Please, kill me.

7 O Lobo e o Coelho


Notas iniciais
Pra quem acompanha já deve saber que faz um belo tempo que eu não atualizo essa belezinha... Estou triste porque meus editores sumiram do mapa e um deles aparentemente excluiu a conta do Nyah!, bem espero que isso não interfira no produto como um todo. Espero que gostem ;3

Ontem nós fomos tomar sorvete, eu fiquei tão satisfeito, será que o Nomura-kun realmente gosta de mim? E se ele gostar?! Eu senti meu rosto esquentar, enquanto minha cabeça estava deitada sobre aquele travesseiro macio no quarto de visitas... Pare com isso, Sakamoto, nós somos dois homens, isso é impossível! Cobri meu rosto com as palmas das mãos, quanto mais eu teria de sofrer até essa dúvida torturante acabar? Eu estava ainda deitado naquela cama, tinha acordado faz alguns minutos, mas foi especialmente cedo, talvez estivesse ansioso pelo dia de hoje. Repentinamente escutei um bater na porta, um bater muito bruto e apressado. Se continuasse assim iria acordar o Tomoko...

– Já estou indo! – eu disse na esperança que alguém parasse de bater.

Me levantei da cama e fui me dirigindo até a entrada, aparentemente as batidas tinham cessado, pousei a mão sobre a maçaneta e quando estava prestes a destrancar a porta...

– O que diabos você está fazendo?! – Nomura me puxou pela camisa para que eu me afastasse da chave.

– Nomura! – conseguimos ouvir a voz vinda do lado de fora. – Abra essa porta agora!

– Droga... – ele sussurrou.

Parecia que o Nomura-kun sabia quem era a pessoa que o esperava, e não parecia ser uma coisa boa.

– Sakamoto, se esconda. – ele disse sério e sem fixar o olhar precisamente em mim.

– Mas...

– Agora! – ele me interrompeu.

Eu me assustei e me joguei debaixo da cama do quarto de visitas, onde eu tinha uma visão relativamente limitada da sala.

– Já estou indo, droga! – ele retrucou a um grito que eu não consegui entender.

Foi apenas ele destrancar a porta e mal girar a maçaneta que três homens entraram na sala abruptamente.

– Ora, ora, Tomo-chan... Eu podia jurar que você estava acompanhado. – quem falava era um homem esguio e um pouco baixo, talvez só um pouco maior que eu, de terno branco e óculos escuros, cabelo bem penteado e um sorriso perturbador. – Talvez se batermos em você bem forte, seus gritos a chamem pra cá...

“A chamem”? Esse cara pensa que eu sou mulher?!

– O que você quer? – Nomura rosnou.

– Mas você sabe muito bem o que eu quero... Tomo-chan. – ele puxou uma faca que estava guardada atrás da calça e começou a se aproximar do Nomura, fazendo-o recuar até se esbarrar contra a poltrona da sala. – Eu quero o que você me deve.

Ele se aproximou ainda mais do Nomura, deslizando sua lâmina pelo abdômen dele. Com a ponta da faca, o de terno branco suspendeu a camisa de leve, só para poder ver justamente o lugar onde eu havia dado o ponto, estava quase curado, mas ainda não era a hora certa de tirar a sutura.

– Ora, olhem só... Existe mesmo uma moça cuidando de você, não é mesmo, Tomo-chan?! – ele disse isso e os dois brutamontes de terno preto que o acompanhavam começaram a rir. – Ela ainda está por aqui?

O arrumadinho dizia em tom de provocação.

– Eu não sei do que está falando. – mesmo com o tom ríspido, o Nomura parecia indefeso... Talvez porque estivesse.

– Claro que não sabe... – o de branco riu. – Talvez isso refresque sua memória.

Ele deu um soco bem no machucado do Tomoko fazendo-o gritar e arfar logo em seguida, indo de encontro ao chão. Quando caiu, estava prestes a receber um belo chute, mas eu não agüentei assistir aquela cena.

– Parem! Parem! – eu gritei correndo para a sala e pude ver a expressão de surpresa no rosto dos infelizes. – Não machuquem ele!

Eu me coloquei entre o Nomura caído e os três invasores.

– Então essa é a namorada do Tomoko? – ele riu. – Bem, parece que eu não errei tão feio. Que bom que apareceu... Qual o seu nome, garoto?

Eu hesitei.

– Não! – ouvi o de cabelos negros gemer atrás de mim. – Não diga!

– Me poupe... – o de branco fez um gesto com a cabeça e um dos brutamontes me agarrou por trás. – Veja, garoto...

Ele se dirigiu para o Nomura e o chutou bem no rosto.

– Não! – eu me desesperei. – Eu falo, eu falo!

O sádico apoiou o pé sobre a cabeça dele, enquanto me fitava com inigualável satisfação. O Nomura tentava dizer algo, mas sempre que falava o de branco pisava mais forte.

– Sa... – eu hesitei e ele pisou mais forte. – Sakamoto Yoshihiro!

–Viu? – ele sorriu pra mim. – Não foi tão difícil, You-chan... Posso te chamar assim?

Claro que não...

– Bem, agora que nos conhecemos, acho que já podemos nos retirar, foi um prazer estar aqui com vocês rapazes... Usem proteção. – eles saíram enquanto os de terno preto riam.

Eu corri para o Nomura, ele estava arrasado, seus pontos pareciam ter aberto, sua camisa estava empapada de sangue e o rosto estava sujo, sangue saía de seu nariz, podia ser loucura, mas acho que ele estava chorando... Não como eu costumo chorar, de forma escandalosa e tal... Mas de uma forma discreta, por isso não tinha tanta certeza.

– Sakamoto... – só agora percebi que eu estava ajoelhado de pernas abertas sobre seu corpo, enquanto segurava seu rosto, ele me pegou de surpresa. – Eu...

Ele hesitou, mas sua expressão era fria como sempre... O que ele quer?

Num movimento rápido ele me agarrou em um abraço e inverteu as posições, se colocando por cima do meu corpo, usou o braço direito para se apoiar no chão para manter uma distância não tão grande de mim, seu joelho deslizou para entre as minhas pernas e sua mão esquerda fez o mesmo para dentro da camisa. Inevitavelmente eu gemi.

– Nomu...

Ele me interrompeu, enquanto seus lábios vinham de encontro aos meus, mas quando pensei que seria invadido pela sua língua, ele parou e aqueles olhos prateados ficaram me observando. Seu corpo se juntou ainda mais ao meu e aquele contato me deixava mais do que nervoso, sua boca subiu calmamente, como se tivesse todo o tempo do mundo, veio na direção da minha orelha, ele sussurrou, fazendo todo meu corpo se arrepiar.

– Eu não vou admitir que nada... Aconteça com você.

Meu coração acelerou e mais uma vez eu me sentia como se estivesse no limbo, ele me ama ou apenas está brincando comigo?! Mas e se ele estiver? Talvez eu queria que ele o faça... Não há dúvidas, eu o amo e talvez seja a pior coisa que eu já fiz na minha vida.

Notas finais
Parabéns caro leitor, você chegou até aqui, então, se gostou, comente, se acha que posso melhorar algo, comente também, afinal foi assim que conheci meus editores