Picks - Brittana
34 Capítulo 34
Notas iniciais
Capítulo 34
Rachel: Eu inscrevi a gente nas aulas de autodefesa.
Eu: O que???
Rachel: Aplicada pelo campus po-po. Sábados às 9, começa essa semana, pula o fim de semana pós Ação de Graças, então mais duas.
Eu: OK.
Rachel: Nós vamos bater a merda fora dos garotos naquelas roupas grandes e gordas!!!
Eu sempre quis chutar as bolas dos garotos. Agora eu posso fazer sem culpa!
Eu: Você é uma garota doente!
Rachel: Culpada da acusação ;)
Na sexta, eu não olhei na direção de Marie/Santana. Nem uma única vez. Havia se passado uma semana desde nosso amasso universitário-proibido. Isso foi atração para ela? Que eu era o fruto proibido? Eu mostraria a ela o proibido.
Quando estávamos guardando as coisas, Kurt olhou por cima do meu ombro, suas sobrancelhas se levantando.
— Hey, Britty!
Sam não tinha falado comigo durante um mês, as últimas palavras entre nós envolvia um velho clichê e um livro de anotações completo que eu estava segurando. Eu respirei fundo e me virei.
— Sam. — Eu esperei, certa de que ele tinha uma razão para se aproximar de mim, embora eu não tivesse ideia do que fosse.
— Você está indo para casa no dia de Ação de Graças? Se você for, nós poderíamos compartilhar a carona. Você sabe, dirigir por 4 horas é um pouco monótono.
— Você quer que a gente vá... Juntos?
Ele encolheu os ombros e balançou sua cabeça para o lado com um fraco sorriso com covinhas. Sam tirando seu cabelo loiro do caminho de seus olhos azul como o mar era uma visão cativante, e ele sabia malditamente bem. No momento, embora, meio que me irritou.
Kurt limpou sua garganta e tocou meu cotovelo.
— Até segunda, Brittany.
Sorri.
— Tenha um bom fim de semana, Kurt.
Ele piscou e bateu com força em Sam sem pedir desculpas.
— Qual é o problema dele? — Meu ex olhou com raiva.
— O que você realmente quer, Sam? — Mudei minha mochila de lugar e encarei-o, conflituosa por meus desejos contraditórios no momento. Eu queria socá-lo na cara. Eu queria cair em seus braços e acordar do pesadelo dele ter me deixando de lado.
— Eu gostaria que fôssemos amigos. Você significa muito para mim. — A gentileza em seus olhos era quase como um carinho físico. Eu o conhecia tão bem, e por tanto tempo.
Esse discurso foi muito inesperado, e cedo demais. Meus olhos lacrimejaram.
— Eu não sei se eu poderei fazer isso, Sam. E eu não quero ir com você para casa na próxima semana. Com licença. — Eu contornei ele e andei pelo corredor para a porta.
— Britty...
— É Brittany. — Eu disse me virando, deixando-o para trás.
—________________________________
Marie,
Estou mandando este um pouco cedo, embora é claro, eu não imagino você sentada à toa em uma sexta à noite esperando por uma corrente de projetos de economia.
Mas eu estarei ocupada amanhã de manhã, então pensei em ir em frente e mandar. Obrigada de novo por olhar antes de eu entregar.
BP
...
Brittany,
Apenas para mencionar, você me distraiu/salvou (temporariamente, pelo menos) de uma irritante pesquisa de um bug em algum lugar com centenas de linhas de códigos que não funcionam muito bem.
Eu preferia muito mais olhar seu projeto de economia. Devolverei por volta de domingo à tarde, se não antes.
MS
Eu olhei para o S de sua assinatura, visualizando como a garota que conheço como Santana. O M como Marie, seu flerte tinha sido sutil; com Santana, foi público. Que jogo ela estava jogando? Eu não tinha como saber se essa situação tinha sido a primeira para ela, ou se ela frequentemente saía dos limites com suas estudantes. A noite em que nos conhecemos, aquela horrível noite, ela sabia quem eu era. Ela tinha me chamado de Britty, o nome que ela deve ter ouvido Sam me chamar. Quando eu mandei o primeiro e-mail pedindo ajuda com economia, ela devia ter sabido, também, mas ela não me deu pista, e nem mesmo procurei saber de que nome vinha o S com a qual ela assinava MS.
De acordo com o site da faculdade, restrições no convívio eram para proteger ou prevenir a troca de favores sexuais por notas, ou algo do tipo. Mas Marie estava me ensinando a aprender a matéria, e eu estava fazendo o trabalho. Quando eu fui à sala do Dr. Schuester por minha nota, não ocorreu algo inapropriado. Ele sabia disso. Eu sabia disso.
Mas até fraternização consensual, como Kurt chamou, era teoricamente contra as regras.
Eu poderia trazer sérios problemas a Marie Lopez. Quando ela veio ao meu quarto, eu pensei que ela era apenas outra aluna, e ela continuou com esse engano.
Ela me beijou, me tocou, e eu deixei. Eu queria que ela fizesse.
Fechei meu notebook e encarei meu celular. Nós ficamos há uma semana. Aqui, em meu quarto. E não mandou sequer um SMS desde lá. Eu queria saber o porquê.
Eu: Eu fiz algo errado?
Eu esperei vários minutos, olhando fotos no celular, muitas delas incluíam Sam. Imaginei se fosse fraqueza por não conseguir apagá-las, ou só queria manter a evidência do que parecia ser amor, que parecíamos estar apaixonados, mesmo que estivesse tudo terminado.
Santana: Não. Estive ocupada. Como você está?
Eu: Eu acho que você não teve tempo de refazer os esboços.
Santana: Na verdade, fiz um deles. Eu quero que você veja.
Eu: Eu gostaria de ver. Está pregado em sua parede?
Santana: Sim.
Santana: Escuta, estou saindo agora, falo com você depois?
Eu: Claro!
De acordo com seu e-mail, ela estava trabalhando no que parecia ser um enorme projeto CSE¹, e de acordo com seu SMS, ela estava fora em uma festa. Eu não tinha ideia do que era verdade. Eu acreditava que ela estava me ignorando... Exceto por isso: — Quero que você veja. — Eu reli a mensagem, abri meu notebook e reli o e-mail, mas não me senti nem perto de descobri-la.
Continua...
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