Plus Que Ma Propre Vie
21 Clarão Da Noite :: Fase 1
Notas iniciais
Clarão da noite
Bella’s POV
Cheguei em casa com um belo sorriso em meus lábios. Minha esperança havia voltado e a alegria estava me tomando. As lágrimas já estavam secas e minha mente tinha apenas um foco agora: ir pra Inglaterra.
Fui rápida e prática com os preparativos. Liguei pra uma companhia aérea e arrumei minhas malas. Em cerca de duas horas já estava tudo pronto. Coloquei minha bagagem no meu carro e fui até a casa dos Cullen.
Lá fora, uma leve chuva caía das pesadas nuvens, deixando o tempo mais frio e fechado. Chegando ao meu destino, toquei a campainha e quem atendeu foi Emmett.
_Aonde você vai toda produzida assim? – Ele perguntou surpreso, me olhando de cima a baixo.
_Vou atrás do Edward. – Respondi convicta e sorridente.
_É sério, Bella? Que top, cara! – Disse sorrindo, mostrando suas covinhas.
_Mas... Os outros estão aí? – Mudei de assunto.
_Oh! Claro! Entre, Bellinha.
Ao entrar vi todos ali, na sala. Ainda estavam tristes, porém menos abatidos.
_Olha quem veio fazer uma visita! – Emmett anunciou animado.
No mesmo instante, vieram me cumprimentar. Logo, nos aconchegamos no belo sofá (N/A: Até rimou! HAHAHA’ *abafa* OIEOIEOIE).
_Gente, a Bella vai atrás do Edward! – Disse Emmett, parecendo uma criança, não se contendo.
_Jura, Bella? – Alice perguntou sorrindo com um brilho nos olhos.
Nesse momento vi que o semblante de todos ficou melhor e mais esperançoso, exceto o de Carlisle.
_Algum problema? – Perguntei a ele.
_Mais ou menos, querida – respondeu me fitando – Você sabe o tamanho de Londres? Como vai encontrá-lo lá?
_É por esse motivo que vim até aqui. Preciso perguntar a vocês se sabem onde Edward vai estar hospedado? – murmurei calmamente, encarando-os.
_Oh, claro! – respondeu Carlisle.
_Bom, meu anjo, ele vai ficar num apartamento que temos lá – Esme falou animada.
_Inicialmente, ele ia ficar nos alojamentos de Oxford, mas o convencemos de que o apartamento seria melhor, apesar de ficar a quase uma hora da universidade – Explicou Rosalie.
_E será que vocês poderiam me dar o endereço e me explicarem, mais ou menos, onde fica? – Perguntei meio temerosa.
_Mas é claro que sim, querida! – Carlisle respondeu sorrindo.
Então, recebi todas as instruções necessárias. Não seria muito difícil de encontrar esse apartamento, até porque estive em Londres no ano passado, durante uma excursão da Stanford.
_Vocês não tem o número do celular do Edward? – Perguntei.
_Temos sim. O problema é que o celular dele não é internacional, então nem adianta, porque não pega. – Jasper respondeu.
_Ele disse que assim que comprasse um lá, ligaria pra gente. – Disse Emmett.
Ao ir embora, todos me desejaram boa sorte e Alice e Rose fizeram questão de me acompanharem até o aeroporto – não fiz objeção, aliás, eu precisava de alguém que me desse força nessa maluquice.
Rapidamente o avião decolou. A viagem foi bem traquila, apenas com pequenas turbulências sem importância.
O pouso no aeroporto de Londres foi às oito da noite, horário local – quatro da manhã em Los Angeles. Peguei um táxi e fui a um hotel. Pensei em procurar o Edward naquele mesmo instante, mas estava muito cansada (N/A: Bella, aprenda uma coisa: “nunca deixa para amanhã o que se pode fazer hoje!” *tá bom, momento filosófico OFF* HAHAHA’). Ao entrar em meu quarto, organizei minhas coisas, tomei um relaxante banho e dormi a noite toda.
Acordei, pela manhã, ao som da famosa chuva londrina. Sentei-me no pequeno sofá ao lado da janela e vi as movimentadas ruas, molhadas, e as árvores se movendo ao ritmo do vento. Logo, resolvi prestar mais atenção no cenário e o que visualizei foi a mais bela de todas as coisas: um pouco adiante estava a London Eye – A segunda maior roda-gigante do mundo – e próximos a ela havia o Rio Tamisa e a lindíssima ponte Millennium Bridge. Sorri ao ver que Londres estava ainda mais encantadora do que me lembrava.
Fiquei ali, observando a cidade por alguns minutos, mas pouco depois me recordei do principal motivo da minha ida. Arrumei-me, tomei café-da-manhã e comecei a andar pelas belas e históricas ruas inglesas, à procura do apartamento onde Edward estava.
Após quase uma hora, encontrei o endereço do bendito apartamento. Nesse momento meu coração acelerou e borboletas descontroladas movimentavam-se em meu estômago. Respirei fundo e toquei a campainha. (N/A: Hehe! Estão ansiosos, né? Tá bom, então vou calar a minha boca O_O e deixar vocês lerem. HSAUHSAUHSAU).
Achei estranho, pois passado alguns minutos de eu ter tocado o interfone, ninguém havia respondido. Toquei novamente. Uma, duas, três, quatro vezes e nada. Será que Edward não estava em casa? Bom, como ninguém me recebeu, resolvi seguir para o meu plano B: ir à Oxford.
O caminho de Londres até lá foi um pouquinho complicado, mas após uma hora e meia, eu havia chegado à melhor universidade da Europa. Andei pelo campus, mas Edward não estava por lá. Decidi, assim, ir até a secretaria.
_Olá minha jovem! O que deseja? – Perguntou uma senhora de aproximadamente 50 anos, com um coque castanho-escuro e uma maquiagem realçando os belos olhos cor-de-mel.
_Bom dia! Será que a senhora poderia me informar se certa pessoa está matriculada aqui? – Perguntei, sendo o mais doce e gentil possível.
_Mas é claro! E quem seria? – Perguntou sorrindo, simpaticamente.
_Edward Cullen. – Murmurei ansiosa.
_Só um minuto, por favor.
Depois de alguns segundos checando os dados num computador, ela me respondeu um pouco tristonha.
_Bom, senhorita, tem um Edward registrado, sim, mas ele apenas recebeu uma carta de admissão. Ainda não compareceu aqui e nem há matrícula alguma dele. Eu sinto muito.
_Tudo bem, então. – Murmurei abatida. – Obrigada.
_Não há de quê. – Ela sorriu. – Tenha um bom dia!
_Igualmente. – Falei tentando esboçar um sorriso, o que mais pareceu uma careta de dor.
O caminho de volta até o hotel pareceu ser ainda mais longo. A tristeza havia me tomado outra vez e a esperança que eu tinha não existia mais.
Passei a tarde inteira admirando a vista da cidade, sentada em um banquinho de uma praça, e chorando incansavelmente. Não havia mais forças em meu ser. Eu devia estar destinada ao sofrimento e desamor.
Decidi tentar mais uma vez. Como já estava no final do dia, saí correndo de lá – esquecendo até o meu guarda-chuva – e fui novamente até o apartamento do Edward.
Toquei o interfone diversas vezes, mas nem sinal de vida. Fiquei ali na porta do belo e luxuoso edifício durante vários e vários minutos. Anoiteceu por completo e realmente não o encontrei.
Sem esperança alguma, fui caminhando de volta até o hotel e comecei a desabar em lágrimas. Após alguns minutos de caminhada, começou a chover fortemente, molhando a mim e a todos que por ali passavam.
Continuei andando pelas ruas – agora pouco movimentadas –, deixando a água da chuva lavar minha alma. Relâmpagos e trovões caiam do céu, enquanto uma suave brisa jogava para trás meus cabelos e o sobretudo preto que eu vestia.
Do nada, parei na calçada de pedras e resolvi recorrer ao único meio. O mais importante e certo de todos: Deus. Ele, sim, era o que eu precisava.
Ajoelhei-me ali mesmo, nem me importando com a chuva. Olhei para o escuro e tenebroso céu, abri meus braços e pedi à Deus.
_Meu Senhor, por favor, eu lhe suplico, traga a felicidade à minha vida. Faça com que eu seja feliz com o homem que tanto amo.
Como resposta, um forte trovão fez-se presente.
_Eu te imploro, meu Deus! Eu sei que o Senhor tem o poder. Por favor, faça com que uma luz brilhe em mim e me faça encontrar o que tanto desejo.
Levantei-me e um relâmpago fez o céu brilhar, sendo seguido por outro trovão.
Eu já não conseguia identificar o que era a água da chuva e das lágrimas em meu rosto. Olhei a minha frente, pronta pra continuar meu triste caminho, mas o que vi encheu de alegria o meu coração: Um belo par de esmeraldas me encaravam profundamente, com os olhos repletos de amor e saudade.
Abri um sorriso e notei naquele instante que Deus ouviu e atendeu minhas preces.
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