Picks - Brittana
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Eu nunca tinha notado Santana antes daquela noite. Era como se ela não existisse, e de repente, ela estava em toda parte.
.....
Eu apenas dei um tempo na festa de Halloween, ainda no auge atrás de mim. Contorcendo-me entre os carros que lotavam o estacionamento atrás da casa da fraternidade do meu ex, eu digitei um SMS para a minha colega de quarto. A noite estava linda e quente, típica do verão estilo Sul da Índia. Das janelas abertas da casa, a música ressoava para o outro lado da calçada, pontuada com ocasionais gargalhadas, desafios de bebida e pedidos de mais doses.
Como motorista designada para hoje à noite, era minha responsabilidade levar Rachel de volta para nosso dormitório no campus em uma peça não mutilada, querendo ou não ficar mais um minuto na festa. Meu SMS lhe disse para ligar ou mandar um SMS quando ela estivesse pronta para ir.
Do jeito que ela e sua namorada, Quinn, estavam encharcadas de tequila, dançando sensualmente antes de darem as mãos e tropeçarem escada acima até um dos quartos ela talvez não me ligasse até amanhã. Eu ri com o pensamento da curta — caminhada da vergonha — que ela suportaria da varanda da frente até a minha caminhonete, se fosse assim. Eu apertei — enviar — enquanto procurava na minha bolsa por minhas chaves.
A lua estava muito escondida pelas nuvens e as janelas totalmente iluminadas da casa estavam longe demais para fornecer alguma luz no fundo do terreno. Eu tive que ir pelo tato. Amaldiçoando quando uma lapiseira picou a ponta do meu dedo, eu pisei duro com um pé calçado em um salto Stiletto, quase certa que eu estava sangrando. Assim que as chaves estavam na minha mão eu chupei o dedo; o leve sabor metálico me disse que eu tinha perfurado a pele.
— Vai entender! — Eu murmurei, abrindo a porta da caminhonete.
Nos segundos iniciais que se seguiram, eu estava muito desorientada para compreender o que estava acontecendo. Num momento eu estava abrindo a porta da caminhonete, e no seguinte, eu estava deitada com rosto contra o banco, sem fôlego e imóvel. Eu lutava para me levantar, mas não podia, porque o peso em cima de mim era muito grande.
— A fantasia de biadinha ficou bem em você, Britty. — A voz era arrastada, mas familiar.
Meu primeiro pensamento foi ―Não me chame assim! Mas essa objeção rapidamente se perdeu em favor do terror, quando eu senti uma mão empurrando a minha saia já curta para cima. Meu braço direito era inútil, preso entre o meu corpo e o assento. Eu agarrei com a minha mão esquerda o banco ao lado do meu rosto, tentando novamente me empurrar em pé, e a mão sobre a pele nua da minha coxa moveu rapidamente e agarrou meu pulso. Eu gritei quando ele puxou meu braço atrás das minhas costas, prendendo-o firmemente em sua outra mão. Seu antebraço estava pressionado na parte superior das minhas costas. Eu não podia me mover.
— Finn, sai de cima de mim! Me solta! — Minha voz tremeu, mas eu tentei dar a ordem com a maior autoridade possível. Eu podia sentir o cheiro de cerveja em seu hálito e algo mais forte em seu suor, e uma onda de náusea subiu e caiu no meu estômago.
Sua mão livre estava de volta na minha coxa esquerda, seu peso acomodado para o meu lado direito, me cobrindo. Meus pés pendiam fora da caminhonete, à porta ainda estava aberta. Tentei puxar meu joelho até tê-lo debaixo de mim e ele riu de meus esforços patéticos. Quando ele enfiou a mão entre minhas pernas abertas, eu gritei, juntando de volta minha perna muito tarde. Eu me puxei e me contorci, primeiro pensando em derrubá-lo e então, percebendo que eu não era páreo para o tamanho dele, comecei a implorar.
— Finn, pare! Por favor, você está bêbado, e você vai se arrepender disso amanhã. Oh, meu Deus!
Ele cravou seu joelho entre minhas pernas e o ar bateu no meu quadril nu. Eu ouvi o som inconfundível de um zíper e ele riu no meu ouvido quando eu fui de racionalmente implorando para chorando.
— Não, não, não, não! — Sob o seu peso, eu não conseguia respirar o suficiente e gritar ao mesmo tempo e minha boca estava amassada contra o banco, abafando qualquer protesto que fiz. Lutando inutilmente, eu não podia acreditar que esse cara que eu tinha conhecido há mais de um ano, que nunca havia me tratado com desrespeito no tempo todo em que eu tinha namorado Sam, estava me atacando em minha própria caminhonete, no estacionamento dos fundos da casa da fraternidade.
Ele rasgou minha calcinha e a baixou até os joelhos, e entre os seus esforços para empurrá-la para baixo e meu esforço renovado para escapar, eu ouvi o frágil tecido romper.
— Jesus, Britt, eu sempre soube que você tinha uma bunda incrível, mas Cristo, garota! — Sua mão investiu entre minhas pernas novamente e o seu peso foi levantado por uma fração de segundo, apenas o tempo suficiente para eu puxar uma golfada de ar e gritar.
Liberando meu pulso, ele bateu a mão sobre a parte de trás minha cabeça e voltou meu rosto no assento de couro até que eu estava em silêncio, quase incapaz de respirar.
Mesmo liberado, meu braço esquerdo era inútil. Eu alavanquei a minha mão contra o chão da cabine e empurrei, mas meus músculos torcidos e doloridos não obedeceram. Eu soluçava nas almofadas, lágrimas e saliva misturando-se sob minha bochecha.
— Por favor, não, por favor, não, oh Deus pare-pare-pare! — Eu odiei o som fraco da minha voz impotente.
Seu peso se levantou de mim por uma fração de segundo, ele tinha mudado de ideia, ou ele estava se reposicionando, eu não esperei para descobrir qual deles. Torcendo e puxando minhas pernas para cima, eu senti os saltos pontiagudos dos meus sapatos rasgando o couro flexível enquanto eu me impulsionava para o outro lado do banco e me arrastava até a maçaneta. O sangue antecipou-se em meus ouvidos enquanto o meu corpo se refazia para um completo lutar ou fugir. E então eu parei, porque Finn já não estava mais na caminhonete.
No início, eu não conseguia entender por que ele estava de pé lá, ali após a porta, de costas para mim. E então sua cabeça se voltou. Duas vezes. Ele balançou loucamente para alguma coisa, mas seus punhos acertaram em nada. Não até que ele tropeçou de volta contra a minha caminhonete e eu vi contra o que, ou quem, ele estava lutando.
Continua...
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