Podemos Viver Para Sempre.
1 Março, 1450.
Notas iniciais
– Essa é a uma estrada muito perigosa para um jovem estar.
– Um guerreiro exilado não deveria opinar.
– Já cortei línguas como a sua.
– Por isso foi exilado?
– O que sabe de ser exilado, meu jovem?
– O fato de você ser mais ou menos velho que eu não o dar direito de me chamar de ''Meu jovem''.
O homem mais velho desceu do cavalo, vindo em minha direção.
– E você é muito novo para ter tanta lábia. — exclamou.
– Tenho muito mais que lábia, Guerreiro...?
– William Guvier, e o seu?
– Exilado e ainda usa o sobrenome?
– Um dia precisarão de mim, e eu estarei lá.
– Está bem longe agora, não é?
Ao ouvir essas palavras William desviou seu olhar à floresta.
– Estou no lugar certo, na hora certa. Está vendo as folhas balançarem? — Apontou à floresta.
– A algum tempo...
– Pode ser ogros.
– Pode não ser nada!
Um coelho saiu correndo da floresta.
– É, pode ser algo. Melhor irmos. — falei.
– Irmos? Para onde? Desde quando falei que viajaríamos juntos? — William me puxou pelo braço e me pôs contra o cavalo. — Suba.
– Nem precisei insistir.
O dia já estava nas suas horas finais, William e eu já estávamos cansados, assim como o cavalo, que já aparentava fome e sede.
– Acho melhor descansar durante a noite. E o cavalo, pode comer grama fria. — William me desceu do cavalo e amarrou-o a uma árvore.
– E nós, o que vamos comer? — perguntei.
– Por que você pergunta, se você tem comida aí? — apontou a minha cesta.
– Ah, verdade. — sorri.
William agarrou minha cesta, e...
– Frutas? O que um jovem faz comendo frutas? Isso não é saudável...- Interrompi.
– Mas é comestível. Ou podemos comer teu cavalo.
– Frutas parece uma boa ideia.
William estava com um apetite enorme, e acho que só algumas frutas não bastaram para alimentar um guerreiro exilado. Não cheguei a falar como ele é, mas ele parece emocionalmente abalado, fora isso ele é ''perfeito''. Olhos verdes, corpo de guerreiro e cabelos sedosos, sedosos de mais para um guerreiro.
– Está muito frio, não acha? — William estava tremendo por causa do frio.
– Não, não acho.
– Posso me esquentar em você?
– Pode.
William me abraçou por trás, e dormiu se esquentando em mim.
Assim que dormiu, sai lentamente dos seus braços, e fui embora.
2 dias depois.
Depois de muito caminhar, cheguei a uma pequena vila.
Ao andar um pouco mais, cheguei perto de um estabelecimento de bebida.
Entrei no bar, um pequeno bar. Sua entrada era nova, mas o interior estava desgastado, mas ainda tinha um charme de vintage.
Uma velha de cabelos brancos longos e trançados veio me atender.
– O que quer, meu Jovem? — A velha quase não se aguentava em pé.
– Eu... quero algum serviço. Qualquer um. — implorei.
– Não estamos precisando, Jovem.
Ao terminar de falar, um homem chega por trás da velha e diz:
– Eu irei precisar de ajuda no bar, com as bebidas. Qual teu nome, Jovem?
– Twi Senhor.
O homem me levou para a parte do bar, onde me ensinou a usar copos, e o preço de cada uma das bebidas.
– Acrescente água na bebida daqueles que pedirem mais de uma vez, entendido?
– Sim, Senhor.
– Me chame de Havier. Agora tenho que sair, espero que se saia bem.
Com o tempo passando e o sol se pondo, os fregueses começavam a chegar.
Cada um tinha sua bebida preferida. Eu tinha que ser rápido para acrescentar água nas bebidas de alguns, que se tornaram muitos durante a noite passando.
– Um copo de água, por favor. — um homem estranho se aproximou, estava com uma capa.
– William! — era ele.
– Um copo de água é por conta da casa, ou por conta de um amigo? — falou rindo.
– Comecei a trabalhar hoje aqui, não sei se posso.
– Pela conta da casa então! — William segurou minha mão e pediu carinhosamente.
– Só um. — falei.
– Por que você fugiu? Saiu sem se despedir?
– A velha está me olhando torto, não posso falar agora. Me espere lá fora.
Ao acabar meu expediente, sai do bar a procura de William. Procurei por ele e achei-o na parte de trás, encostado numa parede e fumando.
– Aposto que roubou de alguém. — o surpreendi.
– É um dos raros da minha família, e sim os roubei antes de sair. — William abriu um sorriso de orelha a orelha.
– Eu te deixei, por que eu preciso ir encontrar uma pessoa, e não posso envolver mais ninguém. — falei de cabeça baixa.
– Por que não posso ir com você? — perguntou ele.
– É perigoso para você.
– Não, não é perigoso, eu posso ir. E posso proteger você. Para onde você vai?
– Para o Reino de Lasvroerve. Soube da princesa deles?
– Sim, uma bruxa miserável.
– Ela não é miserável, é normal como você. — enfureci-me.
– E o que você quer exatamente? — perguntou.
– Já que você vai comigo, devemos partir agora. No caminho eu conto o que vamos fazer lá.
Notas finais
Obrigado por lerem!
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