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22 Capítulo 21


Notas iniciais
Olááá, gente pelo amor de deus eu NÃO abandonei a fic não,tá? sei que passei uma eternidade sem postar, mas eu tambem tenho minha vida pessoal.. e as vezes falta inspiração. É dificil conciliar muitas coisas quando tá tudo extremamente corrido, espero que vocês possam entender. Bom, gostaria de agradecer e MUUUUUUUUUUUITO as recomendações lindas e maravilhosas, o capitulo é totalmente dedicado a vocês! Obrigada também a quem comentou, favoritou e tudo. Vocês são dez! Bom, a fic é movida a reviews... estou trabalhando no proximo capitulo e ele só sairá se vocês ajudarem :)))) um beijo enorme e desculpem pelo sumiço. O capitulo não está muito grande, mas enfim está postado. OBS: CENA HOT, não sei escrever.. então espero que tenha ficado ao menos legal.

Ally

A penumbra me embalava, sua respiração entrecortada me fazia sorrir. Ele me tocava com tanta delicadeza, seu corpo sob o meu. As vezes algumas lembranças antigas e ruins queriam retornar, mas então ele me beijava e seus dedos percorriam meu corpo, eu esquecia, esquecia do mundo lá fora.

Tão devagar ele agarrou minha nuca, elevando nossos corpos até que eu estivesse sentada em seus braços na cama. Com seu outro braço puxou minhas pernas para que cada uma envolvesse sua cintura em lados opostos, controlou meu pescoço e fez com que eu levantasse a cabeça para olha-lo. Seus lábios estavam entreabertos, então logo me beijou feroz sugando com avidez cada canto. Enlacei meus braços em seu pescoço e o puxei mais para mim, se fosse possível seriamos um só corpo devido ao espaço inexistente entre nós. Parou hesitante e me olhou intenso mais uma vez, seus dedos agora nas alças de minha camisola de seda.

– Tá tudo bem, eu quero. – disse baixo, ele continuou me olhando intenso.

– Eu não vou mais conseguir me segurar, a partir daqui não tem volta. – lembrou-me mais uma vez, revirei meus olhos.

– Aus, você não sabe o que está falando.. eu não quero que tenha volta. Será que não percebe? Já não tem volta a muito tempo! Foi você mesmo quem me disse isso, não vamos mais nos enganar, eu quero e você quer. – confessei, ele abriu um sorriso de canto encantador.

Nada mais foi dito, seus atos falaram por suas palavras. Dedos ágeis tiraram minha roupa, ele estava ofegante e eu agora completamente entregue, seus olhos não saiam dos meus em momento nenhuma. Dava pra ouvir nossos batimentos cardíacos aumentarem freneticamente.

– Você é tão linda. – disse em meu ouvido enquanto alisava as laterais de meu corpo, eu em seus braços. Fechei os olhos e me deixei sentir cada pedaço de seu toque.

Ele me beijou a nuca e a cada beijo molhado sua boca se direcionava a um dos meus seios, senti que o feche do sutian estava aberto agora, mas não me importei. A peça segundos depois escorreu para longe da cama, ele parou de repente.

– O que foi? – perguntei abrindo meus olhos e dando de cara com seu rosto paralisado.

– Eu.. prometa que não vai me odiar. – pediu-me de repente, franzi meu cenho.

– Eu não tenho motivos pra isso.

– Talvez um dia você tenha, mas eu... eu te amo. – disparou pela segunda vez, meu coração acelerou, seus olhos analisando minha face.

Não pude responder, seus braços seguraram minhas costas com firmeza e seus lábios rapidamente sugaram meu seio esquerdo, gemi esquecendo completamente o que ele falara. Uma de suas mãos massageava o direito e era o frenesi, eu não queria que acabasse nunca mais, eu estava me sentindo amada.

Me deixei levar pelas sensações, ele me deitou devagar novamente na cama e mais devagar ainda retirou minha calcinha, seus dedos roçavam minha pele deixando um rastro de fogo, eu sorria com meus olhos fechados esperando ansiosamente pela próxima sensação.

Pude ouvir apenas o barulho do cinto sendo descartado, ele agora estava se livrando de suas roupas, tão logo seu corpo pousou sobre o meu. Automaticamente enlacei minhas pernas novamente em sua cintura, castiguei seus fios platinados com meus dedos, ele gemeu ao sentir o calor do meu corpo tão próximo. Me beijou com dureza, força e vontade. Nossas línguas dançavam um ritmo acelerado e excitante.

De repente senti um de seus dedos me penetrarem, eu tentei não pensar, mas foi inevitável... Erick jamais havia zelado pelo meu prazer como Austin estava fazendo agora. Desde que havíamos começado com tudo isso eu nem ao menos havia feito um carinho nele, mas o loiro cuidava de mim com destreza, como se eu fosse quebrável... e em outros momentos se descontrolava com beijos rígidos e alucinados.

Eu cravei minhas unhas em suas costas enquanto ele movimentava seus dedos em mim com uma agilidade louca, eu estava surtando por dentro.

– Eu queria te dar muito mais, mas não aguento. Quero você, quero agora..- sussurrou ofegante, comecei a notar o suor escorrendo por sua pele levemente bronzeada.

– Faça o que quiser comigo. – sussurrei de volta, eu não sabia se estava alucinando por estar louca de prazer, mas tive a impressão de notar suas pupilas dilatarem.

– Vou te fazer minha, te quero como nunca quis ninguém. Acredite em mim. – se declarou mais uma vez na noite. Seus olhos suplicantes como se estivesse desesperado em me provar seus sentimentos, estava tudo tão intenso, desconcertante. Eu só queria estar com ele, nada mais.

Austin então começou a me penetrar devagar, seus olhos sempre nos meus, nossos corpos colados, aquilo não era qualquer coisa, eram sentimentos! Eu podia sentir o quão frágil e delicado aquele ato era, havia amor e nada mais. Suas mãos alisavam minhas coxas e eu perdi a minha consciência, tudo começou a ficar turvo, eu estava com os sentidos a mil. Ele estava me tomando como eu nunca havia sido tomada antes, e agora eu era dele.

Austin

Ally havia dormido depois de eu toma-la tão intensamente, mas eu não havia conseguido pegar no sono, minha cabeça rodava... eu estava com nojo de mim! Eu tinha feito tudo que não deveria... Ally nunca me perdoaria por isso, nunca. E a pior parte é que eu não consigo me desligar de todas as lembranças, da sua pele roçando na minha, do seu cheiro de fresias, o jeito inocente e entregue com que ela me olhava. A forma apaixonada como eu me sentia por tê-la tão perto só me fazia mais culpado, deixava tudo mais insano.. como eu conseguiria aguentar quando tudo viesse à tona? E ela? o que seria dela? mas eu não podia me afastar, antes fosse só o plano, antes fosse só a verdade... agora eu a amava. Cretino, é o que eu sempre fui! e justo agora já não posso consertar as coisas, agora que eu faria qualquer coisa por ela.

– Tá tudo bem? – sua voz tão doce e rouca por conta do sono me chamou, o sol já havia raiado. Estávamos sem roupas deitados em sua cama, ela estava agarrada em meu peito. Podia ver suas feições alegres ao acordar, eu não era digno dela, eu nunca seria.

– Claro amor, Bom dia! – menti, senti as palavras rasgando minha garganta.

– Bom dia... eu stou tão feliz Aus, a noite de ontem foi.. eu não saberia dizer. – falou com um sorriso bobo, tive de sorrir também.

– Foi a minha melhor noite. – confessei enquanto brincava com uma mecha de seu cabelo.

– Sei... você já deve ter pego meio mundo de garotas. – franziu o cenho, eu ri.

– Não exagere.. só algumas. – ela riu me dando leves tapas no braço.

– Até a Cassy... – sussurrou meio a contra gosto e eu ri da sua carinha ciumenta.

– Ah qual é? – ela disparou um pouco irritada. – Você pegou minha melhor amiga! Tá achando pouco? – completou se afastando um pouco.

Puxei-a rapidamente e a enlacei em meus braços

– Mas bastou te ver, uma única vez, você com aquele jeito marrento.. a forma como me rejeitou na sorveteria me deixou maluco. Você me ganhou desde o primeiro momento, e isso garota nenhuma conseguiu até hoje. – confessei mantendo-a junto a mim, seu corpo relaxou e ela me olhou.

– Aquele dia te achei um babaca. – rimos juntos.

– Eu sempre fui um babaca. – concordei, eu era e continuava sendo.

– Mas você me conquistou assim. – disse entre risos.

– Na verdade... foi dureza te conquistar. – fiz uma careta.

– Claro, não sou como essas que você está acostumado! Sou única. – disparou achando graça, ri do seu jeitinho meigo.

Uma batida na porta nos despertou do nosso momento, ela me olhou pálida.

– Senhorita Ally? – uma voz feminina ecoou do outro lado da porta fechada, Ally relaxou seu semblante.

– Sim Adelaide! O que deseja? – a chocolate disse enquanto se levantava e vestia um robe que descansava sob um aparador.

– Seu pai me pediu que viesse olhar se está acordada, ele gostaria de conversar com você. – explicou.

– Tudo bem, diga que já vou. – e depois não ouvimos mais nada. Ela provavelmente já havia ido embora.

– Eu vou vestir minhas coisas e então te deixarei para conversar com seu pai. – disse enquanto me levantava catando minhas roupas, ela me olhava com um riso preso.

– O que foi? – disse já colocando a camisa.

– Acha que vou deixar você ir embora assim? Tome um banho, depois desça para tomarmos café.

– Tudo bem. – aceitei, quanto mais tempo eu permanecesse melhor. Eu poderia conseguir mais informações.

Ela sorriu se distanciando, a caminho da porta, mas eu a puxei firme e ela recuou assustada. Nossos corpos se chocaram, agarrei sua cintura.

– Acha que vou deixa-la sair assim? Sem um beijo? – a imitei, ela tentou falar algo, mas a calei com meus lábios.

Meus dedos acariciavam suas costas calmamente, sem pressa, era um beijo calmo e cálido. O certo era ir embora, mas eu não queria. Uma parte estupida de mim acreditava cegamente que tudo poderia se acertar no final, que poderíamos ficar juntos, que ela me entenderia quando tudo se resolvesse. Outra parte queria procurar avidamente por provas, pistas, coisas que me levassem ao caminho certo, o único jeito era ficar.

....

A essa altura estávamos sentados à mesa, era estranho estar naquela situação. O Sr. Lester na cabeceira, Ally à sua direita e eu à sua esquerda. Ele ainda me olhava com seus olhos afetuosos, era tão esquisito sentir esse tipo de olhar, justo dele. Mas talvez fosse compreensível, afinal eu protegi sua filha quando o bastardo adentrou o quarto, uma parte de minha memória se acionou e eu lembrei que aquele jeito havia sido desde o momento em que nos conhecemos. Então, por que tanta simpatia por mim? O que ele sabia? Se é que sabia de algo.

– Então Austin, sei que já te agradeci por ontem, mas o que fez por Ally foi muito importante pra mim. E eu gostaria de realmente lhe compensar com algo digno de sua coragem e carinho pela minha filha.

– O senhor já me agradece o suficiente só de eu ter Ally perto de mim. – foi difícil dizer que me sentia agradecido por isso, ela nem era filha dele.

– Mas, gostei de você e acho que tem caráter. Quero abrir um espaço para você em minha equipe, afinal de contas Ally me confessou que ficaria feliz com isso. E acho que seria interessante se aceitasse o que tenho a lhe propor. – me informou, franzi meu cenho em confusão, olhei de relance para Ally e ela sorriu pra mim.

– Tudo bem, sou todo ouvidos. – ele então colocou suas mãos por sobre a mesa e direcionou seu olhar para mim.

–Deve saber que somos um dos maiores fornecedores e fabricadores de cosméticos, então estamos com um novo projeto para ampliar nossos negócios, abriremos uma nova filial. Ally me contou essa manhã que faz arquitetura, acho que seria de grande valia que estagiasse em minha empresa, auxiliando na criação do novo complexo. – eu não poderia estar mais perplexo do que agora, senti minhas mãos suarem por debaixo da mesa.

Tudo estava acontecendo conforme o plano inicial, do jeito que meu pai quis desde o começo dessa história. Mesmo indo contra meus princípios atuais eu não poderia recusar, eu precisava manter a minha meta, tinha de descobrir a verdade. Ele me olhou ansioso por uma resposta.

– E então? – insistiu.

– Você vai aceitar, né Aus? – Ally me olhou esperançosa.

– Claro, é que fiquei tão lisonjeado que acabei sem palavras. Será um imenso prazer fazer parte de sua equipe Sr. Fico imensamente grato. – aceitei por fim, deixando os dois com largos sorrisos.

Notas finais
Desculpem qualquer erro, se houverem reviews suficientes o outro saira em breve e beeeeeeeeeem maior. prometo.