Poeta, não gramático.
20 Apartamento
Notas iniciais
Para a minha surpresa, Benjamin aceitou o convite.
Em menos de dez minutos de caminhada já estávamos no meu apartamento e de imediato me envergonhei com a bagunça. Eu não tive tempo de me preparar pra uma visita.
— Peço desculpas pela bagunça.
— Onde ele está? – o rapaz perguntou desconfiado, antes de entrar. Só então entendi que ele se referia ao meu gato.
— Lord Byron deve estar dormindo ... Uma hora ele aparece.
Tranquei a porta quando Benjamin entrou.
— Lord Byron? – ele perguntou com um brilho no olhar – Não brinca! Eu amo as obras dele!
— Parece que temos isso em comum! – rimos – Você quer beber ou comer alguma coisa?
Uma chuva forte começou, fechando totalmente o céu.
Benjamin negou com a cabeça, indo em direção à janela e observando a paisagem, admirado. Eu morava no vigésimo segundo andar, tendo uma ótima visão da cidade.
— É uma bela vista. – sorriu e eu me aproximei – Mas tem outras coisas melhores pra se olhar por aqui.
Ele olhou para mim, com uma certa malícia. O seu sorriso era quase que puxativo, como se me levasse para perto sem nenhuma dificuldade. Puxei-o pela nuca e ao barulho da chuva, iniciamos um beijo um tanto quanto desesperado.
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