Pesadelos
3 Morte de Thomas
Notas iniciais
Considerem este capitulo como uma continuação do primeiro.
Quando ela me viu entrar na sala virou um animal. Não consegui entender e nem saberei explicar. Mas ela se levantou correndo jogando as cadeiras e as carteiras para o alto, com uma força que eu não sei de onde veio. Os poucos segundos que se passaram até ela chegar perto de mim eu pude pensar: “O que houve aqui?” “Porque essa garota esta assim?” “Eu a conheço!” “É a garota do ônibus?...” Não pude pensar mais nada.
Senti uma pancada no rosto, um som de osso quebrando e uma dor enorme no maxilar. Ela me acertou. — O que esta acontecendo aqui? – ouvi gritos do professor, mas parecia que ele estava a quilômetros de distancia. Tudo ao meu redor estava escuro e as vozes pareciam fracas e distantes. A única que eu podia ver era o rosto da garota acima de mim. Um sorriso idiota estava próximo de mim. — Coitado, parece que isso dói. Deixa-me ajeitar para você. – Eu não entendi muito bem o que ela estava dizendo, mas tinha certeza que aquilo só ia piorar. Senti outra pancada, dessa vez do lado direito. Ouvi mais gritos, mas ninguém se movia. O que estavam esperando? -Merda... – foi só o que consegui dizer. Consegui me levantar, fechei meu punho e tentei soca-la. Passei por ela e acertei a parede. Como? Ela segurou meus ombros e deu vários chutes no meu estomago. Senti mais ossos quebrando e sangue saiu de minha boca. Eu já não tinha forças nem pra respirar. Cai. — Já acabou? Que pena. — Vai se ferrar, vadia. – ainda tinha forçar para xingar. Ela me pegou pelo pescoço e ergueu, não consegui mais sentir o chão. Ter apanhado assim de uma garota até poderia ser normal. Mas como uma pessoa menor que eu poderia me levantar assim. Com certeza ela não era normal. — Vamos terminar com isso. – Foi o que ela disse. “Que porra!” “Será que ninguém vai fazer algo?” Consegui olhar para os lados. Eles continuavam parados olhando, como se tivessem sido paralisados ou algo assim. -Para, por fav... – não consegui terminar. Senti mais um osso quebrando. Ela apertou tanto meu pescoço que quebrou meu osso hioide. Com certeza vou morrer. Esse monstro jogou meu corpo para frente e bati minhas costas contra a parede. Ela me puxou e me jogou de novo. E de novo. Senti a parede atrás de mim quebrar. Na quarta vez ela me empurrou e soltou. Cai do segundo andar. Durante a queda pude ver seu olhar, parecia feliz. No andar de baixo funciona uma oficina. Existem varias maquinas enormes lá embaixo. Eu sempre quis saber como elas funcionam e agora estou morto em cima delas.
Notas finais
Assim como Rose morre no segundo capitulo, o mesmo ocorre a Thomas. Mas não consegui encaixar isso no primeiro capitulo.
Poderia ser o capitulo 1,5/2,5 ?
Poderia ser o capitulo 1,5/2,5 ?
Fale com o autor