Poison in the Blood

1 Prólogo - Problemas de Família


Notas iniciais
Oie gente linda!!!!!
Olha eu aqui mais uma vez depois de tanto tempo, eu sei que ainda tenho algumas coisas para concluir por aqui, mas estou de volta e pretendo resolver todas as pontas soltas, me sinto motivada principalmente depois de iniciar essa fic que mexeu comigo de uma forma mais que especial.
Boa Leitura a Todos.
XOXO da June

O Champanhe estava sobre a mesa, os jornais daquela manhã também, o assunto numero 1 da semana era a aparição de mais vigilantes na cidade. Muitas pessoas estavam apavoradas, elas falavam sobre mulheres com super força, e demônios enviados diretamente do inferno, algo que eu entendia muito bem.

Para se tornar algo novo é preciso enterrar o seu EU do passado, e isso era outra coisa que eu entendia bem.

2011 – Cinco anos antes do ataque alienígena em New York

Malibu – Califórnia

O despertador havia desistido de tocar a mais ou menos cinco minutos, Rebecca Jackson parecia um cadáver jogado na cama sem direito a um enterro digno, o rosto borrado pela maquiagem forte não combinava muito com seus traços delicados, um cheiro forte de bebida vinha de seus cabelos assim como o cheiro de fumaça de algum cigarro barato. No dia anterior ela havia sido convidada por suas amigas para conhecer uma nova boate na cidade, a Safiry. Por estar sempre protegida por seguranças suas amizades eram um pouco limitadas, algo que Rebecca nunca aprovou.

—Becca pelo amor de Deus nós estamos á semanas sem ver você. – Disse Claire, uma garota ruiva com postura de modelo, seu corpo esguio combinava perfeitamente com o biquíni verde esmeralda que usava enquanto Dolores, a empregada da casa trazia o suco de maçã favorito de Rebecca.

—Meu pai acha que não posso me expor demais por esses dias, não vai demorar muito para a votação e ele tem medo de um ataque. – Rebecca falou meio pensativa enquanto focava seus olhos nos homens de preto posicionados por todos os lados, principalmente próximo aos muros, portões e ali onde estavam.

—Pelo menos seu segurança pessoal é gato, o meu é praticamente amigo de Moisés. – Alice falou enquanto se aproximava delas molhando o cabelo, as meninas riram enquanto ela fazia cara de nojo. –Seu segurança é um dos caras mais bonitos que eu já vi, sério, se fosse eu já tinha ficado com ele. – Alice pegou a toalha ao lado para enxugar os cabelos negros.

—Ele trabalha á anos para o meu pai, principalmente nas épocas de campanha, ouvi dizer que ele faz parte de uma organização secreta, SHI alguma coisa. – Rebecca falou pensativa pra ver se conseguia fazer as garotas entenderem que não se tratava de mais um segurança.

—SHI? Que coisa estranha, deve ser aquelas organizações que formam assassinos igual nos filmes, ele também lança adagas? – Perguntou Claire rindo.

—Não estamos no filme dos Mercenários ok? E sinto muito dizer, ele é muito profissional, então esqueçam essa conversa e me falem da boate. – Rebecca falou animada deixando de lado a conversa abusada de suas amigas que gostavam de pensar que eram tão fatais quanto suas heroínas do cinema.

A boate realmente era especial como as meninas haviam falado, tudo estava indo bem até o whisky entrar na história e logo depois a vodka com seus amigos tequila e campari. Ela não sabia bem o que aconteceu, só se lembrava até a parte em que subia no balcão do bar e começou a desabotoar a blusa brilhante acompanhada por gritos de incentivo, depois disso apenas um vulto vestido de preto muito familiar surgiu em seu campo de visão, e mais uma vez tudo desapareceu.

Suas roupas com paetês e mais brilho que a constelação da ursa maior permanecia do avesso, jogadas sobre a porta do guarda-roupa e provavelmente cheias de vômito, a cadeira ao lado da mesma do computador, e algumas peças pelo chão, incluindo sua calcinha, apenas o lençol de seda negro cobria seu corpo. Rebecca não sabia quem tinha sido a ultima pessoa que a levou para casa, quem dirigiu seu carro ou tirou suas roupas, ela só sabia que foi embora porque alguém a tirou de lá.

Os raios de sol invadiram rapidamente o quarto no momento em que alguém abria as cortinas violentamente, ela foi obrigada a voltar de sua morte para um encontro duro com a realidade, que naquele momento era representada por uma dor de cabeça infernal.

—Já ouviu as noticias de hoje? – Uma voz dura falou enquanto continuava arrastando as cortinas com força de um lado para outro sem perder tempo.

—Vai me obrigar a ouvir? – A menina falou colocando a mão com cuidado na testa tentando manter o mundo parado, tudo rodava e ela sabia que iria precisar de um, óculos de sol poderoso. Naquele momento o homem ligou a TV e procurou por um canal de noticias.

Ontem a noite a filha do mais novo candidato ao cargo de embaixador da ONU, Rebecca Jackson foi vista em uma performance ousada na boate Safiry após beber exageradamente como sempre faz em seus passeios noturnos, a jovem que já foi considerada a queridinha da América, hoje aos 18 anos cria mais problemas do que Britney Spears.

Rebecca riu com aquela comparação, ela realmente já foi considerada uma garota modelo no passado, estudiosa, aspirante a enfermagem, líder de projetos de caridade para crianças abandonadas, filha exemplar e braço direito de seu pai na campanha contra o terrorismo, isso tudo antes da morte de sua mãe.

—Rebecca seu pai vai entrar no ar em meia hora, você já devia ter tomado o café e estar com a segurança indo para o palanque, tem um helicóptero esperando lá fora a mais de duas horas. – Disse uma voz séria e totalmente sem humor trazendo a jovem de volta de seus devaneios.

—Bom dia agente, é bom ver você também. – Rebecca fez continência com a mão errada e uma cara debochada, se levantou agarrada aos lençóis enquanto o homem permanecia de braços cruzados sobre o peito.

—Eu não faço esse trabalho senhorita Jackson, está cansada de saber que o governo não paga agentes especiais para servir de babá para garotas mimadas. Eu conheço você desde que tinha 15 anos e seu pai começou a campanha politica para o Senado, agora que ele esta lutando para se tornar embaixador da ONU as ameaças se tornaram ainda mais constantes, eu não vou ficar aqui explicando isso para uma mulher de 18 anos sobre suas responsabilidades, eu sou jovem demais pra ter uma filha tão velha, agora me faz um favor e torne as coisas mais fáceis para nós dois pirralha.

—Claro senhor Barton, o senhor é quem manda, quem se importa se eu quero ficar aqui? Quem liga se eu tenho coisas mais importantes para fazer? Quem liga se hoje é... – Mas Rebecca não disse mais nada, aquele era o dia do aniversário de morte de sua mãe, Elizabeth Jackson, esposa e mãe dedicada. Quando Daniel Jackson era apenas um homem lutando por seu povo Rebecca sempre estava ao lado do pai, ele era mais simples assim como a vida de ambos, depois com o crescimento dele na politica as coisas começaram a ficar meio complicadas, ele passou a ser ameaçado por radicais, terroristas e grupos políticos extremistas, Daniel era um bom homem e lutava por um país mais justo e seguro, o que incentivou os americanos a depositar sua confiança no mesmo, várias vezes, com isso Rebecca começou a deixar de ser a filha adorada e se tornar o alvo de uma guerra.

Clint Barton foi escolhido para ser o coordenador da segurança da família Jackson depois da morte de Elizabeth, que morreu em um atentado terrorista com a explosão de um carro bomba enquanto fazia caridade no Brooklyn. Ele era um agente da SHIELD e isso significava muito nesse caso, o presidente atual, George J. R. Smith era como um irmão para Daniel e padrinho de Rebecca, não podia correr o risco de nenhuma outra tragédia, por isso recomendou o melhor para o caso.

—Eu sinto muito. – Clint gostava de Rebecca, tinha um carinho por ela que não podia revelar, ele estava ali como um agente e não como um amigo, mas entendia melhor do que ninguém como era perder alguém da família.

—Tanto faz. – Disse sem muita emoção enquanto olhava pela janela agora com menos dor em seus olhos. –Quando chegarmos em Nem York será que você podia me levar rapidinho no laboratório? Eu queria ver o Tommy.

—Seu tio odeia que o chame assim. –Clint falou enquanto checava uma informação no rádio, seus homens estavam a postos, mas a maioria eram apenas seguranças convencionais o que deixou o agente frustrado no começo.

—Mais Fury, eu sou um agente da SHIELD, eu não sou uma babá ou segurança particular, eu faço missões importantes pela segurança mundial. – Clint falou emburrado com os braços abertos numa tentativa de fazer o homem com um tapa olho a sua frente compreender suas razões.

—Não precisa me explicar sobre o seu trabalho agente, eu sei exatamente sobre cada qualificação aqui, e sei que não está gostando disso tanto quanto eu, mas não quero quebrar o pouco de cordialidade que existe entre o governo e a nossa organização, então faça a sua parte e apenas coordene a equipe, quanto as eleições acabarem você volta para suas missões terroristas, tudo bem? – Fury falou enquanto Clint olhava de um lado pra outro buscando ajuda e apenas encontrou um olhar divertido de Natasha que parecia debochar dele. –Entendido?

—Sim senhor, eu posso reunir meus homens e partir agora mesmo. – Clint falou e percebeu a expressão de Romanoff em conter uma gargalhada, ela devia saber algo que ele não.

Clint percebeu que Fury não iria envolver mais nenhum agente naquele momento e ficou furioso por isso, ele tinha coisas de maior importância para resolver do que proteger um politico e sua filha problema.

—E ai? Você me leva no laboratório? – Rebecca perguntou com firmeza mais já sabendo qual seria a resposta, Clint respirou fundo e passou a mão pelos cabelos, provavelmente ela não chegaria a tempo, mas talvez seu tio ficasse um pouco com ela para lhe dar algum descanso.

—Ok, mas precisa descer as escadas em cinco minutos. – Ele falou sério e ficou até feliz ao ver o pequeno sorriso que brotou no rosto borrado pela maquiagem da jovem.

—Eu vou tomar banho, será que dá pra sair do quarto? – Ela falou com cara de tédio para disfarçar a alegria e com uma vergonha que não gostava de admitir que tinha, aquilo fez Clint rir.

—Não devia se preocupar com isso, quem acha que tirou sua roupa cheia de vomito? – Ele falou enquanto a menina ficava branca revelando um espanto no olhar que fez Clint rir alto.

—Relaxa pirralha, eu chamei a Dolores pra isso, não estou aqui por diversão. – Clint falou indo em direção á porta deixando uma Rebecca furiosa no quarto, odiava quando as pessoas zombavam dela.

—Não sou uma diversão. – Ela falou baixo de forma emburrada indo em direção ao banheiro, estava um lixo e provavelmente iria ser repreendida pelo pai, talvez seu tio fosse mais gentil quanto ao seu atraso, provavelmente ele próprio, iria esquecer do discurso, afinal trabalhava demais em suas pesquisas para se importar com a vida politica de Daniel.

Laboratório de Pesquisa New Future – New York

O laboratório New Future era um dos melhores em recursos genéticos do país, principalmente nos avanços de pesquisas sobre células tronco e pesquisas sobre os raios gama, assunto discutido apenas com superiores do governo, principalmente depois de todo o problema com Hulk e sua capacidade destrutiva, o chefe das pesquisas secretas era Thomas Jackson, o cientista mais brilhante depois de Bruce Banner, ele acabou assumindo esse posto por um pequeno empurrão do Presidente e de seu irmão Daniel, eles queriam uma pessoa leal ao governo e fiel a seus propósitos, chegaram a cogitar na ajuda direta de Tony Stark, mas todos sabiam o quanto o ego do bilionário poderia colocar tudo em risco, claro que pesquisas tão avançadas e misteriosas como as que ocorriam ali precisavam de um patrocínio a altura, por isso as Indústrias Stark estavam por trás dos últimos acontecimentos, só que de forma meramente financeira. Era obvio que o governo tinha prioridade naquelas pesquisas, mas a equipe era a menor possível, a ideia de colocar um pessoal muito grande não era boa, havia espiões por todos os lados, gente mandada pela Rússia e tentativas de roubo por terroristas que frequentemente eram abafadas na mídia. Era necessário controle.

No rádio tocava AC/DC e Megan não sabia como Thomas conseguia se concentrar nas pesquisas sobre evolução da genética humana com todo aquele barulho, sua mesa também era considerada uma das mais bagunçadas do complexo, e apenas ele conseguia decifrar sua letra, na melhor das hipóteses eles conseguiam um perito nos momentos de maior necessidade.

—Você devia ser estudado Thomas. – Disse Megan enquanto fazia a análise de amostras de sangue e bebia sua sexta xicara de café, ela era jovem, devia ter entre 25 e 26 anos, tinha sido escolhida por Thomas por se destacar em analise sanguínea de uma forma diferente das convencionais, ela tinha um dom para a coisa e ele sabia disso.

—Da para ser menos tediosa minha cara colega de pesquisas? O que fazemos aqui é incrível demais para essa chatice toda. – Thomas era mais velho, tinha 37 anos e um currículo invejado por muitos, seus pais sempre sonharam uma carreira militar para seus filhos, e ambos falharam com eles, Daniel era politico e ele um cientista, ao menos ambos eram bem pagos.

—Hoje é o dia do discurso do seu irmão, você não vai lá fazer o seu papel? – Megan sabia o quanto Thomas não gostava de falar sobre politica, e principalmente não gostava de falar sobre o Irmão perfeito.

—Meg, meu irmão já tem o apoio do presidente, acha mesmo que ele precisa de mim lá? Eu sou mais útil aqui cumprindo a minha função.

—Ok, não está mais aqui quem falou, só acho que você devia sair um pouco desse lugar, ás vezes acho que você não tem casa. – Disse a mulher rindo enquanto desligava o rádio, aquilo fez o homem olhar emburrado para a mesma que fazia uma expressão de inocente.

—Isso é uma desculpa para conhecer meus aposentos? – Thomas falou sorrindo para a jovem que revirou os olhos.

—Isso é uma desculpa para dizer que você precisa tomar um banho e comer alguma coisa, está ficando mais verde que o Hulk. – Meg falou com um ar de superioridade que fez Thomas rir, eles se conheciam á muitos anos e por isso toda a intimidade entre eles, naquele momento o entregador da cafeteria foi anunciado, Megan fazia pedidos todos os dias no mesmo lugar, tinha toda uma burocracia para a liberação dos doces, mas valia a pena para o rendimento do trabalho, só por isso o chefe deles havia liberado. O General George Miller não era um homem muito fácil de lidar e todas as instalações do Laboratório estavam sobre sua supervisão. Isso era algo que Thomas gostaria de mudar.

Algumas horas depois – Estacionamento do Laboratório

O helicóptero era uma grande vantagem em qualquer situação, a viagem foi rápida e tudo estava preparado para receber a filha do candidato, mas ao entrar no carro Rebecca mudou seu rumo totalmente, aquilo iria irritar seu pai mais do que qualquer outra coisa, mas ela tinha seus planos e não iria muda-los por nada. Rebecca desceu do carro blindado correndo, contra a vontade de Clint que sabia das suas recomendações de segurança, ele devia acompanhar a jovem até uma posição segura, mas depois de três xicaras de café e alguns analgésicos, Becca estava ótima de novo, isso a fez despertar um pouco do seu bom humor matinal. Ao sair na frente, ela baixou as trancas da porta prendendo o agente dentro do carro, Clint chamou um de seus homens para abrir enquanto pensava nas formas horríveis de descontar isso.

Os soldados na entrada analisaram a credencial especial de Becca, dada por seu tio para ter um acesso mais tranquilo ao laboratório, eles se davam muito bem e mesmo sabendo que visitas eram proibidas, Thomas criou uma sala isolada de informações só para receber a sobrinha e tomar um café pelo menos.

Um rapaz cobrindo o rosto com um boné escrito alguma coisa sobre café do Joe’s passou por ela de forma apressada, ela sabia que Megan fazia contrabando de doces então ficou feliz, provavelmente teria algo bom para comer até o tormento do discurso de seu pai terminar, ela havia decidido que não iria mais, era a melhor e unica forma de honrar a memória da mãe, ao invés disso iria chamar seu tio para ir até o cemitério.

Clint finalmente saiu do carro e foi em direção ao prédio, claro que ele foi barrado pelos seguranças que mais uma vez iriam fazer a checagem das credenciais, foi só o suficiente para ver uma Becca sorridente subindo no elevador principal.

—Vamos gente, eu preciso trabalhar. – Clint falou fazendo um sinal com os dedos para seus homens cercarem o prédio ao perceber que um carro preto passava lentamente por eles.

—Nós também senhor Barton, é só o procedimento padrão. – Infelizmente não houve tempo de checar nada, uma explosão fortíssima veio do 7° andar, Clint sabia exatamente o que tinha lá e seu coração gelou por um segundo.

Destroços caiam do alto, pedaços das paredes e janelas acompanhadas de objetos do laboratório, tudo despedaçado em uma dança macabra, e ele estava ali, parado, enquanto seus tímpanos doíam, mas essa paralização não durou segundos, ele sabia o que precisava fazer.

—Chamem o esquadrão antibombas, avisem a policia local, ei vocês, eu quero que isolem esse perímetro, não deixem os civis tocarem em nada, ainda pode existir sobreviventes, quero que chamem uma ambulância imediatamente, você e você, venham comigo agora. — Sem mais demoras ele subiu pelas escadas em chamas na esperança de realmente encontrar um sobrevivente. Seu trabalho chamava por ele.

Notas finais
Agora é com vocês, espero que gostem da nossa querida Becca, o que será que vai acontecer com ela? Alguma sugestão?