Picks - Brittana
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Capítulo 22
Dei os parabéns a mim mesma por dar uma única espiada sobre meu ombro, no meio da aula de 50 minutos. Santana não estava olhando para mim, então eu não podia deixar de olhar. Lápis na mão, ela estava desenhando atentamente, sombreando primeiro e, então, cuidadosamente esfumaçando com o polegar. Seu cabelo escuro caiu em torno de seu rosto enquanto ela se concentrava em seu trabalho, a palestra e a sala de aula desconsiderada como se ela estivesse sozinha em seu quarto. Imaginei-a sentada em sua cama, com os joelhos para cima, uma almofada equilibrada em suas coxas. Eu me perguntava o que ela estava desenhando. Ou quem.
Ela olhou para cima e pegou meu olhar. Eu o sustentei.
Sua boca se puxou em um fantasma de sorriso e ela esticou o pescoço e rolou seus ombros, devolvendo meu olhar. Olhando para o caderno, ela bateu o final de seu lápis contra ele e se esparramou em sua cadeira, seus cílios se abanando enquanto ela examinava seu trabalho.
Dr. Schuester terminou o gráfico que ele estava desenhando à mão livre no quadro, e a explicação foi retomada. Santana colocou o lápis sobre sua orelha e pegou uma caneta. Antes de passar sua atenção para o nosso professor, ela sorriu para mim de novo, e um choque de excitação passou por mim.
No final da aula, uma garota diferente do que a da semana passada a interceptou em seu caminho para fora da porta, e eu fugi sem olhar para trás. Minha adrenalina reclamou, meu corpo sentiu a minha necessidade de escapar e deu asas a isso. Olhando por cima do meu ombro, eu mergulhei pela saída lateral e fui mais devagar, sentindo-me tola. Rachel e Sugar insistiram que eu deveria escapar de seu alcance por mais alguns dias, e fazê-la me perseguir, mas ela não estava indo literalmente começar a perseguição.
Eu mandei uma SMS para Rachel que eu estaria pegando café na porcaria da lanchonete antes da minha aula da tarde em vez de ir à Starbucks. Ela mandou uma SMS de volta: GÊNIO. Eu te encontro lá. Irmãs na solidariedade e toda essa merda.
—________________________________________
Até o final de História da Arte, eu estava começando a duvidar da noção de Rachel que Santana queria jogar este jogo. Talvez ela não fosse um cão. Ou eu não fosse um gato. Ou eu fosse realmente ruim nisso. Eu suspirei, socando o meu telefone na minha bolsa. Eu o olhei para verificar as mensagens pelo menos 30 vezes durante a aula.
Eu sempre menosprezei os jogos que as pessoas jogavam na busca pelo amor, ou pelo próximo caso. A coisa toda era uma competição para ver quem conseguia ir mais longe, e eu nunca pude descobrir se havia mais sorte ou habilidade envolvida, ou alguma misteriosa combinação dos dois. As pessoas raramente diziam o que pensavam, ou revelavam como se sentiam. Ninguém era honesto.
Fácil para eu dizer, do alto do meu cavalo em meu perfeito relacionamento com Sam. Rachel tinha me dito isso meses atrás, quando eu disse que ela estava sendo ridícula sobre uma garota, conspirando para decifrar o que ela queria de outra garota antes de sistematicamente quebrar suas defesas. Eu tinha que admitir que ela estava certa. Eu não tinha ideia de como era ser uma jovem adulta e solteira, então eu não tinha o direito de julgar.
Até agora.
Esta angústia era um absurdo, mas eu não conseguia me livrar dela. Ela olhou para mim na sala de aula. Eu me sentia confiante quando eu deixei a aula de Economia, e miserável agora. Por quê?
Por que ela não tinha empurrado a ruiva de seu caminho no final de Economia para vir atrás de mim? Por que ela não tinha me mandado um SMS em algum ponto durante as quase três horas e meia desde que eu a tinha visto? Isso nem mesmo fazia sentido.
No momento em que eu estava aquecendo sopa no micro-ondas para o jantar, eu me resignei por ter falhado em manter o interesse de Santana. Eu tirei a garota bonita que tinha corrido para ela no final da aula da minha cabeça, quando eu comecei a imaginá-la deixando a turma segurando a mão dela, ou mais.
— Cretina! — Eu murmurei comigo mesma.
No final da minha cama, o meu notebook soou um alerta de e-mail, e uma vibração em resposta veio do meu estômago. Não era provavelmente nada, um aviso sobre vacinas contra a gripe do centro de saúde ou outra nota de um dos meus velhos amigos de escola, que estavam todos, tão devastados que Sam e eu tínhamos terminado (o que todos eles descobriram quando ele mudou de seu status de relacionamento no Facebook — vinte minutos depois que ele tinha rompido comigo).
Eu desativei minha conta imediatamente, e ainda tinha de reativá-la. A ideia de ver suas atualizações de status levianas e ter fotos dele aparecendo em meu mural era desmoralizante. Mesmo se eu o ocultasse, conhecíamos muitas das mesmas pessoas. Não haveria como esconder suas atividades completamente. Comecei recebendo e-mails simpáticos e condescendentes e mensagens no dia seguinte, então eu ficava justificadamente apreensiva sempre que eu checava minha caixa de entrada.
Me encolhendo, eu puxei-o para cima... E sorri.
CONTINUA...
Fale com o autor