Poeta, não gramático.
19 Banca de jornal
Notas iniciais
Como fui tolo!
Era a única coisa que conseguia pensar enquanto voltava para casa. Soltei o cabelo, o nó da gravata e suspirei. O que é que eu estava esperando, no fim das contas? Um encontro? Ri, sozinho. Talvez eu tivesse me precipitado um pouco.
Parei em frente a uma banca, observando as revistas mais variadas. Uma delas, em especial, chamou minha atenção. A capa mostrava um besante e outras moedas antigas, era uma revista para colecionadores. Olhando para o outro lado, vi maços de cigarro à venda. Só me veio uma pessoa em mente.
Maldito cigarro mentolado.
— Posso te ajudar? – perguntou o senhor da banca.
— Eu só estava dando uma olhada, obrigada. – agradeci e dei meia volta – Bom trabalho pro senhor!
Enquanto caminhava devagar, senti uma leva garoa em cima da minha cabeça. A única coisa boa daquela manhã, pelo que me parecia, era o meu dia de folga.
— Ei Roberto, espera! – ouvi uma voz distante, correndo em minha direção para tentar me alcançar.
Vir-me-ei e encontrei Benjamin, ofegante.
— Desculpe eu... Não quis atrapalhar.
— Você fez foi me salvar de lá. – ele sorriu, um pouco tenso – Será que vai chover?
— Eu moro aqui perto. – comentei quase como um convite.
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