Plus Que Ma Propre Vie
48 Amantes :: Fase 3
Notas iniciais
Amantes
Bella’s POV
O barulho da forte ventania lá fora me fez acordar. A chuva havia cessado há pouco, dando espaço para apenas leves pingos caírem sobre a cidade. Abri levemente os olhos, notando a raivosa brisa adentrar o quarto, movendo rapidamente as cortinas e arrepiando os pelos de meu braço pelo frio urgente provocado.
Edward, que percebi estar ao meu lado, levantou-se, andando vagarosamente até as portas duplas da varanda a fim de fechá-las. Com essa ação, o quarto ficou um pouco mais escuro, somente à luz de alguns relâmpagos que iluminavam o céu cinzento.
_São quantas horas? – sussurrei preguiçosamente.
_Quase seis e meia da noite – respondeu calmamente, sentando-se no chão, ao lado da cama e apoiando o queixo na mesma, fitando-me com seus hipnotizantes olhos verdes – Você tá bem?
_Estou ótima, amor – sorri, pegando uma de suas mãos e entrelaçando nossos dedos – Nós estamos ótimos – corrigi.
_Não sabe como é bom ouvir isso... – murmurou Edward, perdido em pensamentos enquanto fitava meu abdômen.
_Eu não consigo acreditar... – sorri, maneando a cabeça – Eu não vi nenhuma diferença, exceto a menstruação, claro – ele me encarou, intrigado – Quer dizer, as pessoas falam sobre seios inchados e desejos. Eu não tive desejos e meus seios estão normais.
Fitei meu noivo e percebi seu olhar em meu colo, coberto, enquanto ele mordia o lábio inferior.
_Eles parecem bem maiores pra mim – ele falou, fazendo-me corar.
_Edward! – o repreendi, puxando o lençol e cobrindo-me até o pescoço, ficando de costas pra ele.
Ouvi sua risada irradiar no mesmo instante em que ele se deitava ao meu lado, apertando meu corpo contra o dele, em uma quente conchinha.
_Apenas disse a verdade – esclareceu, beijando a pele atrás da minha orelha.
Virei-me outra vez, ficando de frente pra Edward. Abracei-o fortemente, escondendo o rosto no vão de seu pescoço, enquanto sentia seus dedos em meus cabelos.
Após termos feito amor – no piano, diga-se de passagem –, viemos para o quarto porque, segundo meu noivo sexy e altruísta, eu precisava descansar. O resultado foi algumas horas a mais de amor em nossa cama e em seguida alguns minutos de sono ao som da tempestade que caía.
_Vou lá em baixo tomar um copo d’água – falei, levantando-me e dando um suave selinho em Edward – Quer algo?
_Não, eu to bem – respondeu, porém reformulou sua resposta ao ver que eu ainda estava nua – Pensando bem, quero um copo... e bem cheio.
_Seu safado! – ri, pegando uma camisa dele que estava jogada no chão e vestindo-a em seguida.
Desci as escadas em direção ao primeiro andar, chegando à cozinha e tomando minha água. Voltei lentamente, visualizando um Edward somente de boxer branca parado, em pé, espiando o céu nebuloso de fim de tarde debulhar-se em mais chuva, através das longas cortinas de nosso quarto.
Andei vagarosamente até ele, passando meus braços por sua cintura e sentindo suas mãos envolver as minhas.
_No que você está pensando? – sussurrei, ainda atrás dele, fazendo uma pequena trilha de beijos por seu ombro esquerdo e nuca.
_Nada demais... Apenas preocupado...
_Em quê? – perguntei, sem conseguir disfarçar minha curiosidade.
_Em Lucas e Hillary... Lucas, mais especificamente – respondeu calmo.
_O que tanto lhe preocupa, amor? – abracei-o mais fortemente.
_Lembra quando Carlisle me chamou pra ir até nossa antiga casa mais cedo?
_Claro! E eu fiquei no hospital com Alice...
_Sim – afirmou – Fomos até lá para injetarmos a fórmula da humanidade em Lucas.
_Oh! Mas essa não é a pulguinha que está atrás da sua orelha... – deduzi.
_Você me conhece melhor que qualquer um – riu divertido – E está certa! É que eu tenho medo de ele se revoltar e querer fazer algo contra nós... E você sabe... Se assim fizer, ele será o prejudicado da história, se é que me entende.
_Compreendo – assenti – E você se preocupa pelo fato de Hillary não aceitar nós machucarmos seu irmão se ele ficar do mal... E a mesma sofrer as conseqüências disso...?
_Exatamente – suspirou, abaixando a cabeça.
_Não se preocupe, Edward! – pedi, encostando minha testa em seu ombro, descendo minhas mãos de sua cintura, tocando as dele e entrelaçando-as com destreza – Nós acharemos uma forma de detê-los se eles quiserem nos fazer algum mal... Creio que não precisaremos apelar para o físico.
_Assim espero, querida – respondeu ele, ainda cabisbaixo.
Mudei minha posição, ficando de frente pra ele e colocando minhas mãos em ambos os lados de seu lindo rosto.
_Não vamos pensar nisso agora, ok? Vamos nos concentrar em nós... Eu, você e nosso pequeno – sorri, sentindo seu toque romântico e terno em minha barriga, por cima de minha veste.
_Você tem toda a razão – sorriu maliciosamente, puxando-me de encontro a ele e tomando nossos lábios em um beijo quente... muito quente.
Minhas mãos adentraram sua boxer, apertando seus deliciosos glúteos e arrancando um gemido mal contido daqueles lábios que tanto me enlouqueciam que, em contrapartida, sugavam a pele sensível de meu pescoço – aquilo, com certeza, deixaria -uma bela marca.
_Sabe o que li num livro certa vez? – sussurrou ofegante, distribuindo beijos alucinantes em minha clavícula recém à mostra pelos primeiros botões abertos da camisa que usava.
_O quê? – perguntei, meio entorpecida por seus lábios e mãos ágeis.
_Que durante a gestação... – senti suas mãos roçarem meus seios ainda cobertos, fazendo-me gemer –... Nada impede a relação sexual completa... – Com essa eu tive que rir, gemendo, entretanto, ao sentir seus lábios fazendo charme para me dar um beijo –... Dizem até que tranquiliza o bebê...
E dizendo isso, voltou a me beijar apaixonadamente, porém foi a minha vez de fazer charme...
Afastei-me de seu corpo quente e gostoso, deixando-o abobalhado com minha atípica atitude. Então sorri, dando alguns passos para atrás, mordendo os lábios. Levantei as mãos sensualmente, desamarrando o coque mal feito que havia feito em meus cabelos, deixando-o cair em ondas suaves pelas minhas costas.
Meu sorriso se alargou e tirei a camiseta no caminho, ficando totalmente nua. Arqueei a sobrancelha, como se esperasse algum tipo de reação dele, mas Edward estava estático – provavelmente em choque.
- Então... Você vem... Ou não vem? – murmurei em seu ouvido.
Ele grunhiu, pegando-me no colo. Cruzei minhas pernas em sua cintura enquanto nos beijávamos de um modo selvagem ao mesmo tempo que romântico e... maravilhosamente sexy.
[...]
_Edward, você viu aquele vestido azul marinho de bolinhas? – perguntei, vasculhando o closet, vestida apenas com uma lingerie preta.
_Não – respondeu simplesmente, entrando no ambiente com uma toalha amarrada na cintura.
Ele ficou parado no batente da porta, de braços cruzados e mordendo o lábio inferior de forma que fizesse minha mente cogitar as mais insanas ações que eu poderia fazer ali com ele.
_Se você ficar aí eu não respondo por mim – avisei previamente, desviando meu olhar e voltando a procurar meu vestido no fundo do armário – Achei!
_Certo! – respondeu, rindo – Quanto mais rápido formos à casa de meus pais, mais rápidos voltamos – falou enquanto passava por trás de mim e vestindo-se em seguida.
Em questão de minutos estávamos adentrando a garagem da casa dos Cullen, prontos para darmos a notícia da chegada dos novos integrantes da família à todos. Nem precisamos tocar a campainha pra sermos recebidos por uma baixinha saltitante e sorridente.
_Por favor, diga logo o que têm a dizer – pediu Jacob descrente, porém risonho – Não aguento mais essa lêmure quicando pra tudo quanto é lado!
_Olhe lá como fala comigo, cachorro! – Alice retrucou, emburrada.
_Sua chata!
_Seu chato!
_Chata é você!
_Chato é que é você.
_A chata aqui é você.
_Chato é você e ponto final – mostrou a língua enquanto cruzava os braços.
_Quietos, crianças! – brigou Esme, visivelmente divertida com aquela cena.
Após nos acomodarmos, soltamos logo a bomba com um: “Estamos grávidos” vindo dos lábios de Edward. Alice estava que não se agüentava, enquanto todos os Cullen – exceto Emmett e Rose que estavam no hospital – e os lobos ficaram eufóricos com a notícia.
_Oh, meu Deus! Mais crianças! – o sorriso da futura vovó era radiante!
Após conversarmos por mais alguns instantes, Alice me arrastou para o segundo andar com a desculpa de reajustar meu vestido de noiva.
_Baixinha, estou grávida de somente três semanas... Ainda nem completou um mês! Não fará muita diferença no tamanho!
_Mesmo assim, Bella! – insistiu, arrancando meu vestido azul e me colocando dentro do magnífico vestido desenhado por Perrine Bruyère – Seu casamento é daqui seis dias e você tem que estar deslumbrante!
_Claro, claro – revirei os olhos, deixando as agulhas fazerem seu trabalho nas mãos de minha irmã/cunhada.
_Por falar nisso... – começou – Emmett já tirou a licença de clérigo dele pela internet, ou seja, ele já está liberado pra fazer sua cerimônia!
_Que bom! – sorri – Vou me sentir bem melhor com Emm como padre.
_Só você mesmo pra ter essas ideias... Você, Edward e nosso irmão louco – enfatizou, provocando altas gargalhadas de nós mesmas.
Já era por volta das nove da noite e a chuva havia cessado completamente, o que fava indícios de que uma semana de sol estava por vir. Eu e meu futuro marido ainda estávamos na casa de seus nossa família, aconchegados no sofá da grande sala enquanto dávamos risadas assistindo Friends.
De repente, pudemos ouvir sons vindos do segundo andar da casa, mais precisamente de um dos quartos. E ao ouvirmos o som de um coração acelerar e um “Onde estou?” ser soado, soubemos que muito havia por esclarecer.
Notas finais
OEIOEIOEIEOIEO
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