Notas iniciais
CARACA! Parece que faz meses que não posto nada, mas foram só quatro dias ausente. Felizmente, eu escrevi os capítulos nos dias só não tive tempo de postar - maldita correria. Então vocês terão quatro capítulos delicinha de uma vez. IMPORTANTE: Esse capítulo é novamente um POV de Benjamin ~

— Faz muito tempo! – ele comentou, parecendo empolgado de ter me encontrado ali – Você sempre vem aqui?

Concordei com a cabeça, guardando os poemas e a caneta na pasta. Aproveitei para procurar o dinheiro do café, não vendo a hora de sarpar dali. Céus! Eu estava literalmente sufocado.

Eu havia me entregado por inteiro, aquilo era o amor afinal.

Amar era sofrer, certo?

— Parece que você está com pressa. – disse, decepcionado.

— Se eu soubesse que te encontraria aqui, talvez nem tivesse saído de casa.

Eu entendi então o que era que me sufocava. As palavras que nunca foram ditas. Apesar de expressá-las em poemas, elas me estrangulavam sempre que eu as engolia. Mas eu não engoliria, não mais.

— Caralho Benjamin, já faz três anos e você não superou ainda?

Aquela pergunta foi a gota d’água.

Mais uma vez, as palavras encontravam o caminho para fora sem eu nem pensar. Antes que eu pudesse perceber, o rapaz em minha frente me olhava assustado enquanto eu jogava todas as cartas na mesa. Todas as mentiras, os jogos, eu estava saturado!

Deixei o dinheiro do café em cima da mesa e suspirei.

— Vai se foder. – foi a última coisa que falei antes de sair.

Notas finais
A palavra era sarpar. sarpar: Partir de uma embarcação; levantar âncora.