Podemos Viver Para Sempre.
2 Março, 1450. p.2
Notas iniciais
William e eu andamos por 2 dias, até chegar ao Reino de Lasvroerve. Chegamos no dia da execução.
- Por que uma princesa iria se unir a forças ocultas? — William indignou-se.
- Não se escolhe ao que se unir, apenas acontece. — falei
- Você fala como se estivesse envolvido nisso tudo. — William olhou torto para mim.
- Não só eu, mas você também. Nós vamos salva-la.
- Mas salvar uma bruxa é traição. — William subiu a mão me puxando para fora da multidão. — Não dará certo.
- Você disse que iria me ajudar, eu não posso fazer tudo sozinho.
- Claro que eu te ajudo, aliás, estou exilado, não é? — cochichou.
- Está vendo os soldados? Despiste-os e eu a soltarei. — Andei soltando a mão dele.
- Boa sorte. — gritou para mim.
De longe pude ver William indo para cima dos guardas, enquanto eu ia à princesa solta-la. Usei um pequeno feitiço de teleporte.
- Ali, que saudades, em que encrenca você se meteu? — perguntei enquanto a soltava.
- Longa história, quem é aquele? — mirou para William.
- Olhem aquele bandido, está libertando a princesa bruxa. Mate-o também. — gritou uma camponesa que olhava de longe.
- William temos que sair daqui, vamos. — gritei.
- Você está gostando dele. — exclamou Ali.
- Claro que não estou. — falei.
- Sim, você está. Está na sua cara! — continuou ela.
Corremos para longe, para dentro da Floresta de Sangue. Sombria e escura, perfeito para um esconderijo.
- Deveríamos ter ficado para lutar, nessa floresta iremos morrer. — William tremia de medo.
- Contenha-se Guerreiro, sua Princesa exige. — falou Ali.
- Você não é minha princesa, sua bruxa. — gritou Will.
- Vocês parecem cão e rato, acho que se gostam. — falei olhando fixamente ao Will.
- Não, você gosta do Will, não eu. Aliás, vocês se gostam.
- Eu... não... eu... gosto... — Will falava como um gago.
- Pare de gagueijar, antes que fale algo que não quer. — exaltei-me.
- Desculpa, Twi. — Will veio me abraçar.
- Então Ali, me conte o que aconteceu.
- Eu estava no meu quarto, fazendo círculo de proteção contra a Agenora do jeito que você me falou e eles chegaram, me doparam. Quando acordei estava no calabouço esperando para ser queimada viva. — explicou Ali.
- Quem é Agenora? — perguntou Will
- Agenora é a ''Rainha Deusa do Conselho de Bruxas e Magos''. — expliquei
- E você também é do mal, Twi?
- A Ali, é a chamada Bruxa Branca. Aprendiz ainda, mas perdemos nosso mestre por causa das caça ás bruxas de 1440.
- Ano difícil, eu mesmo matei algumas. — Will exibiu-se.
- Matou, é? — perguntei rindo.
- Deve ter sido dificíl. — Ali acrescentou.
- Está ouvindo isso? — interrompi.
Eram cães caçadores, e cavalgadas vindo em nossa direção.
- É um exercito. — falei
- Corram! — Ali gritou.
Corremos bastante até chegar longe o bastante para se esconder.
- A Floresta de Sangue não é tão perigosa assim, saí vivo. — Will exibiu-se.
- Floresta de Sangue nunca foi perigosa, só é chamada assim por causa dos suicidas. — Ali acabou com a alegria de Will e abriu um largo sorriso.
— Tem um caverna alí, vamos ficar lá dentro. — apontei a uma caverna escura.
Andamos até a caverna, tinha esqueletos na entrada. Esqueletos de animais.
- Nada importante para nos fazer voltar. — Ali sorriu.
- É bom acender uma fogueira? — Will perguntou.
- É melhor não, podem ver o fogo. — falei
Will jogava fora os pequenos paus que ele pegou para acender a fogueira.
A noite chegou, e o frio também. Nos deitamos juntos, nós três. Agarrados, esquentando um ao outro. Will estava entre mim e Ali.
Enquanto isso no Palácio Real de Lasvroerve;
- Majestade, esse é Havier. Ele alega que o jovem que capturou a bruxa foi seu criado no bar. — falou o General de Guerra Gil Gilmoor.
- O rapaz se chama Twi, corpo magro, cabelo castanho e olhos pretos como carvão.
- Interessante. General Gilmoor, faça cartazes de procurados. Estampe em toda a cidade. Proponha recompensa a quem os entregar. — ordenou o Rei Julius II — E mate esse homem por ter dado emprego a um bruxo. — completou.
O Rei Julius II é conhecido por sua impetuosidade, até mesmo com a sua família. Julius é um homem esbelto, de cabelos loiros acinzentados, olhos verdes e alto. É casado com a Rainha Alicia de Lasvroerve, família fundadora de Lasvroerve. Uma mulher de altura mediana, olhos verdes, cabelo vermelho como o fogo. Alison é uma réplica exata de sua mãe.
Acordei com o Will se movendo, foi em direção ao lago, não vi mais nada e adormeci.
No dia seguinte, acordei com Ali roncando no meu ouvido.
- Alison, acorde. Onde está o Will? — perguntei assustado.
- Ahnn, hmm. — Essas foram as palavras da Ali, que se deitou novamente.
- Acorde! — gritei no ouvido dela.
- Acordei, acordei. — Ali se levantou lentamente, quase caindo.
Eu e Alison corremos de volta a floresta, e fomos parar num vilarejo. Repleto de cartazes com nossos desenhos.
- Ei, criança. Você viu um rapaz alto de olhos verdes, vestido com armadura de outro reino? — perguntei a uma criança que passava pelo riacho.
- Ele foi pego pelos guardas da realeza. — a criança falava enquanto corria para sua casa.
- Ali o que vamos fazer? — perguntei com lágrimas caindo dos meus olhos.
- Vamos à cidade, vamos solta-lo. — Ali falou firme de sí.
Usamos um feitiço que nos permitia ter a aparência de qualquer pessoa que nos fosse melhor.
Caminhamos normalmente até a praça, onde se juntava uma multidão. Todos alí gritavam: Mate-o, mate-o. Mate o servo de Satã.
William estava com sua cabeça deitada sobre uma mesa, e um homem enorme com um machado na mão estava atrás, pronto para o decapitar.
Corri ao encontro de William, mas o grande homem foi mais rápido, então... A cabeça de Will saiu rolando pelo pequeno palanque onde ele estava, o sangue estava por todos os lados.
Entrei em estado de fúria, comecei a flutuar, os céus ficaram negros. Uma grande tempestade começou. Antes que eu pudesse continuar, Ali me agarrou e me teleportou para a caverna.
Uma pequena lágrima escorreu pelo meu olho, encontrando-se com a água da chuva.
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