Plus Que Ma Propre Vie
42 Geena :: Fase 2
Notas iniciais
Geena
(POV Bella)
Pouco a pouco a luz da manhã foi me despertando, penetrando através de minhas pálpebras e me tirando da inconsciência. Senti um beijinho gostoso sendo depositado em minha testa, em minhas bochechas, nariz, e por último em minha boca. Sorri já sabendo quem fazia isso.
_Bom dia! – sussurrou aquela voz de veludo.
_Bom dia, amor! – sussurrei sorrindo, me apertando ainda mais em seu corpo, encostando nossos narizes.
_Dormiu bem? – perguntou Edward, fazendo-me sentir seu hálito doce bater em meu rosto, e um sorriso se formar em seus lábios.
_Você ainda pergunta? – ironizei, abrindo os olhos, sorrindo também, e encontrando aquelas esmeraldas cintilando de felicidade.
_Ok, pergunta besta essa. – riu levemente, acompanhado por mim.
_E aí... Ansioso pra esta noite? – perguntei, pousando meu cotovelo esquerdo na cama e minha cabeça em minha mão, fitando o belo homem que sorria docemente pra mim.
_Não sabe como! Finalmente vamos nos formar! – falou sorrindo abertamente, levantando os braços.
Ri alto ao ver sua alegria eminente.
_É, finalmente! – refleti, me sentando na cama, escorando-me na cabeceira, puxando o lençol pra cobrir meu corpo nu. – Os últimos anos passaram voando!
_Sim… Mas e a Hill, hein? Será que ela tá bem? – Edward perguntou, preocupado com nossa amiga, sentando-se ao meu lado.
_Espero imensamente que sim. – falei, fitando o vazio. – Depois de tudo o que lhe aconteceu, Hillary anda tão pra baixo... Parou de me telefonar e não recebo mais e-mails dela... Mas espero que esteja melhor, comparado a ultima vez que a vimos.
_É... Eu também! – suspirou, entrelaçando nossos dedos.
Virei meu rosto e fitei Edward, o qual estava com um semblante distante. Aconcheguei-me em seu peito, rodeando seu braço direito a mim e apertando sua mão suavemente. Depositei um delicado beijo em seu pescoço, me encostando ali em seguida, sentindo seu inebriante e entorpecente cheiro apaziguar meu espírito.
Fechei os olhos, deixando as lembranças daquele dia me invadirem.
Flashback ON
Ao ver minha amiga naquele estado, a única coisa que fiz foi abraçá-la. Eu não sabia o motivo de seu choro tão sentido, que fazia meu coração doer, mas jamais a havia visto daquela forma, então soube que se tratava de algo realmente profundo.
_Venha Hill... – sussurrei, ainda com ela em meus braços. – Sente-se, querida.
A sentei delicadamente no grande sofá branco da casa dos Cullen, enquanto Rose e Alice nos olhavam de forma desesperada e confusa, porém carinhosa.
Hillary não protestou, aconchegando seu rosto na curvatura de meu pescoço, me abraçando mais fortemente. A apertei contra meu peito, com o objetivo de que ela sentisse todo o apoio e amor que eu devotava a ela.
_Shh... Hillary... Vai ficar tudo bem. – murmurava ternamente. – Eu to aqui... Não se preocupe, minha amiga...
_Não, Bell... Não vai ficar nada bem... Nunca mais... – sussurrou com o fio de voz que lhe restava. – Nunca mais...
E seu choro continuava, ainda mais forte e pesaroso que antes.
_O que aconteceu, Hill? Diz pra mim, por favor... Assim posso te ajudar... – eu falava com meu coração saindo pela boca tamanha era minha preocupação e dor por vê-la naquele estado.
_Ninguém pode fazer nada, Bell... Ninguém... E é pra sempre...
_Mas o que aconteceu?
_Lucas... – ela soluçou – Ele... Ele morreu, Bella... – continuou chorando copiosamente, agarrada a mim.
_Oh meu Deus! – arfei, apertando seu pequeno corpo.
Eu sabia que Lucas não estava realmente morto, mas só a ideia de que isso realmente acontecesse fazia meu coração dilacerar. Eu não tinha pena dele e sim da tristeza, angústia, de todo o sofrimento que minha amiga sentia.
Só percebi que também chorava apenas quando senti lágrimas molharem minha face. Aquilo me doía intensamente e não consegui fazer mais nada a não ser dar apoio à Hillary.
Senti mais braços nos rodeando – Rose e Lice – enlaçando-nos em um abraço apertado, grupal. Ficamos ali, juntas, as três lamentando, ajudando a quem tanto já nos ajudou.
Após aquela triste noite, quando Hillary havia se entregado à escuridão de um pesado sono, eu e os Cullen conversamos. Falamos sobre Lucas, sobre a visão de Alice e constatamos que nada poderia ser feito... Restava a nós somente esperar e torcer para que tudo desse certo e que não fôssemos pegos de surpresa futuramente.
Minha amiga, na manhã seguinte, nos explicou que seu irmão estava em um avião, seguindo pra casa dos pais – em West London, Inglaterra – quando o mesmo explodiu em plena pista de aterrissagem... Não restaram sobreviventes, e nem a identificação dos corpos foi possível ser feita, afinal, todos haviam sido carbonizados.
Ficamos todos intrigados com aquilo – exceto Hillary –, pois se tratou de um plano muito bem bolado... Algo surreal! Mas nada pudemos fazer, infelizmente.
Naquele mesmo dia ela recebeu a visita de seus pais, em sua casa, e ambos, na semana seguinte, a levaram pra sua cidade natal – Cambridge. A despedida foi triste, desconcertante até, cheia de lágrimas... de saudade e dor, muita dor.
_Espero vê-la outra vez, amiga! – ela sussurrava, abraçando-me na sala de embarque.
_Eu também, Hill... – Mas algo naquele abraço me dizia que seria o nosso último. Um arrepio transpassou por meu corpo e me agarrei mais a ela, acariciando seus fios dourados, presos em uma delicada trança. – Vê se não some.
_Ok! – me olhou tristemente, tentando esboçar um sorriso, inutilmente. – Eu te amo, viu? Você sempre será minha melhor amiga... pra sempre! – acariciou meus cabelos.
Assenti, sentindo mais lágrimas caírem de meus olhos.
_Eu também te amo... muito... pra sempre, minha amiga!
Nos abraçamos outra vez.
_Agora vá! Se não vai perder seu voo...
_Tudo bem!
E então seu pai, Sr. Scott, pegou uma mala no chão e abraçou a filha pelos ombros, enquanto a mãe enlaçava sua cintura.
Ainda chorando dei vacilantes passos pra trás, sendo apoiada por fortes braços – Edward. Aquela desfalcada família acenou, e nós – Eu, os Cullen e alguns amigos. – acenamos de volta. Eles viraram, seguindo para o portão de embarque e nós ficamos ali, assistindo sua partida.
Me doía deixar uma amiga ir embora... Hillary foi meu grande apoio quando eu mais precisei. Foi ela quem me deu forças, me acolheu, me ajudou quando cheguei em Stanford, machucada, abatida pela partida de Edward. E agora vê-la ir embora, tão machucada quanto estive, e não poder estar ao seu lado, era triste... e, estranhamente, me doia muito mais do que deveria doer... Parte do meu corpo queria gritar, suplicar um “Hillary, não vá!”, mas meu lado racional e consciente não permitiu. Deixei-a ir, seguir seu caminho... reconstruir sua vida...
Meses depois recebi a notícia de que ela se sentia bem melhor e que estava continuando seu curso de Odontologia na Universidade de Cambridge, mas aquela perturbadora sensação ainda não me deixava... continuava a me corroer internamente. Entretanto eu ainda guardava aquele sentimento só pra mim, afinal ela me dizia que estava bem, que tentava se reerguer... e eu teria que acreditar.
Flashback OFF
_Bella, ouviu o que eu disse? – Edward perguntou, fitando-me, preocupado.
_Er... Não. – o fitei de volta. – Me desculpe, amor... Estava perdida em lembranças...
_Espero que lembranças nossas... – zombou, o divertimento evidente em sua voz.
_Na verdade na Hill... Mas já que começou... – aconcheguei-me novamente em seu peito, ambos ainda sentados, só que ele de frente pra mim desta vez. – Lembra do seu aniversário, mês passado?
***Continuação...
_E como eu poderia esquecer? – falou ele, colocando a mão em meu queixo para olhá-lo – A Alice ficou louca de tão bêbada na festa e você me deu um presente maravilhoso. – sorriu torto.
_Foi muito difícil resolver qual presente eu lhe daria. – confessei – Afinal de contas, você já tem tudo!
_Mas você sabe que eu não me importo com isso. – disse depositando um delicado selinho em minha testa – Desde que venha de você é especial.
_Mesmo se eu tivesse lhe dado uma coleira eletrônica? – perguntei rindo.
Ele fez uma careta engraçada, o que me fez rir ainda mais, e disse com um sorriso brincando em seus lábios:
_Acho que o presente que você me deu é bem mais... discreto do que uma coleira, ainda mais eletrônica. – riu – Sem falar que se você me desse mesmo isso, Emmett encheria meu saco pelo resto de minha existência.
_Mas tenho que confessar que a Alice bêbada foi a melhor parte da sua festa de aniversário. – falei entre gargalhadas, lembrando-me do quanto aquela baixinha sapeca ficou desvairada.
_Ainda não acredito que ela ficou dançando e cantando Single Ladies no meio da pista de dança. – Edward disse descrente – Se bem que se ela dançasse o Rebolation teria sido bem mais divertido. – ele sorriu sacana.
_É mesmo! – concordei – Pena que o Jazz a tirou da pista de dança assim que ela pediu aquela música pro DJ. – Ri ao me recordar da cena.
_Ela não bebe álcool até hoje. – falou se recuperando dos risos. – Ordens do Jasper!
_Mas ela é um amor mesmo assim, aliás sem ela eu não conseguiria escolher seu presente. – fitei o belo verde de seus olhos.
_Mesmo? – perguntou curioso.
_Claro! Ela disse: “Bella, dê uma coisa que faça Edward lembrar de você e, principalmente, que todos vejam que ele tem dona”. – falei, imitando sua voz de sinos – Nada foi melhor que isso. – toquei de leve a prateada correntinha que estava em seu pescoço, a qual tinha uma plaquinha com o nome “Isabella” escrito.
_Eu te amo. – ele disse com uma expressão séria e verdadeira – Nunca me deixe ir embora de novo.
Fiquei surpresa com o assunto, nunca tocávamos nessas feridas – era como uma regra oculta, que nunca precisou ser dita, mas que vinha de nosso subconsciente.
_Mas é claro que não, amor. – falei, aproximando meu rosto do seu, encostando nossos narizes – Eu te amo demais pra deixar que você se livre de mim. – sorri.
_Obrigado. – sorriu torto – Você é tudo pra mim... Eu não sei o que faria sem você.
Como resposta, enlacei meus dedos em seus fios acobreados e pressionei nossos lábios num beijo sôfrego, profundo e intenso. Ele me puxou de encontro ao seu corpo, fazendo com que, mesmo enrolados nos lençóis, eu pudesse senti-lo por toda a parte. Suas mãos apertavam minha cintura e coxa, ora delineando toda minha extensão, causando-me arrepios e um alvoroço de sensações.
Minhas mãos faziam um caminho já decorado e re-decorado diversas vezes, indo de seu cabelo incrivelmente macio à sua nuca, pescoço, fazendo-me esbarrar em seu colar até alcançar seu peito quente e confortável.
Seus lábios percorreram minha garganta, nunca se afastando da minha pele. Edward afastou o lençol e a pressão de nossos peitos nus fez com que gemêssemos em uníssono, realizando uma sintonia perfeita já conhecida por nós.
_Edward... – suspirei. Minha visão estava embaçada e seu perfume me entorpecia completamente, fazendo com que minha mente ficasse em órbita.
Não existia mais ninguém ali, não existia mais ninguém no mundo, não existia nem sequer o mundo. Era apenas Edward e Bella. Edward e eu. Eu e meu futuro marido.
Suas mãos tornaram-se mais ousadas em meu corpo, e um gemido mal contido escapou de minhas cordas vocais no instante em que senti seu delicado toque em meus seios. Minhas unhas arranhavam suas costas e apertavam com ainda mais força seu peito, enquanto seus lábios desciam em direção ao meu colo.
_Eu te amo, Edward. – sussurrei em seu ouvido, mordendo levemente o lóbulo de sua orelha.
Pude ouvir seu suspiro de prazer e um “Minha Bella” sendo sussurrado entre meus seios, enquanto minhas mãos massageavam agora sua nuca e seus desalinhados fios cor de bronze.
Virei-nos em minha enorme cama, fazendo com que ele deitasse, comigo por cima. Encarei seus olhos incrivelmente verdes, visualizando meu reflexo naquele olhar intenso e profundo como o oceano.
_Eu te amo. – sussurramos coincidentemente juntos e sorrimos com a cumplicidade não somente de nossas palavras, mas também de nossos corpos que se encaixavam perfeitamente, como se tivéssemos sido modelados um para o outro.
Beijei delicadamente seu pescoço, enquanto sentia uma suave carícia em meus cabelos, a qual foi tomando proporções maliciosas e cheias de prazer conforme o movimento de suas mãos e, consequentemente, das minhas também. E tudo se alinhou, como em duas peças de quebra-cabeça, no momento em que o senti preencher meu corpo e, principalmente, meu coração.
_Bella, quer parar de se mexer tanto? Você tá parecendo uma lagartixa! – Alice gritou comigo enquanto tentava arrumar meu cabelo em um complicado penteado.
_Desculpe, amiga, mas minha bunda já ta ficando quadrada pelo tempo que estou sentada nessa cadeira! – falei sorrindo suavemente.
_Bella, Bella... – a pequena suspirou – Isso é pra te deixar bonita! Ou você quer aparecer na sua formatura da faculdade toda mulambenta?
_Desculpe, Alice. – suspirei, revirando os olhos – Continue, ok?
_Agora está melhor! – sorriu triunfante – E pare de se mexer!
_Tudo bem.
Alice apareceu no meu apartamento logo após o almoço, tirando eu e o Edward de nosso torpor. Para quê? Bom, simplesmente como o objetivo de me arrumar para a bendita Colação de Grau. E aqui estou eu, no enorme banheiro da Alice, na casa dos Cullen sendo torturada por uma baixinha dos cabelos espetados.
_Bella! Você está ficando realmente linda! – Rosalie apareceu no cômodo, sorridente e deslumbrante como sempre.
_Eu é que digo isso, Rose. – sorri – Está quase na hora de você sair daí, hein bebê? – falei docemente, acariciando sua enorme barriga de sete meses.
_Eu não vejo a hora pra isso! – falou suspirando, dando leves tapinhas amorosos em seu abdômen – Sempre quis ter filhos, mas não sabia que gravidez dava tanto trabalho assim!
_E a titia Licinha vai te encher de mimos e presentes, doçura! – a doida da minha irmã/cunhada disse, imitando voz de criança, e dando um delicado beijo no “abrigo” do meu sobrinho.
_Alice, pelo amor de Deus! Não chame meu filho de doçura, porque ele vai ser um machão que nem o pai! – disse Emmett, entrando no banheiro e abraçando Rosalie pelos ombros. – Não é mesmo, campeão? – falou, agora olhando para a grande barriga da esposa com um sorriso maroto nos lábios, expondo suas covinhas.
_Aff! – Lice rolou os olhos, porém sorrindo – Estraga prazeres!
_Eu sei que você me ama, baixinha. – o grandalhão falou abraçando a irmã.
_E eu tenho que admitir isso. – Alice riu levemente, dando um estalado beijo na bochecha de Emmett.
_E eu tenho que aturar essa família louca que Deus me deu! – Rose voltou à conversa, rindo.
_Mas qual será o nome do bebê? – perguntei acariciando outra vez sua barriga. – Já escolheram?
_Já! – Emmett quase gritou, sorrindo abertamente. – Será Francenildo.
Acho que a careta que eu fiz foi assustadora, porque o meu irmão/cunhado besta começou a rir feito uma hiena.
_Cala a boca, Emmett! – ralhou Rosalie, dando um tapa na cabeça do marido. – Ele tá zoando, Bella. – ela riu – O nome do meu bebê será Dean. Dean Jensen Cullen.
_Lindo nome, Rose! – sorri pra ela.
_Também acho. – concordou – Desde quando eu era humana gostaria que meu primeiro filho se chamasse assim.
_É isso aí, ursinha! Porque ainda virão muitos pestinhas pra correr nessa casa e bagunçar o closet da Alice! – Emmett disse rindo.
Como resposta, a fadinha mostrou a língua pra ele.
Após alguns minutos conversando, Alice expulsou os irmãos pra poder terminar de me aprontar. Quanto a Edward, ele estava se arrumando em seu quarto, ficando terminantemente proibido de me ver até a baixinha permitir – e ele, sendo alguém que preza pela vida, obedeceu.
Descemos as escadas juntas, prontas para a Colação de Grau minha e de meu noivo, isso porque ainda faltava alguns anos para os outros completarem seus cursos, até porque Edward entrou na Universidade alguns semestres adiantado para me acompanhar, e Rosalie havia trancado o curso de Engenharia Mecânica por conta da gravidez.
Ao chegar no meio da escadaria avistei os Cullen, inclusive o meu Cullen. Edward estava deslumbrante em seu terno preto com uma gravata azul turquesa, combinando com meu longo vestido – pedido da Universidade, assim como em toda formatura, a fim de padronizar e harmonizar o ambiente e as fotografias. O azul fazia um belo contraste com seus olhos, deixando-os ainda mais verdes, se possível. E o preto o deixava elegante e sensual, como sempre, dando mais relevância ao seu tom de pele meio bronzeado e seus incríveis e desordenados cabelos cor de cobre. Seu olhar me hipnotizou e eu nem sequer olhei pra mais nada, até mesmo os degraus ficaram invisíveis – e eu, estranhamente, não caí.
Chegando à sala toquei na mão que me aguardava e me senti inteiramente em casa. Ele beijou a minha, como um perfeito cavalheiro do século XX, lançando o meu sorriso preferido. Como que involuntariamente, sorri também.
_Você está linda esta noite. – sua aveludada voz soou – Completamente deslumbrante.
_Você também est...
_Sei que o papo tá bom, mas a gente vai se atrasar se vocês continuarem com isso de “você também está lindo e blá-blá-blá”. – O estraga prazeres, leia-se Emmett, me interrompeu.
_Larga de ser chato, Emm! – Rose falou.
_Foi mal, ursinha. – falou delicadamente e baixinho, dando um selinho na mesma.
_Vamos, então? – Edward perguntou, colocando meu braço direito entrelaçado em seu braço esquerdo.
_Vamos. – concordamos todos, seguindo para o grande salão onde aconteceria o evento.
A Colação de Grau foi perfeita! Estava tudo maravilhosamente bem organizado e produzido, desde a decoração do salão até os convidados e formandos com suas vestes de gala.
Receber meu diploma foi algo que me transpassou um ótimo sentimento de dever cumprido, principalmente ao olhar a plateia e deparar com a família Cullen e meus pais e meus amigos, inclusive Jacob e a esposa, batendo palmas com orgulho e euforia, assim como Edward também foi parabenizado.
Após o recebimento do diploma de Direito e de todas aquelas fotografias que tiramos, nos acomodamos prontos para a festa que ocorreria em seguida. O jantar foi belíssimo e todos estavam alegres e animados.
I will be – Avril Lavigne (N/A: Por favor, escutem a música – dá um clima todo especial pro capítulo).
_A futura Sra. Cullen me daria a honra desta dança? – Edward perguntou, estendendo a mão.
_Mas é claro que sim, Sr. Cullen! – sorri aconchegando em seu peito enquanto andávamos em direção à tranquila pista de dança.
_É semana que vem, amor! – meu noivo falou em meu ouvido durante a dança.
_Não vejo a hora de me tornar oficialmente sua, sabia? – perguntei o encarando – E não acredito que falta somente uma semana pra que isso se torne realidade.
_Nem eu. – disse com um brilho singular presente em seus olhos – Sábado que vem nos casaremos e você será minha eternamente.
_E você será meu. – brinquei, dando um selinho em seus suaves e saborosos lábios. – Mas, amor, vai mesmo continuar com esse suspense todo sobre a lua-de-mel?
Edward sorriu vitorioso e disse em meu ouvido:
_Mas é claro que sim, minha Bella. Prometo que você vai amar a surpresa.
Não discuti mais, afinal sabia que ele não me diria onde passaríamos nossa noite de núpcias e lua-de-mel – meu noivo sexy era extremamente teimoso e altruísta.
_Bebê! – minha mãe querida e cabeça oca me chamou.
_Sim, mãe. – virei, encarando-a enquanto sentia minha cintura ser enlaçada pelas mãos de Edward.
_Eu já vou indo, querida. – falou com um olhar tristonho, porém orgulhoso pra mim.
_Mas já?
_Sim, amanhã trabalho na parte da tarde e se não pegar o avião ainda hoje não dará tempo de chegar a Houston.
_Claro, mãe! – sorri, abraçando-a carinhosamente. – Obrigada por ter vindo.
_Não há nada pra agradecer, bebê. – sorriu, acariciando as maçãs de meu rosto. – Você foi maravilhosa, meu amor! Meus parabéns!
_Obrigada! – sorri – E boa viagem!
Assim minha mãe se despediu de mim e de Edward, a fim de pegar o próximo voo pra Houston, onde trabalha em uma empresa de contabilidade e mora com Phil. Enquanto Charlie já deveria estar no aeroporto, a caminho de volta à Forks.
_Amor, vou ao banheiro, ok?
_Claro! Vou voltar pra mesa. – sorriu me dando um selinho.
Estranhamente me bateu uma vontade imensa de não ir, um sentimento ruim me preencheu. Entretanto ignorei e com um último sorriso encarei as esmeraldas do meu futuro marido e segui para os fundos do salão, rumo ao toilet.
Após retocar minha maquiagem no ambiente vazio, olhei novamente meu reflexo no espelho antes de retornar à festa, mas tive um rápido deslumbre de cabelos loiros. Senti um arrepio e assustada olhei pra trás, mas nada encontrei.
_Deixa de bobeira, Bella. – falei pra mim mesma, respirando fundo.
Enquanto saía do banheiro, senti novamente um arrepio e ao olhar pro lado, vi aqueles cabelos loiros novamente, mas sumiram, como se a dona daqueles fios estivesse correndo. Olhei pro salão e vi todos se divertindo – Edward e os Cullen conversando animadamente com Jacob e Taylor.
_Beeella... – alguém sussurrou próximo a mim, mas ao me virar, nada vi.
Aquela sensação ruim voltou. Pensei em chamar Edward, mas seria inutilidade, afinal de contas não era nada muito importante... Era?
_Bella... – a voz sussurrou novamente.
Sem pensar duas vezes segui o caminho do chamado. Adentrei o corredor vazio e abafado do salão, tendo que usar minha visão vampírica por causa da falta de luz do ambiente.
_Bella...
_Quem está aí? – gritei, o medo evidente em meu tom.
_Bella...
Olhei pra trás e nada vi. Pensei em voltar pro evento, mas a curiosidade me era maior. Então continuei andando sem rumo até que me deparei com uma porta.
_Bella...
A voz estava do outro lado pelo o que parecia, fazendo com que eu engolisse todo o meu pavor e abrisse aquela porta de supetão. Ao abri-la notei que estava do lado de fora do salão, eu me encontrava na rua dos fundos. Estava tudo muito escuro e frio, o vento soava, jogando meus cabelos pra trás e fazendo com que eu me encolhesse.
_Bella...
Girei meu corpo em direção à voz, mas nada vi.
_Bella...
Virei-me outra vez e o que vi fez com que eu congelasse.
_Hillary? – perguntei confusa – O que faz aqui?
_Olá Bella! – seu tom de voz era estranho, lembrava-me do escárnio de Tanya. – Como vai?
Seu rosto era o mesmo, mas algo em seu olhar fazia com que eu tivesse medo de ma aproximar.
_Vo-vou bem. – gaguejei, olhando para os lados.
_Que bom! – ela riu – Porque essa será a última vez que você dirá isso.
O que senti em seguida foi uma forte dor em minha nuca e o grito doloroso que saiu de minha garganta. Senti-me caindo no chão e uma forte dor em todo o meu corpo, enquanto meus olhos forçavam-me a fechá-los contra minha vontade.
_O q-que você fe-fez? – perguntei quase inaudivelmente.
_Bella, querida Bella... – aquela voz... – Quanto tempo, não acha?
_Oh meu Deus... – sussurrei – Lucas? – perguntei, tentando abrir meus olhos.
_Se lembra de mim, gata? – o modo como ele falava era o mesmo que James usou tanto tempo atrás.
Senti suas ásperas mãos em meu rosto, numa carícia nojenta que fazia meu coração se apertar e eu querer gritar, mas parecia que minhas cordas vocais estavam impedidas.
_Me-me solta. – ralhei, tentando me afastar, abrindo meus olhos e fitando a face de Lucas, o qual estava agachado no chão, próximo a mim.
_Teimosa como sempre, não? – riu. – Mas dessa vez você não vai me escapar.
Então suas mãos apertaram meu pescoço, me deixando sem ar.
_Largue-a, Luke. – uma voz diferente e masculina falou com indiferença – Continuamos isso em outro lugar... Aqui chamará atenção!
_Certo. – ele disse, então pude respirar de novo.
Até que pude abrir os olhos outra vez e, recuperando uma força inexistente, levantei-me numa velocidade vampiresca e encarei Lucas e Hillary, porém o dono da voz que ouvi segundos antes não estava ali.
Não consegui nem voltar e correr pra pedir ajuda, pois só senti Lucas numa velocidade incrível pegar meus braços por trás.
_Me solta! – gritei, conseguindo recobrar minha voz. – Me solta! – gritei novamente ao senti-lo me arrastar pela calçada fria.
Gritei com toda a minha força, pedindo por socorro, mas uma pancada forte atingiu minha cabeça e tudo ficou escuro – e eu sabia que aquilo era só o começo da minha própria geena.
Geena: Lugar de suplício, sofrimento.
Notas finais
E aí gente, gostaram? Sério mesmo, me digam o q acharam da minha quase lemon, Rose grávida do Dean *sorriso malicioso*, Bella sendo... sequestrada...
Bom, aguardo ansiosamente os REVIEWS, ta bom? Agora q to de férias, sou movida a reviews e quanto mais eu receber, mais rápido eu posto *sorriso colgate*
Mil beijos a todos... E até mais um cap decisivo de PQMPV!
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