Notas iniciais
Sweet diz: Hey fucking girls!
Jéssica diz: Hey Bitchs...!
Sweet diz: Olha ela escreveu certo! o/ Anyway... Como foi o fim de semana de voces?
Jéssica diz: Espero que tenha sido bom, assim como o nosso!!
Sweet diz: Tão bom que eu to com sono até hoje! TUDO CULPA DA HOLY!!
Jéssica diz: Coitada ela tem medo de fantasma tadinha!!
Sweet diz: E voce da uma de boa, mas foi a primeira a me mandar jogar sal nas janelas quando eu disse que deu pau na fiação!!
Jéssica diz? Desculpa ae, mas... eu sou viciada em Sobrenatural.. Essas coisas eu sei decor!!!
Sweet diz: Oh! Eu nao sou fã e sei que isso nao passa de superstição barata!
Jéssica diz: Enfim... Queremos agradecer as poucas leitoras q comentaram!
Sweet diz: Poucas... Pouquíssimas, mas é em agradecimento a elas que batemos o recorde de capitulo gigante e viemos postar mais cedo!
Jéssica diz: Isso, a gente juntou dois, so nao juntamos mais um... Porque se nao iríamos começar a postar nas notas iniciais e terminar nas finais.
Sweet diz: É tipo isso! Na verdade a gente quer logo pular essa introdução pra ver se voces se animam em comentam um pouco...
Jéssica diz: Então é isso... Agora parem de brincar de esconde-esconde e comentam ta?
Sweet diz: Yow! Isso mesmo, se nao a Janis e a Jéh vão jogar sal em voces fantasminhas!! o/
Jéssica diz: Boa leitura bitchs!!
Sweet diz: Minto, ela NAO escreveu certo, pq o plural de bitch é bitchies...!
Jéssica diz: Alguma vez eu ja disse q o Bitch é meu?
Sweet diz: Só a Huntington né Jay!
Jéssica diz: Okay, Okay

Sweet POv’s ON

Rafa disse que alguém tinha que ir lá pra assinar o contrato com a gravadora. Ficou um clima meio tenso por que as meninas disseram que quem tinha que ir era eu já que, de modo geral, eu quem tomava frente em tudo, mas eu não queria ir sozinha então quem acabou indo foi a Carol, pois ela quem tomara a iniciativa de montar a banda.

No ônibus fomos em silencio até o grande prédio da gravadora. Quando chegamos lá foi tudo muito fácil, Rafael já nos levou pra uma salinha e desatou a falar sobre as mil e uma cláusulas do contrato.

Ao final ele nos entregou umas folhas que eu tive que ter a paciência de ler, depois passei pra Caroline que leu e concordou com um meneio de cabeça. Eu já não agüentava mais aquela quietude dela, de modo geral ela costumava ser uma maluca barulhenta, mas depois do show ela tava mais pra emo ignorante do que punk. Ela tinha que se juntar com o Zacky, dariam o casal perfeito de ignorantes, se bem que... O Zacky falava mais e tinha sido bem bacana comigo no backstage.

Enfim, eu assinei toda aquela papelada e depois de brindar com um copo de vinho, nós viemos para casa.

– Eu nem acredito que assinamos com a gravadora! – murmurei contente quando sentei no banco do ônibus ao lado dela. Caroline só olhou pra mim com as sobrancelhas erguidas em seguida olhou pra fora. – Qual é Carol?! Até parece que você está tão indiferente.

– Eu não estou indiferente, só não estou a fim de falar... – respondeu-me seca.

– Ótimo! Começar a carreira com a gente de mal. Bem legal isso! – falei indignada.

Começamos a discutir a logo ela enfiou o show do Avenged no meio. Porra ela já tinha superado aquilo.

– Eu até pensei que você fosse vítima do terrível M. Shadows, mas quando voltou pro backstage com ele...

– Pode parar! – interrompi-a furiosa. — Você não viu que ele sabia o meu nome?!

Ela arregalou os olhos já cheios de lágrimas, como se só tivesse se dado conta daquilo agora – Ergh... Fer... Como? – ela diminuiu o tom de voz e eu notei seus lábios levemente trêmulos.

– Foram eles... Eles me salvaram do seqüestro, eu estava com a carteirinha de estudante.

– Meu Deus... – agora as lágrimas caíram de seus olhos – porque você nunca me contou?

– Porque você nunca mais falou comigo... Porque você é a loucura em pessoa, você fecha os olhos e age apenas conforme suas emoções e não ta nem aí com tentar entender o porquê as coisas acontecem e quando descobre se arrepende... – falei sorrindo e colocando a mão em seu ombro.

– Por que eu sou tão ruim? – choramingou deitando no meu ombro.

– Você não é ruim só é um pouco MAD, cada uma de nós tem um jeito... Um defeito...

– Mas eu sou a pior de todas!

– Não! Você preferia ser como a Janis, que vive única e exclusivamente para a beleza...? Ou como a Jéssica que é ciumenta pra caralho...? Ou como eu mudo humor de uma hora pra outra? – fui listando o defeito de cada uma e no fim ela se animou.

Fizemos as pazes, eu pedi desculpas a ela por não te-la convidado para ir ao backstage e ela pediu desculpas por ter agido infantilmente durante todo esse tempo. Nos abraçamos e nessa hora tôo o povo do ônibus nos encaravam.

Quando chegamos em casa nenhumas das garotas estava lá, aproveitamos para fazer um bolo de comemoração à assinatura do contrato e às nossas pazes. Foi à melhor tarde desde o dia do show.

Não demorou muito para Rafa começou a freqüentar a nossa casa e começar a cobrar nosso empenho em cima das músicas. E os ensaios já não eram mais os mesmos, agora na faziam mais interrupções para rirmos do erro de alguém. Tínhamos o prazo para terminamos de compor onze músicas, além disso, tínhamos que conciliar com os nossos empregos.

A nossa sorte era que todas nós trabalhávamos com coisas envolvidas com Rock, então os nossos chefes compreenderam perfeitamente e cooperaram conosco.

Quando todas as músicas já estavam escritas e já havíamos bolado uma performance para cada uma delas, o negocio foi mais rápido. Demos um jeito de todas tirarmos férias juntas, assim, ficamos trancafiadas no estúdio e ao fim daquele mês nosso primeiro disco foi gravado com o nome “Innocent Sorrow”. A gravadora investiu muito em propagandas no I-tunes e nós divulgávamos a banda de todas as formas possíveis. Damon aproveitava que o movimento do bar tinha aumenta consideravelmente e ajudava com merchandising.

Não demorou muito nossas músicas estavam sendo pedidas em algumas rádios de Rock e em pouco mais de dois meses já estávamos na lista de álbuns mais vendidos na categoria de rock.

Sim, considerado que estávamos competindo com: Cine, Restart, Nx Zero, Strike entre outras porcarias, não precisávamos nem ficar surpresas, mas enfim, estávamos muito contentes com o resultado daqueles dois meses.

Fazíamos alguns shows pelo o sul do Brasil e ao poucos tínhamos convites para tocar em São Paulo e Rio de Janeiro.

As casas lotavam e era gratificante ouvir as pessoas cantando as nossas músicas do começo ao fim. É claro que não faltavam revistinhas Teen atrás de nós como se nós fossemos estrelas pop. Tivemos que recusar várias daquelas entrevistas que acabariam com a imagem da Lethal Poison.

Recebemos notícias de acesso ao nosso site de downloads das nossas músicas de outros países, entre eles EUA e Inglaterra. Aquilo nos fez ficar ainda mais orgulhosas do nosso trabalho.

Caroline era o nosso Zacky ela que cuidava do Facebook da banda, twitter, MySpace e o site oficial.

Ela tratava todos muito bem e respondia sempre que podia todos os comentários e perguntas dos fãs. Bom, acho que a maior folia que fizemos foi quando o Rafa nos avisou que tínhamos um show marcado na Argentina. Aquele foi o show mais bizarro, porque as pessoas estavam esperando que nós falássemos em português ou inglês, mas ficaram realmente entusiasmados quando falei em espanhol, mas em algumas vezes eu tinha começado a falar em inglês por costume de já estar cantando naquele idioma, foi engraçado.

Era realmente estranho andar na rua cercada de seguranças, infelizmente nossas músicas chegaram aos posers e esse simplesmente acabaram com o nosso sossego. Andar sem uma cambada de homens monstruosos, somente quando eu saia sozinha com o Damon.

Nosso relacionamento havia crescido muito, eu até tinha assumido o namoro para a revista Rolling Stones, dizendo que eu estava namorando o dono do bar onde a banda tinha feito seu primeiro show, obviamente isso contribuiu para o movimento do Blood.

Nossa família era distante por causa do nosso jeito de ser, antes mesmo de termos uma banda, então quando a Lethal tomou rumo, era quase como se fossemos órfãs. Apenas Silvia, mãe de Carol, encarava tudo numa boa, ela até escutava e curtia nossas musicas.

Certo dia estávamos em casa num fim de semana de folga. Havíamos nos mudado não fazia nem um mês. Finalmente cada uma tinha seu quarto, seu guarda-roupa e o melhor de tudo, seu próprio banheiro. Nós sempre dizíamos que não importaria o quanto dinheiro nós conseguíssemos com a banda, mas só deixaríamos de morar juntas quando fossemos casar. Cada promessa que fazíamos...

Cada uma estava no seu quarto exceto eu e Carol que estávamos que estávamos na sala conversando enquanto ela mexia na internet e eu jogava Guitar Hero no Xbox. Num momento de silêncio entre nossas conversas eu olhei para trás para ver se ela ainda estava ali, mas levei um belo susto, por no mesmo instante ela soltar um berro histérico de felicidade. – Credo garota, você e suas loucuras ainda me matam... O que foi? – perguntei jogando a falsa guitarra no sofá de couro e inda até ela.

– A Pedreira vai reabrir! – disse entusiasmada. – e adivinhem quem foi sorteada pra fazer o show de estréia?!

Eu abri a boca pra falar “Lethal Poison”, mas fui interrompida pela porta que se escancarou e Rafael entrou com um sorriso de orelha a orelha.

– Meninas! Poisons! – chamou-nos empolgado.

Nós cinco nos reunimos na sala e ele começou a falar mal parando pra pegar fôlego. A Pedreira era o maior e melhor lugar para se fazer shows em Curitiba, talvez até no Brasil e fora fechada por que os vizinhos reclamavam do barulho uma ou duas vezes por mês. Então depois de muita briga, finalmente reabriram o local para shows.

Era um buraco cercado por paredes de pedra por todos os lados apenas com uma falha usada como entrada do local. Por causa dessas paredes de pedra tinham uma acústica perfeita, pois o som refletia nas paredes e fazia com que o som tivesse ótima qualidade.

– Garotas, o show vai ser dentro de duas semanas. Quero que vocês estejam perfeitamente em forma e que planejem uma performance em palco, com muito interação e loucura! – disse fazendo gestos com as mãos.

– Loucura?! – Caroline se empolgou ainda mais. – deixa comigo, por eu sou a... MADNESS! – gritou erguendo os braços e nós rimos.

– Madness, huh?! To vendo... – Rafa a fitou com uma sobrancelha erguida. – Enfim garotas, esse é o show que vai explodir a fama de vocês...

– Mas Rafa. – Holy interrompeu. – O que você quer que a gente faça a mais?

– Só intensificar o que vocês já fazem... – ele levantou na ponta dos pés. – Interação, interação... As pessoas amam isso!

– Mas se a gente for fazer isso... – Larissa ponderou. – Vamos mais falar do que tocar!

– Mas é essa a intenção, não vê? – Jéssica explicou com um ar de entendida. – É que nem pacote de Elma Chips vem mais ar do que Ruffles! – A sala explodiu em risadas e Jéssica continuou séria. – Não é? – perguntou para o Rafa quando as risadas cessaram.

– É quase isso, a questão é... Os fãs querem vocês muito doidas, eles querem ter certeza de que o show está sendo para vocês, tão louco quanto está sendo para eles.

– Ah tá... Nós mais doidas do que já somos?! – Holy Vain disse encarando de braços cruzados.

– Só se a gente se drogar... – murmurei rindo. Ouvi um reboliço das meninas protestando contra as drogas. – calma gente, eu só to brincado... -Falei erguendo os braços para elas não avançarem em mim.

– Pois é meninas, então é isso... – ele disse com um sorriso cúmplice nos lábios e dirigiu-se à porta – ah... E quanto às drogas... – nos fitou longamente em silêncio – não descartem a possibilidade.


Matt Pov’s On

Era a segunda vez que eu estava saindo com a Valary. A primeira fora só para deixar claro algumas coisas, como por exemplo, que estávamos apenas tentando novamente e isso não queria dizer que o casamento estava de pé outra vez. Isto incluía que não faríamos sexo antes de termos restabelecido a firmeza do relacionamento, pois ela mesma tinha prometido provar que estava diferente.

Eu era um cara que não era movido a sexo, mas isso não queria dizer que eu não tinha libido, mas eu simplesmente não era do tipo de me aproximar de uma mulher imaginando seu corpo nu. Antes disso eu procurava conhecer a personalidade dela, pois isso era mais importante.

Estávamos em um restaurante que era um dos favoritos da Val, ali serviam pratos de tudo quanto eram nacionalidades. Ela lia o cardápio enquanto eu já tinha meu pedido em mente. Quando saiu de trás do menu, sorriu largamente pra mim e eu retribui minimamente e chamei o garçom: — Uma porção de barreado, por favor. – pedi. Eu havia comido aquilo no Brasil, era realmente uma delicia.

– Uma porção de tacos com queijo para mim. – Valary lançou-me mais um sorriso ao pedir meu prato favorito, mas eu não estava com vontade de acompanhá-la. — O que é barreado, Matt? – perguntou-me.

– É um prato brasileiro, não sei te dizer nada além de que é muito gostoso. – respondi sucinto. –ela levantou as sobrancelhas e bebericou seu vinho.

Definitivamente não éramos mais um casal, nossos assuntos eram sempre babais e curtos. Não ligava nunca à outros formando uma conversa por mais fútil que fosse.

Eu encarava as luzes refletidas nos meus talheres e minha mente vagava para lugares longe dali. Eu não estava confortável, não estava animado, tampouco entusiasmado, talvez ansioso para levar Valary pra casa e ir para minha cama.

O restaurante era um lugar simples e tinha um ambiente familiar, apesar de ser mal iluminado era limpo e convidativo. O rádio estava sintonizado na estação de rock o que me deixava um pouco menos entediado.

Talvez eu não estivesse assim se eu estivesse com uma companhia um pouco mais alegre, mas minha ex esposa e atual ficante, namorada, sei lá tinha tornado uma pessoa tediosa, inanimada e cansativa.

Logo o garçom chegou com os pedidos e eu agradeci por ter algo com que me ocupar e ocupar a boca da Valary que falava o tempo todo sobre a nova coleção de blusas que ela desfilaria na próxima semana.

O sabor daquela comida remeteu lembranças que eu fazia esforço para esquecer. Condenei-me mentalmente por ter feito aquele pedido. Por que diabos eu ficava pensando em uma mulher que eu jamais veria novamente?

– Matt tá tudo bem? – ela me perguntou quando eu sacudi a cabeça.

– Sim, só estava pensando em coisas que eu não deveria. – disse perturbado.

– Não deveria, huh?! – ela sorriu. – Tipo isso? – senti sua perna roçar na minha atrevidamente por baixo da mesa e eu a fulminei.

– Não Valary, não era isto.

– Desculpe... Eu esqueci. – ela se ajeitou na cadeira e voltou sua atenção para os tacos.

A música no rádio havia mudado para uma mais agitada. Inconscientemente, minha perna começou a tremer no ritmo dela. Tinha um solo incrível, mas não reconheci o estilo de nenhuma banda conhecida. Por um momento me vi entretido e talvez até animado com o embalo pesado e marcante da música, mas fiquei completamente absorto na melodia quando após alguns screamos uma voz vagamente familiar começou a entoar a critica da musica.

Não reconheci a voz de nenhum lugar e aquilo me deixou incomodado. Minha mente trabalhava no nome de todos os nomes de todas as vocalistas mulheres que eu conhecia que cantavam rock e não achei semelhança em nenhuma. Estava completamente concentrado quando Valary me despertou dos meus devaneios:

– Matt, quando foi que deixou de me amar? – perguntou em voz baixa. Suspirei e fitei seus olhos castanhos firmemente.

– Eu que lhe pergunto. Quando fio que deixou de amar a mim para amar meu dinheiro? – perguntei friamente e a vi arregalar os olhos.

– Como pode dizer isso Matthew? –indagou nervosa.

– Da mesma forma que você disse que eu iria pegar uma doença.

– Então todo esse tempo que você está no mundo das piranhas é pensando naquela pirralha? – acusou-me enfurecida.

– Háh! Mundo das piranhas, Valary? Sabe que é exatamente quem usa esse palavreado para se referir às mulheres que você sente inveja, é que é piranha? – perguntei me curvando sobre a mesa aproximando-me dela.

– Matt por que você me acusa de que EU deixei de te amar, sendo que quem dá sinais disso é VOCÊ? Eu NUNCA demonstrei isso.

– Ah não! – falei dando uma risada debochada pelo nariz.

– Ah é?! O que foi que eu fiz? – perguntou batendo o guardanapo de pano na mesa e cruzando os braços.

– Não foi o que você fez Val, foi o que deixou de fazer.

Ela abriu os braços como quem não entende e pede explicações.

– Bom, eu paguei passagem para você ir até Paris para me ver depois de seis meses e você não foi nem capaz de me ligar dizendo que não ia, seja lá qual foi o motivo.

– Me poupe Matt! Isso já faz mais de um ano. – Retrucou. – Você já não me amava muito antes disso.

– Não! Eu deixei de te amar quando eu te liguei pela centésima vez, enviei a milésima mensagem, o milionésimo email e você não respondeu.

– Eu não atendi por que deve ter da do problema na operadora. Você estava fazendo ligação internacional, lembra?

– Ah eu lembro! – manti o tom cordial. – Mas problema na companhia aérea não deu, vai me dizer que deu problema no seu acento? Porque todas as meninas foram no mesmo avião.

– Ah! Sanders não ignore! – ela disse revirando os olhos.

– Não estou ignorando, mas é incrível, dá problema na operadora. O que eu acho improvável por que eu liguei durante três meses e você não atendeu, enfim, problema na operadora, no seu email...

– Matt...

– Incrível que você me amava tanto que nem tentou entrar em contato comigo, ah sim, deu problema no serviço de correi também! Mas a tua sorte que não deu problema na rede de cartões de crédito né Val?!

– Agora vai jogar na cara o seu dinheiro? O dinheiro que EU ajudei você a conseguir fazendo o merchandising da SUA banda?! – ela perguntou levantando e apontando o indicador para o próprio peito.

– Valary não faça escândalo... – pedi em voz baixa e ela se sentou visivelmente envergonhada. A questão é, eu reconheço seu trabalho Val e agradeço muito por isso, você sabe. Tanto é que até hoje você faz o merchan e ganha por isso. Mas você gastava seu dinheiro, sabe Deus com que, e ainda usava o meu. Eu nunca neguei de te dar o meu dinheiro Valary, mas quando separamos Val, isso acabou e eu tive certeza ainda mais certeza de que você amava meu dinheiro, quando você me mandou um email falando para voltarmos e a primeira coisa que você mencionou foram as nossas contas, que você sentia falta de ir aos lugares que eu te levava, dos presentes que eu te dava e quando falou em algo relacionado a MIM, falou que sentia falta das nossas noites.

– Matt...

– A única coisa que importava pra você além do dinheiro era o prazer... Você NUNCA esteve comigo quando tive problemas, quando meu pai estava doente você esta de viagem com a sua irmã e quem ficou comigo foi Brian e quem ajudou a cuidar de Amy, foram Zacky e Jimmy. Quando eu fiz cirurgia nas cordas vocais você me visitou uma única vez, ainda assim, pediu o numero do meu CPF para desbloquear o cartão que tinha chegado. Quando meu pai faleceu você me deu um abraço de pêsames, mas logo já se foi por que tinha um desfile pra fazer.

– Alguma vez você levou em conta que o Avenged tava capengando e eu ajudei a reerguer pegando dinheiro dos meus pais escondido? – ela perguntou com os olhos cheios de lágrimas de ódio.

– É claro que já. Eu considero isso todos os dias para ver se nãos estou fazendo injustiça Val, mas a realidade é que sem os artistas que você investiu não serviria de nada. E se você acha que isto é tudo, eu faço as contas e te devolvo todo o dinheiro que VOCÊ investiu no inicio da banda e ainda corrigido. – cruzei os braços e a fitei. Ela analisou minhas palavras, mas notei um brilho de vitória em seus olhos.

– Pois bem... – ela esvaziou sua taça. – faça isso e nosso relacionamento acaba de uma vez por todas aqui! – ela se levantou. – Você sabe o numero da minha conta. – Valary colocou sua bolsa no ombro e saiu pela porta do restaurante com um ar vitorioso.

Por um instante achei que fosse brincadeira e eu fiquei perplexo olhando para a porta, vendo-a sumir na noite. Então como se tivesse acordado de um sonho, tudo foi para sue lugar. Valary havia confirmado todas as minhas suposições, então não era mais apenas ausência de sentimentos e sim puro ódio! Ódio por ela ter me usado durante todo esse tempo e eu ter desperdiçado todo meu amor de adolescente em uma pessoa que não sentia nada por mim.

Agora eu havia entendido muita coisa. Havia entendido porque eu me sentia culpado ao pensar na garota do Brasil apesar de querê-la. Um resquício do meu amor por Valary ainda sobrara e uma pontinha de esperança de que ela poderia ter mudado ainda me fazia tentar não pensar na Fernanda. Mas naquela noite tudo aquilo fora pisoteado e jogado nas profundezas do Tártaro.

Jéssica Pov’s On –

Como sempre, nós cincos estávamos desesperadas tentando nos arrumar, tínhamos que estar bem cedo na pedreira. Damon talvez passaria para nos pegar ou a gente ia de taxi, mas ‘tava mais certo de a gente ir de taxi do que qualquer outra coisa.

Eu já tinha decidido qual a roupa que eu ia, mas eu não achava a bendita calça.

– Larissa! – gritei.

– Oi amor! – ela apareceu na porta, mas escondendo as pernas.

– Tira agora! – falei impaciente.

– Ah Jéssica deixa ela! – Sweet entrou no quarto vestindo a minha camiseta.

– Cara vocês não têm roupas não?! Toda vez tem que ficar pegando as minhas?! – perguntei.

– Você tem que aprender a dividir! – Holy entrou no quarto. Ótimo! Agora vou receber lição de moral.

– São minhas! – Protestei – comprem a de vocês!

– A “ciumeira” começou cedo hoje! – Carol, agora Madness também apareceu.

– Eu não sou ciumenta, eu só não gosto que peguem as minhas coisas. Isso é... – protestei.

– Ciúmes... – Lare completou – tá aí pode ser o seu apelido “Jealous”.

Levantei uma sobrancelha.

– Nossa caiu como uma luva! – Madness riu.

– Jealous eu gostei! – Holy disse.

– Da pra chamar de Jay! – Sweet riu.

– Eu não gostei! – falei, mas na verdade o apelido era legal, tirando que eu não me achava ciumenta, quer dizer, só um pouquinho.

– Você não tem escolha Jay! – Lare ergueu a sobrancelha.

– Tá parem de discutir que a gente vai se atrasar! – Fernanda interveio quando eu ia revidar – Termina logo de se arrumar Jealous!

Fechei a cara e fui obrigada a achar outra roupa já que a Lare estava com a minha. Já estávamos quase prontas para sair quando o celular da Sweet tocou, como ela estava no banheiro eu atendi.

Oi amor! – Damon disse.

– Amor hem?! Deixa a Fer saber disso! – atendi.

Jéssica o que você ‘tá fazendo com o celular da Fer? – ele perguntou rindo.

– É que ‘tava dando sopa aqui! – dei de ombros.

Então... Eu consegui terminar o que eu tinha pra fazer aqui, eu to passando aí para levar vocês por show – disse.

– Damon salvou o meu dia! – dei um pulinhos de alegria.

É... Eu imaginei algo parecido – disse – então avisa o bando selvagem que daqui a pouco eu to chegando aí!

– Aviso, valeu! – falei.

Disponha! – disse.

– Se bem que não faz mais que obrigação neh?! – desliguei antes de ele responder e terminei de me arrumar. Damon chegou em dez minutos.

– O que você ‘tá fazendo aqui?! Você disse que talvez... – Sweet o recebeu pulando em seus braços.

– Vim cumprir a minha obrigação! – ele olhou de canto para mim e ela olhou confusa – segundo a sua amiga ali, a Jéssica, eu vir buscar vocês está na minha obrigação – explicou.

– E não é?! – Lare perguntou.

– Eu não acredito que ela ligou para você e te obrigou a vir! – ela disse.

– Não eu liguei e ela atendeu! – explicou.

Ela ia falar alguma coisa, mas foi interrompido pela a Holy que veio do seu quarto com a nécessaire.

– Rimel, pó, sombra, Bloch, batom, pincel, escova, lixa... É eu acho que ‘tá tudo aqui! – disse por fim – acho que a gente pode ir.

– Ótimo! Nós só estávamos esperando você! – Madness disse irônica.

E lá fomos todas nós para a pedreira. Damon deixou a gente lá, mas disse que voltava a tempo para o show.

Pedreira que dizer desse lugar... É uns dos lugares mais tesão que eu já fui. Por mais que fizesse tempo que eu não entrava naquele lugar, ele ainda era o mesmo, não pude deixar de abrir um sorriso com isso.

– Imaginem se o show do Avenged tivesse sido aqui e não no cubículo do Master Hall? – Holy comentou.

– Nossa nem me fale! – Sweet disse.

– Sem bem que, duvido que a gente conseguiria pegar a grade aqui, nós já não conseguíamos em outros shows – Lare reclamou.

– Mas a gente ia na roda Punk! – falei.

– Isso é verdade! – Madness riu.

Rodamos mais um pouco pelo o local depois fomos testar os instrumentos, aquele palco era enorme. Caralho isso vai ser de mais! Quando faltavam umas duas horas para o show fomos para o camarim nos aquecer e coisa do gênero.

– Meninas apaguem a luz rapidinho! – Holy pediu e mesmo sem entender Larissa apagou. As unhas da Janis brilharam num tom laranja com vermelho fluorescente como se fossem fogo, ela começou a mexer as mãos como se estivesse tocando e aquilo foi hilário – pode acender, o que acharam?!

Assim que a luz acendeu tinha eu e a Carol na frente dela, com as mãos estendidas para fazer o mesmo.

– Imaginei! – ela sorriu.

Holy estava dando os últimos retoques nas unhas da Madness enquanto eu admirava as minhas, quando Rafa entrou.

– Tudo pronto meninas?! – perguntou sorrindo. Ele segurava uma sacola.

– Yep! – Sweet confirmou.

– Okay, vocês entram em quarentas minutos – avisou – eu trouxe o que vocês precisam para esse show seja inesquecível – disse desembrulhando o pacote.

– Vodkas? – perguntei, mas deu pra vê que não era isso.

– Não, muito melhor! – despejou umas barras em cima da mesa. Cara, eu não to acreditando que ele ‘tava levando aquela história de se drogar a sério.

– A gente não vai fazer isso me desculpe – Sweet disse.

– Aah vocês vão sim! – ele confirmou com veemência.

– Me obrigue! – Lare cruzou os braços o encarando.

– Rafa a gente não precisa disso! – Janis disse em um tom calmo e baixo, tentando acalmar a situação.

– É Rafa, qual é?! – Madness perguntou – a gente nunca precisou disso!

– Mas está na hora! – disse.

– Mas você não disse que esse é pra ser “o show”?! Como é que vai ser inesquecível se usarmos isso?! – Sweet perguntou indignada.

– Eu não vou usar essa porra! — Lare se alterou.

– Esse show é pra ser inesquecível para os fãs e não para vocês! – disse.

– Mas que graça tem nisso?! – Holy perguntou – a gente não vai se divertir com eles.

– Rafa eu não sei o que você quer com isso, mas não é uma boa idéia e depois pode fazer mal – Sweet disse.

– Vocês não vão usar uma dose grande! – disse simplesmente.

– Mesmo assim! – Lare rebateu.

Eu tava vendo ela meter um soco na cara dele.

– Aah não me venham com essa de passar mal, vocês se entopem de bebidas e tão com medo que umas simples droguinhas?!

– Não confunda as coisas, não tem nada a ver! – Madness se alterou.

– Vocês inventem as desculpas que vocês quiserem, mas vocês vão usar! – bateu o punho na mesa.

– Como eu disse, me obrigue! – Lare o encarou.

Ele sorriu com desdém.

– E eu posso, vocês se lembram que o contrato de vocês vence daqui dois dias, se quiserem continuar sendo a “Lethal Poison”, vocês usam essas minhas amiguinhas aqui, ou podem dizer tchau para o empresário de vocês! – ele deu um sorriso vitorioso.

Okay, agora a porra ficou seria. Ingerimos aquelas porcarias e começamos acabar com as nossas vidas, ou acabamos com a Lethal Poison? Filho da Puta e nós confiamos tanto nele. Será que ele drogava o pessoal do Matanza também? A Lethal não podia acabar, não agora!

– Então Rafa eu sinto muito, mas... – Sweet começou.

– Espera! – cortei – a gente usa!

– O QUÊ?! – as quatro explodiram. Larissa me lançou um olhar de decepção.

– Pelo menos alguém nessa banda, tem algum senso – Rafa aprovou.

– Você vai usar sozinha! – Lare gritou como se estivesse nojo de mim.

– Lembrando que eu quero a banda toda! – ele se intrometeu.

– CALA A BOCA RAFAEL! – Lare gritou.

– Rafa pode deixar a gente sozinha? – pedi.

– Claro, mas decidam logo, porque o grande show já tá para começar – ele saiu e fechou a porta.

– VOCÊ SÓ PODE ‘TÁ DOIDA! – Larissa explodiu.

– Jéssica qual é? – Holy perguntou.

– Eu não esperava essa de você! – Madness balançou a cabeça.

– Quem disse que eu vou me drogar?! – perguntei de braços cruzados.

– VOCÊ MESMO! – Lare gritou.

– Ooh Lare menos, eu falei isso para o Rafa, isso não quer dizer que eu vá realmente usar essas porcarias! – eu disse.

– Mas então... – ela começou

– A gente não precisa usar! Vamos só fingir, ele não ‘tá aqui mesmo! – falei – vocês acham que eu dei um jeito dele sair pra quê?! – perguntei.

– Mas Jealous tem furos aí – Madness coçou a cabeça.

– É a gente não vai parecer umas drogadas, eles ficam com os olhos vermelhos e sei lá mais o que! – Sweet reclamou.

Olhei sugestivamente para Holy.

– Eu acho que consigo fazer uma maquiagem para o olho ficar com uma expressão meio murcha sei lá, eu também tenho um produto para tirar maquiagem que deixa super vermelho o olho, uma vez eu passei sem querer e ficou inchado parecia mesmo que eu tinha me drogado – disse.

– Beleza! Você tem vinte minutos para fazer a maquiagem na gente – Madness disse urgente já se sentando e Holy correu para o seu estojo.

Eu Lare e Sweet pegamos aquela porcaria e espalhamos um pouco na mesa deixando resíduos como a gente tivesse usado e jogamos o resto no lixo. Quando Janis terminou a maquiagem em nós, todas pingamos o tal produto em nossos olhos. Aquilo queimou de mais.

– Caramba! – eu me apoiei nos joelhos.

– Caralho esse negócio é forte de mais! – Lare exclamou.

Rafa escolheu essa hora para entrar no camarim e não podia ter hora melhor.

– Hm... To vendo que fizeram um bom trabalho! – sorriu – só tenho que te agradecer Jessica.

Concordei sem olhar para ele tinha pegado nojo daquele homem e aposto que as meninas também.

– Okay meninas, o show é de vocês! – ele nos deu passagem.

– Hey vamos lá! – Sweet foi à primeira.

– É Jealous a gente só tem que te agradecer! – Lare disse minutos antes de entrarmos no palco.

– Bom eu acho que tem que agradecer a Holy, sem as maquiagens dela a gente tava ferrada! – falei.

– Mas quem teve a idéia?! – ela perguntou.

– Tá, tá, parem de serem tão sentimental que eu preciso me concentrar! – eu ri.

O show foi incrível, ver todas aquelas pessoas contando as nossas músicas foi hilário! Nós conversamos com o publico e eles respondiam super animados.

Esse show era para ser lembrado para toda a vida, o que não iria acontecer se nós tivéssemos nos drogado. Saímos do palco com o povo gritando “Lethal”.

Não vimos o Rafa no final do show e também não fizemos tanta questão assim, Damon que iria nos levar para casa. Quando estávamos quase no carro ouvimos o Rafa vindo gritando na nossa direção.

– Vocês se acham muito espertas né? – ele sorriu.

– Espertas não, mas que sabemos contornar uma situação... – eu dei de ombro.

– Eu sei que vocês não usaram, eu achei no lixo, acharam o quê? Que iam me enganar? – perguntou com desdém.

– Bom... Foi o que a gente fez, não foi? – Lare deu de ombro também.

– Gente eu não eu não to entendendo nada! – Damon disse confuso – o que era pra vocês usarem?

Rafa pareceu perceber a presença de Damon só agora e ficou sem jeito.

- Hãã... Damon... Será que você nos podia dar licença?! – pediu.

– Não, não podia! – Sweet respondeu – que foi? Não quer falar na frente do Damon? Você só tem coragem na hora de ameaçar mulheres?!

– Ameaçar?! – Damon começou a ficar tenso – Me contem agora!

– O queridinho Rafa aqui – Madness apontou – queria que a gente se drogasse para fazer o show.

– O quê?! – Damon explodiu – qual é dessa agora Rafa?

– Ah quer saber? Eu queria mesmo, é assim que o mundo funciona, as bandas têm que ter profissionalismo.

– Muito profissionalismo... – Janis resmungou.

- É sim, mas parece que você não tem! – disparou.

– É eu acho que não temos. Não esse tipo de “profissionalismo” – dei ênfase.

– Eu não acredito Rafael! – Damon balançou a cabeça decepcionado.

– Vocês não entendem nada! – disse.

– Eu acho que não! – Sweet confirmou.

– E nem vão entender, se lembram que eu disse que o contrato de vocês vence em dois dias, pois então ele já ‘ta vencendo hoje – disse.

Nem sei dizer o ódio que me consumiu por dentro e as outras pareciam que estavam passando pela a mesma situação.

– Rafa... – Damon começou.

– Esquece Damon, não da para trabalhar com gente que não quer fazer as coisas que EU quero! – apontou a si mesmo.

– Acontece que VOCÊ não é artista! – Sweet Rage disparou.

– Sem a gente você não é nada! – Madness continuou.

– Eu tenho o Matanza e eles fazem o que eu quero! – disse com um sorriso debochado.

– Fazem porque eles querem, se eles não quisessem não era VOCÊ quem ia forçá-los a fazer isso! – eu rebati.

– Por isso que está acabando aqui! – ele disse – eles, ao contrario de vocês, sabem trabalhar! Não preciso de uma banda que quer ser critica e morre de medo de contradizer o que é politicamente correto.

– Ótimo é isso que você acha?! – Larissa perguntou.

– É queridinha acabou! – ele sorriu com desdém.

– ‘Tá bom! – ela sorriu também e meteu um soco na cara dele – agora acabou! – ela confirmou.

– Vocês ainda vão se arrepender por isso! – ameaçou – me aguardem! – e deu as costas.

– Larissa você não acha que exagerou?! – Holy perguntou meio tensa.

– Que nada, faltou ela exagerar! – eu retruquei.

– Verdade, devia ter dado mais – Madness confirmou.

– Cara que ódio! – Sweet explodiu.

– Só você?! – Lare perguntou.

– Hãã... Meninas? Que tal irmos para casa? Conversamos melhor lá, vocês precisam esfriar a cabeça – Damon sugeriu.

– Eu não ‘to nem um pouco perto de esfriar a cabeça – coloquei as mãos na nunca e olhando para céu.

– Eu sei, mas vamos... Vai ser melhor – ele destravou o carro.

Até a metade do caminho fomos xingando o Rafa, a outra metade fomos em silêncio até que foi cortado pela a voz trêmula de Holy Vain.

– Gente e agora?! Será o fim na Lethal Poison? – perguntou.

Larry Jacobson Pov’s On

Eu já não agüentava mais ficar ouvindo o Johnny tentar tocar aquela musica da Lethal Poison. Fazia três meses que ele não parava de tocá-la a cada final de ensaio.

Não nego que a banda era boa, eu mesmo tinha comprado o cd original e escutava pelo menos quatro vezes por semana. Eu havia dito para os meninos que não tinha encontrado fotos das garotas e eles acreditaram, mas verdade eu só havia dito porque não queria que eles fossem procurar fotos de mulheres naquela hora, mas pelo o que eu entendi nunca mais procuraram, então deixei quieto, já que a vocalista era ao garota que Shadows havia beijado e quanto mais tempo ele levasse para descobrir melhor seria, uma vez que agora ele tinha voltado ao normal.

Eu estava na minha poltrona vendo os cinco jovens falando sobre a nova letra que Matt havia escrito com o Zacky, eles discutiam sobre a sonoridade e estilos de reefs que empregariam à letra, eu como bom produtor apenas observava e fazia minhas anotações para depois discuti-las com os músicos.

– Cara, é uma música de amor, mas é uma letra que fala sobre traição e ódio, não pode ser devagar – Matt falou a Johnny que sugerira uma melodia com “Seize The Day”.

– Mas Seize The Day tem umas partes que você força a sua voz e é um sentimento de dor cara! – Brian argumentou.

– Mas é dor e não ódio! Jimmy ponderou e Shadows concordou com ele.

– E se fosse algo como Second Heartbeat, quem tem screamos e a parte melódica, com reefs trabalhados e a bateria ligeira? Eu acho que combina e passa a mensagem – Zacky sugeriu.

– Sim, sim, mas eu acho legal fazer como o Bullet faz em suas musicas, eles cantam a maioria melódico e empregam screamos e guturais em partes determinadas – Shadows explicava – isso daria a impressão de que quando lembra o que aconteceu a pessoa sente raiva e grita...

Ouve um murmuro de concordância entre eles.

– Mas tem um problema – Johnny avisou pegando o papel onde a letra fora escrita – as partes que ele lembra o que a mulher fez estão misturadas com as que ele lembra dos dias que passaram juntos, vamos ter que mudar isso! – os outros quatro analisaram sua palavra e concordaram suspirando.

– Isso... É trabalho do Jimmy... – Synyster entregou o papel ao baterista sorrindo sacana .

– Aff... – Rev reclamou, mas pegou um papel e uma caneta sentando na mesa e começou alterar a letra da música. Cada um se levantou e foi fazer alguma coisa.

– JOHNNY! – Zacky berrou quando o menor pegou o seu baixo – SE VOCÊ TOCAR UMA NOTA DE SAINT HELL EU QUEBRO ESSE BAIXO NA SUA CABEÇA. – advertiu com o dedo em riste e eu tive que rir.

Estava claro que era esta sua intenção, pois largou o baixo no suporte e foi par a pequena cozinha do prédio voltando com uma Heineken.

Brian saiu para fora para fumar junto com o Zacky e Johnny foi para fora ligar para alguém, restando apenas eu Matt e Jimmy na sala e alguns caras da equipe de produção.

Shadows sentou no meu lado no sofá e perguntou o que eu estava achando.

– Acho que gostei da ultima decisão, vai ter uma boa performance!

– Pois é! Também acho – comentou observando Jimmy concentrado na letra da musica.

– O que houve com você e a Valary? – perguntei. Matt suspirou e se ajeitou no sofá.

– Ela é uma otária! Só perdi o meu tempo com ela. Acredite se quiser, ela disse se eu pagasse para ela o valor ajustado no que ela investiu no Avenged o nosso relacionamento acabava ali. – contou indignado.

– Como é?! – perguntei incrédulo e Matt confirmou com a cabeça.

– Que cretina, falsa e dinheirista!

– Ao cubo! – Jimmy gritou do outro lado do estúdio.

– Então foi daí que surgiu a idéia para esta letra?! – perguntei.

– Yep! Enfim, não quero falar sobre isso... – disse e ficou em silêncio por um tempo. Apenas o barulho da caneta de Rev riscando o papel era audível.

– Que musica é essa que o anão está tentando aprender? – Matt puxou as cifras que estavam dispostas em cima de uma caixa de som. – Saint Hell, gostei do nome!

– Só você que ainda não ouviu Matt, Joh escuta ela direto – falei.

– Pois é, mas não tenho ficado muito tempo com vocês! – disse pesaroso.

– É uma banda nova! – contei pegando o meu notebook e colocando a musica, deixe-a reproduzindo enquanto abria o meu email. Não havia nada de interessante então sai da minha conta e a pagina de notícias anunciava algumas coisas desinteressantes. Fui avançando o feed de noticias e levei um susto quando a foto da Lethal Poison apareceu.

DESPEDIDAS

Após o show de abertura do maior espaço de eventos do Paraná, as cinco integrantes da recém formada Lethal Poison, é despedida por seu produtor Rafael Ramos, mesmo produtor da banda chamada “Matanza”, ainda não foram achadas provas concretas do motivo para o final do contrato, mas a imprensa entrevistou Rafael ao final do show e ele parecia visivelmente perturbado ao responder ao os bandeirantes.

Em umas das respostas, ele afirma ter rasgado as folhas do contrato que seriam renovados aquela noite após o maior show já realizado pela a banda.

Rafael também afirma, que as garotas insistiram em se drogar antes da apresentação e contou que elas não são o tipo de profissionais com que gosta de trabalhar.

Não foi possível confirmar a veracidade das afirmações à cima pois as artistas saíram logo após o fim do evento e a imprensa não teve tempo de chegar até elas, o que só aumenta a suspeita dos boatos serem verdadeiros.

Terminei de ler aquilo de boca aberta, definitivamente aquelas cinco jovens não tinham perfil para tal atitude e até mesmo que fosse verdade quanto ao uso de drogas, isso era questão de se conversar. Eu nunca desfaria um contrato por um motivo tão simples, ainda mais com uma banda com um futuro tão promissor.

Procurei saber mais sobre elas. Acho que estava com a doença do Johnny e tinha virado fã das garotas.

Em alguns sites haviam informações de que a baterista havia agredido o seu produtor após se drogar. Os comentários dos fãs eram indignados e assim como eu, não acreditavam naquilo.

Eu havia visto um vídeo com entrevista com as garotas, elas não tinham aparências de drogadas, para mim, eu achava que o produtor ficara com raiva de alguma coisa e resolvera queimar o filme das artistas.

Matt havia comentado algo sobre as músicas, mas eu nem tinha prestado atenção, pois estava completamente absorto com á noticia. Entrei no meu twitter e procurei a banda delas, a maiorias dos Tweets tinham sido feitos em português, até que achei um poste mais antigo feito em inglês. Dizia:

Rafael ainda se arrependerá do que fez conosco. Obrigada á todos os fãs, mesmo depois de tantos boatos falsos espalhados por aí, continuam com a gente. É por vocês que estamos aqui e por vocês que continuaremos com a banda”

Graça e Deus era mentira, mas... Uma idéia me veio à mente. Se a Lethal já possuía fãs fora do Brasil, ela poderia muito bem ser contratada por uma gravadora maior, pela Warner Bros Records.

Sim, era isto que eu faria.

Eu não podia perder tempo, pois muitos outros produtores já deveriam estar de olho nelas.

Levantei-me de súbito, fechei o Notebook e despedi-me dos garotos. Entrei no meu carro e dirigi apressadamente até a sede da Warner. Cheguei na recepção e disse pra recepcionista que tinha que falar urgente com o diretor.

– Claro Larry, pode subir. Ele disse que precisava mesmo falar com você.

Corri até a sala dele a sentei-me na frente de Bruce respirando pesadamente.

– Boa tarde, Larry – disse sorrindo.

– Olá, Bruce, desculpe o mau jeito, mas vim correndo. – falei ofegante e bebi um copo de água que ele me oferecia. – Obrigado.

– Diga Jacobson. O que te faz ter tanta pressa em me ver? – perguntou um pouco depois que eu havia me acalmado.

– Bem... – Contei sobre a Lethal e para minha grande surpresa ele abriu um sorriso largo.

– Arnold teve aqui há pouco tempo e me falou sobre essa banda. Mostrou-me as musicas e tudo, realmente fiquei interessado, mas ele queria pegá-la... — meu sorriso morreu, assim como meu entusiasmo. Arnold era produtor do Simple Plan, isso queria dizer que ele transformaria a Lethal Poison em banda de emo. Não!

– Mas...

– É... – Continuou Bruce – Mas eu falei para ele que o estilo delas tem muito mais a ver com você, você já está acostumado com bandas de heavy metal, que seria melhor se você cuidasse delas. Mas com certeza quero trazê-las pra a Warner Bros – disse feliz – era exatamente sobre isso que eu queria falar com você. Tem alguma forma de contatá-las que não seja por twitter, facebook, algo mais formal e mais privado? – perguntou.

– Eu não tenho, mas posso conseguir. O Zacky sabe bem como conseguir isso para mim!

– Certo! Contate as garotas e depois fale comigo! – disse Bruce levantado e eu entendi que estava dispensado. Eu estava radiante, só faltava dar pulinhos e bater palminhas.

Fui para casa, minha esposa estava preparando café da tarde para as crianças.

– Olá querido! Que surpresa – disse correndo na minha direção e me dando um beijo.

– Pois é, vim trabalhar em casa hoje! – falei contente.

Depois de tomar café, sentei-me no meu pequeno escritório e comecei a fuçar na pagina oficial da banda, encontrei o twitter de umas das integrantes, @Madness. Era da guitarrista solo. Mais que depressa mandei um twitter para ela.

“Hey @Madness, sou produtor Larry Jacobson e estou interessado no trabalho de vocês, tem como me passar um email apenas para eu pegar o seu endereço eletrônico? Parece estranho entrar em contato por aqui, mas foi à única maneira que eu encontrei. Vou tentar pelo o MySpace, mas não sei se consigo sou meio desatualizado com essas coisas.

Att.

Larry Jacobson — @LKJacobson.”


Fiquei tão ansioso e nervoso com medo que ela não respondesse que nem percebi que ela estava online e me respondeu na hora. Agradeci que não precisei falar com o Zacky, afinal, ele contaria para os outros e eu queria fazer surpresa para eles, mais ainda para o Matt.


Notas finais
Sweet diz: E aí? Quase morreram de tanto ler??
Jéssica diz: Se vão morrer cometem primeiro!
Sweet diz: Se bem que eu preferia que voces continuassem vivas pra comentar nos outro. E né? Vai que a Jay resolve comprar uma espingarda de sal??
Jéssica diz: Ou chamo o Dean e o Sammy....
Sweet diz: ...Ah garota, nao fala isso pq aí que elas nao comentam mesmo só pra ter aqueles dois atrás delas...
Jéssica diz: Tudo bem vou pensar em alguém para perseguir vocês!!!
Sweet diz: Pois agora... Quem axa que a Valary foi uma filha da puta virgem???
Jéssica diz: Fiquei com dó do dele!! Matt vem q eu te consolo!!!
Sweet diz: What? o.O teu homem nao é Gates?
Jéssica diz: É, mas... Eu posso dar um colo para o Matt... eu nao me importo...
Sweet diz: Okay...eu tenho uma tatuagem do Syn, com certeza ele diria: "Vc me tatuou no seu corpo, pq nao pode ter meu o corpo no seu?"... AAII! nao me empurra sua loca!
Jéssica diz: EU VOU TE MATAR!!!