Poemas de um Desocupado
1 Os Dois
Notas iniciais
A vida deu chance aos dois. Ambos desperdiçaram.
Para ambos havia um meio de se viver,
Um deles dizia que não possuía medo.
A vida ofereceu o saber,
Tudo o que lhe foi dado acabou cedo
Evaporado, apenas evaporado.
Pudera! Havia acabado,
Visto num vislumbre do que havia sonhado.
Bastou uma sentença do outro,
Envergonhando-o com os dizeres bestiais.
Noutra hora sentiu o corpo apenas morto.
Fugiu-lhe os próprios prazeres.
Recuperado, apenas recuperado.
Pudera! Haviam voltado,
Observaram uma sombra do passado.
Almas angustiadas presas em ligação.
Desdouro; medo; aflição; orgulho!
Senão eles quem iria fazer a confissão?
Morreu um em março, outro em julho.
Regressado? Apenas regressado?
Pudera! Não há solução,
Constataram, tudo que sobrou fora passado.
Notas finais
Esse foi inspirado em uma situação que passei junto de alguém.
Espero que tenham apreciado. Agradeceria se quem leu pudesse comentar
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