Picks - Brittana
40 Capítulo 40
Notas iniciais
Capítulo 40
Mantive meus olhos abertos no caminho de volta. Olhando por cima do ombro de Santana, eu vi o cenário voar e era estimulante, não assustador. Eu confiei nela. Eu tinha, desde a primeira noite, quando eu a deixei me levar para casa.
Sam não teria parado dessa forma. Não que ele tivesse me forçado ou chegado perto de fazer. Se eu pedisse que parasse, ele pararia e se afastaria, com a mão cobrindo seu rosto, se acalmando e dizendo: Deus, Britty, você vai me matar! Depois disso, não haveria atividade física, sem beijar, sem tocar. E eu sempre me sentia culpada.
Eu pensei que a culpa iria embora uma vez que estávamos dormindo juntos, porque era raro quando eu pedia um adiamento do sexo, mas de qualquer coisa, minha auto repreensão era pior. Ele pararia, abruptamente, como se o machucasse. Era tudo ou nada. Ele respiraria fundo, colocaria em um jogo ou canal de surf, ou iria arranjar algo para comer. E eu iria me sentir como a pior namorada do mundo.
Santana continuou o amasso por mais uma hora. Antes que tivesse acabado, ela deslizou sua mão entre minhas pernas, por cima dos jeans.
— Está tudo bem? — Ela perguntou, e com a minha resposta afirmativa sem ar ela acariciou seus dedos lá enquanto nos beijávamos profundamente, e de alguma forma me fez gozar através do tecido grosso. Eu estava chocada, e um pouco envergonhada, mas um olhar em seu rosto me disse que saboreou a resposta do meu corpo, e sua habilidade de estimular isso. Ela não iria me deixar retornar o favor.
— Me deixa com algo por esperar. — Ela sussurrou.
Agora ela estava me deixando na frente do meu prédio, totalmente acordada pela estrada fria, embora ela tenha posto minhas mãos embaixo de sua jaqueta durante a viagem, para que não congelassem. Ela colocou os capacetes e suas luvas de lado e me puxou para mais perto, suas mãos embaixo da minha jaqueta, por cima do meu suéter.
— Você gostou do desenho?
Eu assenti.
— Sim. Obrigada por me mostrar seus desenhos... E o movimento de defesa.
Descansando sua testa na minha, ela fechou os olhos.
— Mmm-hmmm. — Ela beijou a ponta do meu nariz, e então moveu seus lábios nos meus.
Quase doeu beijá-la, quase. Suspirei em sua boca.
— É melhor você entrar antes... — Ela me beijou de novo, mais faminta, e enrolei minhas mãos entre nós contra seu seio.
— Antes...?
Ela inalou e exalou, sua boca em uma linha apertada, suas mãos agarrando minha cintura.
— Exatamente. Antes.
Beijei a margem de sua mandíbula e me afastei.
— Boa noite, Santana!
Ela permaneceu inclinada contra a Harley e me observou.
— Boa noite, Brittany!
Subi as escadas, e não até que chegasse a porta olhei para cima e vi Sam parado lá no topo das escadas, ele estreitou os olhos curiosos piscando entre eu e Santana.
— Britty. — Ele me encarou enquanto me aproximava dele. — Eu vim, pensei que pudéssemos conversar. Mas Rachel disse que você não estava, e que não tinha certeza se você iria voltar.
Eu tinha deixado um bilhete dizendo a Rachel onde eu estava. Ela deve ter esfregado minha noite contra a cara de Sam. Ele olhou em direção ao meio-fio, mas eu não me virei para ver se Santana ainda estava lá ou tinha ido.
— Porque não mandou MSG antes? Ou ligou?
Ele deu os ombros, penteando seus cabelos da testa com uma mão, a outra estava no bolso da frente de seus jeans.
— Eu estava no prédio.
Angulei minha cabeça.
— Você estava no prédio, e pensou em passar e que eu estaria em meu quarto? — Eu tinha planejado estar no meu quarto, mas isso não vinha ao caso.
— Não, claro que não assumi que você estaria lá. — Ele recuou. — Eu esperava que estivesse. — Olhou para o meio-fio de novo. — Essa... Garota está esperando você ou algo assim?
Virei-me então e vi Santana, os braços cruzados em seu peito, ainda inclinada contra sua moto. Eu não podia distinguir seus traços faciais dessa distância, mesmo com as luzes em torno do dormitório. Mas sua linguagem corporal falava muito. Levantei uma mão e acenei, para deixá-la saber que eu não estava em perigo.
— Não. Ela estava me deixando.
Após um sorriso de desdém em direção a Santana, Sam virou seus afiados olhos azuis para mim.
— Ela não olha como se entende-se o conceito de — cair fora — se você me perguntar.
— Bem, não te perguntei. O que você quer, Sam?
Algum garoto indo para dentro o chamou.
— S-Evans!
E Sam o cumprimentou levantando o queixo antes de me responder:
— Eu disse a você, eu queria conversar.
Cruzei meus braços, começando a sentir o frio no ar que não tinha sentido pressionada contra Santana.
— Sobre o que? Você já não disse o que tinha que ser dito? Você quer me desvalorizar mais? Porque eu tenho que te dizer, eu não estou realmente passível para isso.
Ele suspirou como se tolerasse algum tipo de desabafo desesperado, uma consequência familiar de eu ser inflexível, suas palavras, que eu tinha visto muitas vezes nos últimos três anos. Eu tinha esquecido isso até vê-lo novamente.
— Não há necessidade de ser inflexível. — Ele disse então, como se estivesse lendo minha mente.
— Sério? Eu acho que há várias razões pela minha inflexibilidade. Ou teimosia. Ou obstinação. Ou determinação.
— Eu entendo, Britty.
Minhas mãos ficaram feito punhos em meus quadris.
— É Brittany.
Ele se aproximou, seus olhos chamejando. Por um segundo, pensei que ele estava com raiva, mas não era raiva em seus olhos. Era desejo.
— Eu entendo, Brittany. Eu te machuquei. E eu mereço tudo que está dizendo, e tudo o que sente. — Ele levantou sua mão para meu rosto e eu recuei, fora de seu alcance, meus pensamentos caóticos. Deixando sua mão cair, ele adicionou: — Sinto sua falta!
CONTINUA...
Fale com o autor