E quando os sonhos não são refugio? O que resta?

Não sabia quem eu era.

Eu era nada.

Não sabia o que queria da vida

Não queria nada.

Não conseguia aproveitar o momento.

A cabeça atulhada.

Estava soterrada em mágoa.

E completamente oca por dentro.

Eu gritava desesperada dentro das profundezas da minha mente, enquanto meu corpo jazia molemente sobre o colchão, com fios de lágrimas escorrendo em direção às orelhas. Queria um abraço. De quem?

Até que o sono, ardiloso como um escorpião do deserto, cravava em mim o seu espículo cruel e fatal.

E o vazio virava horror.