Quando os sonhos não eram sobre o passado, o presente não oferecia muita positividade para inspirar meu subconsciente.

Frequentemente, campos de margaridas tornavam-se erva daninha, o pasto dava lugar ao concreto e toda vildade associada — fábricas, lucro, corporações, trânsito, fumaça, renda, aluguel. Eu já era adulta, o que queria dizer que trabalhava até nos meus sonhos.


Em meio a tudo isso, a voz inefável dele, de todos eles, fazia eu sentir como um gado atado ao aguílhão, cujo propósito era produzir. Não era humana, era o dímere de produto e produtor. A realidade era mais distópica que a ficção.