Perigo eminente...
10 Promessa é divida
Notas iniciais
POV LEO
A noite estava mais fria que o normal. Com os vários ataques que o navio sofreu o termostato que ajustava a temperatura da sua cabine da maneira que você se sentia mais confortável não funcionava mais. Graças a Hefesto já estávamos chegando ao acampamento, acho que só mais um dia e pronto, estaremos em casa.
Não aumentei a temperatura do meu corpo com medo de me descontrolar e matar todo mundo queimado. Deitado em minha cama com um edredom azul que consegui conter o frio, fiquei deitado apenas refletindo o que tinha acontecido a Jason. Como ele pode tentar suicídio? Bem isso ocorreu depois que eu o deixei sozinho no convés, por algum motivo tive a vontade de encontrar novamente com ele e foi ai que eu o vi. Isso me trazia o dejavu, perecia que eu já havia vivido aquilo, ou seja, uma péssima sensação.
Amar não é uma tarefa fácil, não mesmo.
Ser um garoto, homossexual, que tentava lutar contra todos os sentimentos que envolviam o seu peito. Estava me sentindo literalmente a Katinns, a garota em chamas, que tinha que decidir entre dois amores que seria Peeta/Jason ou Nico/Gale. Gostava muito dos dois, mas sabia que não tinha chances com Jason, logo que ele era heterossexual, entretanto eu não tinha chances com Nico que por sua vez amava Percy. Massageei as temporas porque pensar sobre eles me deixava com muita dor de cabeça.
Estava quase explodindo quando alguém bateu a porta, não emiti nenhum som e logo depois Nico apareceu na porta com uma calça de moletom e sem camisa. Meu coração deu um pulo e eu comecei a tremer com aquela visão, da ultima vez que ele esteve em minha cabine acabamos fazendo algumas coisas mais... “Quentes”
– Está dormindo? – perguntou baixinho
– Meus pensamentos não deixam – respondi dando espaço para que ele se deitasse ao meu lado. Ele caminhou confuso e indeciso, como se negasse a própria vontade e seu corpo não obedecesse a sua consciência. Assim que nossos corpos se entrelaçaram eu sabia que aquela noite não passaria daquilo.
Sua respiração era falha e irregular, o frio em seu corpo era mais intenso, então me arrisquei e aumentei a temperatura de meu corpo a fim de aquecê-lo. Ele sorriso com o calor que eu emitia, estava agradavelmente quentinho.
– Está muito frio – ele murmurou e eu ri. Cara isso vindo do filho de Hades era muito engraçado – estou falando sério! Está mais gelado que o normal.
– Estamos chegando aos Estados Unidos no inverno! Deve ser alguma frente fria – eu respondi
Continuamos assim até que eu peguei no sono.
Meu sonho foi esquisito! Estava em um galpão escuro varias vozes femininas me atacavam e eu estava indefeso, assustado e sem nenhuma reação. “- Você jurou”. Murmurou uma garota. Uma água negra começou a tomar meus pés, eu me sentia sufocado, sonhos e lembranças que não era meus me tomaram com tanta força que eu não resisti mais ficar de pé. O ar desapareceu de meus pulmões e eu me debati naquelas águas escuras.
Acordei em um salto, Nico continuava ao meu lado. Apalpei a cama e meu corpo, respirei profundamente aproveitando aquele maravilhoso oxigênio.
– Está bem? – perguntou Nico acariciando meus cabelos.
– Eu tive um pesadelo – contei – Águas pretas me dominavam cheias de sonhos perdidos e aflições alheias, enquanto uma menina me cobrava algo!
– Oh não – murmurou Nico com os olhos assustados. Não sabia sobre o que ele estava pensando, nunca quebrei nenhum dos meus juramentos, nem mesmo a profecia estava correta! O trecho “- Um juramento a manter como alento final” nunca foi realmente cumprido, bem o único juramento que eu havia feito foi...
– Deuses do Olímpo – murmurei.
Dei um pulo da cama e comecei a andar de um lado para o outro sem saber como reagir, aquilo foi de momento, eu estava chateado com o mundo, no meio de uma guerra. Uma garota bonita de mole e eu me apaixonei! Isso não deveria contar como promessa, não mesmo. Estava tão frio que andar naquele chão era completamente torturante, pulei na cama sobre o olhar atento de Nico.
– Você jurou pelo Rio estige! Isso é grave – falou ele como se pressentisse o meu medo.
– Eu não sabia que era tão grave – murmurei
– Jurar já é grave, jurar pelo Rio estige e ainda mais – ele comentou.
O alarme do navio soou, ninguém estava de guarda aquela noite, estava muito frio pra qualquer um ficar no convés. Procurei minhas botas e um casado quente, pra mim e para Nico. Subimos juntos não tão apressadamente para a parte superior do navio.
Todos estavam ali, olhando atenciosamente para algum inimigo. A neblina era tensa,e estava sobre nós. Olhei assustado aquilo era forte demais para ser apenas fumaça.
– É magia – disse Hazel como se lesse meus pensamentos.
O ar ficou ainda mais frio Jason tremia encolhido na cadeira de rodas improvisada que eu criei. Atravesse o convés e retirei a minha blusa entregando-a a ele, ele pareceu relutante sobre aquilo e então eu aumentei a temperatura do meu corpo mostrando que eu não necessitava daquilo.
– Obrigado – ele murmurou parecendo mais aquecido. Assenti com a cabeça e toquei seu rosto transmitindo o meu calor, o toque foi agradável e ele sorriu com aquilo. Ignorando a situação em que passávamos, ou seja, um ataque eminente me ajoelhei em seus pés podendo assim ficar visualmente da mesma altura. Com as mãos em sua face e com um sorriso torto nos lábios disse com toda a precaução que podia.
– Nunca mais faça isso okay? – disse sério.
– Okay – ele respondeu envergonhado.
– Hey galera, acho que é uma ilha – gritou Frank.
Levantei assustado e corri para a beira do navio, Percy parecia da mesma forma olhando assustado para a praia de areia branca. Todos foram para onde estávamos com armas em punho. Depois que você atravessa o mundo e luta bravamente em uma guerra, até os pandas você vai querer matar se não provar que são bonzinhos.
– Não é possível – murmurou Percy
– Só se encontra uma vez na vida – eu respondi encarando aquelas orbes verdes vidradas e surpresas.
Uma garota de túnica branca estava sentada e deu um pulo assim que o navio se aproximou mais. Meus pelos se eriçaram. Simplesmente eu não podia crer no que estava acontecendo e muito menos o Filho de Poseidon.
Havíamos encontrado Ogigia.
(...)
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