Perigoso
16 Capitulo 16
.P.O.V. Akira.
Chegou o dia em que eu teria que falar com o pai do Yuri, eu não estava assustado, estava só... irritado. Se eu não me controlasse era capaz de fazer com o pai do Yuri coisa pior do que ele fez com o pequeno. E, eu sei que, mesmo que o pai do Yuri fosse aquela pessoa horrível, era a unocea família dele, ou seja, a única pessoa que ele ainda tinha viva.
Andamos até a casa do Yuri calados, ele estava tremendo, então, resolvi abraçá-lo, puxando-o para mais perto. Ele sorriu, me abraçando de volta, e nós continuamos o trajeto.
— Vamos lá, pequeno, não vai ser tão ruim. — sorri de leve, fazendo carinho no cabelo dele. — Se qualquer coisa der errado, você fica lá em casa.
— Tudo bem...
Chegamos na frente da casa dele, e o Sr. Nakata saiu, furioso. eu ia ficando mais irritado conforme ele se aproximava, se ele pensava que podia machucar o Yuri e sair impune, ele estava muito enganado.
— Saia de perto do meu filho! — exclamou, puxando o braço do Yuri com força, esquecendo dos machucados. — E não volte mais aqui. — Yuri gemeu de dor, me deixando preocupado.
— Escute aqui, eu não sei se o senhor sabe, mas eu estou namorando o seu filho. Quer você goste disso ou não, e você não pode fazer nada a respeito. Bater no Yuri e fazê-lo se afastar só vai deixá-lo com medo do senhor e fazer com que ele se afaste. — ele soltou o Yuri, que voltou para perto de mim, me abraçando com força. — O senhor não parece ser um pai horrível, mas se não entender a sexualidade do seu filho, você vai se tornar um.
— SAIAM OS DOIS DAQUI. — gritou, nos empurrando para fora. — AGORA.
Nos afastamos, confusos, e ele bateu a porta da casa, irritado. Olhei para o Yuri, que estava pálido e trêmulo, segurei a mão dele, sorrindo de leve, e disse a frase que eu queria falar a tanto tempo.
— Quer morar com a gente? — ele sorriu, e nós fomos andando até o nosso apartamento.
— Mas... onde eu vou dormir? — corou.
— Isso não é óbvio? Você dorme comigo. — sorri. — Mas, me deixe ver esses machucados.
Os dedos do pai dele estavam marcados no braço dele, junto com os outros hematomas. Dei um beijo no local, abraçando-o logo em seguida.
.P.O.V. Yuri.
Acompanhei Akira até o apartamento deles, no caminho fiquei pensando.
— Quer dizer que você é meu namorado? — falei, corando.
— Se você quiser... — respondeu, parando de andar.
— E-eu q-quero! — falei.
Ele segurou meu rosto, levantando-o, e me deu um beijo calmo.
— V-você não avisou! — reclamei, rindo.
Akira sorriu e voltou a me abraçar. O resto do caminho foi silencioso. Quando chegamos, Akira viu que tinha esquecido a chave, então tocamos a campainha. Toshi atendeu, meio sonolento.
— Oi, Yuri? — me olhou confuso. — O que faz aqui?
Olhei para baixo.
— Yuri teve uns problemas e vai ficar aqui por algum tempo. — Akira explicou.
Toshi nos deu passagem, e perguntou se eu queria comer alguma coisa.
— Não, obrigado. — falei, nervoso. Bocejei, foi quando lembrei que não tinha dormido direito.
— Vem Yuri, vou te mostrar onde vai dormir. — Akira me chamou.
Fomos para seu quarto, ele me emprestou um pijama seu, que ficou MUITO largo. Logo Akira chegou no quarto.
— Já ajeitei a cama, vem. — falou, sorrindo.
Eu fui, e me deitei ao lado dele, que abraçou minha cintura, me fazendo corar.
— Boa noite, pequeno. — falou, dando um beijo na minha testa.
— Boa noite... Akira. — falei, quase dormindo.
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