Playful Game
11 As pétalas caem
Notas iniciais
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Ah, também tive uns problemas com o microsoft world e escrevi parte da história no tumblr, então talvez os travessões estejam diferentes. Sorry ><'
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WAAAAAAAAAAAAH, PLAYFUL GAME COMPLETOU 2 MESES! (Junto com o aniver do Taeminnie, que coincidência!) WEEEEEE, QUE FELICIDADE *-------------------------------* Será que vou conseguir um terceiro? Eu espero D: sahuhuasuhas Obrigada a todos que acompanham, vocês são uns lyndos perfeitos maravilhosos, tá? Eu amo vocês *^* *chora*
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Boa leitura, gente lynda~ Leiam as notas finais, por favor ^^
Uma flor que acaba de nascer.
Ela esconde sua beleza, ainda em forma de botão.
Tão jovem, tão delicada.
Quando as pétalas começam a crescer,
pouco a pouco,
a beleza da flor é revelada.
Pouco a pouco,
suas pétalas caem, como lágrimas.
A flor morre chorando.
Bom POV
Os humanos corriam para todos os lados, distraídos. Não haviam nem cinco minutos que ele havia me encontrado ali, e já estava completamente controlado com relação ao aroma do ar. Impressionante, para alguém tão jovem.
-Algumas pessoas nunca mudam, não é? – Ele comentou em um tom casual, como se fosse algo simples.
-Você anda bem controlado, devo dizer. – Imitei sua informalidade, sorrindo levemente ao deparar minha visão com os olhos cor de safira da família Choi. – O único fazendo bagunça é Jonghyun. Os Lee não atacaram mais ninguém, pelo menos, o mais novo parou. O mais velho não faria.
Ele assentiu.
-E Kim Kibum logo parará de vez.
Parecia confiante.
-Então você descobriu. – Comentei. – Não me impressiona. Choi sempre soube que você conseguiria. Agora... Será que seu dom não te levará junto, Choi Minho?
Ele pareceu deliberar um pouco, desviando os olhos e a postura de mim. Vendo-o assim, de perfil, percebi que se assemelhava muito à seu pai. Mas algo diferente estava presente em seus olhos. Algo incomum, não geneticamente, mas sim emocionalmente. Algo que me lembrava sua mãe.
-Senhorita Park... Talvez você e meu pai estejam certos. Talvez eu seja apto a terminar essa brincadeira. E talvez eu morra também. Mas me diga... Não é pior estar vivo? – Ele indagou, virando-se para fitar-me com as orbes azuladas.
Não sei se vi insegurança em seu olhar e voz, ou se havia confiança demais. Um tanto quanto indecifrável.
-Talvez. Eu não sinto remorso por nada do que fiz. – Eu disse, tranquilamente, a verdade. – Mas talvez não seja assim com todo mundo. Eu.... Sinto falta deles. Mas saudades não significam arrependimento. Sente medo que isso aconteça?
-Não exatamente. Não estou perdendo nem ganhando nada com isso. Não tenho nenhum motivo para estar atrás dele. Nenhum de nós tem. O que está querendo? O senhor Kim morreu, e não irá voltar mais. Somos demônios, não deveríamos sentir a necessidade de vingança. Não é cada um por si? Não faz sentido correr atrás de Kibum agora.
As palavras dele... Pareciam tão simples, refletindo sobre um tema tão profundo.
-Acho que... Ninguém nunca havia pensado assim. Realmente, estão se preocupando com o Kim. Estão agindo como humanos, e nem perceberam. – Era tão óbvio, pensei.
-Outra pessoa também está agindo como humana. – Sorriu.
-Estou indo advertí-lo agora mesmo. – Sorri em resposta, levantando-me. – Sugiro que vá atrás da sua presa, porque Jonghyun já está atrás dele.
Ele levantou-se também, ajeitando a camisa de linho azul.
-Claro. Boa sorte com Taemin.
Virou-se e seguiu a direção do cheiro dos demônios.
~ / / ~
Taemin POV
Jongin ficara assustado. Percebi que não deveria ter chamado-o pelo nome sem ao menos ter perguntado primeiro.
Logo sua face espantada deu lugar a um sorriso sincero.
-Ah... Eu toco mais ou menos.... – Disse, com certa insegurança.
Prossegui enchendo-o de perguntas acerca dos instrumentos que tocava. Jongin não pareceu incomodado ao respondê-las, e isso me deixou menos incomodado de conversar. Mesmo que eu conhecesse os seres humanos, essa era a primeira vez que mantive uma conversa sem matar.
E ainda me perguntava o porquê disso.
O tempo passou enquanto observei Jongin trabalhar em várias partes da loja, ora concertando algum objeto, ora removendo a poeira que se acumulava em meio às prateleiras e objetos. O sol já estava quase à pino, quando ele parou de trabalhar.
-Hã... Desculpe, não sei seu nome ainda. Pode me dizer? — Perguntou, de forma gentil. Percebi a sutileza em sua pergunta, talvez tivesse sido grosseiro da minha parte não ter me apresentado.
-Taemin. Lee Taemin. — Falei, baixinho.
-Lee? É o mesmo sobrenome da Jieun.
Jieun.
-Quem é Jieun? — Perguntei, quase em um sussurro. Eu sabia, somente precisava confirmar.
Baixei a cabeça, não queria ver o sorriso em seu rosto.
-Minha namorada.
Namorada.
Fiquei um tempo sem dizer nada, e ele também. Não era uma situação agradável, eu penso. Ouvia a respiração desregulada de Jongin e fiquei pensando sobre o motivo.
-Taemin. É um nome muito bonito! — Jongin cortou o silêncio, me fazendo automaticamente levantar a cabeça para encará-lo. Em seu rosto, o sorriso sincero.
Apertei os lábios, mas não respondi.
-Já é quase hora do almoço. — Olhou um relógio em seu pulso, depois voltou os olhos para o relógio que havia tentado arrumar mais cedo. — Aah, ainda não está bem regulado... — Comentou baixinho, sobre a peça. Logo voltou-se para mim. — Você não vai para casa almoçar, Taemin?
Casa.
-Não.
-Seus pais não ficarão preocupados?
-Não.
-Tem certeza?
Havia certa urgência em sua voz. Mas não fazia sentido, essa preocupação. Ele estava preocupado com uma pessoa que havia acabado de conhecer?
-Tenho.
Mais alguns minutos de silêncio, onde somente a respiração descompassada de Jongin e o tic-tac constante de alguns relógios eram o som a se ouvir.
-Quer almoçar comigo? — Ele perguntou.
Almoçar. Não era a palavra correta para o que eu faria.
-Não estou com fome. — Era verdade.
-Mas... Vou fechar a loja agora. Tudo bem ficar sozinho? Tem certeza de que não é melhor ir para casa? — Preocupação descrevia-o naquele momento. Nem mesmo o sorriso estava lá.
Desconfortável.
-Não... Precisa se incomodar. Pode ir... — Sussurrei, um pouco receoso. Senti como se minha presença estivesse sendo desagradável.
Dei meia volta, andando calmamente em direção à porta. Saí da loja e sentei-me abaixo da janela da lateral, abraçando meus próprios joelhos. Ficaria ali até que ele voltasse.
-Se vai ficar aí, então venha comigo! — Jongin disse, parando ao meu lado com a mão esticada, em minha direção. O sorriso sincero, novamente.
Toquei com meus dedos sua palma aberta. E ele fechou os dedos em torno de minha mão, puxando-me e me colocando de pé.
~ / / ~
Narrador POV
O silêncio permaneceu na clareira, assim como os corpos não se moveram. Parecia uma cena congelada, que estaria intacta para sempre.
Kibum quebrou-a.
-Não sei se eu era o ponto fraco dele. Eu nunca soube de nada, Jong. Nunca me ensinaram nada, nem o certo, nem o errado. Só o obedeci... Mas não queria viver aprisionado para sempre. – Apertou levemente os braços em torno de Lee Jinki. – O mundo do outro lado da porta era assustador e escuro, mas havia luz também. Eu só... Queria saber se a luz não era melhor do que a escuridão, Jonghyun.
-A luz... – Jinki disse em um sussurro quase inaudível. Era a primeira vez que falara desde a chegada de Jonghyun, surpreendendo o mesmo. Kibum levantou a cabeça, encarando o mais velho, em meio a suas lágrimas.
Lentamente, os braços do Lee subiram até as costas de Kibum, tocando-lhe gentilmente.
-Mas você é um idiota mesmo. – O Kim mais velho disse, com certo tom de desdém.
-Talvez eu seja. – Jinki disse, a voz já mais firme. – Talvez Kibum esteja mesmo nos enganando. Eu não tenho interesse nenhum na verdade, Kim Jonghyun. Eu só quero me livrar da minha prisão. E talvez Kibum seja a chave para minha liberdade.
Dito isso, Lee Jinki desapareceu dos braços frágeis de Kibum, acertando um soco poderoso no rosto de Kim Jonghyun.
Tudo fora rápido demais, e antes que percebessem, Jinki e Jonghyun haviam derrubado várias árvores, em meio a uma briga sem sentido e sem vencedor. Ambos os corpos eram indestrutíveis, mas ambos continuavam tentando dilacerar-se, usando a força quase idêntica que tinham.
-PAREM! – Kibum gritou, colocando-se entre os corpos dos mais velhos.
Jonghyun sorriu, como se seu plano desse certo.
Fora rápido também, ao puxar Kibum para longe, aprisionando-o em seus fortes braços, para impedi-lo de qualquer tentativa de fuga. E para impedir Jinki de tentar recuperá-lo, soltou uma das mãos que segurava o peito do irmão mais novo e levou-a à altura dos olhos de Kibum.
Jinki correria até eles, mas hesitou ao ver o risco que Kibum corria. Seus olhos mostravam insegurança.
Os olhos vermelhos escarlate de Jonghyun mostravam arrogância.
Os olhos de Kibum imploravam em silêncio. Imploravam por uma saída.
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