Plus Que Ma Propre Vie
16 Tão humanos! :: Fase 1
Notas iniciais
Tão Humanos!
Bella’s POV
Como a vida é sacana! Ela adora me pregar peças! Parece que tudo e todos estão contra mim... Ou seria a favor? Sei lá!
Fiquei um pouco assustada quando o Edward perguntou se poderíamos fazer o trabalho de Direito Civil no meu apartamento, pensei que ele estivesse lendo a minha mente. Fui meio hesitante ao responder, afinal, muitas coisas poderiam acontecer lá, mas tenho que agir indiferente. Somos apenas colegas de classe, e daí?
Saí da sala voando porque estava com medo dele me agarrar por ali mesmo – Se bem que eu adoraria! Mas eu estou noiva e tenho que me dar o respeito, ora!
O almoço foi bem agradável, até porque eu e o Edward mantivemos uma distância segura. Depois da sobremesa, Alice me chamou pra ir ao banheiro – achei um pouco estranho, entretanto, tenho que me acostumar, pois minha melhor amiga é uma frágil humana.
Ao chegarmos ao banheiro, Lice entrou numa cabine enquanto eu fui retocar a maquiagem. – sim, agora eu uso maquiagem. Assustei-me quando ela saiu de lá muito nervosa.
_Bella! – Ela gritou.
_O que foi, Alice? – Perguntei preocupada.
_Acho que estou doente. – Ela respondeu com uma carinha de dar dó.
_Por quê? O que houve? Quer que eu ligue pro Carlisle?
_Bom, é que... Quando eu fui fazer xixi, saiu um líquido vermelho, e eu acho que é sangue. – Ela sussurrou. – Será que é grave?
_Espera, Alice! – Pedi tentando raciocinar. – Há quanto tempo você se tornou humana?
_Huummm... – Ela pensou. – Um pouco menos de um mês. Por quê?
Eu não me aguentei e comecei a rir – gargalhar, pra ser mais sincera. Não acredito que ela não sacou que...
_HUAHUAHUAHUA...
_Bella?! – Ela esbravejou. – Isso é sério!
_Não, pequena. – Murmurei tentando me recompor. – Isso é completamente normal!
_Como normal?
_Alice, você se esqueceu que é humana agora? – Perguntei delicadamente.
_Claro que não, e é por isso mesmo que deve ser grave!
_Não, flor. Você é humana e agora tem “tabelinha”. – Expliquei, sendo o mais doce possível.
_Ah! – Foi só o que ela disse.
_Não tem nada de anormal nisso, amiga.
_Que mico eu paguei, né? – Ela murmurou super sem graça.
Não consegui me segurar e ri ainda mais. A Alice é mesmo uma fofa! Tão inocente, às vezes. Apenas aprendendo a ser humana.
_Mas e agora, Bella? O que eu faço?
_Acho que eu tenho um absorvente aqui na bolsa. – falei, enquanto vasculhava minha bolsa. – Pronto! Achei!
_E isso segura mesmo? – Ela perguntou hesitante.
_Com certeza! – Assegurei. – Pode confiar!
Depois de mais alguns minutinhos no banheiro – que, por sorte da fadinha, estava vazio. – voltamos ao refeitório. – eu rindo que nem uma hiena e Alice corada e sem jeito.
Na hora de irmos embora, Lucas me disse que tinha de adiantar sua monografia, por isso nos veríamos apenas no dia seguinte – achei estranho; essa monografia dele nunca terminava e, de uns meses pra cá, ele anda tendo pouco tempo pra mim. Ah! Eu devo estar apenas carente!
Eu e o Edward fizemos boa parte do trabalho. Ele ficou sério o tempo todo, dedicando-se exclusivamente ao projeto. Fiquei meio confusa com essa atitude, porque ele parecia cheio de segundas intenções antes...
Aff! Eu sou muito sinistra mesmo! Não entendo nada! Puxa vida, esses homens me matam!
Quando terminamos parte do trabalho, Edward me guiou até a cozinha, disposto a fazer panquecas. Aquilo era bastante diferente. Ainda não me acostumei com ele e os Cullen se alimentando...
_O que foi? – Ele perguntou com o sorriso torto que tanto amo.
_Nada. É que... Eu ainda acho estranho o fato de você e sua família se comportarem como humanos.
_Ah! Pois se acostume senhorita, pois serei assim para sempre. Quer dizer, quase sempre. – Falou rindo.
_Vou tentar. – Murmurei, rindo também.
Então fomos preparar as tais panquecas – por sorte, tinha todos os ingredientes necessários. Enquanto cozinhávamos, conversamos bastante, como bons e velhos amigos. Em alguns momentos me dava uma vontade louca de beijar aqueles lábios tão convidativos, porém me contive, aliás, estou noiva.
Em menos de uma hora já estávamos comendo as panquecas, e, caramba, estavam deliciosas! Foram as melhores panquecas que já comi em toda a minha vida!
_UAU, Edward! Onde você aprendeu a cozinhar tão bem? – Perguntei assim que acabamos de devorá-las.
_Canal de receitas, oras! – Respondeu tranquilamente.
_Mas você tem um jeito especial com comida. – sorri – Meus parabéns! Estão maravilhosas!
_Eu sou bom em tudo, esqueceu? – Ele falou segurando um riso.
_Hmm... Exibido! – Acusei.
_Realista! – Ele corrigiu.
_Exibido!
_Realista.
Foi aí que me dei conta do quanto nossos rostos estavam próximos – nossos narizes quase se tocavam. Ficamos fitando o outro, intensamente, por alguns segundos. Aqueles belos olhos verdes me hipnotizavam. Ele era tão lindo e charmoso. Como eu queria beijá-lo...
_Er... Já comeu brigadeiro. – Mudei de assunto, me esquivando dele.
_Brigadeiro? – Perguntou fazendo uma cara confusa.
Ótimo! Consegui distraí-lo.
_É! Brigadeiro! – Eu disse impaciente. – Você nunca comeu?
_Ei, sou humano há pouco tempo. Ainda não tive tempo de provar todos os tipos de comida. – Ele se defendeu, pondo as mãos pra cima.
_Claro, claro. – Murmurei. – Então será uma honra preparar o seu primeiro brigadeiro, senhor! – Brinquei, fazendo reverência.
_A honra será toda minha, jovem dama! – Ele falou entrando na brincadeira, me fazendo rir.
Peguei os ingredientes e o ensinei a fazer brigadeiro – falando assim, até parece um desafio. Em poucos minutos terminei e coloquei numa tigela de vidro.
_Você prefere quente ou gelado? – Perguntei.
_Quente. – Ele respondeu de imediato.
_Ok!
Logo, voltamos à sala. Ligamos a TV e fomos comer o chocolate.
_Você primeiro! – Falei entregando-lhe uma colher.
_Você não envenenou, não é? – Perguntou estreitando os olhos, fingindo estar desconfiado.
_Não, seu bobo! – disse rindo.
_Se você diz...
Ele pegou o talher, o mergulhou no brigadeiro e colocou na boca. Adorei a cara que ele fez – foi um misto de surpresa e prazer.
_E aí, ta gostoso? – Perguntei ansiosa.
De repente ele mudou sua expressão de maravilhada pra uma de... nojo?!
_Ai meu Deus! Ficou ruim? – Perguntei espantada. Poxa, brigadeiro é minha especialidade.
_Está... Está... Ficou uma delícia! – Ele disse rindo da minha cara.
_Palhaço! – Murmurei rindo, dando um falso soco em seu braço. – Você é um boboca! Mas e aí, o que achou do sabor?
_Tem o mesmo gosto de chocolate, só que é mais concentrado. – Detalhou ele. – Maravilhoso!
_Também acho! Eu adoro doce, mas ainda prefiro massa.
_Já eu sou viciado em comidas com sabores mais doces, como bolo, chocolate...
_Eu me pergunto qual era o sabor de um leão-da-montanha. – Eu disse rindo.
E então rimos e rimos. Conversamos e em questão de pouquíssimos minutos não havia mais vestígio de chocolate na tigela.
_Adorei a tarde que tivemos! – Edward disse na porta do apartamento ao ir embora.
_Eu também! – Falei segurando a porta pra ele.
_Então tudo bem – murmurou – Eu tenho que ir. Tchau! – me abraçou e seu perfume entorpecente me atingiu em cheio.
_Tchau! – Eu disse fechando a porta em seguida.
_Espere! – Ele falou.
Rapidamente abri a porta e o que vi depois disso foi só ele me segurando pela cintura e seus lábios junto aos meus, selando um beijo ardente com sabor de chocolate.
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