Picks - Brittana
14 Capitulo 14
Notas iniciais
Capítulo 14
— Dança comigo? — Eu senti seu hálito quente e inalei o aroma de seu perfume, algo básico e feminino, antes dela se afastar, seus olhos nos meus, esperando pela minha resposta. Uma cutucada entusiasmada entre meus ombros me indicou o voto de Rachel: vá dançar com ela.
Eu concordei e ela pegou minha mão, e fez o seu caminho para a pista, manobrando no meio da multidão. Quando chegamos ao piso de carvalho gasto, ela se virou e me puxou para perto, sem nunca soltar minha mão. Quando descobrimos o ritmo da música lenta, balançando juntas, ela pegou minha outra mão na sua e moveu ambas as mãos atrás das minhas costas, gentilmente me prendendo. Meus seios roçaram contra os seus e eu me esforcei para não engasgar com o contato sutil.
Eu mal deixei alguém me tocar por toda a noite, recusando veementemente todas as músicas lentas. Tonta das margaritas fracas-mas-muitas, fechei os olhos e deixei-a me levar, dizendo a mim mesma que a diferença era o álcool em meu sangue, nada mais. Um minuto depois, ela soltou os meus dedos e estendeu as mãos na parte mais baixa de minhas costas, e minhas mãos se moveram para seus pescoço. Seguindo um caminho, minhas palmas encontraram seus ombros. Finalmente, juntei meus dedos atrás do seu pescoço e abri meus olhos.
Seu olhar era penetrante, não hesitando por um momento, e meu pulso martelou sob seu olhar examinador e silencioso.
Finalmente, estiquei-me em direção ao seu ouvido, tive que inclinar para baixo para acomodar a minha pergunta.
—E-então qual é o seu curso? — Eu respirei.
Pelo canto do meu olho, eu vi sua boca se contorcer de um lado.
— Você realmente quer falar sobre isso? — Ela manteve a proximidade, nossos torsos apertados do peito à coxa, aparentemente esperando pela minha resposta. Eu não conseguia me lembrar da última vez que eu tinha estado tão cheia de desejo, puro e irrestrito.
Eu engoli.
— Ao contrário, vamos falar sobre o que?
Ela riu, e eu senti as vibrações de seu peito contra o meu.
— Ao contrário, não vamos falar. — Suas mãos na minha cintura seguraram um pouco mais apertadas, os polegares se pressionando em meu peito, com os dedos ainda em minhas costas.
Eu pisquei, por um momento sem entender o que estava implícito em suas palavras, e no próximo, sabendo completamente.
— Eu não sei o que você quer dizer. — Eu menti. Ela se inclinou ainda mais perto, seu rosto macio sussurrando contra o meu quando ela murmurou:
— Sim, você sabe. — Golpeada novamente por seu aroma, limpo e sutil, ao contrário das colônias da moda preferidas por Sam, que sempre pareciam superar todo o perfume que eu usava, eu senti um impulso de trazer meus dedos para o rosto dela e prendê-los sobre sua mandíbula macia. Sua pele não faria a minha corar agora, se ela me beijasse, forte. Eu não sentiria nada além de sua boca na minha...
O pensamento errante me fez perder o fôlego. Quando seus lábios tocaram o lóbulo da minha orelha, eu pensei que eu poderia desmaiar.
— Vamos só dançar. — Ela disse. Puxando-me para trás apenas o suficiente para olhar nos meus olhos, ela atraiu o meu corpo contra o dela e minhas pernas obedeceram para onde as suas disseram para ir.
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