Perigo eminente...
18 Uma noite quente parte I
Notas iniciais
POV JASON
Sem moral nenhuma.
Deixei que todos os meus sentimentos saíssem por meus poros, chorei ate quase desmaiar, não sabia que era possível tantas lagrimas saírem por meus olhos! Cara já fazia quase uma hora de choro intenso.
Onde eu estava com a cabeça quando decidi entrar no quarto de um garoto e me masturbar cheirando a sua cueca? Isso era doente! Como eu poderia ser tão baixo para chegar neste nível?
Deitado olhando pro teto aquela visão se repetia mil vezes, Leo completamente pelado com uma garrafa na mão, nunca vi outro homem pelado, Bem ver eu nunca vi, mas sentir, isso sim!
Flash Back ON
Não devíamos estar nos vinhedos esta hora, Baco nos amaldiçoaria por isso! Ainda mais com Dakota que é o próprio filho do deus do Vinho. Ele era meu amigo, talvez o melhor. Meus pesadelos estavam intensos com um dragão de bronze, fogo e uma pomba. Octavian dizia que tinha logo relacionado com alguma profecia que estava a vir, mas mesmo rasgando os seus lindos ursinhos de pelúcias, ele não encontrou nada.
Dakota me ajudava a relaxar, gostava dele pra caramba.
– Você vai adorar – ele murmurava pelo caminho.
Havíamos acabados de sair do conselho, nossas togas estavam sujas de terra a esta altura, tentava levanta-la, mas o Filho de Baco me puxava pelo punho rápido demais para qualquer ajuste.
Quando chegamos ao centro, mais parecido com uma clareira havia mais dois rapazes ali. Um é claro era filho de Marte o outro provavelmente filho de mercúrio.
– Sua iniciação – murmurou ele no meu ouvido enquanto amarrava uma tira em meus olhos. Depois das saunas, as “iniciações” eram as coisas mais pervertidas do mundo.
– Dakota... – comecei mais algo tapou a minha boca e amarrou meus braços. Logo eu estava amarrado no chão, completamente estirado. Senti mãos me tocando, membros e línguas. Tentei gritar, mas não era a fita em minha boca que me impediam era o prazer que me fazia delirar.
Quando senti as três bocas em meu membro...
Foi o delírio
Flash Back OFF
Decidi que iria falar com Leo. Afinal, tinha que me explicar, dizer que o amava, que queria te-lo por perto, sentir seu corpo. Que o meu amor por ele era tão espetacular seus olhos me deixavam extasiados, que a sua pele quente me queimava na medida certa, o seu Hálito de Hortelã era uma ótima combinação com as sua piadas.
Que o nosso casamento seria lindo, ele poderia escolher os detalhes, mas o terno branco eu não abria mão. Seria perfeito.
Com toda euforia que senti neste momento decidi me declarar, olho no olho, ele não poderia negar meus carinhos, teria que falar a verdade, desde o inicio, desde quando eu imaginei que era amor. Eu necessitava. Caminhei pra fora do quarto com sorriso nos lábios, arrumei meu cabelo e ajeitei minhas roupas diante a porta do filho de Hesfesto. Não tinha certeza da sua presença ali, não mesmo, talvez ele estivesse comandando o navio ou algo assim.
A esperança é a ultima que morre.
Não bati, apenas abri a porta sorrateiramente.
POV LEO
Ter Nico assim novamente era Legal. Esperava que ele fosse embora, porem ainda sobrou um pouco de luxuria no filho de Hades... E foi assim que conheci o termo “amizade colorida”. Ajoelhado entre as minhas pernas enquanto mordia por cima da roupa o meu membro, seu sorriso malicioso mostrava que nenhum ressentimento ficou sobre aquela noite.
– Não me provoque Nico – falei mordendo os lábios segurando um gemido.
– Você falou que estava a fim de tirar o atraso – falou ele com uma careta mais maliciosa, ele fez menção em tirar a minha calça e eu reabotuei, não queria que as coisas ficassem estranhas entre nós. Mas o garoto ficou chateado e se deu por vencido.
– A primeira vez tem que ser com alguém que a gente ama – explique acariciando seus cabelos observando aquelas orbes escuras.
– Eu gosto de você – ele respondeu com o rosto corado.
– Gostar não é amar Nico – rebati deitando-me na cama. Precisava de um sono descente e Nico não estava ajudando com isso. Ele deitou-se ao meu lado como sempre fazia, apoiando a cabeça em meu peito, mil pensamentos invadiam a minha mente neste momento, não queria a presença daquele garoto ali comigo... Só que eu queria tanto.
– Sabia que eu tenho sonhos com você? – ele murmurou após um tempo
– Sonhos? – questionei já meio sonolento
– Sonho que somos uma família, que temos um filho e tudo mais – ele comentou, suas bochechas se moveram podia apostar que estava sorrindo. Isso era tão incomum, ver o filho de Hades sorrindo que não pude deixar de fazer o mesmo.
Nunca pensei em casar, muito menos ter filhos! Sempre me imaginei um solteirão em uma oficina mecânica que quando os amigos estivessem a fim de se livrar dos filhos, olharia por troca de favores. E pra falar a verdade já tive sonhos assim, minha madrasta (Afrodite) está presente em minha mente, sempre quando penso em ficar com Nico a imagem de Jason surge tão forte que quase me faz desmaiar. Não sabia o que aquilo significava, mas era um sinal.
– Eu amei tanto – ele murmurou.
– Eu amo Jason – murmurei fechando os olhos para evitar as lagrimas.
– Preciso ir – Nico disse preguiçosamente incomodado por sair do calor dos meus braços. Não neguei que fosse, assim que a porta se fechou me enrrolei no edredom remoendo o que ele acabara de dizer.
Uma família.
Não sei se nós temos uma relação tão intima ao ponto de ter uma família, muito menos um filho, logo que somos homens e não precisa ser nenhum filho de Atena pra saber que dois rapazes não podem ter filhos.
Ouvi a porta abri e imaginei que era Nico que havia se arrependido de ir embora e queria adormeceu sobre o meu corpo quente, mas quando me virei encontrei Jason encostado na batente da porta.
Meu coração foi a mil.
(...)
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