Notas iniciais
Esse capitulo é a introdução de uma aventura. Boa leitura!

– Essa é a uma estrada muito perigosa para um jovem estar.

– Um guerreiro exilado não deveria opinar.

– Já cortei línguas como a sua.

– Por isso foi exilado?

– O que sabe de ser exilado, meu jovem?

– O fato de você ser mais ou menos velho que eu não o dar direito de me chamar de ''Meu jovem''.

O homem mais velho desceu do cavalo, vindo em minha direção.

– E você é muito novo para ter tanta lábia. — exclamou.

– Tenho muito mais que lábia, Guerreiro...?

– William Guvier, e o seu?

– Exilado e ainda usa o sobrenome?

– Um dia precisarão de mim, e eu estarei lá.

– Está bem longe agora, não é?

Ao ouvir essas palavras William desviou seu olhar à floresta.

– Estou no lugar certo, na hora certa. Está vendo as folhas balançarem? — Apontou à floresta.

– A algum tempo...

– Pode ser ogros.

– Pode não ser nada!

Um coelho saiu correndo da floresta.

– É, pode ser algo. Melhor irmos. — falei.

– Irmos? Para onde? Desde quando falei que viajaríamos juntos? — William me puxou pelo braço e me pôs contra o cavalo. — Suba.

– Nem precisei insistir.


O dia já estava nas suas horas finais, William e eu já estávamos cansados, assim como o cavalo, que já aparentava fome e sede.

– Acho melhor descansar durante a noite. E o cavalo, pode comer grama fria. — William me desceu do cavalo e amarrou-o a uma árvore.

– E nós, o que vamos comer? — perguntei.

– Por que você pergunta, se você tem comida aí? — apontou a minha cesta.

– Ah, verdade. — sorri.

William agarrou minha cesta, e...

– Frutas? O que um jovem faz comendo frutas? Isso não é saudável...- Interrompi.

– Mas é comestível. Ou podemos comer teu cavalo.

– Frutas parece uma boa ideia.


William estava com um apetite enorme, e acho que só algumas frutas não bastaram para alimentar um guerreiro exilado. Não cheguei a falar como ele é, mas ele parece emocionalmente abalado, fora isso ele é ''perfeito''. Olhos verdes, corpo de guerreiro e cabelos sedosos, sedosos de mais para um guerreiro.


– Está muito frio, não acha? — William estava tremendo por causa do frio.

– Não, não acho.

– Posso me esquentar em você?

– Pode.


William me abraçou por trás, e dormiu se esquentando em mim.

Assim que dormiu, sai lentamente dos seus braços, e fui embora.


2 dias depois.


Depois de muito caminhar, cheguei a uma pequena vila.

Ao andar um pouco mais, cheguei perto de um estabelecimento de bebida.

Entrei no bar, um pequeno bar. Sua entrada era nova, mas o interior estava desgastado, mas ainda tinha um charme de vintage.

Uma velha de cabelos brancos longos e trançados veio me atender.

– O que quer, meu Jovem? — A velha quase não se aguentava em pé.

– Eu... quero algum serviço. Qualquer um. — implorei.

– Não estamos precisando, Jovem.

Ao terminar de falar, um homem chega por trás da velha e diz:

– Eu irei precisar de ajuda no bar, com as bebidas. Qual teu nome, Jovem?

– Twi Senhor.

O homem me levou para a parte do bar, onde me ensinou a usar copos, e o preço de cada uma das bebidas.

– Acrescente água na bebida daqueles que pedirem mais de uma vez, entendido?

– Sim, Senhor.

– Me chame de Havier. Agora tenho que sair, espero que se saia bem.


Com o tempo passando e o sol se pondo, os fregueses começavam a chegar.

Cada um tinha sua bebida preferida. Eu tinha que ser rápido para acrescentar água nas bebidas de alguns, que se tornaram muitos durante a noite passando.


– Um copo de água, por favor. — um homem estranho se aproximou, estava com uma capa.

– William! — era ele.

– Um copo de água é por conta da casa, ou por conta de um amigo? — falou rindo.

– Comecei a trabalhar hoje aqui, não sei se posso.

– Pela conta da casa então! — William segurou minha mão e pediu carinhosamente.

– Só um. — falei.

– Por que você fugiu? Saiu sem se despedir?

– A velha está me olhando torto, não posso falar agora. Me espere lá fora.


Ao acabar meu expediente, sai do bar a procura de William. Procurei por ele e achei-o na parte de trás, encostado numa parede e fumando.

– Aposto que roubou de alguém. — o surpreendi.

– É um dos raros da minha família, e sim os roubei antes de sair. — William abriu um sorriso de orelha a orelha.

– Eu te deixei, por que eu preciso ir encontrar uma pessoa, e não posso envolver mais ninguém. — falei de cabeça baixa.

– Por que não posso ir com você? — perguntou ele.

– É perigoso para você.

– Não, não é perigoso, eu posso ir. E posso proteger você. Para onde você vai?

– Para o Reino de Lasvroerve. Soube da princesa deles?

– Sim, uma bruxa miserável.

– Ela não é miserável, é normal como você. — enfureci-me.

– E o que você quer exatamente? — perguntou.

– Já que você vai comigo, devemos partir agora. No caminho eu conto o que vamos fazer lá.

Notas finais
Por que do nome do principal ser o meu? Nessas histórias, você escreve melhor se você está vivendo o momento, e não criando um momento para outra pessoa.

Obrigado por lerem!