Playful Game
12 Feito para mim
Notas iniciais
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Bom, acho que não tenho mais nada pra falar aqui (sou muito tagarela, acho que já devem ter percebido)... Fiquei feliz por ter ganhado novos leitores *----* Obrigada! Me deixem um review nesse cap., por favor~! >< E waaah, eu amo os reviews dos meus leitores fieis! Obrigada, seeeeeeempre *^* /securva
"Eu perdi minha mente, no momento em que te vi
Exceto você, tudo ficou em câmera lenta
Diga-me, se isso é amor."
"Eu posso dizer que isso é amor
Eu vou fazer você sorrir frequentemente, como uma criança
Vou te fazer sentir mais confortável, como um amigo."
What is Love — EXO-K
Taemin POV
–Tem certeza de que não vai querer nada? Eu pago, não precisa se preocupar! — Jongin disse, sentando-se à mesa com um prato de comida. Neguei com a cabeça, sem olhá-lo diretamente nos olhos.
Ficamos algum tempo em silêncio, mas eu não prestava atenção na respiração dele. Estava preocupado demais com outras coisas.
Meu coração não estava normal.
–Taemin? — Sua voz doce me chamou, levantei o rosto. Eu não sabia lidar com esse tipo de situação, estava me sentindo perdido. Algo ali não estava certo, ao menos não parecia. Humanos não deveriam ser tão amigáveis com seres que não conhecem. Isto estava me causando um aperto estranho no peito. Parecia errado. Perigoso.
–No que tanto pensa? — Jongin perguntou, sorrindo gentilmente enquanto comia.
Fechei minha consciência.
–Jongin... Namorados... Passam a vida inteira juntos?
~ Narrador POV
–Hmm... Não necessariamente. Podem terminar, ou continuar juntos e talvez casar-se. — O moreno viu-se repentinamente interessado na pergunta de Taemin. Estava animado por ele estar um pouco mais... Aberto a si.
–Você vai se casar com a Jieun? — Taemin perguntou.
–Aaah... — Jongin sentia-se um bobo, mas inevitavelmente ficava com vergonha ao lembrar que logo pediria a mão da namorada. — Eu espero que sim! Pretendo... AH! MEU DEUS, ESQUECI QUE TINHA QUE PEGAR A ALIANÇA HOJE!
Suspirou frustrado por ter esquecido de algo tão importante. Agora Jongin estava preocupado, e Taemin sentia-se excluído.
–Não vou conseguir... Tem muita coisa pra fazer hoje à tarde... — Murmurou para si mesmo, mas o menino de olhos verdes pôde ouvi-lo. — Desculpe, Tae... Vou ter que ir embora. — Disse mais alto, já levantando-se para pagar a conta. Taemin levantou-se também, observando-o.
Quando Jongin já iria sair, Taemin alcançou-o e segurou seu braço levemente.
–Se quiser, eu busco pra você.
Jongin virou-se e seus olhos castanhos encontraram em cheio os olhos cor de esmeralda de Lee Taemin. "Parece uma boneca de porcelana", pensou brevemente, sorrindo.
–Faria isso por mim, Tae? — Jongin sentia uma felicidade inexplicável pela atitude de Taemin. O conhecia há tão pouco tempo, mas já estava tão fascinado pela aura misteriosa, mas ao mesmo tempo inocente do menor. Era, sem dúvidas, alguém que Jongin queria ter como amigo.
Amigo.
Taemin assentiu com o rosto baixo, e Jongin pôde jurar que o viu corar. Mas não queria pensar muito nisso ou perguntar, já que tinha receio de afastá-lo com sua curiosidade.
Saíram juntos, voltando à loja. Quando chegaram, Jongin explicou o caminho da joalheria onde comprara o anel. Não era muito distante dali, e Taemin não se perderia. Deu-lhe o recibo e disse que somente deveria entregá-lo, pois já estava pago. Taemin assentiu e saiu em direção ao caminho explicado.
–Espera!
Jongin abraçou-o ternamente. Taemin sentia o cheiro da colônia suave que este usava, uma fragância tão simples e pura. Diferente do cheiro de luxúria e sangue ao qual estava acostumado.
–Obrigado, Tae. — O moreno sorriu-lhe.
–De nada. — Taemin respondeu-o com um pequeno sorriso.
~ Taemin POV
–Aguarde um minutinho. — A moça sorriu e foi buscar a encomenda.
Pouco tempo depois, ela voltou com uma sacolinha pequena, decorada com um laço rosa. Entregou-a, curvou-se e me desejou felicidade.
Felicidade...?
Ao sair da loja, voltei pelo mesmo caminho. Entretanto, a curiosidade me possuía cada vez mais, e logo fez-me parar e desfazer o laço, para ver o que havia dentro. Uma caixinha preta aveludada, peguei-a e abri cautelosamente.
Um anel de ouro simples e fino. Havia uma ponta com alguns pequenos detalhes e afunilando-se em uma ponta que continha uma pedra de diamante pequena.
Delicado e belo.
Pensei em como seria fácil fazê-lo pó. Não precisaria nenhum esforço, só ao colocá-los entre as pontas de meus dedos e forçá-los para baixo, seria o fim. Fraco. Tal como humanos.
Tomando cuidado, tomei-o em meio aos meus dedos.
Posicionei-o na ponta de meu anelar esquerdo. Deslizei o anel pela extensão de meu dedo.
Coube perfeitamente.
~ / / ~
–Acho que você tem plena ciência do risco de seu querido anjo ficar cego para sempre. Não dê nem um passo, ou eu destruo esses olhos malditos que você tanto ama. — Jonghyun sorria triunfante, apertando ainda mais o braço em torno do pescoço de Kibum.
–SOLTE-O!!! — Jinki gritou, enfurecido. Cerrou os punhos com força, lutando contra a vontade de destruir tudo que estivesse ao seu alcance.
Kim Jonghyun, eu quero te matar, mais do que tudo nesse mundo.
–J-Jong... Eu... — Kibum sussurrava com dificuldade, o mais velho estava apertando demais seu pescoço, impedindo-o de falar.
Não havia o que pensar no momento. Ele não aceitaria a vida de Jinki no lugar da de Kibum, já que não era eu a quem ele estava procurando. Sua única chance de salvá-lo era ser mais rápido do que Jonghyun e segurá-lo por um tempo suficiente para Kibum fugir.
–N-Não.... Faça isso.... Jinki... — Kibum disse com dificuldade, lágrimas caindo por seus belos olhos, que fitavam os orbes cor de esmeralda de Lee Jinki
–POR QUÊ?? VOCÊ NÃO PERCEBE QUE SE EU NÃO FIZER ISSO, VOCÊ--
–EU SEI! — Kibum forçou-se a gritar, sentindo sua garganta sufocar mais ainda enquanto lutava para respirar. — Mas é perigoso demais pra você...!
–Seria lindo apreciar essa cena pateticamente romântica, se eu não estivesse com pressa. — Jonghyun disse, arrogante. — Essa encenação durou tempo demais. Lee Jinki, pare de fingir que se preocupa com esse repudiado nojento. Eu sei muito bem que não há nenhuma emoção real em suas palavras, e ele sabe também.
–Tente me fazer parar. A partir de agora. — As palavras vertiam ferozes da boca de Jinki, que estaria prestes a atacar, lançando-se à direção dos irmãos com a maior velocidade que seu corpo poderia exercer.
Jonghyun desfez seu sorriso presunçoso ao perceber Jinki vindo, e num movimento igualmente rápido, seus dedos foram de encontro aos olhos de Kibum.
Um grito ecoou.
...
–Pode abrir os olhos, Jong.
A voz amável parecia abraçar-lhe por completo. Jonghyun sentia-se leve, flutuando. Os olhos ainda fechados não confirmavam a sensação, mas ao lentamente abri-los, percebeu que o lugar era outro. O cenário mudara, agora a floresta dava lugar a um imenso branco vazio.
Permanecia na mesma posição que se lembrava estar. O braço forte ainda segurava seu irmão mais novo, a mão que o cegaria ainda estava lá. Esta, porém, estava em uma posição diferente.
Ela formava uma perfeita concha na bochecha do mais novo, como se a afagasse.
Ao perceber tal coisa, o mais velho soltou Kibum e afastou-se, cambaleando. Não tinha certeza se estava pisando no chão, se estava no chão. Estava confuso, não tinha noção do espaço ao seu redor, e principalmente o porquê de seu irmão não estar gritando de dor naquele momento. Levantou a mão até si, mas não havia sangue em seus dedos. Será que errara a mira? Impossível, pensou.
Kibum virou-se de frente para o irmão, e seus olhos estavam bem. Os olhos heterocromáticos que Jonghyun tanto desprezava, mas que mesmo assim, faziam-no sentir algo diferente quando o fitava com tanta inocência e afeto. Um afeto que, apesar dos maus tratos que somente se intensificaram desde a infância, não desaparecera do olhar do irmão mais novo.
"Por que você é tão delicado...?" Pensava Jonghyun, admirado com a beleza de Kibum. Não estava em si naquele momento, pois jamais confirmaria a paixão que sempre sentiu pelo irmão mais novo, porque sempre viu esse sentimento como uma fraqueza que ele jamais deveria sustentar. Entretanto, desfocado de seu real objetivo, o mais velho somente concentrava-se em contemplar os traços suaves de Kim Kibum, que de tão perfeitos, lembrando um delicado ornamento de vidro, quebradiço. E, por um lado, tinha desejo de tomar extremo cuidado de tocar nele. Por outro, havia a vontade de vingar seu pai e se livrar de sua fraqueza. Estava dividido.
Mal ele sabia, mas Kibum ouvia todos os seus pensamentos.
–O que diz seu coração, Jong? — O menor disse ternamente, aproximando-se e tocando o rosto do irmão mais velho com as pequenas mãos, encaixando-o entre elas. Os dedos acariciavam as bochechas, o encanto gritava sua presença nos olhos purpúreos de Jonghyun. Não conseguiria responder. — Será que você não vê o quanto eu o amo, meu querido irmão?
Havia pureza em abundância em sua voz, uma verdade que Jonghyun nunca vira, agora tão exposta.
Apesar da sensação de leveza, foi difícil para Jonghyun elevar as mãos até a altura do rosto, fazendo-o vagarosamente. Ao tocar os dedos sob as mãos do irmão, o mais velho sentiu-as quentes, e não percebera isso quando Kibum tocou-lhe o rosto. Talvez porque a própria face estivesse mais quente ainda.
–Vê? Este calor é tão bom, não acha...? Me sinto protegido com esse calor seu, Jonghyun.... — Kibum sussurrou, a voz baixa e gutural, como se contasse uma história para uma criança pequena dormir. O sorriso gentil brincava em sua face, assim como o olhar que não desviava-se nem ao menos um segundo.
As mãos do mais velho dos Kim aparentavam possuir a força de um suspiro. Tentava retirar as mãos de Kibum, falhando. Não possuía forças.
–Não... — Jonghyun sussurrou, negando o toque fraternal, negando sua falta de força, negando sua hesitação.
E, acima de tudo, a paixão incondicionável por Kim Kibum.
Os olhos vorazes e violentos, da cor do sangue que tão bem conhecia, pareciam sonolentos.
–Não negue meu amor, Jong... Eu apenas quero estar para sempre com você, fazê-lo feliz, protegê-lo. Eu te amo, e você quer meu amor... Não é...? — Kibum disse, aproximando os rostos de tal forma que os narizes quase se encostavam. Jong lutava para manter-se focado, mas seus pensamentos estavam embaçados, e logo a visão parecia levemente desfocada.
–Não...! — Forçou-se para longe, livrando-se das mãos queridas do irmão. "Deve ser uma ilusão", pensou. De fato, não haveria outro mundo para onde pudesse ir, aquele não era o Inferno.
–Também não é o Céu, mas aqui, você pode ser feliz comigo. — A voz amável de Kibum respondeu seus pensamentos.
Cambaleou mais alguns passos para trás, logo caindo de joelhos.
–Não vão existir limites, Jong. Não importa onde você estiver, não importa onde eu estiver, o amor não é rompível. Eu te amo, Jonghyun. Enquanto esse amor existir, ele não vai deixar que nada nem ninguém nos impeça. Nem o papai, nem sua mãe, nem minha mãe, nem Deus. Então, Jong, meu irmão, meu mestre, meu amor... Por toda a eternidade, eu prometo que serei apenas seu, e farei qualquer coisa por você... — Kibum sentenciou, declarando à Jonghyun todo o sentimento que vivera consigo durante todos os anos, independente da dor, do sofrimento que sofrera nas mãos do irmão, acima de tudo.
"... Não importa onde eu estiver..."
"...Por toda a eternidade..."
"...Seu..."
Jonghyun estava extasiado, um torpor inundava-o aos poucos. Piscava para tentar recuperar a plena visão, mas vez ou outra esta ficava opaca. Sentia sono.
O corpo esguio de Kibum aproximou-se, mas não teve forças para fugir.
"Eternidade..."
Antes que caísse, Jonghyun sentiu-se acolhido pelos braços quentes do irmão, em um abraço desajeitado, aninhando a cabeça no peito de Kibum. Os olhos estavam cada vez mais pesados e a consciência dispersando-se.
"Pode fazer o que quiser comigo, sou seu."
"Não sei porque você recusa tanto algo que não pode conter, Jong."
"Eu... Queria poder abraçá-lo, neste momento...."
"Todo, inteiramente seu, meu mestre."
"Você não sabe como me matar."
Matar.
O objetivo que teve desde o início, tirar a vida de Kim Kibum. Mas como o próprio dissera, não sabia como matá-lo.
Quais seriam as chances de consegui-lo, agora?
–Já... Está tudo acabado. — Sua voz fraca e baixa respondeu ao próprio pensamento, sorrindo sem muito ânimo.
–Não está. Eu e você estaremos para sempre juntos, meu Jong. Pode escutar as batidas do meu coração? — Kibum indagou, acariciando os cabelos pretos do irmão. — Ele bate por você, meu amado irmão.
"Bate por mim..."
–Então... Ele deixará de bater.
Dito isso, os dedos inclinados juntos, como uma lança, perfuraram de uma vez a branquíssima pele de Kim Kibum, no lado esquerdo do peito.
O sonho quebrara.
Notas finais
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Só uma curiosidade podre: o anel do Kai é o MEU anel, tá? uhasuhasuhashuasuhas xD Sério, eu tenho um desse jeito. Jieun é só meu apelido, mwahaha /apanha
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Hm... Acho que... Só teremos mais dois capítulos.
*fogelikeaninja*
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Vou-me~! Até os reviews, eu acho >< Tchaaaaaaaaaaauu~
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