Picks - Brittana
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Assim que chegamos ao campus no primeiro ano, Sam comprometeu-se com a fraternidade de seu pai. Apesar da necessidade do meu namorado por ingressar naquela facção, eu nunca tinha compartilhado essa aspiração. Ele não pareceu se importar quando eu disse que preferia não me precipitar por qualquer irmandade, enquanto eu o apoiasse em sua necessidade futura e política pela fraternidade. Ele me disse, uma vez, que ele meio que gostava que eu fosse uma namorada IPC.
— Uma IPC? O que é isso?
Ele riu e disse:
— Isso significa que você é independente pra cacete.
Quando ele saiu do meu quarto há quase três semanas atrás, não tinha me ocorrido que ele estava levando com ele o meu círculo social cuidadosamente cultivado. Sem o meu relacionamento com Sam, eu não recebia convites automáticos para festas ou eventos Gregos¹, apesar de Quinn e Rachel poderem me convidar para alguma coisa desde que eu me incluísse no título de coisas aceitáveis para levar a qualquer festa: álcool e garotas.
Impressionante. Eu tinha ido de namorada independente a objeto para festa.
Colidir com aglomerados de meus antigos amigos seria desconfortável, na melhor das hipóteses. Ali mesmo, fora da biblioteca principal, mesas de meninos de fraternidades vendiam suco, café e bolinhos, todas as manhãs por uma semana, para levantar dinheiro para treinamento de liderança. Armados com churrasqueiras portáteis, Tri-Deltas acampavam em tendas no gramado para mostrar a situação dos sem tetos. (Eu lembrei a Rachel que era improvável que a maioria dos sem tetos possuísse churrasqueiras Coleman portáteis e equipamento de campismo das lojas REI e ela bufou e disse: “Sim, eu mostrei isso. Minha advertência entrou por um ouvido e saiu pelo outro.”)
Eu não poderia deixar meu dormitório e andar em qualquer direção sem passar por pessoas com quem eu tinha tido relações descomplicadas, apenas alguns dias antes. Agora os olhos se afastavam enquanto eu andava, embora alguns ainda sorriam ou acenavam antes de fingir estarem conversando profundamente com outra pessoa.
Alguns poucos ainda gritaram: “Oi, Britt!” Eu não tinha dito a eles que eu não estava mais usando esse nome.
No início, Rachel insistiu que o desprezo estava na minha cabeça, mas depois de duas semanas, ela relutantemente concordou. “As pessoas sentem a necessidade de escolher um dos lados quando um relacionamento acaba, é a natureza humana.” Ela disse suas aulas de Psicologia do segundo ano contribuindo. “Concordo. Covardes!” Gostei que ela estivesse disposta a ignorar sua análise imparcial em apoio a mim.
Não me surpreende que praticamente todo mundo tenha escolhido Sam. Ele era um deles, afinal de contas. Ele era expansivo, charmoso, futuro líder mundial. Eu era a namorada tranquila, bonita, mas um pouco estranha... Depois da separação, eu me tornei apenas uma estudante de graduação não-Grega para todos, menos para Rachel.
Na Terça-feira, passamos pelo casal poderoso de reis do campus, Katie era presidente da irmandade de Rachel e DJ era vice-presidente da fraternidade de Sam “Oi Rachel! Ótimo visual!” Katie disse, como se eu não estivesse lá. DJ inclinou o queixo e sorriu para Rachel, seus olhos passando rapidamente por mim, mas ele não reconheceu minha existência mais do que sua namorada tinha feito. “Obrigada!” Rachel respondeu. “Cabeças de merda!” ela murmurou logo depois, passando o braço pelo meu.
Quando eu mudei para meu dormitório há mais de um ano atrás, eu estava horrorizada ao encontrar-me com uma colega de quarto que encarnava o estereótipo de garota de irmandade. Rachel já havia reclamado a cama mais próxima da janela. Acima de sua cabeceira, ela fixou brilhantes pompons do ensino médio, azuis e ouro e enormes recortes que soletravam — Rachel, — revestidos em glitter. Em torno das letras gigantes douradas, pôsteres com fotos de Musicais e da Braba e uma estrela enorme. Quem imaginaria isso olhando pra ela?
Enquanto eu estava parada boquiaberta, olhando o seu lado do nosso pequeno quarto com a luz de sua luminária, ela saltou pela porta.
— Oh, oi! Você deve ser Brittany! Eu sou Rachel! — Diplomaticamente, eu não manifestei o comentário merda nenhuma que surgiu na minha cabeça. — Como você não estava aqui, eu escolhi uma cama, espero que você não se importe! Estou quase terminando as malas, para que eu possa ajudá-la. — Vestindo uma camiseta da faculdade que quase correspondia exatamente com seu cabelo preto longo e uma pequena franja, ela pegou minha mala mais pesada e a colocou na cama. — Eu coloquei um quadro branco na porta, para que possamos deixar mensagens uma para a outra, idéia dos meus pais, na verdade, mas me pareceu uma sugestão útil, você não acha?
Eu pisquei para ela, murmurando:
— Uh-huh. — Enquanto ela abria o zíper da minha mala e começava a retirar os pertences que eu trouxe de casa. Tinha que haver algum engano. Eu tinha preenchido uma folha com uma longa lista de preferências e atributos para minha colega de quarto, e esta garota parecia não ter nenhuma dessas qualidades desejadas. Eu me descrevi basicamente: uma calma e estudiosa rata de biblioteca que ia para a cama em uma hora decente. Uma não festeira que não traria um desfile de meninos através de nosso quarto, ou que ia fazê-lo se tornar a sede do andar para pingue-pongue de cerveja. — É Britt, na verdade. — Eu disse a ela.
— Britt, tão bonitinho! Eu gosto de Brittany, porém, eu tenho que admitir. Tão elegante. Você tem sorte, você pode escolher! Estou tipo presa com Rachel. Ainda bem que eu gosto né? Ok, Britt, onde devemos pendurar este pôster? Quem é essa?
— Esperanza Spalding.
— Nunca ouvi falar dela. Mas ela é uma gracinha! — Ela pegou um punhado de tachas e pulou na minha cama para pressionar o pôster contra a parede. — Que tal aqui?
Rachel e eu tínhamos percorrido um longo caminho em 15 meses.
Continua...
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