Poemas ao acaso
1 A Morte
Morte uma coisa tão banal. Não sei porque esse medo. Ela vem pra todos seja homem, seja animal. Com um simples toque de seu dedo te arranca a alma. E agora o que acontece? Ninguém sabe, ninguém viu. Se seria o inferno ou o paraíso eu não sei. Eu só vejo os vivos. Eu que já não piso neste mundo terreno me sinto tão sereno. De um jeito como aqui nunca fui. A morte é tranquila, basta compreende-la. É a reciclagem natural. Sem ela esse mundo não seria fatal. Muito menos mortal e nem ao menos belo. Seria eterno, um inferno. Onde estou? Você pergunta eu ouço com atenção. Com sabedoria do pós-vida eu te respondo, pode ser Vênus ou Plutão. Pode ser onde quiser, basta querer, amar e acreditar. A beleza da vida é a morte. Sua vida terrena, essa sua existência amena é sim o que te condena e te da a certeza um dia isso acaba.
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