Perigo eminente...
19 Preparados...
Notas iniciais
POV JASON
Leo estava deitado me observando com aqueles olhos castanhos.
Agora que estava ali não poderia mais voltar, nada que eu imaginei fazer quando chegasse ali continuou sã o suficiente quando ele abriu um sorriso.
Depois da cena que realizei aqui neste quarto nem em sonhos pensaria que ele me receberia tão bem, desviei os olhos pro chão e encontrei a bendita da cueca vermelha que usava para as minhas fantasias, corei ao lembrar daquela cena.
Eu comia vidro e rasgava dinheiro só pode.
Dei as costas e fui à porta, completamente arrependido de meu impulso em procurar o filho de Hefesto. Minha cabeça poderia explodir e a tremedeira em meu corpo não deixa que minha mente pudesse formar algum raciocínio lógico, temia que ali pudesse perder o controle.
– Você me ama Grace? – ele perguntou com a voz rouca. Como uma pedra meu coração pesou em meu peito, segurei em sua cômoda com medo que minhas pernas cedessem a qualquer momento, mordi os lábios e fechei os olhos com forças evitando a tontura com o excesso de adrenalina que corria em minhas veias.
– Por que pergunta? – disse tentando soar corajoso e frio.
– Ora eu peguei você se masturbando com a minha cueca, acho que mereço uma explicação plausível – disse ele irritado. Uma característica que sempre acompanha Leo é que quando o seu humor muda radicalmente, junto com ele emana uma onda de energia que logo se transformava em calor se tornava insuportável, porem eu acabei me acostumando com isso. Virei lentamente e cruzei os braços, ele estava sentado na cama da mesma maneira. Sua face era de irritação com uma mistura de curiosidade.
– Não adianta falar, você nunca acredita – suspirei cansado.
Aquela situação com Leo já havia chegado ao limite, não importava quantas vezes eu dissesse que eu o amava, ele jamais acreditaria em mim, muito menos daria bola porque afinal ele “amava Nico”.
– Eu te amo Leo Valdez – murmurei quase inaudível. Estava pronto pra entrar em lagrimas, já conseguia as sentir ardendo meu olho, mordi ainda mais forte os lábios e encarei o chão. Leo deitou-se na cama, como se já não se importasse com aquele conversa, fiquei ainda mais arrasado. Abri a porta e me dirigi para o meu quarto.
Eu decedi que aquela seria a ultima vez que eu correria atrás dele. Nunca mais em minha vida abriria a boca para murmurar aquelas palavras malditas.
– Jason – chamou Leo quando já estava no corredor, como um idiota coloque a cabeça para dentro do quarto novamente mesmo me arrependendo de ser tão submisso aquele amor.
– Pois não – disse com a voz embargada.
– Fica mais um pouco – ele ronronou sensualmente. Minhas mãos suaram frias e eu gaguejei sem mesmo dizer alguma palavra.
Entrei e fechei a porta atrás de mim encostando-me nela, olhei o filho de Hesfesto na cama, com a respiração acelerada, olhos serenos e os cachos rebeldes emoldurando seu rosto com um toque infantil. Não sai do lugar, com as costas deslizando pela porta me sentei de pernas cruzadas, sem saber o porquê voltei para aquele quarto.
– Senta aqui – ele convidou cedendo um espaço ao seu lado.
– Não, obrigado – murmurei
– Por quê? – questionou ele meio assustado com a minha recusa.
– Se eu ficar perto de você, tenho medo de não conseguir me controlar – Expliquei envergonhado, porem com um sorriso cafajeste no rosto.
– Não pedi pra se controlar – ele completou com o mesmo sorriso.
Levantei com as pernas bambas, apoiando-me na estante ao lado a porta para não cair na frente dele, caminhei até a cama e deitei sobre ele. O contato de sua pele quente com a minha fria como a tempestade, causou um ótimo efeito. Meu coração batia forte, mordi sua clavícula arracando-lhe um sussurro prazeroso e rouco.
– Jason – chamou ele sério.
– Pois não! – murmurei distribuindo beijos por seu pescoço, delirava, há meses sonhava com aquilo.
– Você já fez isso?
– Não até o fim – expliquei – e você?
– Você tem certeza que quer fazer isso comigo? Aqui? – perguntou ele escondendo o rosto no travesseiro. Subi meu corpo até que a minha boca encontrasse o pé da sua orelha, depositei um selinho memorado ali, e Leo em meus braços estremeceu. O cheiro de hortelã que seu cabelo tinha era de longe o melhor cheiro do universo.
– Eu te amo – murmurei com a voz rouca e sensual. Por mais que quisesse conquita-lo aquelas palavras me tocaram de uma maneira muito profunda, mesmo que as dissesse milhares de vezes, somente desta vez consegui sentir o poder que elas emitiam.
Nossos olhos se encontraram, aquelas orbes castanhas estavam completamente marejadas me deu um aperto no peito, levantei a mão e as enxuguei suas lagrimas e acariciei seu rosto.
– Deixa eu te fazer feliz? – perguntei a beira da lagrimas.
– Não faça promessas que não pode cumprir – ele retrucou.
– Eu juro pelo Rio estige – falei, e antes que ele pudesse contestar ou me xingar selei nossos lábios.
O beijo foi sem duvida o melhor da minha vida, cara eu sei do que estou falando eu namorei a filha da Deusa do amor! Nossas línguas se entenderam tão bem, enquanto deixava a minha mão passear por seu corpo, magro e definido. A luxuria que tínhamos era assustadora, cheio de paixão. Puxei seu corpo para mais perto do meu, quando o oxigênio fez falta, respirávamos audivelmente e enquanto Leo arranhava as minhas costas eu contraia ainda mais meu quadril entre as suas pernas.
Nem em um milhão de anos, não imaginava fazer algo como aquilo, ainda mais com Leo.
– Posso te tocar? – pedi excitado mais com um semblante neutro. Ele concordou e aos beijos tracei um caminho de beijos entre seus lábios até a braguilha da sua calça, com uma rapidez impressionante tirei a sua calça. A sua cueca também vermelha me deixou constrangido por alguns momentos atrás, mas decidi esquecer aquilo e aproveitar ao Maximo aquele momento.
Com seu membro em mãos, deslizei a minha língua por toda sua extensão. Ele curvou as costas e colocou a mão em minha cabeça, puxando os meus cabelos. Quando o coloquei quase por completo na boca fazendo movimentos de vai e vem, ele prendia os gemidos que só me deixavam mais excitados, movia a minha língua com rapidez, e fazia uma certa pressão na cabeça de seu pênis.
– Mais rápido Jay – ele implorou manhoso.
Com a minha boca comecei os movimentos de vai e vem, acariciava a suas bolas, ele tinha alguns pelos, não muitos, e isso me enchia de tesão. Com um impulso tentei colocar seu pênis todo na boca, deixando que levemente meus dedos rosassem causando-lhe um gemido alto de prazer que logo foi contraído por seus lábios. Adorava fazer aquilo com Leo, e continuei empolgado, porem assim que senti os jatos em minha boca, me assustei e quase engasguei com seu sêmen, meu rosto esquentou e pude jurar que estava vermelho.
– Relaxa, sempre assusta na primeira vez – ele disse risonho completamente satisfeito com as minhas caricias. Levantei e sai de sua cama, meio atordoado porem muito feliz – Você não quer finalizar? – murmurou ele.
– Não tenho camisinha Leo – expliquei meio acanhado. Ele ficou pensativo, ver aquele garoto completamente nu naquela cama com cara de intelectual foi o meu auge.
– Eu quero Jason – ele murmurou envergonhado.
– Não quero te machucar – Falei ajoelhando-me ao seu lado e acariciando seu rosto. O beijei novamente dessa vez de uma forma mais romântica, meu membro latejava na calça de moletom, eu estava louco de prazer. – Esperei tanto pra ter você, posso esperar mais um pouco – disse sorrindo satisfeito.
Levantei e sai da cabine, com a cabeça a mil. Sei que doi um sexo anal, não tínhamos proteção e muito menos algo que ajudasse na penetração, tenho noção do tamanho do meu membro e também do tamanho de Leo.
Amanhã estaríamos no Rio de Janeiro, provavelmente a tarde.
Me prepararia para a melhor noite da minha vida.
Seria a minha primeira noite. Uma noite com Leo Valdez.
(...)
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