Picks - Brittana
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Capítulo 15
— Santos fodidos hambúrgueres! Quem era aquela garota gostosa? Que a Quinn não escute isso. — Rachel cuidadosamente manobrou o sedã Volvo emprestado por seu pai em torno das pessoas bêbadas que ondulavam pelo estacionamento. — Se eu não estivesse sóbria como uma pedra, eu acharia que ela era o produto de minha imaginação esfomeada por sexo.
— Psshh! — Eu murmurei, de olhos fechados, minha cabeça girando apoiada para trás, contra o encosto de cabeça. — Nem me fale sobre fome de sexo.
Rachel agarrou a minha mão e apertou.
— Ah, merda. Sinto muito, B! Eu esqueci!
Fazia três semanas desde meu rompimento, mas eu não estava a ponto de divulgar o fato de que tinha sido mais como quatro semanas... Talvez cinco, desde a última vez que estivemos realmente íntimos. Eu devia ter visto a falta de interesse de Sam como o sinal do que era, ao invés de dar-lhe justificativas na minha cabeça, ele estava ocupado com obrigações da fraternidade, enquanto eu tinha pelo menos duas horas de ensaio por dia, mais ainda quando eu tinha os ensaios em grupo. Ele tinha a sua média A de notas para manter, e eu tinha aulas de música para dar.
Um minuto depois, Sugar saltou do banco de trás. E Rachel continuou.
— Você não respondeu a pergunta, Brittany! — Seu discurso foi quase tão arrastado quanto o meu, o meu nome pronunciado em três sílabas diferentes, como três palavras separadas. — Quem era aquela garota bonita, e o mais importante, por que não resolveu sua fome de sexo com ela? Santo inferno, acho que eu estaria disposta a chutar Quinn pra fora da cama por uma noite com ela!
— Vagabunda! — Sugar disse, revirando os olhos em seu espelho retrovisor.
Rachel riu.
— Neste caso... Inferno! Sim!
Ambas ficaram em silêncio, olhando para mim, esperando que eu revelasse quem ela era. Eu mentalmente ordenei tudo que eu sabia sobre ela. Ela me salvou do ataque de Finn, o que eu não tinha dito a ninguém. Ela tinha dado uma puta surra em Finn o que é de se surpreender por ela ser bem menor, o que eu também não tinha contado a ninguém. Ela me encarou durante toda a aula de Economia na quarta-feira, e depois me ignorou completamente na sexta-feira, o que eu não havia contado a ninguém. Ela trabalhava no Starbucks. E ela ficava me perguntando se eu estava bem... Mas ela não tinha me perguntado isso hoje à noite.
Hoje à noite tinha sido algo completamente diferente. Num acordo silencioso, nós dançamos várias danças sem parar, lentas, rápidas e tudo mais. Suas mãos nunca deixaram meu corpo, desencadeando uma onda de saudade que eu não sentia por um longo tempo, mais de quatro ou cinco semanas atrás. Suas mãos não tinham andado de forma inadequada, os dedos nem mesmo tinham provocado sob o tecido da minha blusa na cintura, mas eles queimaram a pele abaixo dela independentemente.
E então ela desapareceu. Inclinando-se, seus lábios próximos ao meu ouvido, ela me agradeceu pelas danças, me levou de volta à minha mesa, e desapareceu na multidão de pessoas. Eu não tinha visto ela de novo, e só poderia supor que ela tinha deixado o clube.
— O nome dela é Santana. Ela está na minha aula de Economia. E ela desenha coisas.
Sugar começou a rir e bateu no banco de couro.
— Ela desenha coisas? Que tipo de coisas? Garotas nuas? Isso é muito mais do que a medida dos esforços para a maioria das lésbicas artísticas. Normalmente não são nem garotas inteiras. Só peitos.
Rachel e eu rimos junto com ela.
— Eu não sei o que ela desenha. Ela apenas... Estava rabiscando algo na turma, sexta-feira. Eu não acho que ela nem ouviu a palestra.
— Oh não, Rachel! — Sugar inclinou-se até onde o cinto de segurança permitiu. — Parece que aquela deusa de mulher é uma má aluna. Nós sabemos o que isso significa para Brittany.
Eu fiz uma careta.
— O que significa isso?
Rachel sacudiu a cabeça, sorrindo.
— Vamos, B, você alguma vez em sua vida ficou atraída por uma garota e imagina logo uma bad girl? Ou uma garota que é, hum, academicamente deficiente? Em outras palavras, uma garota que não é — Suspiro! — Uma crânio?
Meu queixo caiu.
— Cala a boca! Você está dizendo que eu sou uma intelectual esnobe?
— Não! Nós não dissemos que você é, e não quisemos dizer isso. Nós apenas dissemos... Você com certeza não parecia indiferente com essa garota, Santana, hoje à noite, quando vocês duas dançaram juntas, tipo, para sempre, e parece que ela não é talvez o seu tipo habitual.
— Meu “único” — tipo — foi Sam nos últimos três anos! Quem sabe qual é o meu tipo?
— Não fique ofendida. Você sabe o que eu quero dizer, você nem mesmo se atrai por caras idiotas. Imagina garotas.
— Bem, quem sabe? — Eu me rebelei contra a ideia de que Santana era boba. Talvez ela estivesse desmotivada em Economia, mas nada sobre ela parecia não inteligente.
— Hello!? — Sugar chamou. — Vocês conhecem o Puck? — Nós todas desmontamos em ataques de risos. O namorado de Sugar era um cara doce, e ele provavelmente poderia levantar um pequeno Honda, mas ele não ganharia nenhum aplauso por seu GPA.
— Quinn é mais inteligente do que eu, mas isso não quer dizer muito. — Rachel disse.
Eu tentei repetidamente fazê-la desistir de criticar o seu intelecto de média B, mas em algum momento de sua vida, ela se convenceu de que ela não é inteligente. Eu a empurrei no braço, como eu faço a cada vez que ela irrompe nesse absurdo auto depreciativo.
— Ai! Eu só estou sendo honesta!
— Não, você não está!
— De qualquer forma. — Rachel continuou. — Eu estou sendo conhecida por tirá-la de um cortiço ou por comprá-la em um saco de vômito, acreditem ou não. — Sugar assoviou uma risada atrás de nós quando Rachel continuou. — Vocês já viram a garota que me levou para o baile de formatura? — Nós todas vimos as fotos dela com aquela garota, Megan Fox de smoking, o braço em volta da cintura coberta com seda dela. — Ainda não tinha conhecido a Quinn e que ela nem imagine isso, mas que corpo minha nossa senhora, eu só queria lamber seus seios. Ela estava em aulas de reforço, mas deixe-me dizer-lhes, ela era talentosa com fartura em muitas ocupações não acadêmicas.
Eu tinha certeza que meu rosto estava pegando fogo, como ficava sempre que minha companheira de quarto desenvolvia as coisas de forma tão explícita, e Sugar estava rindo tanto que ela estava com problemas para respirar.
As duas vieram para a faculdade solteiras e sexualmente experientes. Sam e eu estávamos dormindo juntos desde as férias de inverno do último ano do colégio, mas eu nunca estive com mais ninguém. Eu não tinha queixas sobre a nossa vida sexual, embora o artigo da revista casual ou alguma coisa que Rachel disse me fez pensar se não havia mais do que eu sabia.
— E tudo isso prova?
Rachel sorriu para mim.
— Isso prova que você está pronta para uma longa e atrasada “fase”, no caso agora “fases”, porque ambas de uma vez — Lésbica Bad Girl.
— Ooohhh! — Sugar suspirou.
— Hum. Eu não acho...
— Exatamente! Não ache. Você vai seduzir essa garota, Santana, e se recuperar com ela, como o inferno. Essa é a coisa com as bad girls, elas não têm quaisquer escrúpulos em ser a garota rebote porque não esperam que dure muito tempo de qualquer maneira. Ela provavelmente vive de ser a garota rebote, especialmente numa situação como esta, em que ela vai começar a ensinar-lhe todos os tipos de coisas maliciosas.
Sugar endossou a ideia maluca de Rachel com uma única palavra, suspirada pesadamente.
— Sortuda!
Continua...
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