweet! – disse.
– Tudo bem! – ela concordou.
– Tchau então meninas, adorei conhecer a casa de vocês! – disse.
– Nossa bagunça, você quer dizer! – corrigi.
– É isso também! – concordou e rimos junto com ele.
O acompanhamos até a porta e depois nos sentamos no sofá.
– Aaah não acredito! – Caroline bateu palminhas e deu pulinhos – nós vamos gravar nosso primeiro álbum.
– Ah gente tá conseguindo meninas! – Jéssica disse sorridente.
– E vamos chegar lá – Sweet emendou.
– Vamos tocar um pouco para comemorar?! – Larissa convidou com um sorrisinho torto e é claro que as outras três concordaram no mesmo instante.
– Nem pensar! A gente tem a casa inteira para limpar! – cortei os embalos delas.
– Holy... – Sweet começou com um tom calmo.
– Vou contar até três! – falei de olhos fechados.
– Ah que droga! – Jéssica levantou e foi para cozinha enquanto as outras faziam o mesmo resmungando e ainda chutando o que tinha no chão.
– E não reclamem! – ralhei.
Johnny Pov’n on [ Alguns meses depois]
Depois do ensaio cada um foi fazer uma coisa, pelo que eu entendi, Matt ia sair com a Valary e Syn com a Michelle. Zacky foi twitar sobre o nosso ensaio e o Jimmy dormiu com as baquetas cruzadas no peito no tapete da sala do estúdio.
Era estranho ver Matt com a Val de novo, ela tinha sido filha da puta com ele, mas parecia ter convencido o cara que tinha mudado. O que eu duvidava, é claro. Eu só achava estranho que ele não parecia tão entusiasmado em se reconciliar com a esposa e ele sempre levara em conta um sentimento para dar certo em um relacionamento.
– O que você tá pensativo Jonathan? – Larry entrou na sala.
– Nada não, to pensando no Matt e a Val... – falei ligando o computador.
– Ah... Quer saber a minha opinião? – ele perguntou se jogando no sofá com uma Heineken na mão.
– Hum... – resmunguei.
– Matt só quer ocupar a cabeça... – olhei para ele confuso e Larry dava de ombros.
– Eu também acho... – Jimmy havia acordado com a nossa conversa.
– Mas o que tem de errado para ele querer “ocupar” a cabeça? – perguntei ainda sem entender. Será que eles sabiam alguma coisa que eu não sabia? – quero dizer, não tem nenhum problema com a banda ou qualquer outra coisa...
– Talvez não aparentemente! – Jimmy ponderou.
– O que quer dizer?! – perguntei curioso e Jacob também parecia não saber do que James falava.
– Eu também não sei... Mas ele tá meio alheio já faz um bom tempo e desde que voltou a sair com a Valary ele tem ficado pior ainda, acho que ele não sabe se está fazendo o certo.
– Ah quer saber? – Larry disse entornando sua cerveja – Matt é bem grandinho, ele sabe se cuidar. Acho que não temos que nos preocupar com ele.
– Ou talvez temos! – Jimmy falou ficando sentado no chão – vai que ele entra em depressão...
– Jih, cale a boca! – falamos para o baterista. Virei para o computador e entrei no I-tunes como de costume, era a única coisa que eu gostava de fazer na internet, procurar musicas legais onde o baixo aparecia bastante. E assim eu ocupava a cabeça e não pensava tanto na Lacey.
Fiquei curioso com a propaganda de uma banda nova, que tinha um símbolo que eu tinha a leve impressão que eu já tinha visto em algum lugar. Era uma caveira envolta de por uma cobra, o nome da banda era Lethal Poison, bem sugestivo.
Olhei o estilo que tocavam e me interessei ainda mais: metal alternativo. Cliquei no link e a lista de suas musicas apareceu, tinha apenas onze, fui na que tinha mais acessos, com o nome “Saint Hell”.
Era quase um trash, muito elaborado, eu quase tive uma sincope com o baixo entrou. Era ligeiro, trabalhado e muito bem tocado, seja lá quem tocava aquilo, tinha muita técnica e era muito bom.
A letra também era muito boa, no principio, quando ouvir o screamo, achei que fosse um homem, mas depois ouvi o resto da música eu vi que era uma mulher. Era muito foda, ela cantava com a voz doce e depois carregava nos guturais ao final dos refrões, pague um pau! Sem contar que a letra era muito critica, Matt ia adorar.
– Velho, que banda é essa?! – Jimmy sentou no meu lado.
– Lethal Poison, acabei de conhecer, só tem um álbum é banda nova – contei.
– Muito foda! A bateria é muito louca, vou aprender a seqüência! – ele disse empolgado.
– Então escuta o baixo! – falei rindo e ele prestou atenção.
– Porra! – ele falou após o solo. Eu fiquei de boca aberta, nunca tinha escutado um solo de baixo tão trabalhado, parecia à guitarra do Synyster modo muito grave – apavorou você baixinho – Jimmy disse divertido.
– Ah não! Eu TENHO que aprender essa música! – falei com veemência. Fiquei triste pela banda ser nova e não ter as cifras na internet.
– Essa voz... Parece que eu já ouvi... – ele disse pensativo – e esse símbolo também.
– O símbolo eu já vi também em algum lugar! – falei levantando e pegando o meu baixo. Rev riu a esmo.
– Quero ver você tirar esse solo, Johnny!
– Um dia... – falei duvidando de mim mesmo.
Larry assistia tudo em silêncio, então pegou o seu notebook e se pôs a fazer qualquer coisa se concentrando muito, enquanto eu e Jimmy fazíamos barulho, ele na bateria e eu no baixo. Ambos tentávamos aprender as sequências da musica.
– PORRA JIMMY ASSIM NÃO DÁ! – gritei quando não consegui captar a nota por causa da bateria repetitiva dele.
– Não dá esse seu baixo que não sai nem do primeiro compasso da música! — ele disse atirando uma baqueta na minha direção, que só não acertou a minha cabeça porque a altura do braço dele era um pouco mais alta que eu.
Peguei uma almofada do sofá e joguei nele, acertando um dos pratos da bateria. Ele levantou, veio em minha direção e eu tentei fugir, mas tropecei no fio do baixo que acabou caindo no chão. Jimmy me pegou pelo o tronco e me carregou pela as costas, fazendo minhas costelas ficarem contra as dele.
– Vamos lá anão, vou te esticar para ver se você fica um pouquinho maior – disse e forçou o braço para frente de forma a esticar as minhas costas.
– Me larga Jimmy! — gritei – velho tá doendo!
– Ninguém mandou você jogar uma almofada na minha bateria!
– Você jogou uma baquet.... Aii! Larry me ajuda! – esperneei com os pés no ar. Eu olhei para o produtor e ele filmava a cena. Aff mais um vídeo pro Youtube. Por fim Rev me largou me dando um abraço.
– Eu te amo seu alpinista de formigueiro! – disse esfregando os nós do dedo na minha cabeça.
– Aii! – me desvencilhei dele e tropecei de novo no baixo que ‘tava no chão, os dois riram e depois eu acabei rindo também.
Juntei o instrumento e voltei a tocar, aproveitando que o Jimmy não estava na bateria.
Resolvemos aprender juntos e por ali ficamos durante umas três horas, acabamos até decorando de tanto que íamos e voltávamos até aprender.
Se eu estava achando foda tocar o inicio, depois da pausa onde a vocalista entrava gritando “Pare!” então, eu acho que sinceramente aquele baixo era tocado por um alienígena, era muito rápido.
Apesar da bateria ser muito foda também, Jimmy tinha mais facilidade em pegar as sequências, talvez porque o som dela não se confunde com os outros como o grave do baixo.
– Merda! Não é assim! – grunhi voltando a música.
Quando cansamos, Larry disse que tinha gostado muito da banda e tinha escutado outras músicas deles enquanto tocávamos. Bem que eu tinha visto ele com fones.
– Tem uma música que o Shadz vai adorar... – Larry disse com um sorrisinho malicioso – se chama “Just Trust and Fight” eu estava desconfiado que ele tinha ajudado a escreve-la, mas quando vi a nacionalidade da banda, tirei de questão.
– De onde são?! – perguntei interessado.
– Brasil! Uma banda formada por cinco garotas – informou.
– Bonitas?! – Jimmy perguntou com os olhos brilhando.
– Bem... Eu não achei fotos delas de perto, só tem fotos tiradas da platéia estão todas meio longe, mas pelo que pude ver são sim! – sorriu.
– Como que não tem?! – perguntei indignado.
– São uma banda nova Johnny, pelo o que eu li, elas se formaram um pouco depois do show de vocês lá. Talvez não tenham tido tempo de tirar fotos!
– Hm... – falei me conformando — Mas por que você acha que o Shadows poderia ter ajudado escrever?! – mudei de assunto – não estava interessado em mulheres no momento. Fim do meu namoro com a Lacey ainda estava muito recente.
– Foi só um jeito de falar Jojo, é porque é uma critica sobre guerra, lembra Critical Acclaim... É a cara do Matt- disse ele colocando a música. Porra! Já começava com um baixo solando, depois a bateria, então o solos de guitarras, então ficavam só o baixo, bateria e o piano. Assim como o Larry dissera, a letra era a cara do Matt.
Não preciso que virei fã da banda, comprei todo o álbum para incentivar, já que estavam começando, normalmente eu teria baixado as músicas em algum lugar, mas custava dar um empurrãozinho para um grupo que prometia arrebentar todas caixas de sons de todas as casas de shows do mundo.
Notas finais
Sweet Rage diz: QUEIJO MUTANTE! aee eu tinha que filosofar né...qndo digo q sou foda, ninguém acredita! --'
Larissa diz: ¬¬
Sweet Rage diz: Só to falando...
Larissa diz: Claro, claro Sweet Fucking Rage
Sweet Rage: Ta parei! Eu to me sentindo irritante hoje... Velho na boa, ta tao frio, tao frio que eu to com preguiça até de falar....
Larissa diz: Tá mesmo, vou pedir pra Jeh fazer chocolate quente *--*
Jéssica diz: Ata, eu tenho cara de cozinheira?!
Sweet Rage diz: posso falar?! TEM! hahah
Jéssica diz: Vão Se ferrar!
Larissa diz: A gente ja ta se fodendo! E voce ta junto... pensam que é fácil pertencer a Lethal? hah...vão nessa!
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