Perigo eminente...
11 Vento no Litoral
Notas iniciais
POV LEO
O Jantar foi até animado. Era realmente assustador sentar-se a mesa com uma Deusa, filha de um Titã, mas até que superamos rapidamente este fato quando a comida chegou.
Durante a guerra Pipper perdeu a cornucópia e a maioria dos pratos mágicos estava com problemas, você queria comer hambúrguer e apareciam panquecas. Comer uma bela refeição deliciosa e divina só estava nos meus sonhos, e deuses como eu estava com fome.
Parecíamos bárbaros na mesa, todos, inclusive Annabeth (a certinha filha de Atena) Jason (que estava meio fraco) e Nico (que nem comer direito comia) tentava enfiar a maior quantidade de comida que conseguisse na boca. Calypso observava tudo animada e um pouco assustada conosco, e com toda a fome e o desejo que estava naquele momento nem liguei para os problemas que tinha.
Quando estavam todos satisfeitos e com os pratos lambidos literalmente. Ela nos conduziu até um lugar para que tocássemos de roupas e tomássemos um banho. Jason recebeu alguns remédios milagrosos e ficou rapidamente mais disposto e corado como um verdadeiro herói, sorri ao observar ele colocando a camiseta, seus músculos eram tão definidos. Me senti tão grato por poder estar limpo e satisfeito novamente, que há tempos não sabia como era isso.
– Obrigado – disse acariciando seu rosto.
– Obrigada você – ela murmurou envergonhada sorrindo para o chão – Os Deuses me libertaram porque você prometeu. Seu pai me contou que se não fosse por isso provavelmente estaria aqui... Pra sempre – ele contou com lagrima nos olhos, afaguei mais um pouco antes de me espreguiçar barulhentamente.
– Bom eu vou dar uma volta – anunciei. Os olhos de Jason encontraram com os meus, ele sorriu e eu retribuo imediatamente. Estávamos um pouco distante, o que tornava a cena ainda mais constrangedora. Estava feliz por ele estar bem e sadio novamente, é como se eu tivesse a sensação de quase perde-lo que eu não sei explicar a ninguém como.
Não queria deixar claro que sentia algo por ele, tinha medo que assim que soubesse o que sinto se afastasse e me deixasse. Ele sabe da minha sexualidade, sou um pouco resolvido com isso (bem mais do que Nico), porém ainda tinha as minhas duvidas.
Sai e caminhei pela praia de areia branca até o meu refugio. Queria que aquela noite fosse tranqüila, depois de um bom tempo enfrentado a guerra eu necessitava daquilo.
Subi nas pedras e observei o mar se quebrar ao encontrá-las, fechei os olhos e deixei que aquele vento se chocasse conta o meu corpo e levasse todas aquelas incertezas.
Pelos deuses eu merecia aquilo. Estava cansado e necessitava de um belo descanso. Mas eu ainda tinha uma guerra interna, que eu simplesmente não poderia fugir e me esconder e também não teria ninguém pra me ajudar.
– Posso ficar aqui? – murmurou Nico. Virei assustado, nem sabia que o filho de Hades havia me seguido até aqui, ultimamente estávamos tão próximos e íntimos que a presença dele me enchia de alegria e ao mesmo tempo me perturbava. Queria te-lo por perto e também o queria te-lo em sua intimidade. E todo esse desejo me possuía, de uma forma inimaginável.
– Está tudo bem? – ele perguntou apoiando as mãos nas pedras e tomando um lugar ao meu lado.
– Sinceramente, não – soltei antes que pudesse pensar no que estava acontecendo, não podia tornar aquilo publico, a minha guerra era só minha e ninguém poderia lutá-la por mim. Nico continuou ao meu lado, sem dizer nada e eu o agradeci por isso. Não estava preparado para ter aquela conversa com ninguém, nem mesmo com o garoto que troquei caricias intimas a algumas noites atrás.
– Eu e Percy nos beijamos – ele comentou encarando o mar observei aquelas orbes escuras imaginando o que se passava em sua cabeça. Era horrível ouvir aquilo da sua boca, eu o amava, mas não podia falar isso. Deixar que aquela emoção me tomasse, se aquilo me acontecesse poderia perder o controle.
– Quando? – perguntei fingindo animação.
– Antes... Antes de eu me assumir – ele comentou com a voz embargada, então percebi o porquê. Nico havia se assumido após ficar com o Filho de Poseidon, isso significava que ele não levou isso a sério, significa que ele não gosta de Nico. Pensei em contar a minha cena com Jason, mas decidi deixar quieto.
– Leo – ele me chamou envergonhado aproximando-se timidamente, o encarei com um sorriso mínimo dando coragem para que ele falasse, observava aquela beleza estranha que o filho de Hades tinha – eu q-queria... Queria... Não não eu q-quero que você m-e toque – gaguejou envergonhado.
Levei um susto e demorei pra processar aquilo que ele falou isso não era possível, as palavras entraram e ecoaram em minha mente. Seus olhos se encheram de lagrimas e eu me arrependi de ser tão lento. Com a mão aproximei o rosto do filho de Hades do meu, ele estava relutante em abri-los. Depositei um beijo em sua face e depois selei nossos lábios em um beijo devagar.
O mundo poderia acabar ali, que eu não me importaria, poder tocar aquele garoto de maneira intima me deixava maluco. Nossas línguas se movimentavam, quando o ar foi necessário, ficamos encarando um ao outro esperando a próxima ação, ele me abraçou e retribui com mais intensidade tentando selar os nossos corpos.
– Eu quero sentir você – ele murmurou, seu corpo era gelado, mas podia sentir as sua bochecha quente em meu ombro – por favor. – implorou ele.
Puxei seu rosto e encostei as nossas testas, aproveitando aquele sonho. Por cima de sua calça toquei seu membro que estava semi-rigido. Levantei e desci das pedras até a areia quente da praia, ele me seguiu em silencio. Abaixei a calça branca que Calypso havia me dado e acariciei meu membro com a mão, ele chegou e ficou de costas pra mim.
Doía pra caramba saber que pra ele eu só era um apoio pra esquecer Percy, que se o filho de poseidon estivesse aceito as suas caricias eu estaria até agora sozinho. Abracei a sua cintura e com um pouco de saliva lubrifiquei a sua entrada, sua respiração era irregular e a qualquer momento meu coração iria pular naquelas ondas.
Forcei meu membro em sua entrada e ele apertou com força o meu braço, sabia que aquilo doía, sei como é ser penetrado pela primeira vez, com lubrificante já era doloroso imagine sem!
Não sentia prazer, por algumas vezes tive que balançar a cabeça para afastar as lagrimas. Forcei ainda mais o meu falo a sua intimidade e desta vez ele emitiu um gemido de dor, a minha glande já estava dentro dele o que causava um pequeno incomodo. Em meu interior eu queria machucá-lo, porém meu coração não deixava que aquilo continuasse ele chorava e tremia em meus braços. Tirei meu membro de dentro dele se subi as minhas calças e as dele também, recebi um olhar assustado e me distanciei dele.
Corri tentando me afastar de tudo que havia acontecendo, até simplesmente as minhas pernas se cansarem e cederem, o que havia feito era escroto e nojento. Como pude fazer aquilo com Nico? Se ele me ignorar e eu nunca mais poder te-lo por perto? Esmurrei o chão e bati forte a cabeça, queria perder a consciência e sair de órbita, chorei feito uma criança, mas não emiti nenhum som.
Olhei a imensidão do mar, o quanto ele era forte, vazio e sozinho. Eu estava completamente decidido sobre o que fazer.
(...)
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