Plus Que Ma Propre Vie
17 Sentimentos :: Fase 1
Notas iniciais
Sentimentos
Edward’s POV
A tarde que eu e Bella tivemos foi espetacular. Agimos como bons e velhos amigos, exceto no momento em que estávamos discutindo – ela me chamando de exibido e eu dizendo que era realista. Foi aí que eu percebi o quanto nossos rostos estavam próximos, e juro que se a Bella não tivesse se esquivado, eu a teria beijado. Logo ela veio com aquela história de brigadeiro, e, uau, como era gostoso! Era um sabor exótico, como o do chocolate. – Dããã...
Depois de nos despedirmos, não me contive.
_Espere! – Eu disse.
Ao me ouvir, Bella rapidamente abriu a porta. Não me segurei e selei nossos lábios num beijo com o sabor inconfundível de chocolate, prendendo-a pela cintura. No mesmo instante, ela correspondeu, me puxando pelo pescoço. Nossos corpos se colaram e eu me senti completo outra vez. Mas eu queria mais, queria fazer com que ela sentisse todo o amor que emanava de mim.
Sem quebrar o beijo, fui empurrando-nos delicadamente para dentro de seu apartamento, fechando a porta. Em seguida, separei nossos lábios, pois já estávamos ofegantes, mas eu a queria. Passei os beijos para o seu pescoço – dando curtos e longos beijos no local, ora sugando, ora mordendo. Bella sussurrava e gemia meu nome, me deixando cada vez mais cego de prazer.
Beijei-a novamente e, pra minha surpresa, ela começou a abrir os botões da camisa que eu usava. Após retirá-la, peguei Bella no colo e a conduzi até o sofá. Deitei-me em cima dela, sem colocar todo o meu peso, e a beijei outra vez. Cada beijo que dávamos era um nível que subíamos – ficávamos mais excitados e cheios de luxúria.
Passei a sussurrar seu nome alucinadamente enquanto Bella arranhava minhas costas e me puxava para mais perto, aumentando o contato dos nossos corpos. Eu apertava suas coxas e minhas mãos massageavam levemente seus delicados seios, ainda cobertos.
Eu não queria nenhum pano nos atrapalhando, queria me encaixar nela, ser dela. Então a fitei profundamente, como se pedisse permissão para continuar. Nesse momento vi aqueles orbes chocolate transbordando prazer e paixão. Ela estava pronta, assim como eu.
Foi aí que comecei a raciocinar. Ela estava noiva, eu não podia fazer aquilo. Ela o ama. Mas e eu? Com certeza, ela deve ter se deixado levar com todo esse prazer. Se ela realmente me quisesse, me diria. E por mais que eu quisesse, não podia tê-la. Não sou eu quem vai destruir seu noivado. É irracional e desleal. Ela não me ama, e sim a ele – Lucas.
_Edward? – Ela sussurrou.
_Me desculpe, Bella. – Murmurei, levantando-me do sofá.
_O quê? – Perguntou confusa, se sentando.
_Perdoe-me. – Pedi, vestindo minha camisa. – Perdoe-me, Bella. Eu sei que você o ama.
_Mas... Edward...
_É tudo minha culpa. – Falei abrindo a porta e me virando para olhá-la. – Eu a pressionei demais e isso não foi justo com você. Eu sei que não me quer e eu sou o culpado de tudo. Eu te amo e fui muito egoísta pra deixá-la ser feliz. Me desculpe, Bella, amor. Se é a ele que você quer, eu não vou impedir.
Ao ver que ela ia abrir a boca pra falar algo – provavelmente pedir desculpas ou até mesmo me xingar –, eu a interrompi.
_E quanto ao que aconteceu agora, não se preocupe. Imagino que você tenha apenas deixado levar, que não é nada sério pra você.
Dizendo isso, fechei a porta e segui para o elevador.
Onde é que estive com a cabeça esse tempo todo? Eu só me importei em tê-la outra vez, e não se ela estaria feliz ou não.
Eu fui o causador de toda essa angústia e infelicidade. Lucas a ama e parece que é um sentimento recíproco da parte de Bella. Eu a deixei duas vezes. Da primeira eu tive sorte, pois ela me amava e confiava em mim, já da segunda... Ela não parece me amar como antes e nem confiar mais em mim. Sou um inútil. Um idiota que só sabe causar dor e sofrimento às pessoas que ama.
Peguei meu carro no estacionamento. Sem rumo, dirigi pela cidade. Voltei pra casa já era noite.
_É, brother! Pelo jeito você aproveitou bem o dia com a Bella, hein? – Emmett disse com um tom malicioso em sua voz.
_Quem dera Emmett, quem dera. – Murmurei com desânimo, sem nem olhar pra ele.
_Como assim? A Bella te deu um fora, ou o quê? – Ele perguntou, parando em minha frente.
_Não enche, cara! – Falei bravo, com os olhos marejados. – Você não sabe de nada.
Vendo o meu estado, Emm abaixou a cabeça e sussurrou “Desculpa”, logo saindo do meu raio de visão, visivelmente envergonhado consigo mesmo.
Quando eu ia subir o primeiro degrau da escada, ouvi Esme me chamando, da cozinha.
_Esme, será que dá pra ser depois. Agora tudo o que eu mais queria era tomar um bom banho e dormir um pouco.
_Mas acho que você vai gostar do que eu tenho aqui, querido. – Ela disse.
_Tudo bem. – Me dei por vencido.
Ao chegar lá, a vi parada com um envelope na mão e um sorriso radiante estampado em seu rosto. Mas ao me ver, sua expressão ficou triste e preocupada.
_Você está bem, filho? – Perguntou se aproximando e pondo a mão no meu rosto. – Você parece abatido e, pelo jeito, andou chorando.
Como eu adorava aquele tom maternal que Esme usava. Isso me tranquilizava. E ele me conhecia muitíssimo bem, sabia de mim mais do eu.
_Não estou muito bem, mãe. – Confessei. – Bella não me ama mais e eu tenho que deixá-la ser feliz. Mas não quero falar sobre isso. – Pedi a ela, sentindo lágrimas molharem minha face.
_Oh, meu filho! – Ela falou me dando um abraço reconfortante. – Eu sinto muito. Sinto muito mesmo.
_Não se preocupe. Vou ficar bem. – Garanti a ela, passando as costas das mãos em meu rosto, secando as lágrimas. – Mas... O que você tinha pra me mostrar?
_Ah! – Ela se lembrou. – Bom, lembra-se daquele formulário que você enviou pra Universidade de Oxford?
_Claro, mãe.
_Então, meu filho, eles mandaram sua admissão. – Murmurou, não contendo um sorriso, mostrando-me o envelope.
_Não acredito! – Murmurei. – Sério? Eu fui aceito na melhor universidade da Europa?
_Foi sim, meu amor!
_Isso é maravilhoso! – Falei abrindo o grande papel branco e me certificando de que era mesmo verdade.
Eu nem me lembrava mais daquele formulário que havia mandado pra lá; achava que eles nem me aceitariam.
Essa notícia foi a luz no fim do túnel, porque além de cursar direito numa das melhores universidades do mundo, iria também dar uma chance pra Bella ser feliz com o Lucas e tocar a vida dela adiante sem a minha interferência.
Não seria fácil deixá-la. Parte do meu coração gritava e implorava pra eu ficar, mas ela tem o direito de ser feliz, era o que a outra parte dizia.
_Quem aí foi aceito em Oxford? – Perguntou Alice, entrando na cozinha, sorridente.
_Seu irmão, pequena! – Esme disse orgulhosa.
_Jura? Meus parabéns Edward! – Alice gritou pulando no meu colo e dando um abraço.
_Valeu, baixinha. – Agradeci, correspondendo o abraço.
De repente, ela saiu do meu colo e uma expressão pensativa tomou seu rosto.
_E você vai mesmo pra Inglaterra? – Ela perguntou, certamente pensando em Bella e eu.
_Sim. – Respondi confiante, porém com uma pontada de dor ao ouvir minhas palavras. – Vou o quanto antes.
Notas finais
Bjus...
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