Notas iniciais
Oie gente linda que eu amo tanto!!!!! Quero agradecer a todas as pessoas que estão lendo ♥ Vocês são demais!!! As postagens serão semanalmente e provavelmente nas segundas, isso não é uma certeza mais farei o possível para cumprir minha meta. Espero que estejam curtindo nossa querida Becca. Beijos da Juh e boa leitura.

Hospital Central – New York

06 de Novembro de 2015.

A neve caia forte naquela manhã, todos estavam se preparando para o Natal que em breve chegaria, os funcionários do hospital adoravam aquela época, era o momento em que todos esqueciam um pouco de seus sofrimentos e focavam na felicidade. As famílias estavam com seus entes queridos, as pessoas pareciam mais unidas que nunca.

“As noticias dessa manhã nos trás uma realidade preocupante, grupos de mercenários foram vistos lutando com um homem vestido de demônio perto de Hell’s Kitchen, não se sabe ao certo o que está acontecendo, mas depois dos últimos fatos envolvendo os Vingadores e suas constantes lutas pelos Estados Unidos, todo o tipo de Justiceiro começou a surgir e o povo exige uma resposta do governo.”

“Eu fico mais segura ao saber que existem pessoas corajosas protegendo o meu bairro, isso me faz dormir melhor á noite.”

“Não posso dizer que sou a favor disso, quero dizer, eles protegem a cidade e tudo mais, só que como será se eles resolverem ir para lado do crime, digo, todos nós sabemos como foi com o Hulk, ou quando eles brigam com um vilão poderoso, no final é a população que sobre.”

Rebecca abriu os olhos sentindo uma dor estranha pelo corpo, algo que não estava preparada para sentir, na boca um gosto amargo, percebeu que havia alguns tubos presos em seu nariz e boca, uma espécie de sonda, algo para respirar e se alimentar melhor, no caso com ajuda de aparelhos, aquilo tirou seu fôlego, ela tentou se levantar mais as pernas pareciam diferentes, fracas, magras, era estranho olhar aquele corpo e acreditar ser o seu. Aos poucos a consciência se fazia presente, o lugar foi criando uma dimensão maior e ela entendeu onde estava.

Um barulho chato começou a soar ao lado da cama, e ela percebeu que se tratava de uma maca, e o barulho um aviso para alguma enfermeira, do lado esquerdo havia fotos, presentes, uma pequena arvore de Natal. Um cartaz dizia “Volte para nós Becca” com as fotos de suas amigas, percebeu que Claire havia pintado o cabelo, estava diferente, parecia até mais velha, algo que a fez se arrepiar, afinal, quanto tempo ela havia passado ali? Naquele momento Rebecca começou a se lembrar lentamente do que aconteceu.

Fogo. Barulho. Morte.

Seu coração começou a disparar, ela estava com medo, sentia os olhos se enchendo de lágrimas, olhou ao redor e então um grupo de enfermeiras começou a invadir a sala, tudo parecia distante como se estivesse vivendo um daqueles pesadelos onde podemos ver os acontecimentos sem poder acordar.

Torre Avengers – Duas horas depois.

New York estava entre o amor e o ódio pelos novos heróis do momento, Tony Stark havia feito um favor a todos e transformado sua Torre em uma base para sua equipe, a SHIELD não existia mais, infelizmente não podia dizer o mesmo dos problemas. Steve estava coordenando o novo grupo de Vingadores, uma equipe forte o suficiente para entrar em ação dando apoio a eles, Rogers era um homem dedicado e líder nato, e isso era algo que Tony jamais poderia superar. Natasha estava entre suas missões pelo que restou da SHIELD e o apoio que dava ao Capitão com o treinamento dos demais, ela não quis se envolver demais com eles depois do que aconteceu com Banner, seu sumiço mexeu com todos de uma forma dura.

—Você realmente quer continuar com essas pesquisas loucas? – Disse Barton ao entrar na grande sala principal e se deparar com Tony criando mais uma de suas “crianças”, ele havia se dedicado a novas armaduras, novas pesquisas e principalmente uma nova idéia sobre inteligência artificial, principalmente depois do surgimento de Visão. –Mesmo depois de Ultron? – O lugar era imenso, antes Tony dividia aquele espaço com Banner, mas agora ele era o único gênio no local, e não podia negar que para o seu ego isso era realmente bom.

—Não me diga que Fury mandou você aqui para me espiar? Não devia estar com Romanoff desmantelando algum grupo hostil da HIDRA? – Tony usava uma camisa preta básica, tinha o olhar focado no monitor principal onde apareciam informações sobre Verônica, as armaduras novas, coisas sobre sua empresa e alguma coisa que Clint conseguiu perceber que se tratava de informações sobre os novos vigilantes da cidade. –Sei que a ruiva não tem sido ela mesma ultimamente mais pensei que fossem amigos, pensei que iria dar apoio a ela. – Tony falou meio irônico o que fez o arqueiro ignorar aquele comentário desnecessário.

—Você está dando crédito demais a esses caras. – Disse o arqueiro com um sorriso debochado apontando para a tela onde se concentrava as informações dos vigilantes.

—Você não tem lido os jornais ultimamente não é? Será que só eu consigo enxergar o potencial dessas pessoas? – Tony riu sem humor enquanto deixava uma chave pequena sobre a mesa e olhava mais uma vez para a tela, com um gesto de mãos toda a informação digital surgiu em forma de holograma diante dos olhos do agente.

Várias imagens e pequenos vídeos mostrando aparições de uma mulher tão forte quanto o Hulk, de pessoas falando sobre um homem vestido de demônio lutando contra ninjas no alto de um prédio e opiniões diversas de civis, também havia boatos de um único homem que acabou com vários grupos de traficantes e contrabandistas concentrados em Hell’s Kitchen, um homem que parecia ter as técnicas de um militar.

—Você andou pesquisando muito sobre isso, existe algum objetivo principal Tony? Ou é apenas mais um hobbie maluco seu? – Mais antes de ter uma resposta Clint foi surpreendido por seu celular tocando desesperado, ao ver o numero sua expressão mudou drasticamente e era obvio que Tony percebeu aquilo. –Pode falar.

—Senhor Barton. –Disse o homem com um ar um pouco ansioso, como se estivesse se escondendo de alguém. – O senhor pediu que lhe passasse qualquer informação sobre a bela adormecida, bem, o caso é que ela acabou de acordar á pelo menos uma hora atrás. – Disse a voz de um enfermeiro que havia sido pago por Clint para lhe manter por dentro da situação de Rebecca. –Se eu fosse você aproveitaria para vir agora, antes que o pai dela apareça com seus seguranças.

—Ok, obrigado pela informação. – Clint desligou rápido, não gostava daquela atitude que havia tomado, mas era necessário para ter informações da garota, o pai de Becca tinha proibido sua aproximação nos últimos anos, o culpava por tudo o que tinha acontecido.

—Ligação importante? – Disse Tony fingindo não se importar, a verdade era que Tony sabia muito bem o que motivava Clint Barton nos ultimo cinco anos.

—Parece que sim, eu preciso ir. – Clint falou guardando o celular e indo em direção á porta. –Depois vou passar no centro de treinamento, fiquei de conversar com a Wanda, ela tem precisado muito de orientação. – Clint tinha se tornado um amigo, um protetor, alguém por quem Wanda sentia algum tipo de ligação, como se ele fosse uma representação de seu irmão.

—Barton. – Tony chamou fazendo o homem olhar rápido para ele, havia uma tensão ali, algo que ambos pareciam não querer comentar, mas era impossível fingir que não existia. – Já faz cinco anos, esqueça essa história, tente seguir em frente.

—Para mim, é como se fosse hoje. – O homem sorriu sem humor encarando o amigo que parecia um pouco frustrado com aquilo. –As coisas sempre são mais complicadas do que parecem ser.

—Você sabe muito bem quem é o pai dela hoje, sabe das coisas que ele desistiu para estar no cargo que está. Essa é uma causa perdida meu caro amigo, fique longe dela, deixe Rebecca seguir a vida dela sem você por perto.

—Eu fazia um trabalho Tony, e falhei. No entanto Becca não era apenas isso, ela era minha amiga, eu devia ter sido mais firme, eu era um segurança. –No fundo Clint sabia que era muito mais do que um segurança, ele era um amigo, alguém que se importava com o bem estar daquela jovem cheia de vida e problemas.

—Mas agora você é um Vingador, e sabe o que o pai dela pensa sobre nós, isso não tem chances de acabar bem, você sabe que aconteceram mais coisas naquela explosão, talvez ela não esteja pronta para a verdade. – Tony melhor do que ninguém sabia sobre o que se tratava as pesquisas secretas no laboratório New Future.

—Então eu vou pagar para ver. – Clint sorriu como se tivesse uma grande idéia e saiu em direção ao elevador, Tony sabia que o amigo não iria desistir, ele esperou cinco anos por uma chance de fazer a coisa certa e aquele era o momento.

Hospital Central – New York

Rebecca havia passado por uma legião de exames até finalmente estar comprovado a sua recuperação milagrosa, isso porque todo o seu corpo havia sido explodido anos atrás e o que sobrou não parecia ser capaz de ganhar vida novamente. No entanto, nenhum médico ali soube explicar a regeneração celular avançada que o seu organismo sofreu, e agora com o seu despertar tudo parecia ainda melhor. As pernas que antes estavam endurecidas e magras já começavam a apresentar um sinal de melhora evidente.

—Onde está o meu pai? – Disse Becca com a voz fraca, a secretária pessoal de seu pai Carmen Sanches parecia um pouco nervosa, ela olhava para ela fazendo uma analise silenciosa como se estivesse escondendo alguma coisa, a mulher havia ficado encarregada de cuidar de tudo que fosse relacionado com aquela internação.

—Seu pai é um homem muito ocupado agora, nós teremos novas eleições e ele está concorrendo novamente. – Disse a mulher com certo cuidado para não criar maiores desconfortos. –Você sabe que seu pai nunca abandonou os sonhos políticos.

—Sério? Pensei que isso havia mudado, mas acho que sonhei demais não é? – Disse Becca tentando esconder o amargor da boca, saber que seu pai jamais iria mudar, que jamais iria se preocupar com ela ou com qualquer outra pessoa que fosse, que no fundo só o que importava era qual o novo cargo que iria ocupar no fim do dia, aquilo partia seu coração e ela sabia que provavelmente coisas piores ainda estavam por vir. –E qual o cargo desta vez? – Becca falou sem humor, ao que tudo indicava seu pai jamais deixaria de ser um líder e jamais voltaria a ser um pai amoroso.

—Presidente. – A palavra soou longe e meio tímida, Rebecca riu sem humor, aquele cargo realmente combinava mais com seu pai do que todos os outros, ele certamente combinava com a casa branca.

—Quero ir para casa, minhas coisas ainda estão em Malibu. – Ao dizer aquilo notou um certo temor no rosto da mulher como quem precisa dar uma má noticia mais não sabe por onde começar.

—Sinto muito senhorita Jackson. Seu pai vendeu aquela mansão a mais de dois anos, todas as suas coisas foram levadas para um apartamento luxuoso em Hell’s Kitchen, ele achou melhor investir em imóveis mais “humanos”, não queria ser visto pelo povo como alguém que esbanja dinheiro sem necessidade. – A mulher sentiu que Becca parecia ter levado um soco no estômago e aquilo a deixou chateada também.

—Aquela casa não era um luxo sem necessidade, aquela era a casa onde minha mãe viveu, será que ele esqueceu de tudo? O que aconteceu nesses cinco anos em que estive fora? – Becca estava furiosa com seu pai, como ele podia esquecer dessa forma a memória de sua mãe.

—Eu lamento, mas de qualquer forma eu não posso liberar você ainda, os médicos querem que fique em observação por mais uma semana, logo seu pai irá vir lhe ver e então vamos ter uma posição mais exata de como as coisas ficarão. – A mulher falou um pouco tensa como se ainda existisse um outro segredo, alguma coisa que não estava sendo revelada.

Naquele momento Rebecca ouviu um murmúrio vindo do lado de fora de seu quarto, era como se pessoas estivessem discutindo, seu coração bateu forte por um momento, sentiu um aperto intimo como se alguém de seu passado estivesse querendo passagem para voltar, até que finalmente a porta se rompeu com uma presença muito familiar. Clint Barton apareceu segurando uma rena de pelúcia o que a fez rir imediatamente, seus olhos se encheram de lágrimas, a ultima lembrança que tinha era de sorrir debochada para ele enquanto subia correndo pelo elevador para ver seu tio, Clint sorriu também, ele parecia bem mais velho, muito mais cansado, no entanto, nunca esteve mais bonito, havia um charme, uma realidade naqueles olhos de águia que ela nunca conseguiu desvendar por completo.

—Senhora não conseguimos impedi-lo de entrar. – Disse um segurança com seu típico terno barato e comunicador preso ao ouvido direito.

—E porque ele devia ser barrado? Eu quero que todos saiam, por favor, me deixem conversar com meu amigo em paz. – Becca falou o mais alto que pode e Carmen não quis questiona-la, achou melhor não causar maiores problemas.

Clint olhou para a mulher a sua frente agora com 23 anos, ela parecia bem melhor do que podia imaginar, e havia muitas palavras para serem ditas, aquilo seria difícil, mas iria enfrentar como sempre fez.

—E ai pirralha. – Foram as primeiras palavras de um discurso que havia esperado cinco anos para fazer.

Notas finais
E agora como Becca vai reagir a essa conversa? E Clint vai conseguir fazer parte da vida de sua amiga mais uma vez? Ou será que o futuro Presidente vai dificultar as coisas? Hummmmmmmmmmmm só lendo para saber.