Perseguição
6 Capítulo 6 - Distração
Henry, perturbado com o que houve, decide que final de semana ele irá chamar alguns amigos e iremos nos distrair de tudo. Sei que ele pensa que é tudo ilusão, tudo imaginação, assim como minha mãe pensava, mas não é! Eu tenho certeza disso, tem alguém realmente me perseguindo e eu não sei o que ele quer!
A sexta-feira ocorreu sem nenhum incidente estranho, e isso alivia um pouco minha mente. Meu pé ainda recebe curativo e faixas e felizmente não havia se tornado um corte fundo. Meu humor está tão alterado que qualquer filme besta de romance me faz chorar, ou então, qualquer notícia de um animal maltratado. Eu estou extremamente assustada e minha mente perturbada. É muita coisa, é confuso, eu não quero que isso continue.
-Entrem! – Diz Henry abrindo a porta para as visitas com um enorme sorriso.
-Henry, como você está filho? – Minha sogra, Hayley, acaricia o rosto de seu filho e o abraça forte. – E você, querida? – Ela vem em minha direção ainda sorrindo, seu rosto parece estar um pouco preocupada, mas não admite.
-Eu estou bem. – Tento demonstrar o máximo de sinceridade.
-Henry! – Peter pula no colo de Henry e eu vejo a cena deles caindo, mas isso não acontece.
Logo depois aparece a namorada de Peter, Loren; Jane e Kevin e minha mãe. Mesmo com tudo o que eu já fiz para ela, o seu abraço é sincero e as saudades que eu sinto dela são imensas. Isso supera todas as dores, medos e coisas que o tempo repete na minha cabeça.
-Ele voltou. – Digo em baixo tom para a minha mãe e ela se espanta.
-Quem voltou?
-Ele. Você sabe do que eu estou falando... – Digo olhando em seus olhos, vendo a compreensão nitidamente e sua expressão de medo, mas Henry interrompe o momento.
-Em, me ajuda com a comida? Eu encomendei pizza, mas você podia fazer uma salada? – Pede carinhosamente e beija minha testa.
-Eu vou fazer só porque pediu com jeito. – Sorrio e me direciono a cozinha.
Depois de duas horas, todos já estão acomodados no sofá da sala, assistindo a um filme de comédia e falando besteira – os homens, como sempre – e nem vemos a hora passar. A pizza chega e todos se reúnem na mesa de jantar, devorando a pizza em pouco tempo.
-Sobrou uma rodela de linguiça, quem quer? Henry? Sei que é apaixonado por linguiça. – Peter pica a linguiça com o garfo e coloca no prato de Henry.
-Cara, não era pra espalhar, Em não sabia desse meu segredo. – Murmura sorrindo enquanto come.
-Se amarra numa linguiça. – Kevin se sente na obrigação de participar da brincadeira.
-E então, Em, você também gosta de linguiça? – Jane sorri maliciosamente. – Por exemplo a linguiça do Henry. – Ela olha para a rodela no prato de Henry.
-Adoro. – Sorrio e corto um pedaço pra mim.
-Eu vou dar uma volta. – Diz Hayley por ouvir tanta besteira.
Então ela se levanta, assim como minha mãe, e as duas caminham até a janela da sala, observando a rua lá fora a essa hora da noite, enquanto na mesa a brincadeira continua. Mas parei de ouvir depois que a cortina balançou, mesmo não havendo vento. Então o encapuzado sai de trás da cortina.
-Não... – Sussurro e Henry, preocupado, olha para onde meu olhar está fixo e nesse momento, como sempre, o encapuzado some.
-O que foi? – Henry sussurra enquanto as visitas estão gargalhando alto.
-Ele está aqui. – Murmuro, apertando sua coxa com medo, olho em volta.
-Emily... Não tem ninguém além de nós.
Henry está olhando pra mim, quando o encapuzado surge novamente com uma faca de cortar carne na mão, apontando para minha sogra e minha mãe. Ele parece estar a alguns centímetros delas, quando me levanto bruscamente da mesa e grito. Todos olham para mim assustados. A conversa para. Ninguém parece respirar e Henry fecha os olhos não acreditando no que eu fiz. Assim, a visita se torna rápida e todos decidem ir embora, depois que Henry inventou algo de que eu estava tomando um remédio meio louco e que mexia com meus neurônios. Sendo assim, espantados, todos vão embora.
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