Notas iniciais
Eita, estou de volta galerinha. Vamos lá!

Capítulo 41

Estalando minha boca fechada, eu girei para passar meu cartão e entrar no dormitório, e Sam me seguiu pela porta. Me virei para dizer que não queria falar e vi Santana agarrando a porta antes que ela estalasse fechada. Pisando ao meu lado, ela olhou para o meu ex e o ar estava carregado entre eles no momento que Sam virou e a notou.

— Você está bem, Brittany? — Santana perguntou, seus olhos nunca vacilando do meu ex.

— Santana... — Eu comecei a reiterar verbalmente que Sam não era uma ameaça física para mim quando ele bufou uma risada arrogante, olhando para Santana.

— Espera, você não é aquela garota da manutenção? Aquela que reparou o ar condicionado na casa? — Ele olhou para mim, e de volta para Santana. — O que a administração pensaria de você saindo com os alunos? Alunas é mais sua cara.

O olhar no rosto de Santana era assassino, mas ela se manteve firme, sem reação, ignorando a pergunta de Sam como se ela não tivesse sido feita. Ela virou os olhos para mim, esperando pela minha resposta.

— Eu estou bem! Eu prometo. — Eu segurei minha respiração, esperando que ela acreditasse em mim. Pessoas perto da porta já estavam empurrando uns aos outros e sussurrando.

— Você curte garotas agora? Está ficando com essa garota, também? — Sam interveio.

— Também? — Eu perguntei, mas eu sabia o que ele queria dizer antes que ele confirmasse.

— Além de Finn.

Os limites da minha visão se fecharam.

— O que?

Sam pegou meu braço logo acima do cotovelo, como se quisesse acompanhar-me para longe, e a mão de Santana disparou agarrando-lhe o pulso e tirando sua mão de mim facilmente.

— Que porra é essa? — A voz de Sam era um rosnado baixo quando ele puxou seu braço das mãos de Santana. Ele colocou-se um pouco na minha frente, enfrentando Santana, e todos estavam avaliando o espetáculo em desenvolvimento e olhando ainda boquiabertos. Ambos pareciam equilibrados, mas eu sabia da competência de Santana em primeira mão, Sam ia perder, e Santana seria expulsa, mesmo achando que Sam não teria coragem de bater em uma menina, no caso de Santana ele só tentaria, pois ela acabaria facilmente com ele.

Dei um passo em volta do meu ex e coloquei a mão em seu antebraço. Estava duro como uma rocha sob meus dedos.

— Sam, saia.

— Eu não vou deixar você com essa...

— Sam, saia!

— Ela é a garota da manutenção, Britty!

— Ela é uma estudante, Sam! — Eu decidi não assinalar que Santana estava na nossa turma de Economia, caso ele a reconhecesse como a tutora de turma e relatasse que ela estava comigo.

Sam inclinou a cabeça, sua expressão transformando em preocupação, ligeiramente a testa franzida, os olhos procurando os meus.

— Nós vamos conversar na próxima semana. Quando estivermos em casa. — Seu significado foi claro e dirigido a Santana. Nós dois estávamos prestes a passar vários dias em nossa cidade natal, onde ele teria acesso irrestrito a mim, sem o incômodo de interferência.

Eu queria dizer a ele que eu não tinha nada para lhe dizer, não agora e muito menos depois, mas a minha mandíbula estava apertada com tanta força que eu não podia falar. Ainda insegura do que eu estava fazendo, mesmo durante as férias de Ação de Graças, eu ignorei sua implicação de que estaria sozinha em seguida. Judiciosamente, ele não tentou me tocar de novo, embora sua expressão letal combinado com a de Santana quando se encararam. Eu não soltei o ar até que ele passou pela porta.

Curiosa decepção era palpável. Alguns pendurados em volta para ver se não haveria consecutivo bônus entre Santana e eu. A adrenalina estava claramente ainda bombeando através dela, seu corpo estava tenso, como o fio rígido de minhas cordas do contrabaixo, e quando coloquei uma mão em seu antebraço, estava como granito sob camadas de couro e flanela.

— Eu estou bem, sinceramente. — Eu suspirei pesadamente. — Bem, como quão bem eu posso estar depois disso. — Eu olhava para ela. — Exatamente quantos empregos você tem, afinal? Barista, guru de autodefesa, a garota da manutenção, oficial de fiscalização de estacionamento e, a propósito, isso significa que você me deu o bilhete que eu tenho da primavera passada por dois míseros minutos de estacionamento duplo quando eu corri para a biblioteca para devolver um livro?

Seus ombros relaxaram com o meu tom de provocação, e fui recompensada com o fantasma sorriso.

— Eu não testemunho contra mim mesma. Eu escrevo um monte de bilhetes de estacionamento. A, hum, coisa de manutenção é raro. E eu ofereço o tempo para a aula de autodefesa.

O que eu tinha deixado fora desta lista, e que ela não acrescentou: tutora de economia.

— Eu acho que devemos acrescentar mais um, hein? — Eu disse, olhando-a de perto. Ela tinha um rosto soberbo de jogadora de poker. Nenhum tipo de reação. — Defensora pessoal de Brittany Pierce? — O leve sorriso apareceu novamente. — Outra posição voluntária, Santana? — Eu perguntei timidamente, sobrancelhas subindo. — Como você vai ter tempo para estudar? Ou qualquer coisa divertida?

Suas mãos me alcançaram, segurando meus quadris e me puxando para a frente. Ela olhou para mim, sua voz baixa.

— Há algumas coisas que eu arranjo tempo para fazer, Brittany. — Inclinando-se, beijou o local bem em frente da minha orelha, o local que fez a minha respiração ir curta. E, em seguida, virou-se e correu para sua moto, deixando-me de pé na entrada. Uma vez que ela estava fora da piscina de luz ao redor do prédio, eu não poderia vê-la. Virei-me e caminhei para o meu quarto num torpor.

CONTINUA...

Notas finais
E ai eim? Sam é muito babaca, merecia uma surra da San, mas violência não resolve nada gente. Paz e amor sempre. BEIJÃO!