Poeta, não gramático.
23 Universo particular
Notas iniciais
A música estourando era a única coisa que eu ouvia, tomando conta do meu ser. Não tinha nada de ruim para me preocupar naquele momento, os jogos de luzes e o corpo de Benjamin colado ao meu eram as únicas coisas que importavam. Eu não levava jeito com dança, nunca levei, mas ao efeito do álcool e calor do momento, até me arriscava em alguns passos mais ousados.
Benjamin, por outro lado, me hipnotizava com os movimentos de acordo com a música. Tinham uma harmonia incrível! Eu viajava no jeito como ele dançava.
Seus olhos entreabertos fitavam-me com segundas intenções e eu adorava provocar com as mãos por debaixo da camisa dele, arranhando de leve.
Puxei-o para o canto da pista, dando de costas com uma parede de alabastro. Benjamin me prensou na pedra gelada, aproveitando a oportunidade para algumas mãos bobas. Estávamos altos o suficiente para esquecer tudo ao redor, aquele era o nosso universo particular.
Poucos minutos depois já estávamos mais calmos, dividindo um baseado. O moreno tragava de uma maneira extremamente sexy, tudo nele era daquele jeito. Como se não quisesse largar meus lábios, me passou a fumaça num beijo rápido.
— Podíamos passar na sua casa. – sussurrou.
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