Notas iniciais
Continuação do primeiro capítulo e desfecho de Março, 1450.

William e eu andamos por 2 dias, até chegar ao Reino de Lasvroerve. Chegamos no dia da execução.

- Por que uma princesa iria se unir a forças ocultas? — William indignou-se.

- Não se escolhe ao que se unir, apenas acontece. — falei

- Você fala como se estivesse envolvido nisso tudo. — William olhou torto para mim.

- Não só eu, mas você também. Nós vamos salva-la.

- Mas salvar uma bruxa é traição. — William subiu a mão me puxando para fora da multidão. — Não dará certo.

- Você disse que iria me ajudar, eu não posso fazer tudo sozinho.

- Claro que eu te ajudo, aliás, estou exilado, não é? — cochichou.

- Está vendo os soldados? Despiste-os e eu a soltarei. — Andei soltando a mão dele.

- Boa sorte. — gritou para mim.

De longe pude ver William indo para cima dos guardas, enquanto eu ia à princesa solta-la. Usei um pequeno feitiço de teleporte.

- Ali, que saudades, em que encrenca você se meteu? — perguntei enquanto a soltava.

- Longa história, quem é aquele? — mirou para William.

- Olhem aquele bandido, está libertando a princesa bruxa. Mate-o também. — gritou uma camponesa que olhava de longe.

- William temos que sair daqui, vamos. — gritei.

- Você está gostando dele. — exclamou Ali.

- Claro que não estou. — falei.

- Sim, você está. Está na sua cara! — continuou ela.

Corremos para longe, para dentro da Floresta de Sangue. Sombria e escura, perfeito para um esconderijo.

- Deveríamos ter ficado para lutar, nessa floresta iremos morrer. — William tremia de medo.

- Contenha-se Guerreiro, sua Princesa exige. — falou Ali.

- Você não é minha princesa, sua bruxa. — gritou Will.

- Vocês parecem cão e rato, acho que se gostam. — falei olhando fixamente ao Will.

- Não, você gosta do Will, não eu. Aliás, vocês se gostam.

- Eu... não... eu... gosto... — Will falava como um gago.

- Pare de gagueijar, antes que fale algo que não quer. — exaltei-me.

- Desculpa, Twi. — Will veio me abraçar.

- Então Ali, me conte o que aconteceu.

- Eu estava no meu quarto, fazendo círculo de proteção contra a Agenora do jeito que você me falou e eles chegaram, me doparam. Quando acordei estava no calabouço esperando para ser queimada viva. — explicou Ali.

- Quem é Agenora? — perguntou Will

- Agenora é a ''Rainha Deusa do Conselho de Bruxas e Magos''. — expliquei

- E você também é do mal, Twi?

- A Ali, é a chamada Bruxa Branca. Aprendiz ainda, mas perdemos nosso mestre por causa das caça ás bruxas de 1440.

- Ano difícil, eu mesmo matei algumas. — Will exibiu-se.

- Matou, é? — perguntei rindo.

- Deve ter sido dificíl. — Ali acrescentou.

- Está ouvindo isso? — interrompi.

Eram cães caçadores, e cavalgadas vindo em nossa direção.

- É um exercito. — falei

- Corram! — Ali gritou.

Corremos bastante até chegar longe o bastante para se esconder.

- A Floresta de Sangue não é tão perigosa assim, saí vivo. — Will exibiu-se.

- Floresta de Sangue nunca foi perigosa, só é chamada assim por causa dos suicidas. — Ali acabou com a alegria de Will e abriu um largo sorriso.

— Tem um caverna alí, vamos ficar lá dentro. — apontei a uma caverna escura.

Andamos até a caverna, tinha esqueletos na entrada. Esqueletos de animais.

- Nada importante para nos fazer voltar. — Ali sorriu.

- É bom acender uma fogueira? — Will perguntou.

- É melhor não, podem ver o fogo. — falei

Will jogava fora os pequenos paus que ele pegou para acender a fogueira.

A noite chegou, e o frio também. Nos deitamos juntos, nós três. Agarrados, esquentando um ao outro. Will estava entre mim e Ali.

Enquanto isso no Palácio Real de Lasvroerve;

- Majestade, esse é Havier. Ele alega que o jovem que capturou a bruxa foi seu criado no bar. — falou o General de Guerra Gil Gilmoor.

- O rapaz se chama Twi, corpo magro, cabelo castanho e olhos pretos como carvão.

- Interessante. General Gilmoor, faça cartazes de procurados. Estampe em toda a cidade. Proponha recompensa a quem os entregar. — ordenou o Rei Julius II — E mate esse homem por ter dado emprego a um bruxo. — completou.

O Rei Julius II é conhecido por sua impetuosidade, até mesmo com a sua família. Julius é um homem esbelto, de cabelos loiros acinzentados, olhos verdes e alto. É casado com a Rainha Alicia de Lasvroerve, família fundadora de Lasvroerve. Uma mulher de altura mediana, olhos verdes, cabelo vermelho como o fogo. Alison é uma réplica exata de sua mãe.

Acordei com o Will se movendo, foi em direção ao lago, não vi mais nada e adormeci.

No dia seguinte, acordei com Ali roncando no meu ouvido.

- Alison, acorde. Onde está o Will? — perguntei assustado.

- Ahnn, hmm. — Essas foram as palavras da Ali, que se deitou novamente.

- Acorde! — gritei no ouvido dela.

- Acordei, acordei. — Ali se levantou lentamente, quase caindo.

Eu e Alison corremos de volta a floresta, e fomos parar num vilarejo. Repleto de cartazes com nossos desenhos.

- Ei, criança. Você viu um rapaz alto de olhos verdes, vestido com armadura de outro reino? — perguntei a uma criança que passava pelo riacho.

- Ele foi pego pelos guardas da realeza. — a criança falava enquanto corria para sua casa.

- Ali o que vamos fazer? — perguntei com lágrimas caindo dos meus olhos.

- Vamos à cidade, vamos solta-lo. — Ali falou firme de sí.

Usamos um feitiço que nos permitia ter a aparência de qualquer pessoa que nos fosse melhor.

Caminhamos normalmente até a praça, onde se juntava uma multidão. Todos alí gritavam: Mate-o, mate-o. Mate o servo de Satã.

William estava com sua cabeça deitada sobre uma mesa, e um homem enorme com um machado na mão estava atrás, pronto para o decapitar.

Corri ao encontro de William, mas o grande homem foi mais rápido, então... A cabeça de Will saiu rolando pelo pequeno palanque onde ele estava, o sangue estava por todos os lados.

Entrei em estado de fúria, comecei a flutuar, os céus ficaram negros. Uma grande tempestade começou. Antes que eu pudesse continuar, Ali me agarrou e me teleportou para a caverna.

Uma pequena lágrima escorreu pelo meu olho, encontrando-se com a água da chuva.

Notas finais
Obrigado por lerem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.