Picks - Brittana
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Capítulo 21
Quando Rachel entrou pela porta, eu estava meio dormindo e cercada por verbos conjugados em Espanhol, impressos em cartões coloridos. Peguei a maioria deles pouco antes dela saltar para a borda da minha cama.
— Então? Você ligou ou mandou uma SMS para ela? Você usou o material que nós revisamos? O que ela disse?
Eu suspirei.
— Nenhum dos dois.
Ela se deitou na cama, jogando os braços dramaticamente enquanto eu pegava os cartões antes dela amassá-los.
— Você se acovardou!
Eu olhei para as cartas na minha mão. Yo habré, tú habrás, él habra, nosotros habremos¹...— É, talvez.
— Hmm... Você sabe, isso é até melhor. Não ligue. Faça-a correr atrás de você. — Ela riu da minha testa franzida. — Garotas com a Quinn são muito mais fáceis. Inferno, eu poderia dizer a ela para me perseguir e ela o faria.
Nós rimos com a imagem que ela produziu, porque provavelmente era verdade. Eu pensei em Sam. No tipo de cara que ele era. Ele me perseguiu no início, mas ele não teve que tentar muito para me pegar. Eu era totalmente louca por ele, arrastada em seus sonhos e planos, porque ele me fez parte deles. Até algumas semanas atrás.
— Ah, merda, B! Eu sei o que você está fazendo. Não pense nele. Eu vou fazer um chocolate. Volte para... — Ela sentou-se, pegando um cartão que eu não tinha agarrado rápido o suficiente. — Ui, verbos em Espanhol.
Rachel encheu as canecas com água da torneira no banheiro e colocou-os no micro-ondas para aquecer. Eu olhei para as cartas borradas na minha mão. Maldito Sam! Maldito, maldito! Serviria bem a ele me ver com alguém como Santana. Alguém tão diferente, mas igualmente quente. Mais ainda, se eu começasse a calcular detalhes.
A Operação Fase Bad Girl, quase me esqueço do lésbica, Fase Bad Girl Lésbica estava em prática. Mas eu não liguei para Santana, ou mandei mensagens para ela. Se Rachel estava certa, se ela era uma caçadora, ela ainda não tinha perseguido o suficiente.
Quando ela me entregou a caneca, eu respirei fundo e sorri. Ela empilhou o meu com marshmallows de nosso pequeno estoque que ambas ocasionalmente atacávamos sem nos preocuparmos em fazer o chocolate.
— Então, se eu não mandar um SMS pra ela, o que é que vem agora?
Ela sorriu e guinchou um pequeno grito triunfante.
— Ela deve estar percebendo a coisa de boa garota que você começou... — Seus olhos se arregalaram. — Brittany, talvez ela tenha percebido você na sala de aula antes da separação. Você trocou de lugar, certo? Tornando-se óbvio que vocês dois terminaram. Isso é perfeito! — Eu estava confusa de novo e ela estava rindo. — Ela já está perseguindo você. Agora tudo que você tem a fazer é continuar correndo. Só não muito rápido.
Eu lambia o chocolate do meu lábio superior
— Rachel, você é perigosa!
Ela sorriu maliciosamente.
— Eu sei!
—_____________________________
Quarta-feira, cheguei à sala de aula antes da aula das 08h00min terminar. Assim que a maioria dos estudantes havia entrado pela porta, escorreguei e tomei o meu lugar, determinada a não prestar atenção em Santana quando ela entrasse. Com esse intuito, eu folheava os meus cartões de estudo, mas eu estava mais do que pronta para arrasar no teste de Espanhol.
Quando Kurt deslizou em seu assento à minha esquerda, eu não fiz pausa na minha revisão. Recusei-me a ser distraída de não prestar atenção ao lugar de Santana, e se ela estava ou não nele.
— Hey, Brittany! — Essa não era a voz de Kurt.
Os assentos eram aparafusados ao chão, com mesas de apoio do lado direito. Santana inclinou-se ligeiramente no lado de Kurt, se empurrando muito para dentro do meu espaço. Eu prendi a respiração e me concentrei em deixá-la sair, não parecendo afetada.
— Oh, hey!
Ela mordeu o lábio inferior uma vez, rapidamente.
— Eu acho que você não percebeu o número de telefone em seu copo de café.
Olhei para o meu telefone, colocado na beira do meu livro.
— Eu percebi. — Eu vi a sua reação, sabendo que eu estava praticamente dizendo a ela para me perseguir.
Ela sorriu, seus olhos negros enrugando ligeiramente nos cantos, e eu tentei não desmaiar visivelmente.
— Eu vejo. A recíproca é jogo limpo. Que tal me dar o seu?
Eu arqueei uma sobrancelha para ela.
— Por quê? Você precisa de ajuda em Economia?
Ela mordeu o lábio de verdade dessa vez, sufocando uma risada.
— Dificilmente. O que faz você pensar isso?
Eu fiz uma careta. Eu poderia estar atraída por uma garota que se importava tão pouco em ir bem na aula?
— Eu acho que não é da minha conta.
Ela apoiou o queixo na palma da sua mão. As pontas de seus dedos estavam tingidas de cinza, provavelmente por desenhar com o lápis que estava sobre sua orelha.
— Eu aprecio sua preocupação, mas eu quero o seu número por motivos completamente alheios à Economia.
Eu peguei meu telefone, encontrei o seu número e lhe enviei um SMS que dizia: Oi.
— Hey, você está no meu lugar. — O tom de Kurt foi tranquilo.
O telefone de Santana vibrou em sua mão e ela sorriu quando o meu SMS apareceu, dando-lhe o meu número.
— Obrigado! — Ela saiu da cadeira e se dirigiu Kurt. — Desculpe, cara!
— Sem problemas. — Kurt era uma das pessoas mais calmas que eu já conheci. Sua atitude dizia preguiçoso, mas eu tinha conseguido dar uma olhada em seu exame bimestral um olhar para o exame parcial comprimido em seu caderno, ele tirou um B alto, e por toda sua conversa sobre matar aula e dormir, ele ainda tinha errado um. Depois que Santana caminhou satisfeita de volta ao seu lugar, Kurt se inclinou sobre a borda de sua carteira, mais perto ainda do que Santana.
— Então, o que foi aquilo? — Suas sobrancelhas subiram e desceram e eu tentei não rir.
— Eu tenho certeza de que eu não sei o que você quer dizer. — Eu respondi, batendo meus cílios em minha melhor representação de charme feminino.
— Cuidado, jovem senhora! — Ele falou lentamente. — Aquela garota parece um pouco perigosa. — Ele deu uma longa revirada em seus olhos, sorrindo. — Não que haja algo de errado com um pouco de perigo.
Meus lábios se comprimiram em um meio sorriso.
— Verdade.
CONTINUA...
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