Plus Que Ma Propre Vie
20 Lágrimas :: Fase 1
Notas iniciais
Lágrimas
Bella’s POV
_Bella?!
Ao escutar aquela voz me chamando, me virei e encontrei seu olhar.
_Alice! – falei respirando fundo e olhando ao seu redor.
Os únicos que vi, além dela, foram Calisle e Esme. Oh não! Cadê o Edward?
_Bella, o que você faz aq...
_Onde está o Edward, Lice? – a interrompi.
_Ele acabou de embarcar – respondeu confusa.
_Ele já embarcou?
_Sim, Bella. Mas... Como você soube? – Alice continuou com a avalanche de perguntas.
_Tenho que impedir. Preciso impedir esse avião de partir, Alice. – disse já com os olhos derramando lágrimas novamente.
Virei-me e fui seguindo para o portão do seu voo, mas fui interrompida por uma mão me segurando pelo ombro.
_É tarde demais, Bella. – murmurou Carlisle, com um semblante triste.
_Não, Carlisle! Preciso impedi-lo...
_O avião acabou de decolar. Sinto muito, querida!
Nesse momento meu mundo caiu (N/A: Momento Maysa ON!! HAHAHA’). Minhas pernas enfraqueceram e senti meus joelhos indo de encontro ao chão. Lágrimas teimosas molhavam meu rosto incansavelmente, enquanto altos soluços saiam da minha garganta. A dor que eu sentia no peito parecia não ter fim.
Só voltei a mim ao sentir os braços de Esme me confortando e afagando meus cabelos.
_Sinto muito, meu anjo! – Ela dizia com a voz embargada, provavelmente também estava chorando.
_Eu o amo, Esme! Ele não pode ter partido, não com ele achando que eu não o amo. – eu disse com um fio de voz que conseguiu sair.
_Oh, minha querida! Acalme-se, por favor!
_Não posso. Não consigo. – murmurei.
Ficamos assim durante poucos minutos. Levantamo-nos aos prantos aos curiosos olhares de quem passava por ali.
Esme e Alice, que agora chorava, e Carlisle, com os olhos carregados de compaixão, me confortaram com palavras doces e tranqüilas. Mais tarde, me levaram pra casa deles.
Eu me sentia mais triste e vazia conforme os segundos passavam. Minhas lágrimas pareciam ser intermináveis, assim como os meus soluços.
Ao chegar à casa dos Cullen, fomos todos pra sala. Alice me acalmava enquanto Esme preparava algum chá calmante para bebermos, na companhia de Carlisle.
Logo, escutamos passos vindos da escada.
_E aí, como foi lá? – Perguntou Rose, sorridente, ao descer o último degrau.
Sua expressão mudou ao ver o estado em que eu e a irmã nos encontrávamos.
_Cheguei tarde demais, Rose. – sussurrei, enquanto ela me puxava pra um reconfortante abraço.
Alice ficou surpresa com tal atitude.
_Explicamos depois. – Rosalie disse.
E assim passei o resto da minha manhã: chorando, confortando e sendo confortada. Contei a eles o meu verdadeiro sentimento por Edward e o por quê de eu estar no aeroporto naquele momento.
Um pouco antes da hora do almoço, Jasper e Emmett voltaram pra casa – eles tinham ido à faculdade – e também ficaram por dentro de todo o ocorrido. Logo fui embora, que depois de muito insistir com eles –os quais, queriam que eu ficasse para almoçar –, consegui convencê-los de que não estava com fome.
Peguei meu carro, ma não fui pra casa. Fiquei dirigindo pela cidade, deixando a tristeza e a solidão me invadirem por completo. Após uma hora vagando por aí, decidi ir à praia.
Chegando lá, estacionei num lugar qualquer e fiquei andando, apenas sentindo a leve textura daquela areia branquinha em meus pés descalços. Minha visão estava embaçada por conta das lágrimas que ainda caiam, enquanto eu sentia o vento frio jogando meus cabelos pra trás. Olhei pro céu e notei que o sol havia se escondido atrás de nuvens carregadas, avisando a chegada de uma forte chuva. E naquele instante, senti meu coração triste e cinzento, como o dia se encontrava.
Edward me deixou. Deixou-me outra vez, apenas pensando no meu bem-estar, como sempre. Ele não se deu conta do quanto é importante em minha vida. Eu estava vazia. Vazia e solitária. Solitária e triste. Triste e vazia. Meu peito doía e sangrava. Sangrava por dentro só de imaginar que ele também estava sofrendo tanto quanto eu.
Pequei meu MP sei lá o quê, a fim de ouvir uma música que acalmasse meu ser.
Um Minuto – D’Black e Negra Li
Por onde quer que eu vá, vou te levar pra sempre. A culpa não foi sua. Os caminhos não são tão simples, mas eu vou seguir...
A música era em português, mas eu sabia exatamente do que a letra se tratava.
Viajo em pensamento, numa estrada de ilusões que eu procuro dentro do meu coração.
Essa música expressava tudo o que eu sentia naquele momento.
Toda vez que fecho os olhos é pra te encontrar. A distância entre nós não pode separar o que eu sinto por você, não vai passar.
Essas palavras me machucavam e consolavam ao mesmo tempo, fazendo meu choro se intensificar.
1 minuto é muito pouco pra poder falar. A distância entre nós não pode separar. E no final... Eu sei que vai voltar!
Essa última frase deixava uma brecha de esperança se depositar em meu coração.
Por onde quer que eu vá, vou te levar pra sempre. A vida continua (a vida continua) Os caminhos não são tão simples, temos que seguir... Viajo em pensamentos, numa estrada de ilusões que eu procuro dentro (procuro dentro)... Do meu coração.
Toda vez que fecho os olhos é pra te encontrar. A distância entre nós não pode separar O que eu sinto por você, não vai passar.
Meu coração se enchia de dor e tristeza.
Eu sei que não vai passar...
Disso eu tenho certeza: sei que não vai passar.
1 minuto é muito pouco pra poder falar. A distância entre nós não pode separar. E no final... Eu sei...
Enquanto a música rolava, lembranças de tudo o que eu e Edward passamos juntos vinham à tona: nosso primeiro beijo; o que senti quando o vi naquele estúdio de balé; nossa conversa no baile; a primeira vez que ele se foi...
Que no meu coração.
Aonde quer que eu vá.
Sempre levarei
O Teu sorriso em meu olhar!(Em meu olhar !)
Mais lembranças vinham também, como a vez que ele voltou dizendo que me amava; quando me pediu em casamento; quando me deixou de novo...
Toda vez que fecho os olhos é pra te encontrar. A distância entre nós não pode separar O que eu sinto por você, não vai passar. 1 minuto é muito pouco pra poder falar. A distância entre nós não pode separar. E no final...
Quando ele voltou alegando continuar me amando; quando eu o desprezei; a bela expressão de bobo apaixonado que ele tinha ao notar que faríamos o mesmo curso; seus pedidos de desculpas de ontem...
Eu sei que vai voltar. Ohh ohh... Eu sei que vai voltar!
A dor me invadiu outra vez, mais intensa e profundamente.
Vaguei um pouco mais pela praia, lembrando de suas carícias e do exótico e delicioso sabor que tinha seus beijos.
Parei minha caminhada para tomar uma água-de-coco. Sentei-me numa mesa e ali fiquei por alguns instantes, apenas tendo flashes de inesquecíveis momentos em minha mente.
Fui tirada de meus devaneios com alguém pousando uma mão em meu ombro e beijando minha bochecha. Abri meus olhos e vi que era minha amiga, Halle, a decoradora. Sorri ao vê-la.
_Oi, amiga! – a cumprimentei, ainda abatida, enquanto ela se sentava próxima a mim.
_Oi, flor! Eu ia perguntar se estava tudo bem com você, mas sua carinha triste já diz tudo. O que houve, Bella?
Halle era um amor! Me conhecia tão bem quanto a minha mãe. Era um pouco maluquinha às vezes, porém inteligente e perceptiva.
Contei tudo a ela – Halle já sabia da minha história, editada, então continuei da “volta do Edward”. Enquanto esclarecia tudo, não pude evitar as lágrimas de escaparem.
_Oh, minha amiga! – Ela me confortava e abraçava, sempre com palavras sinceras e verdadeiras, cheias de esperança. – Vai ficar tudo bem, querida!
_Não sei, não, Halle. Ele se foi... se foi pra sempre. – sussurrei, pois minha voz não tinha mais forças.
_Bella, você já sofreu demais! Fiquei estupefata com essas atitudes do Lucas! Juro que jamais o imaginei cometendo tal atrocidade. Ele te traindo?! Só acreditei porque foi você quem me contou.
_Pois é. – ri sem voltade alguma – Meu mundo está de pernas pro ar.
_Não fale assim, B!
_Como não, Halle? Eu perdi de novo a razão da minha existência.
_Que perdeu, o quê, menina! – Ela falou como se fosse uma mãe dando uma bronca na filha. – Não sei o que você ainda está fazendo sentada aí olhando pro tempo. Se o ama tanto assim, arrume suas malas e vá pra Inglaterra!
_O quê? – perguntei confusa, engasgando com a bebida.
_É isso mesmo que ouviu – sorriu abertamente – Vá pra lá e diga tudo o que sente pra ele, sua boba. Você tem dinheiro, então ligue pra uma companhia aérea e agende um voo o quanto antes.
_Mas e a universidade?
_Dois ou três dias sem aulas não mata ninguém, bobinha! – Falou sorrindo.
_Você tem razão! – Falei animada e esperançosa. – Obrigada, amiga! – Disse me levantando da mesa.
_Aonde você vai? – Ela perguntou confusa.
_Pra casa agora mesmo! Vou arrumar as malas e ir atrás do meu grande amor! – eu disse sorrindo.
E assim segui meu caminho de volta – com a esperança novamente em minha vida.
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