Poesias Sem Nome

3 Paciente zero


Paciente zero

Os dois se olham.
A febre já demonstrava seus sinais iniciais.
Carro parado,ar no máximo.
Bochechas vermelhas.
Um calor começa.

Risos acanhados,nervosos
Mais olhares
Um beijo de despedida
O calor aumenta

O beijo se prolonga
O calor se espalha
O suor começa
Ambos fervem

Os beijos aumentam de frequência
OS pacientes alcanças os 40 graus da febre
Uma lingua começa
Outra corresponde

Olhos se fecham
A visão se perdeu nos pacientes,
Tudo o que os guia é o tato
Beijão com mais intensidade

Uma mão na nuca prende os indivíduos
Outra aparece,confirmando a suspeita
Ambos tem seus corpos superaquecidos
Uma boca desce ao pescoço

O gesto é correspondido com um grito
Ambos estão tomados totalmente pela febre
O sintomas começam e os individuos já não suportam o calor
Tiram as vestimentas que os cobrem,numa tentativa de resfriarem

Ambos vão para a traseira do veiculo
Ambos perdem a consciência
A febre os faz voltar ao estado mais primitivo
Agora são guiados pelo instinto

Os beijos agora são descontrolados
Ambos gritam
Os corpos se juntam
Fundem-se dois seres em um

Do lado de fora se ouvem gritos
O carro balança
Os individuos entram num frenesi
A febre os mata de prazer

Os gritos aumentam
a femea grita
O suor os enrosca ainda mais
Os corpos começam a se movimentar em harmonia

O carro balança verticalmente
Por minutos isso é tudo que se vê
gritos e gemidos se tornam mais intensos
O apice se revelae ambos gemem intensamente

O ritual acaba
A febre extrai as forças de ambos os individuos
O carro para seu balanço
Ambos descansam lado a lado

Se olham
Confirmando a suspeita que tinham no outro
Sabiam que estavam infectados
Pelo vírus chamado atração

Morais

Notas finais
Perdoem se houver erros de português! Faz bom tempo que não faço uma poesia,então estou meio enferrujado.... Enfim,espero que gostem!